Resposta a Comentários

>> quarta-feira, 10 de junho de 2009

Pela primeira vez faço aqui um post, especificamente para responder a comentários. Não é normal que isso aconteça, nem acho que o deva fazer por sistema. Desta vez decidi dar esta resposta por quatro razões fundamentais:

• O post é antigo, pelo que uma resposta na caixa de comentários poderia não ser lida por todos os que, amavelmente, comentaram aquele texto.

• O número de comentários é assinalável, pelo que uma resposta, em comentário, seria forçosamente, uma coisa muito parecida a um post.

• Por reconhecimento, ao facto de terem conseguido expressar as suas opiniões, exceptuando um comentador, não recorrendo ao insulto e manifestando as suas posições com relativa elevação.

• Por, muitas das pessoas que escreveram, terem assinado e identificado perfeitamente quem eram. Ganharam o respeito aí.

Ora bem, o post é o meu post 500. Era um post sobre tudo. No título dava conta que iria abordar 6 temas. Contudo, parece que os comentadores apenas se interessaram por um desses temas. O Encontro Nacional de Estudantes de Enfermagem.

Como intróito, quero manifestar aqui que tenho todo o respeito por todos os jovens e por todos os cursos. Apenas opinei, perante a informação que detinha, que como podem calcular, não tem a profundidade que eu gostaria, sobre o Encontro Nacional de Estudantes de Enfermagem. O que está dito, está dito, e mantenho. Responderei, comentário a comentário.

O primeiro anónimo, refere-se à perderem uma semana de férias. Eu não sei a que se refere. Na minha faculdade, como na maioria das que conheço, apenas se tem direito a uma semana de férias. Em limite, uma semana e dois dias. O normal não é ter duas semanas de férias. E é como lhe digo. Para mim os anos lectivos terminam a 31 de Julho e começam a 15 de Setembro. E acho um exagero as férias que existem. Em especial em cursos mais práticos, mais profissionais, acho exagerado que, tudo somado, se tenha 3 ou 4 meses de férias. Acho muito.

João Oliveira, dois pontos. A adesão às conferências e aos workshops, foi um dado que me foi cedido por uma aluna que participou no encontro. Se de facto, não foi assim, e se tens estatísticas em sentido contrário, o meu pedido de desculpas e solicito que, se for possível, nos dês os números certos. E, em segundo lugar, não, não estou a insinuar que o curso de enfermagem seja pouco exigente. Já tive ocasião para defender num Conselho Distrital, que defendo a redução drástica dos cursos superiores. E defendo que Enfermagem é para manter. Mais, segundo sei, o primeiro e segundo ano, são anos de grande exigência, comparável, a poucos cursos no nosso espectro de Ensino Superior. Não acho que seja pouco exigente, nesses dois primeiros anos.

Alfredo Fernandes. Também lhe aconselho alguma contenção. Para um aluno do quarto ano, evidenciar a maturidade, que por certo tem, é uma coisa positiva. A titulo de curiosidade, já ouvi muitas queixas sobre a organização do ENEE deste ano. Mas enfim. Agradecendo-lhe a parte em que me chama arrogante, deixe me dizer-lhe que não entro em comparações. Comparar o ENEE à JSD/Moscavide é como comparar um bife do lombo a um sofá. São coisas diferentes. Se me quiser dizer que num Encontro Nacional de Estudantes de Enfermagem se produz mais do que num Congresso Nacional da JSD, já estamos a falar de coisas semelhantes. Se era isso que queria dizer, discordo do que diz. Mas são opiniões.

Aida Agostinho e Inês Pedrosa. O comentário estava a ser bom, talvez o melhor, desta subida mobilização, mas tinha que atacar com figuras tristes. Não pode ser. Não conte comigo para comparar o tempo de estudo de um curso e de outro. O que sei, é que numa determinada faculdade, no terceiro ano, não existem exames. E essa aluna, confessa, que neste terceiro ano, o grau de exigência é muito reduzido. Existe um dia de estágio, de 8 horas. Mas findas as oito horas, nada mais se faz. E quem me dera, ter um fim-de-semana por mês. Aliás, um fim-de-semana por semestre.

Nuno, só não apaguei o seu comentário. Porque quero que as pessoas observem o seu comentário e o tenham como exemplo. Este tipo de comentários são intoleráveis. Ofensivos, com palavrões e sem qualquer conteúdo. Agradeço-lhe os elogios. E retribuo. Um por um. Todos.

No Imagination. Não sei se não tem imaginação, mas falta de argumentação, isso sem duvida. Não temos duas semanas de férias, somente uma. E nessa semana, temos de estudar, bastantes horas, pois temos, as ditas frequências, ainda com aulas. Posso lhe dizer, que entre o dia 20 de Setembro e o dia 20 de Fevereiro, apenas em dois dias não estudei absolutamente nada. Sabe o que é estudar dia 25 de Dezembro, por exemplo? Mas, de facto, em Direito, só temos uma semana de férias. E engana-se noutra coisa. Nós temos frequências, que ditam a nota de avaliação contínua, tendo aulas. Depois temos um período de exames, 5 em 15 dias. E depois as orais, e as orais de melhoria. Sim porque, não se tiram 16’s à primeira. Outra coisa, no terceiro ano, da Universidade Católica, não existem exames. Dado concedido por uma aluna do terceiro ano dessa Universidade. Sobre assédio e alcoolismo, foi o relato que me foi feito por quem foi. Mas enfim, perdoando-lhe as imprecisões, deixe-me dizer lhe que tenho grande estima pela Universidade Católica. É mesmo um grande exemplo. Saibam os alunos dignifica-la. Termina o post, da melhor maneira. Apelidando-me de reles e abominável criatura. Mais um elogio, que tanto orgulho me dá. Retribuo-o.

Termino, respondendo a todos. Tenho uma enorme consideração pelos enfermeiros do nosso país. Acho, e já o disse em conversas privadas, que muitas vezes são vistos como os parentes pobres da Saúde. E muitas vezes fazem mais do que os médicos. É uma das mais nobres profissões. Eu não seria capaz de ser enfermeiro, por exemplo. Se eu errar, poderá acontecer que alguém vá preso. Se um enfermeiro errar, pode alguém morrer. É uma responsabilidade e uma coragem muito grande. Admiro muito e tenho um enorme respeito.

Como disse no inicio, num post sobre vários temas, fiz uma nota, a um encontro nacional, que de facto, acho que está muito bem pensado, pois conseguiria congregar um certo convívio, a palestras matinais com workshops à tarde. Contudo não concordo, com o abstencionismo a esses eventos, preterindo-os em favor de estar de barriga para o ar a apanhar sol. Apenas fiz menção a isso. Não quis ofender a classe, nem os estudantes da profissão. Se o fiz, foi porque me expressei mal e peço as minhas sinceras desculpas.

Agradeço as visitas, a mobilização e os comentários. Desejando que por aqui continuem a dar as vossas opiniões. As criticas e os elogios. Se conseguirem, claro, encontrar algo a elogiar, em textos que são escritos por alguém “arrogante, reles, abominável, monte de merda, invejoso” entre outros mimos com que me brindaram.

Saúde para todos e bom estudo, para a difícil época de exames, que por certo vos espera.

34 comentários:

Alfredo Fernandes 11 de junho de 2009 às 13:12  

Olá mais uma vez Tiago Mendonça

Gosto de ver que já assumiu um discurso politicamente correcto no trato sobre este assunto... algo que o aconcelho vivamente se pretende mesmo seguir a vida politica a diplomática... mas mais um concelho... andes de falar OIÇA...

Espanta-me que uma pessoa tão madura e refinada como me parece consiga ser suficiente ingénuo a ponto de assumir juizos de valor sobre um encontro de 30 anos apenas por uma conversa de corredor...

A propósito... concerteza já ouviu muitas críticas construtivas a esta organização do ENEE, pois o intuito é promover o evento e não denegri-lo como tentou aqui... Muitas delas devem possivelmente ter vindo de pessoas como eu, pertencentes a organizações anteriores (se estava a pensar que me atingia criticando a organização, acho que o tiro saiu ao lado).

Quanto à comparação com a JSD, são sem duvidas incomparáveis, visto que o encontro em si é mais antigo que o próprio partido. Outra coisa é que este evento é independente... não tem certos e determinados apoios que alguns movimentos partidários têm, por exemplo...

Não me alongando mais, visto que sinceramente acho que está a ter atenção demasiada que aquela que merece a insignificancia das suas palavras, desejo-lhe o maior sucesso de todos... mas mais uma vez aconcelho: moderação e maturidade, não acredite em qusquisses, e sobretudo não as fomentes.

Alfredo Fernandes
4ª Ano UCP

Ricardo Andrade 11 de junho de 2009 às 17:13  

Caro Tiago,
Ápós ter acompanhado toda esta troca de ideias sobre o ENEE e após este comentário de Alfredo Fernandes apenas me ocorre dizer que a coragem de dizer o que pensamos é algo de inquestionavel valor.
Mas mais valor ainda do que essa coragem tem o facto de a expressar de forma clara e inequivoca sem recurso a discursos melosos, a palavroes ou improperios.
Admiro também a iniciativa do post que leva a este comentário pois nada melhor do que tornar mais visivel assuntos que, apaentemente, mobilizam muita gente.
Um grande abraço e um grande bem haja por mostrar que a sinceridade crua ainda não caiu em desuso...sempre com nivel...sempre com educação!

aida 11 de junho de 2009 às 18:21  

Caro Tiago,

Não me estenderei,apenas pretendo rectificar que no meu 3º ano-1º semestre tive cerca de 10 exames para fazer.
No 3º ano-2ºsemestre estive sempre em estágios hospitalares toda a semana a fazer turnos,apos os quais tinha reflexões para fazer,alem de outros trabalhos,e tinha de estudar,porque todos os dias nos questionam sobre TUDO o que fazemos em trabalho.Tinha também de,além de tudo isto, preparar avaliações.Por isso,a colega que diz que sao 8 horas e nao faz mais nd...nem comento!!

Este semestre além de ter trabalhos de grupo para as cadeiras,tive de realizar um projecto de estagio em simultaneo, algo que ainda estou a concretizar e que terei de fazer um relatorio com um exame à porta,sim temos exames...ao msm tempo que estagiamos,além das ditas reflexoes e do estudo,pois é como disse e correctamente..se erramos,alguém pode morrer, é uma grande responsabilidade como acredito que saiba pelo seu curso.

Com os melhores cumprimentos,

Aida,4º ano,UCP

No_Imagination 11 de junho de 2009 às 18:25  

Tiago... no meio disto tudo e porque tenho mais em que me empenhar nestes feriados do que responder a tudo o que disseste so digo duas coisas.

1º Estava a antever que a tua atitude mudasse e "mostrasses" respeito pelos enfermeiros, estudantes de enfermage e etc... so nao concordavas com o ENEE. No entanto como referi no meu comentario que baseia-se em factos escritos, experiencias vividas e que no entanto, não tem qualquer poder de argumentação como referes (apesar de o teu post ser baseado numa conversa com uma colega minha, esse sim ja tem poder de argumentação). Eu disse-te que escusavas de vir com essas tretas de respeito por nós e pelos enfermeiros porque se estás contra o ENEE estás contra nós!! não as escolas que fazem o ENEE! SOMOS NÓS!. (isto so mostra que nao prestaste atenção ao que escrevi)

2º É lamentavel, usares as conversas privadas que tiveste com a tua ex-namorada para fazeres um post sobre algo que na verdade nao conheces, sobre o qual nao podes fundamentar NADA!. E se achas que depois de um dia de estagio vimos para casa fazer nada, é porque de facto nao prestas-te mesmo atenção ao que escrevi ou então nao sabes ler e andas a pedir a alguem pa escrever estes posts. Como eu referi, é-nos exigido REFLEXÕES e TRABALHOS DIÁRIOS sobre os nossos dias de estágio. E enquanto tu vais pa escola X horas e vais pa casa estudar e tens 5 ou 6 horas de sono, acontece conosco e como posso dizer k ja vivi, muitas vezez saír de casa as 14:00 para fazer 65km e conseguir estar as 15:30 no hospital para receber o turno, saír dos hospital normalmente as 00:30 na melhor das hipoteses, fazer mais 65km, chegar a casa, fazer trabalhos, reflexões e planos de cuidados para o dia seguinte, dormir duas horas até as 5 da manhã para me levantar e voltar para o hospital para fazer mais um turno... e por aí adiante. SIM porque nós fazemos turnos!
TUDO ISTO NO 1º SEMESTRE DO 3º ANO DE ENFERMAGEM NA UCP. Aquele ano que tu dizes que não nos é exigido grande esforço porque não temos exames caso passemos à avaliação continua nas cadeiras que temos. (mas a verdade é que neste ano também HÁ EXAMES obrigatorios).

Só me resta terminar e esperar que se disseres alguma coisa, o digas com um "quem diz é quem o é" como fizeste aos insultos que nao soubeste gerir.

Para mim continuas a ser aquilo que na giria se chama de "besta quadrada", alguém que demonstra nao ter gosto pela vida.
Alguém que diz ser muito ocupado mas tem tempo pa escrever porcaria como a importancia de "riscar" manuais e poupar aquilo que chamas "bibliografia" como revistas e romances.... (para mim livros aos quais chamas manuais também sao Bibliografia)

E porque tenho de trabalhar encerro este assunto.

Ruben Caseiro, UCP - LX

P.S. Viva o Paulo Portas

Ricardo Andrade 11 de junho de 2009 às 22:23  

Cara Aida,
Tive o cuidado de ler com atenção todas as intervenções acerca desta problemática e não poderia deixar de lhe deixar aqui algumas notas.
Não acredito que, por algum momento, tenha havido a intenção de quem quer que seja desvalorizar quer o seu curso quer a sua presente ou futura actividade profissional.
Não acredito, apesar de perceber que "quem não se sente não é filho de boa gene", que os posts em questão justificassem todas as reacções posteriores por parte de varias pessoas.
Julgo que existem muitas alturas na vida em que nos julgamos incompreendidos pela sociedade que nos rodeia. Tenho para mim que se nessas alturas mostrarmos os nossos pontos de vista com altivez e sem agressividade "ganhamos ouvidos" sensiveis para as nossas causas.
Termino dizendo que o papel de cada um na sociedade é imensamente importante e que a compreensão mutua é a chave para entendimentos futuros de todos.
É a cada um de nós que cabe a tarefa importantissima de criar um futuro mais tolerante.

Ricardo Andrade 11 de junho de 2009 às 22:38  

Caro No_Imagination,
Não querendo intrometer-me em toda esta altercação gostaria apenas de lhe dizer que julgo que não está a ir pelo caminho certo na defesa dos seus pontos de vista.
Ofensas pessoais de indole diversa não lhe dão mais razão.
Atitudes agressivas não são a solução para uma discussão que se poderia tornar proveitosa se fosse feita em outros moldes.
Gostaria de lhe pedir que defenda o seu ponto de vista de uma forma mais calma e tranquila de forma a que todos os que frequentam este espaço ( nos quais me incluo ) possam verdadeiramente compreender as suas perspectivas e debater este tema de forma sincera e desprovida de insultos ou incompreensão.
Julgo que o caminho da ofensa ou da intromissão na vida pessoal dos outros não o torna melhor do que aqueles que acusa de não o compreenderem a si.
Penso também que todos os excessos verbais em que incorreu desvalorizam a verdadeira essência do que pretendia transmitir e fazem-no correr o risco de não conseguir ser "ouvido" em condições.

Tiago Mendonça 11 de junho de 2009 às 23:45  

Será o meu último comentário sobre o assunto. Depois nada mais direi sobre o assunto, pelo que, se alguém quiser ter a ultima palavra, e aproveitar esta declaração, para ofender gratuitamente sem ter resposta, poderá faze-lo.

Dediquei algumas linhas, num post que falava de 6 assuntos, ao Encontro Nacional de Estudantes de Enfermagem. Dei uma ideia, mera opinião, de como seria melhor rentabilizada uma ideia que considero muito positiva, como tive oportunidade de assumir, logo no primeiro post.

Chamei novamente à colação este post, dando lhe destaque, para que a discussão em torno do mesmo, pudesse ser feita, de forma aberta, na primeira página do blogue, e não na obscuridade de um post antigo. Abri essa excepção por respeito, à onda de comentários e de visitas.

Já disse tudo o que tinha a dizer sobre o assunto. Gosto de pautar as minhas intervenções por um mínimo de educação que corresponde aos valores que me incutiram, desde sempre. E não me desvio dessa linha. Pelo que, quando o debate ultrapassa a linha de educação que considero elementar no trato com qualquer pessoa, prefiro, simplesmente, não debater.

Comentei e respondi o melhor que consegui, embora confesse, que a muitos comentários fosse difícil responder, porque, ou nada tinha que ver com o assunto que eu abordei ou se resumiam aos insultos gratuitos. Uma coisa que sempre aprendi, é que o insulto é a arma dos fracos. O último recurso quando os argumentos escasseiam. Mas cada um “joga” com as armas que tem.

Aida, louvo-lhe a correcção deste seu último comentário. Discordou, rectificou e apresentou novas informações. Sem cair no insulto. Apreciei esse facto.

Ricardo, cumprimento-te pelo regresso ao comentário aqui no Laranja. Espero que continues.

No Imagination, eu gostaria apenas de rectificar um ponto. Este blogue é um blogue pessoal, intimo, de grande proximidade com os leitores. Gosto de lhe conferir um ambiente pessoal e próximo. Não pretende ser uma referência. Daí que muitas vezes faça alguns textos dedicados a uma ou outra pessoa em especifico, ou que fale dos meus exames ou dos manuais que sublinho. Nem sequer tento ser imparcial. Observe os textos sobre o Benfica. São desabafos, brincadeiras, estados de alma, lugares comuns. Não procuro elaborar uma tese aprofundada sobre a distinção entre livros, manuais, ou como lhe chama, bibliografia. Tocou ai num ponto que se refere às relações pessoais do autor deste blogue. Como calcula não entrarei por aí, mas por respeito a quem se refere e, sobretudo, a quem não se refere, posso adiantar-lhe que nunca tive qualquer namorada em enfermagem.

Cumprimentos para todos e um sincero obrigado por comentarem. Podem sempre continuar a ler e a opinar sobre outros assuntos. Gostava de ter a vossa perspectiva sobre as eleições europeias, gostava de vos ouvir falar sobre como analisam a subida do Bloco de Esquerda e qual a vossa perspectiva sobre a integração europeia, por exemplo. É sempre bom debater sobre estes e outros temas com pessoas de outras áreas.

A Besta Quadrada, criatura reles e abominável, “laranjinha monte de merda”, arrogante, entre outros mimos, que revelam tanta sensatez e educação, vai preparar-se para os seus exames.

Pena Escarlate 12 de junho de 2009 às 23:41  

Estes mânfios do ENEE ainda se deram ao cúmulo de servir refeições quentes com direito a palitos e a pastilhas Rennie para depois da sobremessa...

Anónimo 13 de junho de 2009 às 17:55  

Boa tarde caro Tiago,
Sinceramente, não é com ironias, arrogância e com o trato na escrita que lá chegarás.
Com muita pena minha, vejo alguns enfermeiros assumidos, aqui, no teu blog, a manifestarem-se contra ti e contra o "meu" partido, fazendo comparações que não têm fundamento... ou não! É que tu, como líder da JSD Moscavide, devias ter mais maturidade e respeito pelo próximo. Não é só com o trato na oralidade e escrita que lá chegarás, pois sem uma linha de pensamento adequada à evolução e tendências da sociedade ficarás irreversivelmente afastado do que te rodeia e daquilo que, porventura, ambicionas. Por isso é que, com muita pena minha, cada vez mais partidos como o BE e a abstenção ganham força e peso aquando dos processos eleitorais. Com o teu post sobre o hi5, enee e afins não te mostraste muito conhecedor sobre os factos, tal como em inúmeras outras tuas opiniões, diga-se a titulo de curiosidade. Agora com este post, ainda só mostraste mais a tua altivez, arrogância e apenas uma coisa... o trato na escrita. Além do mais, mostraste-te muito pouco inteligente e com falta de argumentação, apenas cingindo-te a responder cirurgicamente, se é que me faço entender, a cada um dos utilizadores. Assim não Tiago, assim não! Não é esta linha de pensamento, que costumo dizer, da pré história, que quero para o meu partido.

Por último e com a falta de tempo que disponho, em relação a calendários e exames... não te queixes que tens muita sorte, com Bolonha foram todos beneficiados. Além do mais, tempo é o que não falta à maioria dos cursos comuns, desde 20 dezembro ate 3/4 janeiro férias de Natal depois tens até meados de fevereiro periodo sem aulas, apenas com exames. Se os fizeres à primeira e a nota te agradar, ficas a descansar em casa até as aulas recomeçarem a meio de fevereiro. Depois tens o 2º semestre em que se passa a mesmíssima coisa, junho e julho tens os exames e os de recurso. Se te aplicares e fizeres tudo à primeira ou até que vás a 1 ou 2 da época de recurso, tens férias "a dar cum pau".

PS: Podes descansar, que continuarei, como sempre fiz, de algum um tempo a desta parte, a ler e, quiçá, comentar (muita vez sem resposta da tua parte) o teu maravilhoso blog.

Anónimo 13 de junho de 2009 às 17:56  

Boa tarde caro Tiago,
Sinceramente, não é com ironias, arrogância e com o trato na escrita que lá chegarás.
Com muita pena minha, vejo alguns enfermeiros assumidos, aqui, no teu blog, a manifestarem-se contra ti e contra o "meu" partido, fazendo comparações que não têm fundamento... ou não! É que tu, como líder da JSD Moscavide, devias ter mais maturidade e respeito pelo próximo. Não é só com o trato na oralidade e escrita que lá chegarás, pois sem uma linha de pensamento adequada à evolução e tendências da sociedade ficarás irreversivelmente afastado do que te rodeia e daquilo que, porventura, ambicionas. Por isso é que, com muita pena minha, cada vez mais partidos como o BE e a abstenção ganham força e peso aquando dos processos eleitorais. Com o teu post sobre o hi5, enee e afins não te mostraste muito conhecedor sobre os factos, tal como em inúmeras outras tuas opiniões, diga-se a titulo de curiosidade. Agora com este post, ainda só mostraste mais a tua altivez, arrogância e apenas uma coisa... o trato na escrita. Além do mais, mostraste-te muito pouco inteligente e com falta de argumentação, apenas cingindo-te a responder cirurgicamente, se é que me faço entender, a cada um dos utilizadores. Assim não Tiago, assim não! Não é esta linha de pensamento, que costumo dizer, da pré história, que quero para o meu partido.

Por último e com a falta de tempo que disponho, em relação a calendários e exames... não te queixes que tens muita sorte, com Bolonha foram todos beneficiados. Além do mais, tempo é o que não falta à maioria dos cursos comuns, desde 20 dezembro ate 3/4 janeiro férias de Natal depois tens até meados de fevereiro periodo sem aulas, apenas com exames. Se os fizeres à primeira e a nota te agradar, ficas a descansar em casa até as aulas recomeçarem a meio de fevereiro. Depois tens o 2º semestre em que se passa a mesmíssima coisa, junho e julho tens os exames e os de recurso. Se te aplicares e fizeres tudo à primeira ou até que vás a 1 ou 2 da época de recurso, tens férias "a dar cum pau".

PS: Podes descansar, que continuarei, como sempre fiz, de algum um tempo a desta parte, a ler e, quiçá, comentar (muita vez sem resposta da tua parte) o teu maravilhoso blog.

Tiago Mendonça 13 de junho de 2009 às 23:22  

Anónimo,

Sobre o assunto ENEE, como tinha já afirmado, não direi absolutamente mais nada. As avaliações são feitas a frio. E cada um tira as ilações que tem que tirar. Se achas que determinada classe saiu prestigiada após certos comentários e que o autor deste blogue é que saiu desprestigiado é uma opinião tua, que merece o meu respeito, e que valido como tal. Uma opinião. Com valor, exactamente igual, à minha.

Mas tocaste em alguns pontos, que extravasam o tema, e por isso, sem qualquer problema, vou me deter sobre eles.

O primeiro o facto de não responder. Anónimo, eu sou contra comentários anónimos. Sou mesmo contra. Acho que é de uma cobardia enorme. Eu assino tudo o que escrevo. É muito mais fácil, e posicionas-te com uma vantagem comparativa enorme, ao dizeres o que queres sem dares a cara. É como se fossemos jogar futebol, e começasse o jogo com 5-0 a teu favor. Apenas permito os comentários anónimos, porque muitas vezes, (embora, após esta experiência na blogosfera pense cada vez mais o contrário) podem dar um contributo importante sem quererem dar a cara. Mas pegue nos comentários ao ENEE que referiu. Por curiosidade veja lá de quem foram os que desceram mais baixo. E veja a diferença quando se assina o que escreve. Se passar a assinar, pode ter a certeza que vou sempre responder. Aliás, caso não o faça, nem sequer o consigo distinguir de outros anónimos, facto que torna impossível manter o diálogo.

Sobre a questão de Bolonha. O que lhe posso dizer é que de facto não existem aulas entre 20 de Dezembro e 15 de Fevereiro. Mas temos exames até cerca de 15 de Janeiro. Ainda assim, teríamos um mês de férias. Mas das duas uma: Ou se é um aluno menos bom e se faz orais, ou se é um aluno bom, e se é “obrigado” a ir a melhorias, única possibilidade de se ter notas, verdadeiramente, boas. Posso lhe dizer, que tive a minha última oral de melhoria, já durante o período de aulas do segundo semestre. Como lhe disse, não parei, um único dia, nas propaladas férias. E agora, neste semestre, verifica-se o mesmo. Já o ano passado, fui fazer melhoria a Direito da Economia, no dia 28 de Julho.

Um outro ponto. Não associe as minhas posições pessoais às posições do PSD. Não me tenho em tal linha de importância. Sou um simples militante, não vinculo, de modo algum, o PSD ou a JSD. Nem sequer, a JSD/Moscavide, exceptuando em assuntos estritamente do foro interno, e mesmo assim, não é liquido. O PSD, é um partido enorme, plural, onde cabem as opiniões de todos. Mais à direita e mais à esquerda. Todos têm lugar.

Sobre a arrogância, uma piadinha jurídica. A doutrina diverge, caro anónimo. Mas, não acho que a arrogância seja necessariamente um defeito. Não me importo nada de ser apelidado assim. Contudo, a divergência, passa por aqui: As pessoas que me conhecem, sem excepção, dizem que não sou arrogante. As pessoas que não me conhecem, ou que falaram ou uma duas vezes, normalmente, dizem que sou. Ou seja, posso dormir descansado com a propalada arrogância. Quanto muito, tenho que repensar a primeira impressão. Mas as pessoas inteligentes, permitem sempre uma segunda ou uma terceira impressão.

Obrigado pela visita e pelo comentário.

Alfredo Fernandes 14 de junho de 2009 às 20:50  

Antes de pôr uma pedra sobre o assunto... porque apesar de o convivio académico em geral, e o ENEE em particular ser um tema bastante interessante de debater, o trato inicial que o Tiago deu ao tema não merece sinceramente, a meu ver, continuação do debate.

Queria apenas fazer dois reparos se me permitir:

1º - Sobre a questão da arrogância. Primeiro penso que ninguém disse que era arrogante (pelo menos no meu caso), mas que teve uma atitude arrogante. Tem toda a razão quando refere que não se deve julgar uma pessoa à primeira impressão. No entanto é mais uma vez ingénuo se tiver para si que as primeira impressões, sobretudo as más, não influenciam o conjunto e podem prejudicar a pessoa em causa em muitas situações.

2ª - Tenho muita pena que depois de toda a manifestação aqui demonstrada, que para além de desagrado também se deu muitas vezes no intuito de informá-lo sobre algo que desconhecia... que não tenha mudado minimamente a sua atitude. Mostra que pouco reflectiu sobre a impulsividade com que "atacou" este assunto (tal como outros que comenta no blog, demonstrando sempre um juízo de valor por vezes até malicioso e macabro). Espero sinceramente que um dia consiga de facto retirar as ilações devidas desta situação, como referiu. Para si, não para espalhar ou apregoar. Acredite que convicções não se desmancham com palavras caras e fraseamentos bonitos, mas com a demonstração de valores e personalidade.

Um bem haja

Alfredo Fernandes

Ana 14 de junho de 2009 às 21:29  

Caros colegas de enfermagem,

Li com todo o cuidado cada comentário feito relativamente ao ENEE e ao nosso curso em geral e esperei, até à data, por comentários que abordassem o assunto de maneira civilizada e adulta. E mais, com argumentos fortes e válidos para a “discussão”. Algo ao qual não assisti, com grande pena minha.

Como aluna de enfermagem e vossa colega, acho fantástico a iniciativa de virem defender o ENEE com unhas e dentes perante a leitura de algumas linhas menos calorosas sobre o evento. Também o faria (podem ter a certeza), caso tivesse encontrado algo que não me agradasse ter lido. É perfeitamente legítimo, tal como é legítimo virem comentar um dos post’s deste blog e mobilizarem pessoas para o fazer. Felizmente, o blog está aberto a qualquer pessoa e o seu dono adopta um critério bastante largo quanto à aceitabilidade dos comentários. Fantástico. Poderiam então, com uma troca de comentários, ter tentado perceber o que é que o blogger quis dizer com o que escreveu, perceber o porquê de ele o ter escrito, mostrar o vosso desagrado perante as ideias que foram transmitidas no post, e com argumentos adequados, fortes e válidos mostrar à pessoa que a sua linha de pensamento sobre o ENEE está errada. Tenho-vos a dizer, desde já, que nem sequer deram espaço para tentar perceber o porquê do blogger ter expresso em 3 ou 4 linhas aquelas suas ideias relativas ao ENEE. E vocês falharam desde logo nesse aspecto. E admira-me como é que com cadeiras de comunicação no nosso curso, não se tenham esforçado para tentar perceber o outro, e melhor... Ganhar o estímulo de querer saber mais sobre as ideias da outra pessoa e tentar perceber o que a leva a pensar daquele modo. Sem grandes moralismos vos digo que aplicar isto no dia-a-dia é um pequeno passo para abrir os vossos horizontes, conhecer outros pontos de vista e entender os argumentos que vos são dados, aceitando-os ou recusando-os, e ter a oportunidade de, eventualmente, contra-argumentar. E só sabe contra-argumentar quem sabe "ler nas entrelinhas", quem sabe ver o que está sob o posicionamento do outro. O outro que, neste caso, foi julgado a torto e a direito sem antes sequer que alguém o tentasse perceber. Enfim, foi um erro vosso ! Quero-vos transmitir a ideia de que podemos retirar muito dos outros se assim o permitirmos, se derem espaço para que isso aconteça. Poderíam ter retirado desta “discussão” aspectos interessantíssimos sobre o ponto de vista do blogger, por exemplo. Não vejo ninguém a ter uma atitude de querer-saber-mais-sobre-aquilo-que-foi-escrito. Nada. Ao invés disso, vejo com grande repugnância e tristeza (pela nossa classe), inúmeros comentários (e não só comentários) que revelam extrema imaturidade. É lamentável que surjam comentários insultuosos tais como “monte de merda”, “narcisista”, “reles e abominável criatura da nossa sociedade”. São verdadeiramente vergonhosos e são demasiado graves para serem admitidos sem reacção. E quanto a essas pessoas apenas digo: acabam de manchar a nossa classe, ainda que apenas neste blog e para os seus visitantes, mas a imagem que fica é péssima. Espero que tenham noção disso.

Ana 14 de junho de 2009 às 21:30  

E não quero deixar passar ao lado a oportunidade para dizer a essas pessoas que a necessidade de tacto, em conversas, é uma necessidade de hoje em dia. E dou-vos um exemplo. Quantos de vocês não reconhece um professor como sendo um indivíduo que domina pouco a matéria? Se vocês lhe disserem “Você é um péssimo professor”, arriscam-se a fazer essa cadeira apenas quando o indivíduo se reformar. Têm que ser sensatos nas palavras que usam. A necessidade de ser cordial é essencial se querem ter uma conversa minimamente civilizada. Eu consigo mostrar a uma pessoa, se tiver razão no que digo referente ao assunto visado, que ela está errada sem ser através de insultos. O insulto é mesquinho e básico. E interiorizem isto: um insulto cria sempre barreiras. Vocês nunca irão conseguir fazer alguém perceber as vossas ideias, por muita razão que elas tenham, à base do insulto. Pelo contrário, muito provavelmente, irão ter a conversa arrumada por ali. E percebam que um insulto nunca abonará a vosso favor, nunca conseguirão relevar as vossas ideias com ataques pessoais, que foi o que aconteceu aqui.

Colegas, o ENEE tem uma história, o ENEE teve e tem propósitos muito valorosos, tem um espírito e um convívio únicos. Somos nós que todos os anos fazemos do ENEE um grande evento. Não queiram, por favor, manchar indirectamente o ENEE e principalmente a classe dos enfermeiros, revelando perante os outros atitudes impulsivas de pura infantilidade e de boicote pessoal àquilo que leêm e não vos agrada.

Peço desculpa por ter generalizado todos os comentários, mas quero dizer que aparte destes comentários menos respeitosos, também li comentários que merecem o meu apreço . Mas percebam que é principalmente para estes, que em nada contribuíram para a discussão do tema, que o meu comentário é dirigido. Espero que vos tenha apelado a uma reflexão, no mínimo. E que isso vos ajude, em situações futuras, a tomar outra postura que não as muitas que vi aqui e que são lamentáveis.

Ana Oliveira
3º Ano
UCP - Lisboa

Rui Novo 14 de junho de 2009 às 21:38  

Ora entao muito boa noite.
Realmente parece-me que se falou aqui muito sobre uma coisa que o caro amigo Tiago Mendonça desconhece. Como tal, é normal que ele se questione acerca de determinadas situações que lhe parecem descabidas.

O curso de Enfermagem tem 50% de horas práticas. Ou seja, enquanto que em cursos de outra índole há a chamada época de exames, os estudantes de Enfermagem dedicam as suas 8 horas diárias à prestação de cuidados de Enfermagem (sob a supervisão de professor habilitado) num hospital, centro de saúde, lar de idosos, centro de dia, entre outros.
Daí que a chamada "época de exames", final de maio, tem tanto em comum com a Enfermagem como um bife de vaca com um sofá.
O plano de estudos é delineado anualmente permitindo que os estudantes participem no Encontro.
Eu até gostaria de explicar o que é o Encontro. Mas o amigo Tiago nunca foi...E como nunca foi não perceberá.Aliás, não tendo nada a ver com a Enfermagem em geral não irá perceber de certeza absoluta.
De qualquer modo passo a tentar explicar:
São várias as componentes que integram o evento, permitindo que os participantes seleccionem as actividades mediante os seus objectivos. Por exemplo: um estudante ou profissional de Enfermagem pode assistir a uma conferência sobre a actuação em situação de catástrofe às 9horas da manhã, realizar um workshop de suporte básico de vida às 14,representar a sua faculdade no torneio de futebol às 16, assistir a uma mostra de teatro de rua às 18, ver um belo concerto às 21 e dançar até lhe apetecer. Tudo isto no mesmo espaço. Não falando no convivio com os demais colegas de todo o País.Claro que a imagem que passa a quem não conhece torna-se no "sol, praia, dança e copos", que é um erro compreensivel.
Quem não é Enfermeiro não pode perceber o Encontro Nacional de Estudantes de Enfermagem.
O tal passaporte que falou... Quem diria, é o chamado "Certificado". É apresentado nos Serviços Académicos da Faculdade após o evento e só é emitido se o aluno participar num numero especifico de conferencias e workshops.Claro que pode ir para lá acampar, apanhar sol e ouvir música. A escolha é pessoal.
Falar em intoxicações alcoólicas e assédios inacetiráveis e não desenvolver: acho absurdo e despropositado.Mas talvez como não foi não poderá falar muito sobre isso.
O ENEE é o maior encontro de estudantes do Ensino Superior da Europa e mais nenhum tem os seus moldes. Atingiu esta dimensão graças às demais comissões organizadoras e seus participantes.É um desrespeito enorme abordar o tema sem conhecimento de causa. Se os blogs existem há que assumir a escrita de uma forma responsável. Se tivesse um blog era essa a minha forma de o gerir.
Como não li todos os comentários ao post inicial provavelmente referi coisas que muitas mais pessoas já referiram. Perfeito, assim o amigo Tiago já pode utilizar a informação e escrever coisas acertadas.
Não me querendo alongar mais, despeço com vontade de ler uma resposta ao comentário... Pode ser que tenha sorte.

Cumprimentos
Rui Novo
Enfermeiro
XXIX Comissaão Organizadora do ENEE
Participante do ENEE
rui_mg_novo@hotmail.com

Tiago Mendonça 15 de junho de 2009 às 01:01  

Alfredo, Ana e Rui

Afirmei que não iria voltar ao assunto e não pretendo excepcionar o que disse.

Mas achei curioso, esta ultima leva de comentários. Um dos que, numa primeira fase, mais se insurgiu, e até de forma pouco elegante, perante as minhas 3 ou 4 linhas sobre o referido encontro, uma estudante de enfermagem que vem agora criticar o que os colegas vieram aqui fazer, e um ultimo comentário, do Rui Novo, que me pareceu, de todos o melhor. Neste sentido, queria deter-me, alguns minutos a analisar esta trilogia, não podendo fugir completamente ao ENEE, mas tentando não focar directamente o assunto, dado que encerrei o assunto.

Alfredo,

Concordo contigo que as primeiras impressões são as que ficam. Dificilmente me vais achar um tipo humilde. Mas também sei que as pessoas inteligentes gostam de ir mais fundo, e ultrapassar as primeiras impressões. Um dia, teria muito prazer em beber um café contigo e com todos os que aqui escreveram e dialogarmos abertamente e sem insultos sobre o tema. Mas, Alfredo, reconhecerás isto: Poderei ter sido arrogante. Mas a maior parte de vós foi mesmo muito mal-educado. Serias humilde ao reconhece-lo.

Ana,

Ao longo destes dias recebi muitas chamadas, mensagens, comentários no MSN, de pessoas completamente atónitas com tudo isto. Muitas pessoas criticaram muito a classe dos enfermeiros, criticas duríssimas, que não vou aqui transpor. Eu sempre fui dizendo que não se deveria generalizar. Por 7 ou 8 pessoas terem sido incorrectíssimas e terem extrapolado todos os limites, não quer dizer que a classe seja toda ela má. Tentaste dar aqui uma prova disso mesmo, manifestando-te completamente contra estes comentários dos futuros enfermeiros.

Rui,

Parabéns. Este é o comentário modelo. O Rui foi muito duro para comigo, foi incisivo, critico, agressivo até. Mas nem uma vez caiu na má educação. Conseguiu dar o seu ponto de vista, esgrimir argumentos, trazer dados novos à conversa, fundamentar o que afirma, e fez tudo isto com grande vigor. De forma muito vincada e como disse, de forma agressiva. Mas uma agressividade salutar. E o comentário foi inteligente. Fez uma coisa, que lhe louvo, e que estava à espera, há muito que alguém o fizesse. Eu toquei no ponto de não existirem exames. Muito bem, o Rui, com seriedade veio-me confirmar que não há, mas simplesmente porque não faz sentido existirem. E deu argumentos fortes. Nesse ponto, ganhou claramente. E conseguiu ser agressivo sem ser mal-educado. Sobre o que disse do ENEE: Eu concordo inteiramente com o modelo. De manhã conferência, à tarde workshop de aplicação ou visão prática do aprendido na conferência, e à noite descompressão e convívio de um dia intenso de trabalho, com concertos. Fantástico. Mas é mesmo isso que sucede? Segui o vosso repto e fui investigar. Parece que este ENEE foi de todos aquele onde existiu mais investimento na componente cientifica, na linha do que tinha acontecido o ano passado, após algumas criticas de professores ao ENEE 2007. Louvo isso. Mas mantendo o registo de idoneidade, qual é a percentagem de pessoas que cumpre este modelo?

Anónimo 15 de junho de 2009 às 01:46  

Boa noite,
Sou mais uma vez o Anónimo que tanto evidenciaste no teu post anterior, mais que qualquer não anónimo. Afinal, o facto de assinar como anónimo teve tanta ou mais importância como quem assina como zé ou joaquim! Se tu não me conheces, o que vais ganhar com o facto de eu assinar? Vais ao registo civil?
Meu caro, ainda tens que levar muitas "cacetadas" para deixares a arrogância, altivez e chica espertice de lado. Até me dá pena ter que escrever desta maneira, mas a forma como te insinuas, a maneira como escreves e te diriges às pessoas é de facto duma arrogância tal que até mete dó.
A expressares-te dessa forma, podes ter a certeza que nunca mais irás ter um comentário e uma leitura do teu maravilhoso blog por parte deste, tão, anónimo ;)

Escusas, também, de me contar a tua vida de estudante que eu dispenso. Cada caso é um caso, e tu és, apenas, mais um caso! Aliás, ninguém é como tu, logo não tenhas tendência para generalizar! Já agora, alguns alunos não precisam de fazer melhorias para obterem boas notas e uma média de final de curso bastante agradável. Um deles, é exactamente este anónimo que te escreve! Que ironia hein...!
Ah e já agora... sabes o que é matemática? A tal de Matemática aplicada, investigação operacional e afins? Talvez se soubesses não dirias que direito era o curso mais difícil ;) Mais uma vez generalizaste e falaste sem conhecimento de causa! Não admira que vás a tantas melhorias de exame e orais...!

Com os melhores cumprimentos,

Anónimo.

Tiago Mendonça 15 de junho de 2009 às 02:54  

Anónimo,

Se já tinha fechado o dossier sobre o assunto ENEE, fecho agora sobre o assunto arrogância. Já enjoa.

Outra coisa, uma leitura ao seu comentário, evidencia, claramente, enorme humildade da sua parte. O anónimo que consegue excelentes notas sem ter que ir a orais de melhoria, que está num curso muito mais dificil que Direito.

A forma como termina o comentário roça o insulto e mostra bem todo o seu espirito perante a conversa e o blogue.

Boa noite e bom estudo.

Anónimo 15 de junho de 2009 às 04:46  

Posso reformular o que disseste ao dizer que o assunto arrogância nunca terminará, tu usufruis do mesmo só no dom de escrever! Por isso é impossível esse assunto ser fechado! Impressionante!!
Quanto ao assunto ENEE, tens razão, de facto já te elucidarem convenientemente acerca da tua falta de conhecimento constante.
Em relação ao que me apregoas, nada tenho a acrescentar, eu apenas, como alguém diz por aqui muito veementemente e que, curiosamente, nunca chega a concretizar, apresento argumentos e factos manifestamente perceptíveis aos olhos de todos.

Já agora, muito obrigado pelos teus votos de bom estudo, mas, graças a Deus, já lhe dei o seu terminus. Por acaso, com uma média bastante razoável.

PS: Podes tratar-me por tu, aqui estamos de igual para igual. Na sociedade, talvez seja mesmo melhor tratares-me por você :)

Com os melhores cumprimentos,

Anónimo

Tiago Mendonça 15 de junho de 2009 às 10:17  

Anónimo,

Louvo-lhe a humildade.

De facto afirmar que na sociedade eu devo trata-lo por você, manifesta enorme humildade.

E já percebi que tem uma boa média. Escusa de estar sempre a dize-lo. Outro sinal de enorme humildade.

Em vez de caro anónimo, começo a trata-lo por caro humilde anónimo. Fico preocupado de não ter capacidade para assumir o que escrever e para assumir certos traços de personalidade. Assumir o que fazemos e dizemos só demonstra segurança e que não padecemos de qualquer problema de afirmação.

Vou estudar. Quanto a si, vá lá salvar o mundo.

Anónimo 15 de junho de 2009 às 15:51  

Mas que falta de argumentação gritante!
Um bom estudo caro Tiago. Obrigado pela atenção que prestou, a um Anónimo, com tanto carinho e humildade.
Prometo que continuarei a visitar o teu blog, assim, como tantos outros.
Um bem haja.

Com os melhores cumprimentos,

Anónimo.

Ines Sampaio 15 de junho de 2009 às 18:41  

Carissima colega Ana Oliveira

Até fiquei com azia...

Apregoas que ninguém teve a capacidade de se por no lugar aqui do Carissimo Sr Tiago e tentar percebê-lo com o intuito de corrigi-lo (engraçado que não o tenhas feito... mas enfim isso é um ponto à parte).

Afirmas que esperaste até à data por comentários "civilizados" e "adultos" com argumentos "fortes" e "válidos" para o debate. interessante o teu argumento mas muito divergente do meu ponto de vista... li aqui comentarios muitissimo válidos com todo o potencial de remover quaiquer dúvidas na mente do carissimo bloguista. infelizmente o sr tiago não teve a capacidade, a humildade e o descernimento para se corrigir, chegando ao cumulo de afirmar arrogantemente que o que está dito, está dito e que não muda nada.

Afirmas igualmente que todos poderiamos "retirar" desta discussão pontos interessantissimos, nomeadamente "o ponto de vista do bloguista". caso não te recordes passo a transcrever exactamente o que o Sr tiago afirmou:

"Gosto sempre de falar com várias pessoas, de outras áreas, idades, experiencias e vivências. Já tinha dado nota, que durante esta semana, decorreu o encontro nacional de Estudantes de Enfermagem. Acho que é de uma falta de pedagogia enorme.

As faculdades de enfermagem, para além de não exigirem exames para os alunos, dispensam-se nos uma semana, isto é, concedem-lhes uma semana de férias, enquanto todos os outros estão a estudar que nem loucos para os exames, para os meninos irem acampar, apanhar sol e ouvir música. Acho que é de uma falta de pedagogia enorme (o que se passa nesses encontros, desde problemas graves de alcoolismo a assédios inaceitáveis, dava para outro post, mas não vou abordar a temática).

Mas até percebo a ideia, porque existem lá umas conferencias e uns workshops. O problema é que claro, a taxa de participação é de 5%. O ENEE deveria ser, como que uma cadeira obrigatória. Com, por exemplo, 10 conferências e 10 workshops. Existiria um género de passaporte, assinado no final de cada conferência, sendo que o aluno, para fazer essa cadeira obrigatória teria que assistir a 8 em 10 conferências e elaborar um trabalho sobre algum dos temas abordados na cadeira, tendo a nota final consoante o trabalho. E poderiam na mesma ter momentos de convívio, com uns concertos, e com o simples facto de acamparem com amigos.

É preciso, não dar estes sinais às novas gerações. De facilitismo e de falta de exigência profissional. Um mau exemplo."

Como podes ver Ana Oliveira, penso que o ponto de vista está bem explicito é bem mais do que 3 ou 4 linhas em que aqui o sr Tiago ofende uma classe, pondo em causa a sua exigencia e profissionalismo e, acima de tudo põe em causa um evento com uma legitimidade e credibilidade enorme, que não existe em mais lado nenhum. Esses insultos não condenas tu e até defendes porque é um ponto de vista que tem de ser respeitado. sim senhor, concordo com o respeito, mas há que tomar consciencia que é necessária cautela quando se fazem afirmações públicas, principalmente alguém que tem uma participação activa em actividades partidárias e não teve o cuidado de separar as águas.

Espero que não seja assim que o nosso país evolua senão estamos bem tramados.

Boa tarde e bom estágio

Inês Sampaio
4º ano UCP

Alfredo Fernandes 15 de junho de 2009 às 20:43  

Bem para não ser excepção, também eu vou ser excepção e comentar mais uma vez...

Caro Tiago

Queria retribuir-lhe o comentário que fez e que desde já agradeço o feed-back...

Reconheço que qualquer pessoa inteligente gostaria de ter uma segunda impressão. Retribuo desde já o convite para trocar ideias sobre este e outros assuntos: o meu contacto de e-mail é Alfredomiguelfernandes@hotmail.com

Aliás eu não disse que qualquer pessoa inteligente quereria obter uma 2ª impressão. Tem é de reconhecer que perante as afirmações desproporcionadas que fez sobre um encontro que significa tanto para a comunidade estudantil de Enfermagem, estava a colocar-se numa posição optima de exposição para ser provocado e confrontado.

Concerteza que algumas interveñções roçaram a mal-educação e falta de elegância. Mas não as descarte por isso! elas têm também implicita uma mensagem.

Obviamente não as comentei porque os meus comentários dignaram-se as suas afirmações. O blog é seu, o post era seu. Eu não ia comentar outras reacções, até porque axo que argumenta suficientemente bem e parece me não precisar de protecção.

Mas já que me dá a deixa para falar sobre os outros comentadores, em particular os meus colegas, permita-me que faça um breve comentário à Ana Oliveira (como não poderia deixar de ser, não é?!)

Ana, aprende a ter uma atitude ética com a tua classe profissional, e com toda a gente em geral. Se os comentadores não pensaram no ponto de vista do Tiago, a Ana também não pensou no ponto de vista de alguem que derrepente vê ou mostram-lhe uma pagina com ofensas (sim porque o que o Tiago escreveu foram ofensas e calúnias) a um encontro no qual participam. Compreendi perfeitamente a intenção da Ana, que foi digna, mas cuidado. Quem erra merece perdão, mas não deixa de dever pagar pelo que erra (tanto dum lado como do outro).

Um bem haja

Alfredo Fernandes

Anónimo 16 de junho de 2009 às 04:32  

Boa noite,
Por acaso não tinha reparado no, enormíssimo, comentário da Ana Oliveira. Tenho pena que a Ana, venha para aqui, tentar, defender, quase que a pedido, o post inserido pelo Tiago. Realmente, tens toda a razão ao dizer que um bom argumentador e um bom falante, também, tem que ter capacidade de saber ler/ouvir e compreender nas entrelinhas. Mas estás a argumentar contra ti própria, enfermeira, ao não COMPREENDER que o Tiago expressou a sua opinião, e não foi nas entrelinhas, infundada e totalmente caluniosa contra a TUA classe e aquela que, aparentemente, DEVIAS defender. Devias ter, no mínimo, vergonha em vir aqui defender o autor deste post, pois ele está, também, a denegrir-te a ti e a todos os teus colegas de curso e profissão muito antes dos teus colegas expressarem, duma péssima forma, diga-se, a sua opinião.

Tiago Mendonça 16 de junho de 2009 às 11:56  

Respondo a estes comentários do computador da Biblioteca da minha Faculdade.

Ali em baixo, no Bar, uma colega, afirmou que deveria ter apagado todos os comentários, no sentido em que, a linguagem aqui utilizada prejudica a credibilidade do blogue. Sem dúvida. Errei. Deveria ter apagado primeiro comentário ofensivo.

Em resposta:

Inês senão percebe que 3 ou 4 linhas foi uma metáfora e que eu considero o ENEE uma boa ideia, mas infelizmente, desvirtuada por uma parte significativa dos seus participantes, então o melhor é mesmo ficar por aqui.

Se está com azia, tome Rennie.

Alfredo, ponto final, por mim, no assunto ENEE. Quero ver essa vivacidade e energia no comentário a outros post's. Tenho coisas a aprender contigo, e tu, talvez, uma ou outra coisa a aprender comigo. Comentem e permitam que do debate de ideias se chegue a conclusões.

Anónimo,

Não pedi à Ana para comentar. Aliás, até lhe posso dar números, pedi a 9 amigos meus, para que não comentassem o blogue. Não quis criar aqui um clima de guerra civil.

Mas como compreenderá não posso obrigar as pessoas a não se expressarem. Especialmente quando começam a afirmar que só falta um ano e meio para o curso acabar. Diz muito.

E em defesa da Ana, cabe-me dizer, que não foi o seu comentário que foi pouco ético. Recolheu por parte de pessoas com quem falo comentários positivos, e frases do género "não sou todos iguais".

Deviam dizer-lhe obrigado.

A imagem dos enfermeiros ficou suficientemente beliscada, com alguns dos comentários aqui proferidos. É a opinião de todas as pessoas com quem falo, algumas dessas pessoas, enfermeiros de profissão ou estudantes dessa nobre profissão.

Acabem com isto e comentem outros post's, nem que seja, para evidenciarem que sabem pensar, ler e escrever.

Alfredo Fernandes 16 de junho de 2009 às 19:58  

Como pode ver, até antes de ler o seu comentário já comentei outro assunto do blog...

Se os seus colegas ficaram indignados com a classe dos enfermeiros em geral por causa de dois ou três comentários menos correctos, e que foram, volto a repetir, uma reacção perfeitamente natural perante senão um desafio, uma metáfora muito infeliz à competência do nosso curso e da vida académica do mesmo, quem está errado não são os enfermeiros, são eles que estão a generalizar.

Não vamos dramatizar algo que não passa de um debate, seja ele mais ou menos correcto.

Até mais

Alfredo Fernandes

Anónimo 17 de junho de 2009 às 00:18  

Essa do rennie... é mesmo à perdedor sem argumentação suficiente. Vamos lá a subir os "padrõeszinhos"...

PS: Para sala de estudo, tens o espaço ágora.

Tiago Mendonça 17 de junho de 2009 às 14:52  

Anónimo,

Não fui eu que disse que estava com azia. De qualquer forma a estudante de enfermagem em causa deve saber, melhor que eu, como se medicar.

Alfredo,

Sem dúvida. Eles pecaram em generalizar. Os comentadores na forma excessiva e absolutamente desproporcional com que aqui comentaram. E eu, por não me ter apercebido que o tema poderia ferir susceptibilidades e não ter dispensado mais 3 ou 4 linhas a esclarecer que considero o ENEE, no plano teórico, uma boa iniciativa.

Inês Sampaio 17 de junho de 2009 às 17:24  

Sr Tiago

A estudante de enfermagem em causa identificou-se...

E não insulte a minha inteligência caro bloguista, toda a gente percebeu a sua "metáfora" que de metáfora não foi nada.

e mais uma coisa... faça um favor a todos, seja humilde e peça desculpa por aquilo que escreveu e pare de de fazer uma pseudo metamorfose daquilo que foi o seu comentário inicial que incidiu principalmente em ofensas e calúnias (sem metáforas).

Boa tarde
Inês Sampaio

Tiago Mendonça 17 de junho de 2009 às 18:16  

Inês,

Eu não dou bitaites sobre conceitos médicos, porque nada sei sobre os mesmos. Aconselho-a a não fazer o mesmo sobre conceitos juridicos.

Se numa oral de Direito Penal, alguém apelidasse o que eu disse de calúnia, chumbava.

Inês, acho que o conceito do ENEE, é um bom conceito. Acho que a forma como a maioria, e não a totalidade, dos estudantes de enfermagem e outros convidados aproveitam a oportunidade concedida pelas suas faculdades de irem uma semana para esse encontro, é francamente negativa.

E mantenho o que disse sobre a pedagogia. A semana concedida para um Encontro de forte componente cientifica, com taxas elevadas nos workshops e conferências, compreende-se. Acho bem que assim suceda e recomendo o exemplo a outras Faculdades. Se, caso contrário, os estudantes forem para o Encontro, pura e simplesmente, conviver, na praia de dia, embriagados de noite, acho que a semana não deve ser dada.

Não me parece correcto, nem que faça qualquer sentido, sob o prisma que enunciei, que se conceda uma semana para se ir para a praia e beber uns copos.

E o argumento de que a semana não é cedida, é apenas retirada de um período e colocada noutro período, não colhe, porque muitas faculdades, talvez a maioria, têm somente uma semana de férias.

Para acabar com o assunto de vez, analise-se paragrafo a paragrafo o que eu disse:

"Gosto sempre de falar com várias pessoas, de outras áreas, idades, experiencias e vivências. Já tinha dado nota, que durante esta semana, decorreu o encontro nacional de Estudantes de Enfermagem. Acho que é de uma falta de pedagogia enorme."

Expliquei, creio que de forma suficiente, o que quis afirmar com falta de pedagogia. Sobre gostar de falar com pessoas com outras experiências e vivências, parece-me natural.

"As faculdades de enfermagem, para além de não exigirem exames para os alunos, dispensam-se nos uma semana, isto é, concedem-lhes uma semana de férias, enquanto todos os outros estão a estudar que nem loucos para os exames, para os meninos irem acampar, apanhar sol e ouvir música. Acho que é de uma falta de pedagogia enorme (o que se passa nesses encontros, desde problemas graves de alcoolismo a assédios inaceitáveis, dava para outro post, mas não vou abordar a temática). "

Aqui cometi um lapso. Quando me refiro a não ter exames, referia-me apenas ao 3º e 4º ano e à Universidade Católica. Efectivamente, no primeiro ano, por exemplo, sou conhecedor de que existem exames e nada fáceis. Quanto à falta de pedagogia, continuamos a estar conversados. Se for para terem parte cientifica de dia e convivio à noite, concordo a 100%. Se for para só irem conviver, discordo a 100% também. Alcoolismo, sexo com estranhos, assédios inaceitáveis, não me detenho sobre isso. Parece-me ser unânime que é algo axiologicamente mau.

Mas até percebo a ideia, porque existem lá umas conferencias e uns workshops. O problema é que claro, a taxa de participação é de 5%. O ENEE deveria ser, como que uma cadeira obrigatória. Com, por exemplo, 10 conferências e 10 workshops. Existiria um género de passaporte, assinado no final de cada conferência, sendo que o aluno, para fazer essa cadeira obrigatória teria que assistir a 8 em 10 conferências e elaborar um trabalho sobre algum dos temas abordados na cadeira, tendo a nota final consoante o trabalho. E poderiam na mesma ter momentos de convívio, com uns concertos, e com o simples facto de acamparem com amigos.

Tiago Mendonça 17 de junho de 2009 às 18:16  

Faço uma proposta. Está certa? Errada? Não sei. É uma mera opinião. Até pode ser absurda. Mas acho que é de louvar todos aqueles que pensam sobre as coisas, reflectem sobre as mesmas e conseguem depois exprimir a sua opinião e posição sobre o assunto.

"É preciso, não dar estes sinais às novas gerações. De facilitismo e de falta de exigência profissional. Um mau exemplo."

O sinal que não pode ser dado, não é, como é obvio, a existência do ENEE. O mau exemplo é o que muita vez faz no mesmo.

Inês,

Onde está a ofensa e a calúnia?

Sucintamente, o que eu afirmei foi:

1- Acho o ENEE uma excelente iniciativa.

2-Tenho uma proposta, que julgo poderia melhorar o Encontro. Mera opinião.

3-Discordo, vivamente, do que muitos participantes fazem no referido encontro.

Inês Sampaio 17 de junho de 2009 às 19:09  

Sr Tiago

Você não me venha com argumentos de que "se alguem em oral de direito penal afirmasse que o que eu disse era calunia estava chumbado". isso não é nada e revela grande falta de imaginação

Quanto ao seu curso não o conheço como tal nem comento (coisa que você não se absteve relativamente ao meu curso, opinando publicamente com base num comentario de apenas uma pessoa como você ja referiu)

Relativamente a dizer que o 1º e o 2º ano é que são exigentes, provavelmente foi devido a um comentario que ouviu de alguem que conhece e que está no 1º ou 2º ano de enfermagem, e está muito cansado e que pensa que o pessoal do 3º e 4º ano anda a beber bebidas alccolicas até cair, ir a concertos e a fazer sexo com estranhos .

quanto à semana que é dada, isso é na minha faculdade, pois tiraram-nos uma semana de ferias da pascoa, enqunto que noutras mantêm as 2 semanas e para irem ao enee têm que faltar a estagios tendo que compensar depois as horas.

e diga-me la outra vez qual foi a proposta para melhorar o encontro?? tornar o ENEE uma cadeira obrigatória??? É isso??? e obrigar as pessoas que vão a fazerem aquilo que VOCÊ acha correcto??? Isto não é um ditadura sr Tiago. e o que você sabe relativamente ao alccol, os assedios e o sexo com estranhos???

Desafio-o a fazer um post sobre o alccol, os assedios inaceitaveis e o sexo com estranhos, é que pelos vistos você acha-se muito entendido nisso..

Tiago Mendonça 18 de junho de 2009 às 15:53  

Inês,

Muitas vezes dou aqui erros. Não acho grave. Mas o seu comentário estava quase ilegível. O problema não são os erros de ortografia, que como disse, não dou grande relevância, e eu próprio os cometo, muitas vezes.

Mas, sinceramente, e sem querer ofender, não consigo perceber o que quer dizer. Não se percebe a conexão das palavras nem se extrai uma ideia.

Acho que deveria ser mais exigente consigo. Esse tipo de escrita é inaceitável, mesmo no Ensino Básico.

Precisamente por não estarmos numa ditadura, é que eu posso emitir as opiniões que quero. E a menina pode comentar, opinando da forma que lhe parece mais apropriada. E sim, acho que sexo com estranhos, ingestão de doses de alcool em quantidades industriais e assédios sexuais são coisas, axiologicamente desvaliosas. Se tu não achas, eu respeito a opinião.

Inês, se quiseres comentar e dizer qualquer coisa sobre outros assuntos, como já outros colegas teus fizeram, terei todo o gosto em continuar o diálogo. Se apenas queres conversar sobre esta temática, vais ficar a falar sozinha.



Quanto ao resto é chover no molhado.

Patrícia Cardoso 17 de julho de 2009 às 21:30  

Pintas o ENEE tendo como alicerce apenas uma "conversa de café" como já todos percebemos. Pois bem, sabes que não és exemplo para muito do que rediges aqui... para muitas ideias que tentas transmitir acerca do mundo ideal(esquece os moralismos).
Além disso, quando se fala em insultos por estes lados e se aponta o dedo aos visitantes deste blog que cá deixaram comentários menos correctos, esquecem-se que aqui o nosso amigo Tiago ofendeu de igual ou pior forma no seu 1º post sobre o ENEE, mas utilizando um discurso mais cuidado. Como outros visitantes, aconselho-o a moderar a sua arrogância.