Um amigo

>> terça-feira, 1 de Dezembro de 2009

Quando estou mais triste, leio este texto de Leif Kristiansson, traduzido por Sophia de Mello Breyner Andersen, que com as bonitas ilustrações de Dick Stenberg resultou num livro cuja simplicidade diz muito e pouco ao mesmo tempo. Foi-me oferecido por uma amiga(?) há uns anos atrás...

Ter um amigo é maravilhoso.

Ser amigo, de alguém
Ainda é melhor.

É como acordar
e sentir o sol a brilhar.

Um amigo é alguém
com quem se está bem.

Mas um amigo é muito mais do que isso!
É alguém que pensa em ti
quando não estás aqui.

Alguém que bate com os dedos na madeira
quando tu tens de fazer coisas difíceis.

Nunca se está realmente só
quando se tem um amigo.

Um amigo ouve
o que tu dizes
e tenta compreender
o que não sabes dizer.

Mas um amigo
não está sempre de acordo contigo
Um amigo contradiz-te
e obriga-te a pensar honestamente

Um amigo gosta de ti
mesmo que faças asneiras

Um amigo ensina-te
a gostar de coisas novas
Não terias imaginado essas coisas
se estivesses sozinho.

Amigo é uma palavra bonita
É quase
a melhor palavra!

Um amigo é alguém
Que tem sempre tempo para ti quando apareces.

Toda a gente pode ter um amigo.
Mas não vivas tão apressado
Que nem vejas
Que há alguém que quer ser teu amigo.

Um amigo, é alguém
que é para ti uma festa
alguém que pensa em ti
e te ouve
e te ajuda a saber o que tu és.

Alguém que te ajuda a descobrir as coisas
alguém que está contigo e não tem pressas

Alguém em quem tu podes acreditar!
Quem é o teu amigo?

Dedico este texto a todos os meus verdadeiros amigos. Aos que dizem que são mas não o sabem ser, aqui está tudo o que precisam saber para o ser.

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Até na Imprensa, já se Ganha uma Geração!

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Fly me to the moon

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My Way

>> segunda-feira, 30 de Novembro de 2009

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Semana Sinatra

Segunda, Terça, Quarta, Quinta e Sexta-Feira. Tributo ao incomparável Frank Sinatra. Todos os dias às 19horas.

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Carrega Mel!

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Assim vai o futebol português...

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Parabéns Joaninha!

>> domingo, 29 de Novembro de 2009

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Derby

>> sábado, 28 de Novembro de 2009

O Derby começou mal, devido aos incidentes antes do jogo. O autocarro do Sport Lisboa e Benfica foi apedrejado, a política admitiu a impotência para travar o ímpeto dos adeptos leoninos. A violência é algo de muito negativo do Desporto. E ninguém é melhor que ninguém. Não existem só pessoas boas ou só pessoas más em nenhum clube. Por isso, mais vale nunca se atacar, porque os telhados normalmente são de vidro. Com isto fica feito, também, o meu comentário sobre a questão da final do Campeonato de Juniores do ano passado. Concordo com a primeira decisão de punir ambas as equipas com uma derrota. Só assim não foi em função da Tabela, fazendo me lembrar, a inteligência de quando se castigou o Porto com 6 pontos. Adiante, vamos ao jogo.

Um jogo bem jogado tacticamente, com muita intensidade no segundo tempo, hipóteses de parte a parte. O Benfica teve mais posse de Bola, mais ataques e mais remates, acabou por ter um caudal ofensivo maior, mas não o suficiente, na minha opinião, para se poder dizer, sem mais, que merecia a vitória. O empate acaba por se adequar, até porque o Sporting também dispôs de várias oportunidades de perigo, em especial, naquele lance técnico fantástico de Liedson e no tiro de Miguel Veloso para a defesa da noite de Quim. O esquema utilizado por Carvalhal, de 4-3-3, é muito mais fácil de apreender pelos jogadores do que o 4-4-2, em especial, o 4-4-2 em losango, que envolve muito mais maturidade nos processos defesa-ataque e ataque-defesa e uma inteligência de jogo acima da média, para além de uma repetição de processos muito maior. Por outro lado, tem a desvantagem, do plantel do Sporting não estar talhado para esse esquema, pelo que o reforço no mercado de inverno é muito importante para dar condições de trabalho a Carvalhal. Notas mais, para Liedson que foi muito trabalhador e para Adrien Silva, para mim o melhor do Sporting. Do Lado do Benfica, uma grande exibição de Javi Garcia, hoje mostrando o seu espírito guerreiro, perdeu muito sangue, mostrou um espírito de sacrifício e um poder de combate acima da média. Também grande trabalho para Ramires, exibição segura de Sidnei, e David Luiz vem mostrando credenciais que o tornarão um dos melhores do mundo, em muito pouco tempo. Quim, muito seguro, também.

Contas feitas, o Sporting fica, em princípio, mais longe do título e não consegue uma vitória que o entusiasme para um resto de época acima da média. Mas mostrou raça e já alguma qualidade de Processo. O Benfica mantém a vantagem sobre o Sporting, mas pode perder terreno para Braga e ver a vantagem encurtada para o Futebol Clube do Porto. Continuo a dizer que o jogo decisivo será o Benfica – Porto do próximo dia 20.

Quanto ao árbitro, Pedro Proença, nota positiva, com um trabalho globalmente bom, registando-se apenas dois lances de erro, ambos a beneficio do Sporting. Uma mão claríssima, que deixa passar, e uma falta ofensiva de Liedson, que poderia ter dado em golo Sportinguista. De todo o modo, sem grande influência no jogo, pelo que de 1 a 10, a nota seria um 7.

Fica a análise. E o caro leitor, como viveu este Derby?

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Critérios de Escolha

Perdeu o lugar? Então vai para governador civil *

José Sócrates compensou boys prejudicados pelos resultados eleitorais com o job de governador civil.

O Governo aproveitou a nomeação dos novos governadores civis (renovou 10, num total de 18) para reparar os danos provocados no aparelho socialista pela perda de votos nas legislativas e por derrotas nas autárquicas.

É o caso do novo governador civil de Lisboa, um ilustre desconhecido para os alfacinhas em geral, mas bem conhecido da população socialista. António Galamba, deputado até 27 de Setembro, não conseguiu ser reeleito nas últimas legislativas: era o 20º da lista da capital e o PS só conseguiu eleger 19. Mas durou pouco tempo a angústia de ter estado tão perto e, mesmo depois de composto o Governo (sem que saísse ninguém dos eleitos por Lisboa), ter ficado sem posto. Quinta-feira, em Conselho de Ministros, António Galamba foi 'recompensado' com o lugar de governador civil.

Não foi o único. A sua homóloga no Porto é Isabel Coelho Santos que disputou, em nome do PS, a Câmara de Gondomar ao indefectível Valentim Loureiro. Perdeu em 11 de Outubro, para ganhar em 19 de Novembro. Um percurso idêntico ao do novo governador civil de Viseu, Miguel Ginestal, e ao da nova governadora civil de Santarém, Sónia Sanfona. O primeiro fora candidato contra o inamovível Fernando Ruas, a segunda perdeu para a CDU a autarquia de Alpiarça (nas mãos do PS desde 1997). Ambos haviam sido destacados deputados na legislatura anterior - Sónia Sanfona foi vice-presidente do grupo parlamentar e a relatora da Comissão de Inquérito ao BPN. Porque a direcção do PS impediu que candidato à presidência de uma autarquia pudesse integrar as listas de deputados, restar-lhes-ia os lugares de vereador não fosse o Governo ter-se lembrado deles para governadores.

A governadora civil de Faro é também uma ex-deputada, Isilda Gomes. Apesar da hecatombe eleitoral do PS no distrito algarvio, ela fora reeleita como número três da lista. A sua saída para o Governo Civil permite, porém, corrigir uma dupla "injustiça": Jamila Madeira, que ficou à porta da reeleição, primeiro para o lugar de eurodeputada, em Bruxelas e depois para a AR, tem por esta via lugar entre os eleitos.

A lista de governadores civis indignou o BE: é "claramente de pendor partidário" e "apouca a democracia", disse o líder parlamentar bloquista José Manuel Pureza.

*Texto publicado na edição do Expresso de 21 de Novembro de 2009

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