Chegou o momento!

>> terça-feira, 20 de outubro de 2009

Após um ciclo eleitoral muito exigente, o PSD volta a fechar-se sobre si mesmo. As eleições para a Distrital do PSD, devem ainda ser durante este ano de 2009, o Congresso Nacional e as antecedentes directas para eleger a nova direcção nacional do Partido, não devem ser depois do primeiro trimestre de 2010. Sobre essa eleição, teremos tempo para conversar.

Também a JSD/Lisboa deve agora entrar num período de reflexão. Não apenas sobre e por causa dos resultados alcançados pelo PSD nos 10 Concelhos que se encontram na circunscrição da Distrital de Lisboa da JSD, nem tão pouco pela actividade (ou falta dela) politica desenvolvida ao longo do último ano. É algo mais urgente que isso!

É impossível, continuar a assobiar para o lado como se de nada tratasse. Existe hoje, concretamente, um divórcio entre a juventude e a política, entre os jovens e as juventudes partidárias. Não, porque estes estejam menos interessados em participar, prova disso é o facto de cada mais jovens participarem em missões de solidariedade, instituições de voluntariado e até nos movimentos associativos, quer no Ensino Secundário, quer no Ensino Superior. Não, o problema não é dos jovens.

O problema está nos políticos que não falam hoje a mesma linguagem dos jovens. O problema está na forma como a actividade é desenvolvida, quase clandestinamente, dentro das quatro paredes das sedes das secções.

O futuro da JSD/Lisboa não passa por um debate de circunstância. Não se trata apenas de saber se determinada pessoa acha que a bandeira politica de eleição da JSD/Lisboa deve ser a mobilidade ou se outra determinada pessoa acha que deve ser a Educação. Não é só isso que importa, neste momento. O estado actual a que chegou a estrutura exige mais.

Exige uma escolha. Uma escolha entre continuar na mesma ou em muda. E mudar estruturalmente. Descentralizar os Conselhos Distritais, Instituir a Reunião de Comissão Politica Alargada a presidentes de Secção uma vez por mês, colocar as Coordenadoras a funcionarem, reactivar o Plenário da CAL, fundar um NESD em cada uma das principais faculdades do distrito, dinamizar os gabinetes, fazer assentar a orgânica da CPDL numa estrutura com departamentos temáticos. É preciso tornar a estrutura da JSD/Lisboa mais eficiente.

É preciso constituir uma equipa de pessoas e não apenas de secções. É preciso abandonar a ideia merceeira da proporcionalidade absurda entre o número de militantes das secções e o cargo que os seus representantes ocupam na estrutura. É preciso, aliás, é urgente, chamar os melhores. A próxima CPDL terá que ser constituída pelos melhores, e não pelos melhores para determinado sector ou grupo de interesse.

É preciso voltar a dar credibilidade à estrutura e torna-la eficiente, alargando a sua capacidade de trabalho. Depois, vamos ao trabalho. Marcar uma agenda de causas verdadeiramente representativa dos anseios e objectivos dos jovens, fazer, efectivamente, algo que mude a qualidade de vida de quem estuda, trabalha ou reside no Distrito de Lisboa. Eleger áreas fundamentais e assumi-las com clareza, orientando todo o mandato em torno de objectivos delineados e assumidos perante todos.

Utilizar, de forma eficiente, as novas tecnologias, muito para além dum site, é preciso que a JSD/Lisboa marque presença nas redes sociais, crie a newsletter do distrito, esteja em contacto permanente com os jovens, e diga “Presente” no debate na Blogosfera.

Enfim, em 6 ideias:

• Uma JSD com uma orgânica eficiente, alicerçada na premissa de que os melhores fazem sempre o melhor.

• Uma JSD credível, com actores políticos que falem a mesma linguagem dos jovens.

• Uma JSD próxima dos jovens, com uma forte implementação politica, beneficiando das potencialidades dos Gabinetes e das Coordenadoras.

• Uma JSD solidária, que ajude quem mais precise.

• Uma JSD moderna, que faça o melhor uso possível das novas tecnologias ao dispor da estrutura.

• Uma JSD activa, com propostas e medidas concretas em áreas como o Ambiente, a Cultura, a Mobilidade, a Educação, a Economia e o Primeiro Emprego, o Desporto e a Saúde.


Em suma, uma JSD que tenha como único objectivo: Ganhar o Futuro, Ganhar uma Geração!

11 comentários:

MGAM 21 de outubro de 2009 às 01:32  

Obrigado Tiago!

Pela tua suada ajuda na campanha autárquica, a JSD sentiu sem dúvida a tua falta. Se o PSD se mobilizasse como tu, o D já nem existiria nos cadernos eleitorais.
Viva o progresso na J, as ideias são de facto muito boas, acho que podias usar a J de Moscavide para testar o conceito. Pelo menos podíamos dizer que tinhas feito lá alguma coisa.
Gosto do teu empenho no teu blog pessoal, quem me dera que tivesses a mesma paixão pelo blog da J da nossa secção.

Cumprimentos,

Tiago Mendonça 21 de outubro de 2009 às 02:32  

Caro amigo ou amiga,

Compreendo a sua visão. Sinceramente. Mas terá que compreender também, que enquanto alguém que pensa a freguesia, preocupa-se apenas com essa freguesia, a JSD de Moscavide com 10 freguesias para trabalhar, terá que se desdobrar por ambas.

Eu não sendo candidato em qualquer Freguesia, estive presente numa arruada em Sacavém, distribuição de infomails em Camarate, Apresentação de Candidatura do Prior Velho, Portela, Moscavide e Bobadela, apresentação da Dra. Maria Geni, comício final, caravana da vitoria, e ainda distribuição de bastante material de campanha na Portela, bem como tive na escala do carro de som! Não sei se é muito ou pouco, dei o que pude.

Mas tive o cuidado de indicar elementos competentes da JSD para cada uma das listas onde a Jota tinha representação. Em Sacavém, penso que o Gonçalo Garrett teve um excelente desempenho. Como no Prior Velho, a Mafalda Branco esteve muito bem, ou a Mariana Manarte em Moscavide.

Mas sobre a mobilização, talvez seja bom olhar para a composição das listas. Numa lista, suponha, de 20 pessoas, se apenas 2 elementos são da JSD, é normal que a Jota faça uma mobilização de 10%, porque precisamente tem menos pessoas envolvidas.

Desculpe, mas não consigo inventar pessoas. Não lhes posso pedir que faltem às suas aulas na licenciatura ou no Mestrado, faltem aos estágios e empregos. Posso lhes pedir que durmam, como eu, quatro horas por dia. Mas não lhes posso pedir que não durmam. Os resultados que a Jota conseguiu, demonstram o bom trabalho que fizemos ao longo de quatro anos. É que não se trabalha apenas no mês anterior ao acto eleitoral.

Quanto a iniciativas da JSD/Moscavide, vou me poupar a mim e a si de citar tudo o que fizemos. Isso é mais que reconhecido no Distrito e no País. Até pelos mais evidentes opositores. Não há volta a dar: A JSD/Moscavide é uma secção exemplo.

Um abraço e obrigado pelo comentário. Volte sempre. A Gerência Agradece!

MGAM 21 de outubro de 2009 às 14:51  

Tiago,

Desculpa, mas está a escapar-me algo.
Sendo eu um membro da J de Moscavide só posso chegar a três conclusões:
1) Estás a tentar dar-me um grande baile.
2) Estive complemente fora do mundo durante mt tempo ou ignorei por completo todas as convocatórias da J de Moscavide (não é o caso pq não me ausentei do pais nos últimos anos, e não tenho uma carta, e-mail, sms ou pombo correio, da J a falar seja de que acção for).
- Por alguma razão, apenas alguns elementos muito restritos da J são informados do que se passa na secção e eu não faço parte desse nicho.

Relativamente às acções de campanha, acredito que seja humanamente impossível estar em todas. Estranho é quando não estás em nenhuma das que uniu as diferentes freguesias, e foi mais do que uma acção.
Se uma J que participa 10% em acções de campanha, tem elementos que não conhecem o seu presidente e nunca receberam qualquer info sobre o que quer que fosse vindo da J e tem um site/blog que nem funciona é modelo no distrito/pais das duas uma:
1) Grande EGO
2) As outras secções estão todas doidas e é melhor fechar a loja.

Cumprimentos,

Tiago Mendonça 21 de outubro de 2009 às 19:38  

Caro MGAM,

Vou acreditar no que diz! Que é militante da JSD, que é de Sacavém. Era preferível que assinasse, para dotar o seu comentário de maior credibilidade. Partindo do pressuposto que é militante da Jota em Sacavém, pelas iniciais tornou-se fácil chegar à identidade.

Mariano Gilberto Antunes Magalhães, merece sem duvida uma resposta.

Em primeiro lugar deixa-me apenas dizer que conto contigo para que com determinação ajudes a JSD/Moscavide a vencer os desafios que tem pela frente. Os múltiplos desafios. Existe uma pessoa na minha comissão politica que se referindo a certos fenómenos que aconteceram durante esta campanha, os apelidou de “Milagres Autárquicos”. Não estou a dizer que é o caso. Mas existiu muita gente, que durante quatro anos parece que efectivamente emigrou para outro país e que agora, vá se lá saber porquê aparecem como os seres mais motivados do mundo e os guardiões da actividade politica da JSD, em particular da JSD/Moscavide.

Em segundo lugar, relembrar o elemento histórico. Sabes bem que já conversámos e até que já tiveste a oportunidade de apresentar as tuas ideias ao eleitorado da JSD e do PSD em Moscavide. Umas vezes ganha-se, outras vezes perde-se. Devemos aceitar com Fair Play esses resultados. Obviamente, que não estou a dizer que não o aceitas. Acredito, plenamente que sim.

Em terceiro lugar, falemos então da campanha eleitoral, pois certamente expressei-me mal. O que eu quis dizer quando falei de 10% foi algo muito simples. Estamos num Concelho muito complicado, com uma implementação local inaceitavelmente baixa. Julgo que concordas comigo. É muitíssimo complicado, teres mais pessoas do que aquelas que compõe as listas a fazerem campanha pelo PSD nas freguesias. Aliás, conforme concordarás, em raras freguesias no Concelho se conseguiu ter tantos elementos a fazer campanha como aqueles que faziam parte da Lista. Nessa medida, em Unhos, por exemplo, não existindo elementos da JSD na Lista, é difícil uma grande presença da JSD. E o exemplo que te dei, foi o exemplo médio: Numa Lista de 20, existem 2 elementos da JSD. Parece-me que seja normal que a JSD tenha uma presença de 10%, mas nessa medida.

Existiu durante anos e ainda existe, o complexo de que as pessoas da JSD são mais aptas, como se tivessem tirado algum curso profissional para o efeito, para andar a distribuir comunicados e a abanar bandeiras. Nada de mais errado. A JSD, e a sua comissão politica tem a mesma capacidade e está talhada para fazer exactamente o mesmo que a comissão politica do PSD. A participação deve ser feita de forma proporcional à representação que se tem, não por uma questão de birra, mas por uma questão económica muito simples: Os recursos são escassos para as necessidades que existem.

Em Moscavide, tendo a JSD o primeiro e o terceiro elemento, o trabalho que se desenvolveu por ali, passou muito pela JSD. Mas não por mim, ou pelos candidatos a Sacavém ou ao Prior Velho ou à Bobadela. Pelos elementos da JSD que eram candidatos a Moscavide. Parece-me que isso é normal e aceitável de forma consensual.

(Continua)

Tiago Mendonça 21 de outubro de 2009 às 19:39  

Ao Presidente da JSD/Moscavide cabe com responsabilidade e seriedade indicar as pessoas que lhe parecem mais capazes de desenvolver o trabalho nas suas freguesias. Foi o que fiz, indiquei pessoas para 7 das 10 freguesias, porque considerava que poderiam dar um contributo importante para a campanha e depois para o trabalho a desenvolver nos próximos quatro anos. E o que te quero dizer, é que estou muito satisfeito com o trabalho da Mafalda no Prior Velho, do Hélder em São João da Talha, do Gonçalo em Sacavém, da Mariana e do Sérgio em Moscavide, do Pedro, do Jorge Testos, do Jorge Batista na Portela, enfim, do Tiago em Camarate ou do Tiago Duarte na Bobadela, para te dar apenas exemplos.

Chama-se a isso gestão de recursos. Os elementos da JSD em cada freguesia participaram afincadamente. E julgo que concordarás comigo.

Quanto ao Presidente da JSD, para além desta tarefa e de muitas outras que tem que fazer, pois como comecei por dizer, o objecto politico da JSD/Moscavide não se esgota nas Autárquicas, esteve presente em muitíssimas acções de campanha e reuniões de planeamento. Contribui para a elaboração de programas em freguesias e não preciso de mandar colocar uma noticia de cada vez que até altas horas da madrugada distribui infomails. Nem precisei de anunciar quando me juntei à arruada em Sacavém. Quanto a iniciativas que ligaram várias freguesias, como te disse, estive na escala do carro de som, e visitei cada uma das 10 freguesias. Estive na caravana vitória que juntou as 10 freguesias, e relembro-me de dias onde passei por 3 e 4 freguesias distintas. Acho que o comentário é bastante injusto.

Quanto ao trabalho desenvolvido nos últimos anos, talvez exista um deficit de informação, admito que sim. Mas também te quero dizer duas coisas: É para mim muito mais importante que os jovens nas Escolas e nas Associações saibam do trabalho da JSD, do que propriamente fazer reuniões e iniciativas fechadas para os militantes da secção. E é também para mim muitíssimo mais importante agir a espalhar aos sete ventos o que fiz. Bem sei que não é o “modus operandi” tradicional. Os políticos dizem que fazem mais do que aquilo que fazem. Eu prefiro fazer mais e falar menos. São métodos.

(Ainda continua...estou um chato)

Tiago Mendonça 21 de outubro de 2009 às 19:39  

Quanto ao trabalho desenvolvido, nos últimos anos, poderia citar a iniciativa sobre o impacto da comunicação social junto dos jovens com a presença do Prof. Reginaldo de Almeida, do actor Pedro Granger e da Dra. Suzana Toscano. Poderia lembrar a parceria feita com uma turma do 12ºano a propósito de um debate realizado sobre o IVG. Poderia lembrar o debate sobre o financiamento do Ensino Superior, sobre a legalização das drogas leves, sobre o enquadramento jurídico da prostituição e sobre o aquecimento global. Lembrar-te da iniciativa do Mês da Solidariedade onde recolhemos roupa e brinquedos entregues a uma instituição de solidariedade social. Poderia referir a criação do Grande Jota, lembrar a presença activa nas redes sociais. E poder-te-ia dizer, que somos hoje a secção do Distrito com mais moções apresentadas em Conselho Distrital, onde abordámos temas como a Economia, o Turismo, a denominada “Marca Portugal”, o Ensino Superior, a Cultura e a crise de valores. Enfim, dizer-se que isto é trabalhar pouco, parece-me injusto.

Termino esta resposta a este comentário dizendo que conto contigo para nos ajudares a melhorar nos pontos onde ainda não somos tão bons. Na Comunicação por exemplo. Espero que o teu contributo se materialize de forma efectiva, pois acredito, sinceramente, que não sejas mais um caso do evidente “milagre autárquico”. Conto mesmo contigo.

Obrigado por este comentário, pois deu-me oportunidade de por um lado aprender um pouco com as tuas criticas e tentar evoluir com base nisso. E por outro lado, permitiu-me revisitar muito do trabalho que tive oportunidade de desenvolver com esta comissão politica fantástica. Obrigado, mesmo!

Continua a tua participação neste blogue, nestes e noutros temas. Deves ter ideias certamente interessantes na questão da maternidade de substituição ou da Legalização da Prostituição, para citar dois post’s recentes. Estou ansioso para ver essas ideias e aprender um pouco contigo.

Um abraço

Pedro Correia 22 de outubro de 2009 às 02:18  

Caro MGAM, caríssimo Tiago,

Já reli os seus comentários caro MGAM, e permaneço sem conseguir perceber se o que veio aqui fazer foi, 1) um ataque pessoal ao Tiago Mendonça na qualidade de Presidente da CPS da Jota de Moscavide, 2) um ataque à comissão politica per se, 3) um ataque ao trabalho desenvolvido pela JSD nas autárquicas. Enfim, talvez seja mesmo um ataque nestas três dimensões.

Relativamente ao primeiro ponto não me pronunciarei, mas permite Tiago notar que o tom usado não deveria ser alvo de resposta sequer.

O segundo ponto, eu acho que qualquer militante da JSD do Distrito de Lisboa que tenha um mínimo conhecimento da lógica distrital, mesmo tendo estado ou estando posicionado num grupo com visão politica antagónica, reconhecerá o trabalho que esta comissão política fez. Obviamente, acresço a este grupo um conjunto alargado de militantes da secção que com regularidade participam nas actividades organizadas pela CPS. Quem nunca teve a curiosidade de aparecer, quem nunca contribui ou sugeriu e só aparece para votar padece de uma faltar de conhecimento de causa que depois se pode materializar em lapsos como o que aqui cometeu.

O caro MGAM também o saberá certamente o que se fez em Moscavide e nas restantes freguesias, não interessaria no entanto que viesse a este espaço dizer o contrário. Contudo deixe-me enaltecer mais uma vez o “Milagre Autárquico” que parece libertar as pessoas da cegueira, inoperância e apatia políticas ainda que por curtos dias de 4 em 4 anos. Resta-nos confiar que este período seja suficiente para que possa surgir algum contributo da sua parte.

A 3ª acusação é uma enorme falta de respeito para com a Mariana Manarte, o Sérgio Perfeito, o Tiago Duarte, o Tiago Fonseca, o Jorge Testos, o Jorge Batista, o Gonçalo Garrett, a Mafalda Branco, espero não me estar a esquecer de ninguém. O PSD vem de uma pesada derrota nacional 2 semanas antes, faz pior que há 4 anos no resultado para a Câmara Municipal de Loures, mas nas e apenas nas freguesias em que há elementos da Jota consegue-se melhorar o resultado. Isto não é casuístico, mesmo em Camarate em que o Tiago Fonseca faz um trabalho fantástico e incansável, só se consegui melhorar no seu bairro. Porque será? Aliás não minto se disser que canalizou 4 horas diárias do seu Mestrado para uma campanha onde as hipóteses de ser eleito eram remotas. Em Moscavide contra todas as expectativas uma lista “muito Jota” melhora. Na Bobadela, consegue-se eleger o Tiago Duarte. Na Portela, uma aposta clara na Juventude, consegue neutralizar o efeito negativo temido pela candidata que o voto dos jovens poderia ter no resultado final. As mesas mais jovens 11, 12 e 13 pendem claramente para o PSD. O Jorge Batista é 9º na lista, está em praticamente todas as acções de campanha e é pedra basilar na elaboração do programa. E isto meu caro é importante que se frise. A JSD Moscavide, Lisboa, e Nacional representam a geração mais qualificada que Portugal já teve. Uma JSD que se motiva não só pelo agitar da bandeira mas sobretudo em desenvolver trabalho politico de fundo, apontar ideias, redigir planos políticos e isto é independente do lugar político ou posição organizacional. E eu não sou suspeito para o afirmar, fui 15º na lista à Portela, acha que deixei de estar em 95% das acções e reuniões de campanha.

Pedro Correia 22 de outubro de 2009 às 02:19  

Meu caro, MGAM, presumo que esteja em idade Jota, deixe-me dizer-lhe que apesar da sua raiva face aos resultados a JSD não é o problema, é a solução! Parecem sim é haver inúmeros militantes em posições cimeiras nas listas que não só não contribuem como obstaculizam o trabalho de campanha. Fale com os candidatos às freguesias eles saberão explicar-lhe o que refiro. Sacavém, aliás é apanágio disto, conhecerá com certeza essa realidade.

Esta CPS em 4 anos muda de 0 eleitos nas listas às freguesias para 8, a JSD gera impacto positivo nos resultados nas freguesias onde está. Participa de início na elaboração de programas. Pensa as suas freguesias, os problemas, fala com as pessoas durante 4 anos. Gostamos de ter essa responsabilidade, ainda bem que nos pressionam a estar acordados durante esse período e é bom que apareçam comentários como o seu durante estes 15 dias para nos manter nesta senda, que na génese da JSD é levar a voz dos jovens mais longe ao ponto de influenciar os poderes local e nacional.

Representado a estrutura da CPS de Moscavide, digo-lhe que é bem-vindo o seu contributo. Acredito que não queria apontar em todas estas direcções, alguma raiva talvez lhe possa ter retirado o discernimento, ainda assim as acusações que teceu não poderiam permanecer sem resposta.

Tiago Mendonça 22 de outubro de 2009 às 03:24  

Caro Pedro,

Obrigado pela tua participação aqui. Não poderia deixar de mencionar a extraordinária campanha que fizeste. Ias em 15º na Lista à Assembleia de Freguesia da Portela e estiveste, seguramente, nas 5 pessoas que mais trabalharam para a eleição naquela Freguesia. Aliás, também na Portela, a JSD deu um extraordinário exemplo, com a prestação dos Jorges e a tua propria prestação.

E bem lembrado, mesa 10, 11 e 12. Verdadeiramente, a JSD segura a maioria absoluta na Portela. Sem arrogância ou pretenciosismo. É factual, é objectivo.

És um dos quadros mais qualificados da JSD, a nivel distrital e até a nivel nacional. Verdadeiramente trazes qualidade à estrutura, qualidade à politica. E és daqueles que está sempre lá. Com ideias para programas, com moções fantásticas, com participações em reuniões de organização e planeamento, mas também na acção na Quinta da Vitória ou no Bairro Social aqui na Portela, na distribuição de informails até de madrugada, nos carros de som, e até, pasmem-se, a agitar algumas bandeiras.

Quanto ao comentário do Mariano, já fiz a análise que tinha a fazer.

Jorge Batista 24 de outubro de 2009 às 18:41  

Boa tarde a todos.

Embora já uns dias "atrasado", não queria deixar dar a minha opinião sobre os comentários lançados pelo utilizador MGAM, entretanto silenciado por respostas, no mínimo, esclarecedoras.

Num post recheado de reflexão e atitude face a um PSD e JSD distrital e nacional moribundo, surgem aqui comentários em tom de ataque frustrado relativamente à prestação da JSD/Moscavide nas últimas eleições autárquicas.

Para além da incoerência de temas e de objectivos já constatada, são comentários, como o Pedro disse e muito bem, envoltos em raiva e ataque pessoal ao presidente da CSP da JSD/Moscavide. Não faz nenhum sentido exigir a essa figura política que participe em 100% das acções de campanha em todas as freguesias. Tal como ele listou, fez mais do que lhe era exigido quando as apostas na juventude a nível municipal foram escandalosamente fracas. A par com o Pedro, foram aqueles que, para os lugares que lhes foram negligentemente cedidos, mais trabalharam a nível autárquico.

Se em Sacavém a campanha não pareceu suficientemente cativante e participada, não te iludas caro MGAM: foi assim em todo o lado. À imagem do que foi a acção do PSD em Loures nos últimos 4 anos, esta direcção de campanha foi completamente cega, desadequada e incompetente face ao enorme desafio que tinha pela frente. Conseguiu pior que os mínimos projectados, não conseguiu melhorar em nenhum aspecto, mas também não fez por isso, de todo.

A JSD está aqui para mudar esse rumo, se é que se lhe pode chamar rumo a esta apatia total. Loures está completamente à deriva e assim continuará enquanto não apostar nos jovens. E isso viu-se, quer do lado Socialista em Loures, quer do lado das listas às Assembleias de Freguesia em que o PSD decidiu apostar nos jovens.

Para finalizar, deixar uma palavra ao Pedro cujo comentário foi excepcional e claramente demonstrativo da qualidade que tanto referimos e defendemos. Palavras muito certas e sábias, cujo espírito compartilho na totalidade.

Tiago, estive para lançar uma pequena "crítica" em relação ao tamanho e tom nervoso da tua resposta ao MGAM. Por um lado, comentários injustos, sem fundamentação e nexo deixam-nos naturalmente com os nervos à flor da pele. Por outro, a seriedade e credibilidade que nos caracteriza, especificamente a ti, não te deveriam incomodar tanto esses comentários menos inteligentes. No entanto, decidi retirar a crítica e transformá-la em elogio. Elogio à humanidade e frontalidade que sempre prezaste desde que te conheço. Elogio à garra e à emotividade que fazes questão de empregar em cada valor, em cada acção ou em cada discurso. Os meus parabéns, também algo "atrasados", pela personalidade cativante que possuís e que a JSD se pode orgulhar de ter. Futuramente, será reconhecida.

MGAM, apesar de tudo, tenho de admitir e encaixar uma boa crítica da tua parte: a falta de meios de comunicação da nossa secção desde a inactividade do Grande J por falta de recursos (que saudades!). Também por falta de recursos, neste caso financeiros, nos é impossível enviar cartas, comunicados e convocatórias sempre que desejaríamos. Mesmo assim conseguimos fazê-lo, com grande esforço, para todos os militantes da nossa secção aquando das últimas eleições internas.

Espero que, no futuro, como vice-presidente da JSD/Moscaivde e responsável pela informação e comunicação da secção, possa suprir estas dificuldades e lacunas que referiste, sobretudo quando se quer uma JSD moderna e ao dispor dos jovens - um site/blog em funcionamento é o mínimo que se pedir, e é por isso que lutarei no futuro. O pequeno "sonho" de um dia ver o Grande J de volta, com contornos e dimensões muito superiores ao que nos habituou, não está assim tão longe de ser realizado.

Obrigado, bom fim de semana a todos.

Tiago Mendonça 24 de outubro de 2009 às 19:00  

Jorge Batista,

Obrigado pelo teu comentário aqui neste espaço. Da mesma forma que teci um conjunto de elogios ao Pedro Correia, sabes que os mesmos são extensíveis a ti, que dedicando tanto tempo, pelo meio de compromissos académicos e profissionais que tens, contribuis para o crescimento da JSD/Moscavide e para a sua solidificação no plano local, distrital e nacional.

Fazes parte de um grupo de pessoas, precisamente daquelas que trabalham comigo de forma mais próxima, que mais empenho e motivação empregam na JSD/Moscavide, sendo que essa motivação não é variável porque se está na Lista X ou na Lista Y, porque se é candidato a uma Assembleia de Freguesia ou a uma lista à Comissão Politica de Secção. E é essa capacidade que enalteço e que me orgulho de ter perto de mim. De facto, não me passaria pela cabeça ter, como infelizmente acontece em muitos lados, uma secção “fechada” durante anos a fio, para em momento de eleições autárquicas se revitalizar e se tornar o expoente máximo da motivação e do empenho.

Quanto ao comentário em si, concordo em absoluto que a fraca aposta na Juventude, a nível municipal, isto é, para a Câmara e para a Assembleia Municipal foram determinantes para os maus resultados obtidos. E não se trata de uma avaliação subjectiva, pelo contrário existem dados objectivos, como referiste, que comprovam a veracidade destas afirmações, seja a nível do que se passou noutros partidos políticos como no que se passou nas nossas freguesias em que se apostou nos Jovens e, convém afirmar, onde os jovens trabalharam arduamente na defesa do projecto que acreditavam para cada freguesia.

Quanto à crítica que ias fazer podes mantê-la. Efectivamente, tenho alguma dificuldade, confesso, em explanar as coisas de forma sucinta, tenho sempre necessidade de fazer enquadramentos e estabelecer pontos de ligação com outras realidades, característica, aliás, que pacientemente já pudeste observar nas reuniões de comissão politica 

Quanto ao pretenso nervosismo, tem que ver precisamente com a característica de viver plenamente as coisas em que me integro, de vibrar com a politica e com o trabalho que tento desenvolver na estrutura. Não me consigo sentar na cadeira e ver comentários sobre o trabalho que desenvolvo, sobre a equipa que lidero e sobre pessoas que dispõem de tanto tempo pela causa pública, e manter-me totalmente sereno. Às vezes seria melhor faze-lo, até porque efectivamente, existem certos comentários, e não estou a dizer que este é o caso, que não mereciam mais de duas linhas de resposta. Mas não consigo, pois entrego-me às coisas de alma e coração, dou tudo o que sei e depois custa-me muito ver certo tipo de injustiças.

Falaste ainda, e para terminar mais um extenso comentário da minha parte, no futuro. O Futuro tenho a certeza que irá reconhecer não só o meu trabalho, mas também o vosso trabalho. Mas irá reconhecer, seguramente, um conjunto de valores que defendemos e pelos quais se deve pautar a actuação politica a nível local, distrital e nacional.

Sei que posso contar contigo nos próximos quatro anos. Sei, também, porque a politica já me ensinou isso, que só posso contar com outros, de quatro em quatro anos. É essa a grande diferença.