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Análise ao Derby e outras notas desportivas

>> terça-feira, 13 de abril de 2010

O Benfica ganhou por dois a zero ao Sporting, num derby lisboeta bem disputado, que deixa o Sport Lisboa e Benfica a 7 pontos do título de campeão nacional, isto se o Braga vencer todos os jogos até final.

O Calendário do Benfica está longe de ser fácil, pelo contrário, é muitíssimo mais complicado que aquele que o Braga terá que enfrentar, sendo que, já para a semana, o Benfica terá que enfrentar uma terrível deslocação a Coimbra, para defrontar uma Académica muito bem orientada pelo seu treinador. Ainda assim, acredito na vitória do Benfica, sendo que, se isso acontecer, na pior das hipóteses fica a precisar de amealhar 4 pontos em 9 possíveis.

Descendo ao Derby, o Sporting entrou mais forte, protagonizando 30 minutos de grande qualidade, onde se superiorizou à turma da Luz, jogando com uma intensidade acima da média, não permitindo que o Benfica organizasse o seu jogo e chegasse com perigo à baliza de Patrício. Faltava ao Benfica, claramente, um organizador de jogo, alguém que fizesse as transições defesa ataque, encontrando-se a equipa do Benfica desguarnecida de Saviola e Aimar. Os últimos 15 minutos do primeiro tempo, foram já de maior pendor do Benfica, ou, pelo menos, de maior equilíbrio entre os dois conjuntos. A verdade é que mesmo neste período de maior domínio do Sporting, as oportunidades de perigo escassearam.

Na segunda parte tudo mudou. Com Aimar, o Benfica passou a organizar o seu jogo de forma a tocar o brilhante. Uma segunda parte de encher o olho, com um domínio avassalador do Benfica. O Sporting, começou a fraquejar, e foi com naturalidade que o Benfica chega ao primeiro golo, por Cardozo. O Sporting esboça ainda uma reacção, mas sem nunca causar perigo à baliza de Quim. Aimar, absolutamente decisivo, viria a fechar a contagem, com um excelente golo. Desde então, o Benfica geriu a vantagem e o esforço dos seus jogadores.

Salienta-se, pelo Benfica, Amorim que cada vez mais merece ser chamado à selecção, tal como Martins. Ainda Ramires, que corre quilómetros e quilómetros, e David Luiz um senhor jogador. Do Lado do Sporting, talvez João Moutinho tenha sido o melhor.

Quanto à arbitragem, considero que o jogo de hoje foi muitíssimo difícil de gerir. Muitas faltas, muitas paragens, um jogo demasiado viril. Mas não consigo compreender, como é que o Sporting fala de arbitragem. Luisão, caso não tenha escorregado, deveria, efectivamente, ter sido expulso. O Arbitro estava perto, e assim não o entendeu. Por outro lado, Miguel Veloso, já numa fase final do jogo, também o deveria ter sido por agressão a Ramires. O mesmo Ramires que já tinha sido vitima de uma entrada violenta de um outro jogador leonino no lance do penalty que fica por assinalar sobre Cardozo. Cardozo, é derrubado dentro da área, com violência, ficando lesionado, não se sabendo ainda a extensão da sua lesão. Ainda, embora mais duvidoso, um lance de bola na mão de Carriço, perto do minuto 45. Somando tudo, acho que o Benfica teria mais motivos de queixa que o Sporting. Mas, ainda assim, tendo em conta a dificuldade do jogo, daria nota positiva ao arbitragem de João Ferreira.

O Sporting fica a 26 pontos do Benfica, numa época para esquecer. Não fui adepto da escolha de Carvalhal, a quem não reconheço excepcionais qualidades. Contudo, o Sporting progrediu bastante. Teve uma fase com 7 vitórias consecutivas. Conseguiu vencer ao Porto, goleou 5-0 o Rio Ave na Jornada Passada. Passou a marcar muitos golos e a sofrer menos e a jogar um futebol muito mais atractivo. Eliminou o Everton, tendo tido alguma infelicidade na forma como foi eliminado pelo Atlético Madrid. Na Taça da Liga, foi eliminado pelo Benfica, tendo tido também alguma infelicidade com a expulsão prematura de João Pereira. Passou por uma fase complicada, tendo tido quatro homens fortes para o futebol: Barbosa, Sá Pinto (que saiu do clube por agredir um jogador), Salema Garção e agora Costinha. Teve que recuperar animicamente uma equipa que ameaça descambar e cair severamente pela tabela classificativa. Teve que aguentar o barco, quando o presidente foi embora com vários jogos importantes. Teve que suportar o caso Izmailov (com Izmailov qual teria sido o resultado com o Atlético Madrid?). Não digo que devesse ou não continuar. Acho que pelo que desenvolveu, poderia continuar, poderia ser dada uma oportunidade. Mas admito uma opinião contrária. Agora, é absolutamente repugnante afirmar que não se renova com o treinador a um mês e meio do fim. Que autoridade tem agora Carvalhal no balneário? Que motivação terá? Que lhe poderá ser exigido?

No final da época, Bettencourt deveria sair e convocar eleições antecipadas. Simplesmente é fraco. Não tem condições para liderar um clube como o Sporting, um clube histórico e muitíssimo importante no panorama nacional. Não está à altura da grandeza da Instituição a que preside.

Nota final, para o apuramento histórico do Desportivo de Chaves para a final do Jamor. Com o Porto com o passaporte praticamente assegurado, seria interessante uma surpresa na final da Taça, no Estádio Nacional, embora seja um cenário pouco crível, já que é o único troféu que o Porto pode ganhar este ano, sendo que, nessa medida, fará ai o jogo da época.

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Os 23 para o Mundial da África do Sul

>> quarta-feira, 24 de março de 2010

GR – Quim – Benfica
GR – Eduardo – Braga
GR – Rui Patrício - Sporting
DD – Paulo Ferreira – Chelsea
DD – Ruben Amorim – Benfica
DE – Duda – Málaga
DE – César Peixoto – Benfica
DC – Ricardo Carvalho – Chelsea
DC – Pepe – Real Madrid
DC – Bruno Alves – Porto
DC – Meira – Zenit
MDC – Miguel Veloso - Sporting
MC – Tiago – Atlético Madrid
MC – Maniche – Colónia
MAC – Deco – Chelsea
MAC – Carlos Martins – Benfica
MD – Cristiano Ronaldo – Real Madrid
MD – Nani – Manchester United
ME – Fábio Coentrão - Benfica
ME – Simão – Atlético Madrid
PL – Liedson – Sporting
PL – Nuno Gomes – Benfica
PL – Makukula – Kayserispor

Onze-Tipo:

Quim; Ruben Amorim; Coentrão; Carvalho; Pepe; Veloso; Deco; Ronaldo; Nani; Liedson; Makukula;

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Noite Gloriosa! Enorme Benfica!

>> sexta-feira, 19 de março de 2010


Um jogo heróico por parte do Benfica. Uma missão muito difícil para os encarnados, contra uma das equipas em melhor posição para ganharem a Liga Europa, aliás, colocava Marselha, logo atrás de Valência e Liverpool no campeonato das hipóteses de conquistar o importante troféu do Velho Continente. Para além disso, o Benfica entrava na segunda mão, com a eliminatória do lado do Marselha, num complicadíssimo estádio, diante uma equipa muitíssimo disciplinada e tacticamente quase perfeita.

Nunca vi uma arbitragem deste nível em jogos europeus. Não me lembro da nada assim. Dois penalties claríssimos por assinalar, os dois cometidos pelo mesmo jogador, que dessa forma deveria ter sido expulso. Di Maria, em posição frontal e quase isolado é derrubado e…leva amarelo. Mais de 5 faltas marcadas totalmente ao contrário, um cartão amarelo mostrado a Aimar porque…os jogadores do Marselha não estavam à distância regulamentar. Foi uma palhaçada do príncipio ao fim do jogo. Uma dualidade de critérios gritante, com o objectivo de manter a equipa da nação de Platini em prova, representando assim a França, já habituada a escândalos a seu favor. À medida que os minutos iam passando, comecei a pensar no aqui vos viria escrever, explicando o afastamento do Benfica. Vi o jogo sozinho em casa, pelo que tive liberdade para vociferar um vocabulário bem mais vernáculo…

O Marselha marca ao minuto 70 e o Benfica parecia estar fora da eliminatória até que…SUPER MAXI Pereira, faz um golaço. Decididamente, o golo que mais festejei esta época, ou melhor, o segundo golo que mais festejei esta época. Na compensação, viria o melhor. O menino Alan Kardec faz outro golo fantástico e tira o Marselha da Liga Europa. Incrível sensação. Sensação de Justiça. O Benfica jogou muitíssimo melhor, e hoje teve que jogar contra duas equipas. Em condições normais, o Benfica hoje teria humilhado o Marselha e ganho por 4, 5 ou 6 golos. Jorge Jesus, esteve fantástico nas alterações que procedeu. O Marselha na parte final começou a agredir jogadores arbitrariamente. O Arbitro foi obrigado a expulsar o jogador do Marselha, já na compensação, mas na televisão foi claríssima a hesitação e o facto de ter perguntado ao auxiliar 2 ou 3 vezes se tinha a certeza. Enfim, foi fantástico.

Nos Quartos de Final, o adversário que me parece mais acessível é o Standard, mas acho que Wolfsburg também não era mau de todo. O Atlético, é muito débil defensivamente, e poderia ser triturado pelo Benfica, se o conjunto encarnado soubesse anular o poderio ofensivo dos madrilenos. O Fulham, vulgarizou a Juventus, mas julgo ter também um conjunto acessível ao Benfica. O Hamburgo tem a grande moralização de querer disputar a final europeia em Casa, mas também acho que é uma equipa ao alcance do Benfica. Liverpool e Valência são de outra galáxia, e são conjuntos bem mais difíceis da bater. Contudo, em especial, o Liverpool também acho não ser inatingível. Chegados a esta fase, todos são difíceis, todos são alcançáveis. O Benfica pode ganhar a Liga Europa, mas todos os outros também. Acho que é o momento de apostar nesta Liga.

Quanto à Taça da Liga, espero que ninguém tenha memória curta. O Benfica vai jogar com dois dias de descanso pelo meio, depois de uma viagem, será complicadíssimo. Ou apresenta jogadores muitíssimo cansados, sendo que na próxima semana temos jogo do título com o Braga, ou apresenta uma segunda equipa que obviamente estará menos entrosada. Eu apostaria em: Quim – Maxi (um esforço final ao melhor jogador em campo de hoje) – Luisão – David Luiz – Peixoto; Airton – Amorim – Martins – Aimar; Nuno Gomes – Kardec. Mantendo a capacidade defensiva, mas fazendo descansar alguns jogadores. Mas Jesus é que sabe. Se considerar que os jogadores são recuperáveis para Braga e que estarão a 100% que joguem com o Porto. A prioridade é o campeonato e depois a Euro Liga. Os adeptos têm que perceber que é difícil ganhar-se tudo.

De todo o modo, o jogo não é pouco importante. É um troféu, que era bom que o Benfica ganhasse. Somos grandes, e por isso ganhar a um Rival não é o que nos mobiliza. Mas sim os títulos. E queremos ganhar mais um. Mas os adeptos terão que perceber que o Porto é incrivelmente favorito. Até pelo arbitro, também ele do Porto. Jorge Sousa prejudica sistematicamente o Benfica.

A nota negativa da noite, no que a Portugal diz respeito, é a eliminação do Sporting, que produziu duas excelentes exibições contra o Atlético. Em Madrid, se o Sporting não tem jogado tanto tempo com menos um…

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Clássico

>> segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Um clássico com grande intensidade, grande entrega de parte a parte, com ambas as equipas com a consciência do que estava em jogo. Como tinha dito há umas semanas atrás o que estava em causa era muito. O Benfica, em caso de vitória, coloca-se com mais quatro pontos que o Futebol Clube do Porto, e basta-lhe fazer um golo no Dragão, para quase garantir vantagem em confronto directo (o Porto teria que fazer 3 golos para assim não ser).

De todo o modo quatro pontos é ainda uma vantagem ténue, tendo o Benfica que se aplicar bastante para manter essa vantagem até final. Por outro lado, tem a vantagem de jogar na Luz contra Sporting e contra Braga, afigurando-se uma segundo volta, teoricamente, mais acessível do que esta primeira.

Descendo ao jogo, o Porto apresentava-se na sua máxima força, enquanto o Sport Lisboa e Benfica apresentava uma equipa sem Di Maria, Coentrão e o cérebro Aimar, com Ramires em baixo de forma e Urreta e Carlos Martins sem a melhor das formas físicas. Por outro lado, jogava em sua casa, diante de um público fantástico. Jorge Jesus, surpreendeu com a inclusão de Urreta no 11, mantendo Peixoto na lateral, dando assim primazia à estabilidade nas escolhas na zona mais recuada do Benfica. Por outro lado, opta por Carlos Martins em detrimento de Menezes. O Porto, mantém o seu 4-3-3, com Hulk e Rodriguez nos flancos e Falcão como homem golo dos azuis e brancos.

Os primeiros 5 minutos do Futebol Clube do Porto foram de grande qualidade, fazendo temer as hostes Benfiquistas. A partir daí, e até ao final da parte, foi um autêntico massacre do Benfica, um jogo de um só sentido, com os encarnados a criarem imensas oportunidades a terem mais bola e a jogarem melhor quando o terreno do jogo ainda oferecia essas possibilidades a ambas as equipas. No segundo tempo, o Porto foi atrás dos resultados, equilibrou o jogo, conseguiu superiorizar-se ligeiramente ao Benfica, mas nunca com a amplitude que os encarnados o fizeram na primeira parte. Foi um jogo guerreiro, muitíssimo viril, de lutadores. Um jogo de coração e paixão, onde o espírito de campeão foi colocado à prova. O Porto, a perder, nunca foi capaz de verdadeiramente incomodar o Benfica, excepção feita a uma extraordinária defesa de Quim. O Benfica, acabou o jogo, por cima, com uma sucessão de cantos. Pelo que vi, cumpre dizer, que o resultado foi justo, e que mais facilmente se entenderia o 2-0 que o 1-1. No Benfica, salienta-se o jogo fantástico do jogador quase perfeito David Luiz, provavelmente, o jogador mais completo dos últimos 10 ou 15 anos no Sport Lisboa e Benfica. Um central de classe mundial, um dos melhores do mundo. Luisão, fantástico, anulou Falcão. Quim atento, Maxi e Peixoto competentes. Ramires, uma formiguinha que está em todo o lado. Urreta, entrou bem e foi um dos melhores na primeira parte, talvez o melhor. Fantástica prestação. Martins, talvez o menos inspirado, mas com uma exibição regular. Javi Garcia, a qualidade táctica do costume. Saviola, um dos melhores atacantes que já passou pelo futebol Português. Cardozo, mais anulado pela defesa dos azuis e brancos mas a arrastar consigo um defesa azul abrindo espaço para o pequeno Saviola. Luís Filipe, ainda não tinha jogado, e jogou bem. Filipe Menezes a crescer e Weldon com excelentes arrancadas do lado esquerdo. O Benfica acabou a jogar, com Luís Filipe a médio direito e Weldon na esquerda.

Quanto à arbitragem, foi um jogo dificílimo de gerir. Lucílio Batista tinha uma grande pressão a recair sobre ele. Comete, quanto a mim, três grandes erros, todos em beneficio do Porto. Álvaro Pereira, deveria ter sido expulso, entradas duríssimas, sobre David Luiz (talvez até para vermelho directo) e uma mais tarde sobre Ramires que viria a deixar lesionado o jogador encarnado. Uma outra expulsão perdoada a Rodriguez que autenticamente agrediu um jogador Benfiquista, numa entrada completamente fora de tempo. E por fim, também Rodriguez, cometeu um penalty claro, ao colocar a mão na bola. Seria penalty, e Rodriguez viria a ser expulso. Com tudo isto assinalado, o Benfica poderia, facilmente, ter saído da Luz com uma vitória por 3 ou 4 zero.

Mas enfim. O Benfica ganhou e mostrou estofo de campeão. Mas a procissão ainda vai no adro. Vamos aguardar, com calma, muita calma ;)

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Futebol

>> terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Com o ano (civil) a acabar, jogado que está, praticamente metade do campeonato nacional, cumpre fazer uma breve análise ao que se tem passado na nossa Liga.

Em primeiro lugar, este ano, parece que vai existir uma luta a dois pelo título de campeão nacional, entre Sport Lisboa e Benfica e Futebol Clube do Porto, realidade que se torna ainda mais interessante, em vésperas do clássico Benfica – Porto do próximo dia 20 de Dezembro.

O Benfica tem apresentado o melhor futebol da Liga, um futebol goleador que tem dizimado as defesas adversárias em Portugal e no Estrangeiro. Uma excelente trajectória na Liga Europa, que não beliscou a boa carreira conseguida no campeonato Nacional. Chega ao Clássico, com mais um ponto que o Futebol Clube do Porto, e com uma equipa totalmente desfalcada, por lesões e suspensões. Vem de uma série de quatro jogos, onde se impôs ante o BATE da Bielorrússia, de uma vitória contundente ante a Académica, e de empates, em Alvalade e com o Olhanense. O Porto aparece como uma equipa em ascendente de forma, à semelhança do que aconteceu noutros anos, após um Novembro menos positivo. Perante as especificidades do jogo, com tantas baixas, considero que um empate caseiro a zeros, seria um bom resultado para o Benfica, que não só se manteria à frente do Futebol Clube do Porto como tinha boas perspectivas, marcando no Dragão na segunda volta, de ganhar vantagem no confronto directo com o Futebol Clube do Porto. Se Porto ganhar, as coisas ficam complicadas para o Benfica, mas não perdidas. Pelo contrário, se o Benfica ganhar, as suas hipóteses de ser campeão, aumentam exponencialmente, ficando com 4 pontos de vantagem sobre o Futebol Clube do Porto e ainda uma supremacia no Confronto Directo.

Fora desta luta, está quanto a mim o Braga, que iniciou um processo de perca de pontos em quase todos os desafios. Fez um excelente início de época, com vários empurrões, mas julgo ainda não ter estofo para assumir uma séria candidatura ao título. Não obstante, julgo que é um forte candidato, a ficar em terceiro lugar da prova e a completar o pódio.

Uma palavra para os mais pequenos. O Rio Ave vai sendo a sensação da prova, praticando um futebol agradável e ocupando uma posição muito confortável. O Nacional confirmou as boas indicações do ano passado, e ocupa agora um quarto lugar. Marítimo tem sido uma boa surpresa, após um arranque desastroso com Carvalhal, o seu técnico Mitchell vem exibindo qualidade para se afirmar no nosso futebol. Depois palavra para a Naval que com Inácio se tem tornado um caso sério. O Guimarães a crescer. A Académica, com Villas Boas em ascensão muito significativa.

Do lado das decepções, o Sporting, em sétimo lugar, com apenas mais 5 pontos que a Académica que ocupa o 12ºlugar. Um arranque desastroso do Sporting, fruto de incapacidades há muito identificadas e apenas minimizadas graças ao excelente trabalho de Paulo Bento nas épocas anteriores. Paulo Bento, fez Omeletas sem ovos. A contratação de Carvalhal, por incapacidade de ir buscar o treinador do último classificado da liga, na altura, treinador desempregado despedido após um arranque desastroso com o Marítimo, prova bem o estado em que se encontra o reino leonino. Carvalhal insiste num 4-3-3, que na realidade é um 4-5-1, quando o Sporting não tem alas. Angulo, rescindiu. Caicedo pode seguir-lhe as pisadas. Matias, não é jogador para já. O Sporting, podendo investir algum dinheiro em Janeiro, está a apostar no mercado africano, indo buscar desconhecidos ao campeonato moçambicano, numa estratégia que não lembra a qualquer clube da primeira Liga. Carvalhal, ganhou um jogo para o campeonato, perdeu um e empatou dois, senão me falha a memória. Carvalhal não está, seguramente, no top 30 dos melhores treinadores portugueses. É gravíssimo o que Bettencourt tem feito ao Sporting. Acredito, que o Sporting possa ainda subir um pouco na tabela, mas corre sérios riscos de ficar fora das Competições Europeias – devendo, quanto a mim, apostar tudo por tudo na Taça de Portugal, não só na perspectiva de ganhar uma competição (tarefa facilitada após a Saída do Benfica e não sendo esta competição uma prioridade para o Porto) mas também para garantir um lugar na Europa.

Quanto a arbitragens, não vejo todos os jogos. Existe uma contagem feita pelo Luís Fialho, que apenas tem em conta os erros objectivos (por exemplo, desconsidera o grave que é nomear-se Pedro Henriques para o jogo do Porto antes do clássico – um arbitro que mostra pouquíssimos cartões, versus, Artur Soares Dias para o Benfica, um arbitro que apita por tudo e por nada, mostra vários cartões e já tinha prejudicado gravemente o Benfica na primeira jornada), mas como se baseia numa análise dos vários jogos e é objectivo na análise que faz, sirvo-me da mesma. Nessa classificação real: O Benfica teria 33 pontos (prejudicado em três pontos). Em segundo, iria o Porto com 27 pontos (beneficiado em dois pontos). Note-se, que se assim fosse, o campeonato estava praticamente entregue. Depois, Braga, teria 25 pontos e não os actuais 30 (beneficiado em cinco pontos). Por último, o Sporting, somaria 20 pontos e não os actuais 18, ou seja, para este Blogger, o Sporting foi prejudicado em dois pontos. Tudo visto: Benfica e Sporting prejudicados, respectivamente, em três e dois pontos. Porto, beneficiado em três pontos, Braga em cinco. Tudo “normal”, portanto.

Quanto a classificações eu diria:

Equipa Sensação – Rio Ave/Marítimo
Equipa Decepção – Sporting
Equipa que Pratica Melhor Futebol – Benfica

Jogador Revelação – Javi Garcia
Jogador Decepção – Matias Fernandez

Melhor Treinador – 1º - Jorge Jesus, 2º Augusto Inácio, 3º Mitchell
Pior Treinador – 1º Carlos Carvalhal, 2º Rogério Gonçalves, 3º João Carlos Pereira

Uma última palavra para a selecção nacional que com grande dificuldade se conseguiu apurar para o Mundial 2010, na África do Sul, onde terá pela frente um grupo dificílimo.

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O menor dos problemas.

>> sexta-feira, 6 de novembro de 2009



Já fiz uma análise sobre os problemas estruturais do Sporting, no post 1 do Separado Futebol Português, que poderão ler, clicando “aí” em cima, no botão Desporto. Por isso, vou remeter para aí maiores desenvolvimentos sobre o assunto.

Considero que era insuportável a manutenção de Paulo Bento no comando técnico do Sporting. O Sporting está em 7ºLugar, joga um futebol de nível inferior à generalidade das equipas da Liga Vitalis, empata em casa perante uma equipa da Letónia de difícil escrita. É sempre mais fácil despedir o treinador. Desta vez, foi Paulo Bento, que considerando não ter mais condições pediu a demissão. Novamente uma grande atitude, de um treinador que foi um bom exemplo de como se deve estar no futebol.

O Problema é que Paulo Bento era o menor dos problemas. Evidentemente que o Sporting, com a chegada de um novo treinador vai melhorar, porque piorar é impossível e manter é muito difícil. Criar-se-á uma nova dinâmica e alguns jogadores vão dar mais para convencer o novo técnico. É óbvio também, que Grimi é melhor que André Marques, Caneira tem que jogar. Mas, mantenho, Paulo Bento era o menor dos problemas.

Para além dos vários problemas estruturais que apontei no referido texto, o Sporting tem uma equipa de péssimo nível, sendo que a maioria dos jogadores não teria lugar na maior parte dos clubes da primeira liga, como é o exemplo de Pedro Silva, André Marques, Saleiro, entre outros. Pedro Barbosa é incompetente. Ângulo e Caicedo fazem lembrar as contratações dos piores anos do Benfica, por exemplo, Chano e Donizete. O Presidente se tivesse alguma vergonha, recebendo o que recebe, tendo pedido a Bento para ficar, tendo gritado Paulo Bento 4ever vezes sem conta, tendo convencido o treinador a não abandonar o Sporting, quando Paulo Bento tinha mercado, devia agora, à semelhança do que Dias da Cunha fez com Peseiro, sair. Dar lugar a outro. O Sporting precisa de uma grande limpeza.

Quanto ao futuro, uma frase inaceitável de Bettencourt. Que o próximo treinador será masculino e de raça caucasiana. Uma frase que toca o racista. Percebe-se a falta de jeito para comunicar do senhor, mas é intolerável dizer-se isso, da mesma maneira, que por exemplo, foi considerado intolerável Manuela Ferreira Leite dizer algumas frases, que evidentemente não queriam dizer aquilo que pareciam, mas que por serem ditas por quem eram, foram consideradas inconcebíveis.

Sobre treinadores, acho que o Sporting ficaria bem servido com Manuel Machado, conhecedor do futebol português, obreiro de excelente trabalho no Moreirense (subiu da II B para a primeira divisão e Nacional da Madeira), Inácio, que já foi campeão no Sporting, e está a fazer um trabalho fantástico no Naval ou o jovem André Vilas Boas, discípulo de Mourinho, a mostrar serviço na Académica. Para outras soluções, Fernando Santos que conseguiu em termos de pontuação os melhores scores para Sporting e Benfica, Peseiro que colocou o Sporting a jogar muito bem e o conduziu na epopeia europeia, ou então, se quiserem gastar muito, muito, muito dinheiro, há a hipótese Scolari.

Paulo Bento, espero que tenha um grande futuro. Acho que faria um excelente trabalho em equipas de média dimensão de uma liga superior, por exemplo, um Getafe em Espanha. Fazer do pouco, muito, pegar numa equipa do meio da tabela e coloca-la na Europa parece ser algo com que Bento lidaria bem.

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Post 1 - Sporting Clube de Portugal

>> sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Começo a minha indagação sobre os meandros do futebol português, com uma análise relativamente aprofundada, sobre uma das maiores instituições desportivas do nosso país, o Sporting Clube de Portugal.

O Sporting ao longo dos anos, afirmou-se como a segunda grande potência do futebol português, tendo perdido essa posição, apenas nas ultimas duas a três décadas, com a chegada de Pinto da Costa ao poder no Futebol Clube do Porto e a ascensão dos azuis e brancos a um lugar de grande destaque na cena nacional e internacional. Para além do sucesso no futebol, também nas modalidades, até ao final dos anos 90, o Sporting era um clube referência, contando com diversos títulos em variadas modalidades. Era verdadeiramente o segundo clube de Portugal. Mas será que ainda o é hoje?

A realidade é que os resultados desportivos do Sporting têm vindo a piorar ao longo dos últimos anos, só chegando o clube de Alvalade ao titulo, por duas vezes, em praticamente três décadas, sendo que, uma dessas vezes foi conseguida num ano sui generis, através do efeito de um dos case study mais marcantes do futebol português e internacional, Mário Jardel. O Goleador, marcou mais de quatro dezenas de golos, muitos deles de grande penalidade, e fez com o grande artista João Pinto uma parelha infernal que deu ao Sporting um título, após a grande conquista de Inácio que pôs fim à hegemonia azul e branca. Desde aí, o Sporting não mais voltou a ganhar, contrariamente ao que sucedeu com o Benfica e em especial com o Futebol Clube do Porto.

Quais são então os grandes pontos negativos do Sporting Clube Portugal, na actualidade? Quanto a mim são três.

Em primeiro lugar, uma péssima gestão financeira levada a cabo pelos dirigentes do Sporting Clube de Portugal. Para além, de terem custos com a própria máquina do Sporting, altíssimos, veja-se, por exemplo, o salário do seu presidente, o Sporting investe muito mal no mercado. Veja-se, o exemplo, de ter assegurado a contratação de Postiga, gastando mais dinheiro (entregue ao Futebol Clube do Porto), para além de entregar o promissor Diogo Viana ao rival, do que o Benfica gastou na contratação do astro Saviola. São sucessivos erros financeiros, que têm também contribuído para a lapidação do património do Sporting Clube de Portugal e para uma situação traumática, que é a dependência das receitas dos próprios anos, variáveis, como seja a entrada ou não na Champions, para poder reforçar a equipa.

Em segundo lugar, um péssimo aproveitamento do que é feito nas camadas jovens. O Sporting teve, até há três ou quatro anos, uma das melhores academias de futebol da Europa, donde saíram talentos como Simão, Quaresma, Nani ou Cristiano Ronaldo. O Problema é que o Sporting, vende os jogadores por “tuta e meia”. O Porto vendeu Pepe, por 30 milhões de euros, o dobro do que o Sporting pediu por Cristiano Ronaldo. Quando dinheiro o Sporting teria ganho, se aguentasse Ronaldo, mais dois ou três anos no seu plantel? E qual o proveito desportivo dessa decisão?

Em terceiro lugar, o facto de ser um clube, essencialmente de sócios e não de adeptos. O Sporting vende muitíssimas game box, isto é, lugares cativos no seu estádio. Olhando para o numero de game box vendidas e para as assistências em Alvalade, vemos, que apenas 1000 ou 2000 bilhetes são vendidos por jogo (evidentemente que serão mais porque muitas pessoas com Game Box não vão aos jogos), ou seja, o clube tem uma entrada corrente de dinheiro muitíssimo baixa, comparativamente, ao que sucede, por exemplo, com o Benfica, um clube que apesar de ser o clube do mundo com mais sócios (praticamente o dobro do que o tem o Sporting) é um clube, essencialmente, de simpatizantes e adeptos, conseguindo ter lotações, regularmente, superiores à própria lotação do Estádio dos rivais da 2ªCircular.

Para além dos péssimos resultados no futebol, evidenciados, esta época, agora que o espólio da formação acabou, e que as “pérolas” que aparecem não são mais que André Marques, e que as fragilidades do plantel são bem notórias (pense-se, por exemplo, que um dos melhores jogadores do SCP nas ultimas três épocas foi Derlei, que foi dispensado do Benfica), nas modalidades o Sporting perdeu o seu domínio. No Futsal, é agora o Benfica que mais ordena, ou pelo menos reparte esse protagonismo com o Sporting. Sporting, nada faz em vólei, basquete, hóquei. Mesmo no Atletismo, Vanessa Fernandes e Nélson Évora, os dois maiores expoentes, a nível nacional, são do Benfica, mantendo-se apenas Naide Gomes a equipar de verde e branco.

Por fim, a pergunta que se faz é, será que o Sporting tem condições para ser, um grande do futebol português? A resposta deve ser dada, segundo duas perspectivas. Se atentarmos ao elemento histórico, ao passado do Sporting, evidentemente que sim. O Sporting será um grande nos próximos 40 ou 50 anos, com toda a certeza, mesmo que os resultados desportivos venham por aí a baixo. O Sporting, pela massa adepta que tem e pelas condições estruturais que bem ou mal criou, nunca poderá, na próxima década, duas décadas, cair como, por exemplo, outros históricos caíram, como o Belenenses ou o Boavista. Mas a pergunta é mais profunda: Terá um País como Portugal, uma cidade como Lisboa, condições para comportar dois clubes de topo?

Excluindo Itália, onde INTER e MILAN são duas grandes equipas, embora historicamente, o MILAN tenha um muito maior protagonismo, não mais, no que respeita a grandes campeonatos ou potências futebolísticas no Velho Continente, encontramos grandes clubes em duas cidades, excluindo, a Grécia, mas que por uma questão Geográfica, tem todos os clubes de algum nível concentrados na sua capital.

Em França, não existem potências na mesma cidade. O Lyon em Lyon, o Bordéus em Bordéus, Marselha em Marselha e no passado o Paris St Germain em Paris. Nem sequer existe um clube de média dimensão, na mesma cidade.

Na Alemanha, idem idem. O segundo clube de Munique, é o 1860 Munique.

Em Espanha, temos o Real Madrid – Grande Dimensão, e depois o Atlético, um clube de menor dimensão, capaz de lutar pelos top5, mas sem aspirações constantes ao titulo de campeão.

Em Inglaterra, apenas com o fenómeno Abramovich pudemos experienciar, por breves momentos, diga-se, duas equipas fortes em Londres. Mas não o era assim, e não o será no futuro. Agora o City, também quer assumir um papel primordial em Manchester, mas mais uma vez, apenas pelos capitais investidos. E pense-se, se existir um magnata que invista 300 milhões de Euros no Paços de Ferreira, também o Paços pode ser campeão Europeu.
Enfim, na Holanda, AJAX em Amesterdão, Feyenord em Roterdão, PSD em Eindhoven.

Teremos que ir a campeonatos como o Romeno, para ver o Steaua, Rapid e Dínamo de Bucareste, à Rússia, para ver Spartak, CSKA, Dínamo e Lokomotiv, todos da mesma cidade.

Termino, com uma análise esquemática.

Presidentes:

Dias da Cunha – 12 Valores.
Soares Franco – 9 Valores.
Bettencourt – 5 Valores.

Treinadores:

Augusto Inácio – 18 Valores.
Boloni - 13 Valores.
Peseiro – 14 Valores.
Paulo Bento – 12 Valores.

Palavra para os adeptos, tantas vezes incansáveis no apoio à equipa, mas com os níveis de paciência, agora, compreensivelmente, a chegar ao limite.

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Futebol!

>> quarta-feira, 28 de outubro de 2009

O Ano Passado falei muito de futebol, este ano escrevo-vos aqui menos sobre esse assunto. Alguns, estranharão a aparente contradição, dado os bons resultados do Glorioso. Tenho vibrado com cada golo (e já foram muitos). Simplesmente, não me revejo numa postura de fanfarronice quando tudo corre bem, pelo contrário prefiro apontar soluções e dar ideias quando as coisas estão menos bem. Depois parece-me pouco útil falar de coisas que são objectivas, factuais. O Benfica é a equipa que joga melhor futebol, em toda o Mundo, na actualidade. Com isto não digo, que ganhe a qualquer equipa, ou seja, o MILAN, por exemplo, é uma equipa muitíssimo eficiente, vencedora por natureza, mas não joga um futebol particularmente bonito, ou o Benfica, por exemplo, no ano do Campeonato não jogou “grande espingarda”. Agora, neste momento, o que se verifica é uma equipa a jogar um Futebol que nunca vi, em Portugal (lá está o Porto de Mourinho primava pela eficiência mas não dava em 8 Jornadas 5’s e 8’s e 6’s) como esta. Não interessa portanto grandes indagações sobre o momento de forma do Benfica.

Até porque é isso mesmo. Um momento. Pode durar até ao final da época, como espero, ou pode não durar. É preciso perceber que o Benfica ainda nada ganhou este ano. É preciso, portanto prudência.

No entanto, vou aqui partilhar convosco várias ideias que tenho sobre o Futebol Português, no seu todo. Na Barra Lateral, podem acompanhar o programa do separador “Futebol Português”. Os post’s ficarão alojados sob a etiqueta desporto, e para os verem, para além da publicação na página principal, basta clicarem na designação desporto, “aí” em cima!

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Análise ao Novo Governo e...ao antigo. E também ao Benfica!

>> quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Antes do comentário ao novo governo de Portugal, cumpre fazer a nota prévia de que estou realmente bem disposto, após a grande goleada do Benfica, por 5-0 ao Everton, equipa que não perdia há 7 jogos. O Benfica este ano está a jogar a um nível que eu nunca vi na minha vida. Não vi no Benfica nem vi em qualquer outro clube Nacional, nem no Porto de Mourinho existia esta capacidade ofensiva, esta dinâmica, este ataque torrencial.

Agora é preciso calma. O Benfica ainda não ganhou nada. E podem acontecer mais jogos como o do Marítimo, em que fazemos 30 ou 40 ataques, vários remates, mas Peçanha’s e outros Artures não deixam o Benfica impor-se. Quanto a mim, ao nível do campeonato, o Sporting Braga poderá ser a grande surpresa do campeonato, acreditando que vai discutir o campeonato até ao fim. Para além disso o Nacional e em especial o Futebol Clube do Porto são sempre equipas muito perigosas que podem perfeitamente prejudicar as ambições do Benfica, e atenção que os próximos dois jogos são ante Nacional e Braga. Já na Liga Europa… I Gotta feeling. Com calma. Vamos ao Governo. Com a consideração de que a análise terá uma dose extra de açúcar.

De todo o modo, parece-me que esta composição governamental é globalmente boa e dá garantias de uma melhoria da qualidade governativa. Os ministros que estiveram pior foram saindo, mantendo-se o núcleo duro. Para além disso Sócrates, esteve muito bem ou manter Teixeira dos Santos como Ministro das Finanças, talvez o Ministro das Finanças dos últimos anos, que goza de mais popularidade. Talvez ao nível de Bagão Félix, um pouco mais, admito. Mas muito mais do que Ferreira Leite, Pina Moura, entre outros. Dar apenas a pasta das finanças, foi evitar que se passasse de um bom ministro para um ministro com excesso de trabalho e que pudesse não dar a conta do recado.

Mas uma análise sucinta, na medida do meu conhecimento também, sobre os ministros:

Luís Amado, um dos ministros mais consensuais, vai continuar no Ministério dos Negócios Estrangeiros onde desempenhou um papel muito importante na gestão do Dossier “Europa”. Classificaria o seu anterior mandato com 14 valores.

Teixeira dos Santos, goza de uma grande popularidade. É um ministro das finanças muito competente, técnico. Também 14 valores. É o cérebro do Governo.

Pedro Silva Pereira, o número dois de Sócrates. O homem sombra do primeiro-ministro vai continuar a exercer as mesmas funções. 13 Valores.

Augusto Santos Silva, deixa os Assuntos Parlamentares e vai para a Defesa. É um prémio por ter sido o “carregador de piano” do Governo. Um autêntico “Petit” do executivo socialista, que tal como o ex-trinco do Benfica, não hesitou em…malhar nos adversários. 12 Valores. Vamos ver o que faz na Defesa.

Rui Pereira, continua na Administração Interna. Ministro discreto. Fazia sentido a sua continuidade. 11 Valores.
Alberto Martins deixa a liderança do Grupo Parlamentar e vai para a Justiça. É um homem da máquina. Teve que ser, até porque se precisava de Assis, para um mandato mais desgastante, por certo, do que aquele que Alberto Martins teve.

Vieira da Silva deixa o trabalho e vai para a Economia. Foi um ministro popular, responsável pela alteração ao Código do Trabalho. Competente, tornou-se muito importante no núcleo duro de Sócrates. 13 valores.

A nova ministra do Ambiente, Dulce Pássaro, é uma técnica. Conhecedora dos dossiers, ao que parece.

António Mendonça, possuidor de um apelido de estado, é um ex-comunista. Requisito essencial para se ser Ministro das Obras Públicas ao que parece. Sai Lino, um dos mais impopulares. É um homem técnico também, conhecido no ISEG.

António Serrano para a Agricultura. Não conheço. A boa noticia, é que saiu o ministro mais incompetente do anterior executivo.

Maria Helena André, sindicalista da UGT, certamente indicação do amigo João Proença (entretanto candidato à Assembleia Municipal de Cascais) é uma escolha inteligente para o dossier do Trabalho. E vão menos umas manifestações!

Ana Jorge continua na Saúde. E continua bem. Reconheço-o o mérito de ter serenado o ministério da Saúde após a passagem “bombástica” de Correia de Campos e estar a gerir muito bem o dossier Gripe A. Merece um 15.

Mariano Gago, continua no Ensino Superior. Mas não fez grande trabalho. Aliás não se deu por qualquer trabalho a não ser o encerramento compulsivo de uma certa faculdade. Poderia ter sido substituído. 9 Valores.

Maria Canavilhas é um rosto conhecido no mundo da cultura, proeminente pianista. Não faço ideia se será ou não boa ministra. Mas pior que o antecessor, é difícil.

Isabel Alçada na Educação. Sai uma das ministras mais impopulares e entra alguém muito popular. A ver vamos como lhe corre esta…Aventura no Ministério.

Lacão Costa nos Assuntos Parlamentares. Mais um homem do aparelho socialista. Conhecedor dos meandros Parlamentares. Boa aposta, na óptica do PS.

João Tiago Silveira, será o secretário de estado da Presidência do Conselho de Ministro. Silva Pereira a sombra de Sócrates, Tiago Silveira a sombra de Silva Pereira. Ora repitam a frase outra vez!

Boa sorte para o governo que agora entra em funções. Todos esperamos um bom trabalho. E daqui a uma hora começa o Conselho Nacional do Maior Partido da Oposição. Pede-se serenidade, maturidade, responsabilidade e capacidade de fazer uma oposição inteligente mas pensando no País.

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Um caso de estudo, por Bruno Antunes.

>> segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Caster Semenya atleta sul-africana ficou famosa pela sua prestação na corrida dos 800 metros femininos do Campeonato do Mundo. Na altura Semenya venceu por larga margem impressionando tudo e todos. Contudo, o que está a tornar realmente Semenya numa pessoa conhecida por todo o Mundo é a discussão em torno do seu género. Isto é, devido à sua monstruosa vitória na corrida, ponderou-se a hipótese da atleta ser um homem e não uma mulher. Posto isto a Federação Internacional de Atletismo está neste momento a investigar o género da atleta.

Surgem por estes dias informações que dão conta do facto de Semenya não ser nem homem, nem mulher, mas um ser hermafrodita. Ao que consta não existe útero no corpo de Semenya e em vez de ovários a atleta tem testículos internos que produzem uma elevada quantidade de testosterona. Não venho para aqui especular sobre este assunto. Aliás, não em parece bem fazê-lo pois estes resultados não são oficiais, esses só serão divulgados em Novembro. O que me traz aqui é o enquadramento jurídico a dar a um caso de hermafrodismo. O que fazer? Um hermafrodita não é homem nem mulher, poderá casar? Poderá um hermafrodita adoptar? No fundo a questão que se coloca é qual é o enquadramento ou estatuto legal que se atribui a um hermafrodita? Já no desporto a mesma questão é levantada.

Se Semenya é “naturalmente” hermafrodita, isto é, partindo do princípio de que não foi a atleta a provocar uma mutação no seu corpo que permitisse resultados desportivos superiores, poderá Semenya concorrer contra mulheres ou homens? É uma questão de difícil juízo pois por um lado Semenya enquanto ser humano deverá ter o direito a competir contra outros atletas mas por outro os restantes atletas poderão sentir alguma injustiça desportiva por estarem a concorrer contra um atleta que não tem o seu género. Bem sei que coloco mais questões que respostas mas a reflexão começa desse modo.

Obrigado.

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É o samba de Lisboa.

>> sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Vai para a cobrança do livre Deco, Pepe cabeceia e é golo do Brasil.

Poderia ser um qualquer relato dando conta de um golo do escrete. Mas não, se ouvirmos isto na rádio, deveremos saltar e comemorar o golo da selecção nacional Portuguesa. Liedson também já lá esta e Hulk não fecha a porta se…não tiver oportunidade de ser convocado para o Brasil.

Julgo que a questão da naturalização é obviamente um direito que assiste a um qualquer cidadão que viva durante um determinado período de tempo no nosso país, que não deve ser excluído dos jogadores de futebol. Acho também, que um futebolista após passar vários anos no nosso país deve ter um estatuto similar ao dos jogadores comunitários, não contando como jogadores extra-comunitários. Agora julgo que só deve vestir a camisola Nacional quem nasceu efectivamente no nosso país.

Pense-se, que um qualquer multimilionário poderia comprar uma equipa qualquer no Sudão, pagar dois milhões de euros por mês a 11 jogadores de nível internacional, com a condição de eles se manterem por lá mais de 5 anos, pedindo todos a nacionalidade Sudanesa e fazendo daquela selecção uma potência futebolística incomparável.

É desvirtuar completamente o que de melhor têm as selecções nacionais. Aquilo que faz portistas, sportinguistas e benfiquistas festejarem efusivamente. O Espírito de que é toda a nação a ser representada. Sinceramente, e embora prefira obviamente que Portugal vença os seus jogos, é me difícil festejar da mesma forma um golo vindo de Pepe ou de Raul Meireles, Moutinho ou Nuno Gomes.

E a regra deve ser sempre igual. Não se deve aceitar jogadores que não tenham, efectivamente, nascido em território português. De todo o modo a situação de Liedson é ainda mais gritante, do que a de Deco, por exemplo, já que o primeiro chegou ao nosso país já aos 25 ou 26 anos, está em fim de carreira e sem qualquer possibilidade de chegar à selecção do Brasil, realidade bem diferente do que a sucedeu com Deco e até com Pepe. De todo o modo, quanto a mim, nenhum deveria ter sido chamado à selecção das quinas. Não podemos querer a glória a todo o custo.

De qualquer forma, evidentemente, espero que Portugal consiga marcar presença no Mundial em 2010 na África do Sul, independentemente, de fazer alinha no seu onze inicial três jogadores não nascidos em Portugal. Daí, até à maioria dos jogadores não terem nascido neste país à beira-mar plantado, é “um tirinho”.

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