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Mel e Paixão, por Diogo Agostinho

>> quarta-feira, 10 de junho de 2009

Discurso Afoito

(Também o Mel e Paixão, segue atrasado. Mas apenas um dia. Culpa minha, no atraso da publicação. O texto foi originalmente publicado no blogue Psicolaranja, onde o Diogo, também escreve)

Ao analisarmos os resultados das Eleições Europeias, muitos já constataram que a entrada de 300 mil jovens nos cadernos eleitorais foi claramente favorável ao Bloco de Esquerda.

Este dado é politicamente relevante. Primeiro porque um Partido que quer chegar ao Poder em Portugal só garante o futuro se conquistar a vivacidade da juventude. Ora, hoje o PSD apresenta-se como o vencedor de uma eleições nacionais. Mas, a caminhada ainda é longa até Outubro.

Combater o PS e a Juventude Socialista tem sido o grande desígnio da JSD. Concordemos, tem sido fácil. É que para combater aquele Partido, basta dizer: "Olhem bem como eles nos (des)governam".

Agora, o desafio que se coloca é combater um grupo de pessoas, que nunca governaram, que apresentam um discurso populista e demagogo e que soluções para a comunidade são...ZERO! O Bloco de Esquerda vive de espuma. É esta a capacidade deles para atrair as faixas etárias mais baixas.

A resposta a esta demagogia barata, não é mais demagogia, é demonstrar as qualidades mais que evidentes de uma governação com marca PSD, em forma de discurso afoito e sexy.

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Mel e Paixão, por Diogo Agostinho

>> quinta-feira, 2 de abril de 2009

Imaginem um país normal…

Onde há eleições legislativas de 4 em 4 anos. Sem interrupções abruptas de mandatos ou esquemas político-partidários. Um país que tem um chefe de governo íntegro e respeitador. Um país que tem na figura do Primeiro-Ministro, um exemplo para a sociedade, para os agentes económicos e um catalisador de “confiança” para todos. Num mundo em que a crise é palavra comum na boca de todos, e a falta de confiança, o principal motivo da tão badalada crise.

Imagine-se um país que faz da honestidade um valor essencial para o regular funcionamento da democracia. Um país que não vive de esquemas e compadrios, um país que tem cultura democrática. Uma cultura de elevação, fomentada pelos seus dirigentes políticos. Imagine-se um país desenvolvido. Não apenas em dinheiro ou dólares, mas um país desenvolvido culturalmente, com civismo e participação da sociedade civil. Imagine-se um país que gosta da meritocracia, que vê na competitividade saudável e sem rodeios, uma forma de crescimento. Imagine-se um país que conta com um sistema de justiça digno e célere. Um país sem pressões a magistrados. Um país sem presidentes de empresas de construção civil vindos directamente do partido de Governo.

Imagina? Pois, eu também! Era tudo o que gostava que Portugal fosse. Num país a sério, nunca, mas nunca um Primeiro-Ministro se manteria em funções depois de vir a público que tirou um curso entre domingos e gabinetes de Ministérios, ou que existe suspeitas de ter recebido “luvas” para conceder licenças para grandes empreendimentos. É tão aterradora cada suspeita que paira no cidadão José Sócrates Pinto de Sousa, que obviamente o cidadão tem todo o direito a defesa e até prova em contrário é inocente. Porém, este não é um cidadão qualquer. Acho incrível como se mantém em funções este homem sem explicar, sem esclarecer nada de nada, armando-se em vitima ofendida por tudo e por todos. Acho incrível como passa incólume a tudo. E como não existe coragem por parte da oposição de pedir uma explicação cabal a todas estas dúvidas. O nosso país demonstra claramente que ética, só mesmo em conferências e colóquios. É apenas uma palavra diferente para ser dita, não para ser seguida.



Senhor Presidente da República e restantes membros da Oposição isto vai ficar assim?

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Mel e Paixão, por Diogo Agostinho

>> terça-feira, 24 de março de 2009

Quotas para Mulheres
Basta ligarmos o rádio no carro, ou assistirmos a anúncios na TV, para encontrarmos a campanha publicitária de incentivo à participação das mulheres na vida política.

Bem, ao assistir pela primeira vez, lamentei a pouca capacidade de quem elaborou tal campanha de não entender o trunfo que seria dar exemplos de mulheres já na vida política e com lugares de topo. Será que se esqueceram de uma tal de líder do PSD? Dra. Manuela Ferreira Leite, candidata à chefia do Governo? Não teria sido um bom exemplo?

Teria, com certeza, porém quem paga é o Estado, e quem tutela estas áreas é a cabeça de oiro brilhante da malhação, Augusto Santos Silva, que não poderia agora dar como exemplo uma senhora a ocupar um lugar cimeiro. E porquê? Não é apenas uma questão de partidarite (também é), mas é sim um exemplo do ridículo da nova lei que este governo aprovou: criação de quotas!
Ora, a Dra. Manuela Ferreira Leite e outros exemplos atestam bem o ridículo de tal posição. Mas lembra a alguém que tem que entrar uma mulher em cada três candidatos? E o mérito senhores? E o mérito? E a vontade? E o gosto de estar na política? Não conta, nada disto conta, porque interessa é abrir às mulheres lugares. Pois para mim tudo isto não faz sentido. Eu gosto de ver e gosto de saber que cada partido apresenta os melhores, os melhores e os mais bem preparados, com mais vontade e empenho, e não uma lista de retalhos, com contagens certas para cumprir uma lei. Porque não uma lista inteira de mulheres? Que mal faria? As mulheres fazem falta? Sim, fazem falta os seres humanos, independentemente do sexo, da raça, da sexualidade, da ideologia, que sintam o apelo de participar civicamente em eleições e que queiram desempenhar as nobres funções que o povo lhes confie.

Assim se restringe a liberdade e assim se criam à pressa mulheres politicas. Quero qualidade, não quero apenas a beleza das mulheres, sim são elas que dão brilho à politica e que dão outro encanto, mas as que quiserem e não as que são obrigadas.

Lute-se por chamar todos para a política. TODOS! Sem excepção, venham todos os que vierem por bem, os bons, para expulsar a real moeda má!

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Mel e Paixão, por Diogo Agostinho

>> terça-feira, 17 de fevereiro de 2009



Há futuro para o PPD/PSD?

Há!
Claro que existe um caminho. O Partido Social Democrata é o Partido mais português de Portugal, que conta no seu seio com todas as classes sociais, com ricos e pobres, velhos e graúdos, empresários e trabalhadores, brancos e negros, é um partido que para o bem do nosso país sempre que chegou ao poder salvou os portugueses. Não é preciso recordar Sá Carneiro e Cavaco Silva, basta olhar para esta última década em Portugal, que o PS governou 8 anos e colocou o País pior que a crise, colocou este país debaixo do braço e faz festinhas de vez em quando. É incrível como o Eng. Sócrates, “calou” os nossos empresários, e é aqui que tem que começar um trabalho essencial do PSD. Hoje, não temos os empresários a criticarem este Governo, porquê? Porque dependem e muito dos bombons do Estado. Ora, mas quem vota em esmagadora maioria são os trabalhadores. Correcto, mas nem esses ousam enfrentar os patrões e não têm em quem confiar. E não têm porquê? Porque olham para o outro lado e vêm uma trapalhada só. Um Partido que já leva 3 líderes desde que está na Oposição.
É um número esquizofrénico! É inadmissível continuarmos a viver de lutas de egos e de birras e auto promoções e não sentirmos o sentido da responsabilidade. Marques Mendes é um grande estratega, um pensador político de enorme qualidade, mas nunca deveria ter sido líder do Partido. Nem sempre todos podem liderar. Uns são melhores que outros, uns têm mais aptidão, outros não. Não é preciso liderar para ser útil. Mas, depois foi Menezes. Ora, Menezes foi um líder que provou do próprio veneno, para contradizer Mendes, apoiou medidas de Sócrates, mas quando assumiu o lugar tinha já uma casa de pessoas extremamente ambiciosas e a quererem o seu lugar. Saiu. Mas saiu porque quis. Deveria ter saído em silêncio e até Outubro de 2009, como chegou a prometer, não ter proferido uma única palavra sobre o PSD ou sobre a sua sucessão. Teria e seria a pessoa com mais legitimidade para dizer tudo em caso de desaire ou para continuar a sua vida tranquilo em caso de vitória do Partido. Agora, Manuela Ferreira Leite. Venceu numa eleição a 3 muito disputada. É um grande figura do Partido e creio que chega à liderança atrasada. Era a Dra. Manuela Ferreira Leite quem se deveria ter candidatado logo em 2005 e nunca Marques Mendes. Mas, hoje é a líder eleita, e quer se queira quer não tem que ser a pessoa a seguir com o barco até ao fim. Acredito quando dizem que nem todos devem ser carneiros, nem todos se devem calar quando não concordam com um trajecto. Mas também acredito que divisões existem no momento da verdade, no momento de apresentação de candidaturas. É aí, que se deve discordar e lutar pelo rumo correcto. Depois, o voto escolhe e neste caso escolhe um caminho para um Partido.
Por isso mesmo, olho para o estado actual com perplexidade. Passos Coelho a aparecer cada vez mais, a auto promover-se, Menezes histérico, Ângelo Correia a pedir demissões, Marcelo a dizer mal da estratégia, para desmentir, e depois afinal já é a pessoa certa, mas os conselheiros é que são maus. Olho para tudo e vejo uma líder sozinha. Sem vozes a secundá-la. E nomes de qualidade não nos faltam. Falta-nos sim união. Não me canso de dizer. Este é o momento de parar de pensar no nosso umbigo e olhar mais além, é tempo de voltar a salvar Portugal.

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Mel e Paixão, por Diogo Agostinho

>> terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Políticos e Gestores


Hoje em dia, discute-se muito a pouca capacidade de atrair os melhores quadros para a política. Que os lugares políticos deveriam ser melhor remunerados de modo a atrair os grandes gestores do sector privado e os bons quadros que por aí proliferam. Contudo, parece-me uma ideia totalmente errada e sobretudo que inverte a questão. Se a política for um meio para atingir o lucro pessoal então, estaremos numa clara lógica de empresarialização notória e de alguma gravidade.

Existem de facto bons gestores, excelentes quadros de empresas, que obtém ano após ano lucros astronómicos e resultados, de fazer corar qualquer ministério. Porém, quando olhamos apenas para um simples balanço de resultados não encontramos os métodos. Por vezes, com base em demissões, em cortes essenciais as empresas sobrevivem e atingem o lucro para alguns (poucos, normalmente) accionistas.
Ora, na política não se trata de lucro. A política deve ser uma profissão nobre e sobretudo de entrega e de espírito de ajuda. O lucro de um governo é constatar que a população enriqueceu, detém maior poder de compra, se encontra feliz e renova o seu mandato.

A política é nobre e não deve ser o local de passagem para hoje, arregimentar contactos e amanhã ser banqueiro, presidente de holdings ou advogado de governos e câmaras municipais com contratos chorudos. Aos gestores o que é dos gestores, aos políticos que detém o sonho de mudar o mundo o que é da política.

Diogo Agostinho

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Mel e Paixão, por Diogo Agostinho

>> terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Promiscuidade entre Jornalistas e Políticos



Esta é de facto, uma matéria sensível do nosso panorama político. A promiscuidade entre jornalistas e políticos advém da relação de necessidade que um tem relativamente ao outro. O jornalista não tem “furos” sem as fontes na política, o político não aparece, não é notícia, e hoje em dia, cada vez mais se denota que quem não aparece não vinga, muito menos vence, se não conseguir uma relação privilegiada com a classe jornalística.

Porém, hoje deparamo-nos mais com um poder perigoso, que um jornalista detém sobre os homens que são eleitos para governar. Acontecendo situações com uma total inversão, como o exemplo da chegada de José Mourinho e o corte de emissão de uma entrevista com um ex Primeiro-Ministro. Assiste-se pois a situações indecorosas em que jornais com as suas linhas editoriais acusam políticos denegrindo seres humanos, muitas vezes com o intuito de promover outros que estão mais próximos.

Paulo Portas foi um dos exemplos, que usou os meios de comunicação social, atacando uma determinada área política para conseguir posteriormente benefícios políticos. Mas, sente-se hoje que em Portugal já se deveria ter optado pelo sistema que vigora em Espanha e nos EUA, em que as linhas editoriais assumem as suas posições políticas, permitindo assim não colocar sobre todos os jornais o manto de isenção, que não passa apenas de uma capa, para melhor actuarem de acordo com interesses pessoais ou políticos.


Diogo Agostinho

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Mel e Paixão, por Diogo Agostinho

>> terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Os poderes do Presidente da República


É claro para todos, que a existência do Presidente da República é fundamental para o regular funcionamento das instituições. A figura do Chefe de Estado, como existe em Portugal permite-nos encontrar numa única pessoa a referência para um bem essencial na política e sobretudo para o desenvolvimento: a estabilidade.

Como tal, e à luz dos seus poderes, o Presidente detém a “bomba atómica”, ou seja, a dissolução da Assembleia da República. Um homem apenas detém o poder de demitir 230 deputados eleitos. É de facto um poder absoluto. É certo que o Presidente não governa, não faz leis, mas tem a capacidade de veto, de acompanhar os governantes aconselhando-os e influenciando.

Uma Presidência de cooperação é pois essencial, Cavaco Silva, actualmente, inaugurou um novo estilo, a coabitação pacífica com um Governo de uma cor política diferente, por oposição aos tempos atribulados de Sampaio que em dois casos de demissão de Primeiros-Ministros usou dois pesos e duas medidas díspares, e demonstrou que o poder absoluto de apenas um ser humano, que deve ser o Presidente de todos os Portugueses, é por vezes excessivo e sobretudo perigoso, podendo privilegiar os seus companheiros políticos. O que se passou em 2004, é um excelente caso de estudo, até hoje não ouvimos por parte do Presidente Sampaio quais os reais motivos, invocar «uma grave crise de credibilidade do Governo e também não soube prestigiar as instituições», referindo ainda «uma série de episódios que ensombrou decisivamente a credibilidade do Governo e a sua capacidade para enfrentar a crise que o País vive», e reforçou que «Sucessivos incidentes e declarações, contradições e descoordenações que contribuíram para o desprestígio do Governo, dos seus membros e das instituições». Mais hilariante foi: «Não fiquei surdo às vozes que defendem que o Orçamento para 2005 não responde satisfatoriamente às exigências de efectiva consolidação orçamental, condição necessária para se prosseguir o esforço de redução do défice público que os nossos compromissos internacionais e as necessidades do nosso desenvolvimento futuro tornam indispensável.» estas palavras de Sampaio no dia 10 de Dezembro de 2004, poderiam, ou melhor encaixariam na perfeição no dia 25, 26 ou 27 de Janeiro de 2009. E hoje? Hoje em dia, o Presidente Cavaco assiste à degradação do caminho de Portugal, não demite este Governo, duvido que Sampaio se estivesse no seu primeiro mandato no ano 2004 tomasse a mesma posição.



É pois sintomático que o Presidente da República com os poderes que detém poderia bem ser substituído por um Monarca com tradição e história e claro, menos custos em actos eleitorais, como as presidenciais, que são cada vez mais dispendiosos. Mas poderíamos ir mais longe, assumindo que um Rei não necessitaria do calculismo de um primeiro mandato em sintonia com o Governo, para assegurar reeleições.

Faz falta em Portugal um debate sobre o real papel do Presidente da República, e que se repensasse um caminho diferente, ou um modelo ao estilo francês, com um reforço do poder do PR, mais colaborante com o Governo e com mais funções executivas, para não permitir casos como o Estatuto dos Açores, ou então outros caminhos como pensar se faria sentido instaurar a Monarquia.

Vale a pena reflectir…

Diogo Agostinho

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Mel e Paixão, por Diogo Agostinho

>> terça-feira, 20 de janeiro de 2009



Hoje, no dia que toma posse relembro o dia 4 de Novembro de 2008, em que o recém-eleito Presidente dos Estados Unidos da América discursou à nação. Barack Hussein Obama, o 44ª Presidente da “ainda” maior potência mundial, um afro-americano democrata venceu as eleições contra o Senador John McCain e Sarah Palin.

Fui reler o discurso de Obama, o que não é de todo o mesmo que ouvir o seu discurso. A capacidade oratória do novo Presidente dos EUA, sente-se em cada palavra proferida, emprega uma entoação que mobiliza e galvaniza as pessoas. O inicio do seu discurso e o elogio rasgado que fez ao seu adversário na campanha para a Casa Branca evidenciam a sua diplomacia e sobretudo a capacidade que deteve nesta campanha. Obama, de 47 anos, enfrentou um opositor mais velho, e demonstrou sempre um enorme respeito perante John McCain. A emotividade também esteve presente nas palavras simples e directas para as suas filhas, para a sua esposa, para o seu Vice-Presidente Joe Biden e para os homens que montaram a sua campanha.

Este discurso, porém marca uma nova fase, um fechar de campanha e reporta algumas considerações sobre qual o futuro da Administração Obama. O candidato Obama, com um discurso de esperança e de mudança conquistou os votos dos americanos, contudo, depara-se agora com uma enorme responsabilidade: não defraudar as expectativas à sua volta, quer nos EUA, quer no resto do mundo. E esta responsabilidade está bem latente no seu discurso. Obama reconhece e chama a atenção para os problemas que os EUA enfrentam e vão enfrentar, salienta a crise financeira que abalou o mundo, não menospreza a Guerra no Iraque e no Afeganistão, alerta para as dificuldades que os americanos enfrentam no sistema de saúde e na educação, procura no seu discurso alertar todos para a realidade e baixar as expectativas, é um sinal bem evidente ao longo do seu discurso. O intuito de baixar as enormes expectativas que a sua eleição criou, prossegue no seu discurso em que afirma mesmo “O caminho à nossa frente vai ser longo. A subida vai ser íngreme. Podemos não chegar lá num ano ou mesmo numa legislatura.” Esta afirmação é proferida ainda antes do habitual extremar de posições que os políticos fazem quando tomam posse e afirmam que a situação real é bem pior do que imaginavam. Obama, com esta afirmação pretende marcar o rumo e começar a contabilizar todas as suas medidas, como importantes para o futuro dos EUA. Mas, como habilmente fez ao longo da sua campanha em que derrotou tanto Hillary Clinton, como McCain, Obama não deixou de dar uma palavra de incentivo e de esperança num futuro melhor.




Obama anuncia “uma nova era na liderança americana”, e tem uma afirmação muito contundente, que fará reflectir muitos dos que contestaram George W. Bush, e as suas opções belicistas, o novo Presidente Democrata afirma no dia da sua vitória que está pronto a derrotar quem quer destruir o mundo. Esta afirmação resvala para a continuidade de os EUA assumirem o papel de defensores da Democracia, mas sem deixar de lado a possibilidade do uso da força. Obama não afirma, mas é contundente ao declarar guerra a quem quer destruir o mundo. Mas, juntamente com a afirmação de força, diz ao mundo que podem contar com os Estados Unidos, e que tenciona assumir a liderança do globo não apenas pelo poderio militar ou económico, mas pelos valores e ideais que assentam na “Democracia, liberdade, oportunidade e esperança inabalável.”

Esta declaração ao mundo de solidariedade e apoio são secundadas com um claro aviso de que os EUA são uma força a ter em conta, e com a sua eleição, a eleição de alguém que subiu na vida, de raça negra, que preconiza o sonho americano, Obama avisa o mundo de que mais uma vez os EUA estão um passo à frente em termos culturais e que a vitória histórica de um negro é reveladora da capacidade de compreender o futuro e o mundo global por parte dos americanos.

Existem também, duas notas importantes no seu discurso a realçar, o relatar da história dos EUA, na figura da senhora Ann Nixon Cooper de 106 anos, a apelar ao patriotismo dos americanos e a criar as condições para não perderem a esperança e se mobilizarem perante as dificuldades. Bem como, o reconhecimento do papel do Partido Republicano, através da luta de Abraham Lincoln para abolir a escravatura, um momento que permite unir uma nação que detém dois grandes partidos, em que Barack Obama realça a sua preocupação em ser Presidente de todos os americanos e governar com o apoio de democratas e republicanos, acentuando a necessidade de ouvir todos, mesmo quem nele não votou.



É um discurso bem construído e que apresenta pistas para além da mensagem “Change! Yes, we can!” , Obama foi exímio na mobilização ao longo da sua caminhada até à Casa Branca, referindo que agora passados 21 meses não é tempo de baixar os braços, o novo Presidente dos EUA conseguiu “tocar” os americanos e o mundo, mas agora é tempo de governar e tomar decisões, e este discurso foi proferido com o intuito de baixar expectativas perante os problemas, mas sem descorar o “brio” americano e a sua esperança em mudar o mundo. Acaba por elaborar um chamamento a todos numa hora determinante dos EUA.

Hoje toma posse, tem o mundo a olhar para ele…

Diogo Agostinho

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Mel e Paixão, por Diogo Agostinho

>> terça-feira, 13 de janeiro de 2009



Antes de mais, gostaria de começar por agradecer o convite do Tiago e as palavras um pouco exageradas que me dispensou. Espero não defraudar sobretudo as suas expectativas. Que começa a construir um Blog muito interessante. Um bom exemplo, e uma boa atitude.

Nesta coluna iniciarei hoje um caminho que espero que seja agradável e de liberdade. Liberdade para dizer o que penso e o que sinto. Ora, nada melhor do que o tema das Juventudes partidárias, para iniciar esta coluna no Blog Laranja Choque.

É importante frisar que considero que devem existir juventudes partidárias, não partilho a visão negativista de alguns, como Pacheco Pereira, nem muito menos coloco em causa a qualidade da juventude portuguesa. Porém, acho crucial referir que as Juventudes Partidárias estão a falhar. A falhar na capacidade de cativar jovens e a falhar em alguns exemplos de formação. Conheço melhor a realidade da JSD e um pouco da realidade da JS, e considero que os jovens laranjas e rosas centram-se muito em disputas internas e busca de lugares. É importante inverter esta lógica. O cacique e os boys existem dentro das Juventudes. As movimentações de jogos de bastidores em que são negociados lugares e debatidas muito poucas ideias têm que ser combatidas. Falta à JSD acreditar no seu slogan: “ser da Jota é ser diferente, ter vontade de mudar”! Acreditar que se pode mudar o mundo é e deve ser condição essencial para entrar na Política. O exercício político é um dos actos mais nobres da humanidade, deve e tem que ser exercido por gente com vontade, capaz e com sentido de missão. Por isso, penso que um dos cancros da Juventudes são os lugares que lhe são dados. Não concebo lutas internas para definir vereadores, deputados e assessores. Parece-me um mau principio. Se não o que nos move na JSD? O que faz correr tantos militantes?

É fundamental para a qualidade da classe política que os jovens se formem e mantenham um contacto real com a sociedade que os rodeia. Lugares e tachos não são um desígnio, vencer eleições de secções, distritais ou nacionais não são o fim, devem sempre ser um meio ao dispor dos jovens portugueses. Pede-se à JSD, que seja uma voz irreverente, que pense e exprime o sentimento dos milhares de jovens junto do seio do PSD. Mendigar lugares por deter sacos de votos não é o caminho. O que afasta os jovens é a lógica dos “meus e teus votos”, do adversário ser um companheiro de Partido e não o Governo Sócrates, Alberto João jardim frisou e bem ontem que o que nos deve mover é retirar a gente incompetente do Governo de Portugal e não os grupos e grupelhos que existem no PSD e também na JSD. De que serve termos milhares de militantes sem voz activa e sem efectiva vontade de ajudar a mudar Portugal? Serve apenas para manter os mesmos feudos pelo país fora, em que se transformam em verdadeiras quintas fechadas.

Somos tão poucos para uma missão tão grande, que perdermo-nos em batalhas e desconfianças só nos retira força e credibilidade. Os partidos não acabam por continuarmos nesse caminho, mas efectivamente as pessoas afastam-se e manifestam-se através da abstenção.

Diogo Agostinho

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