O comentário de Manuel Machado, ao jogo Nacional-Porto. Para anexar, ao post anterior.
Transcrição da edição Online do Jornal Record:
O primeiro jogo oficial em que Manuel Machado se sentou no banco do Nacional após os problemas de saúde não correu bem ao treinador (a equipa foi goleada e ficou a jogar com menos uma unidade desde os 28', devido a expulsão de Alex), que, no flash interview da SportTV, não calou a sua revolta.
"A arbitragem em Portugal não é cristã. Ou esqueceram os princípios ou então não foram à catequese", disse, lamentando o trabalho do árbitro, não só no jogo deste sábado, mas também no encontro da primeira volta. "Esta não é uma situação virgem [um jogador do Nacional expulso]. Também foi assim no Dragão. A jogar 11 contra 11 houve sempre equilíbrio, mas no Dragão foram duas expulsões e hoje aqui uma... Como é óbvio, ficámos inferiorizados e isso permitiu ao FC Porto construir um resultado desnivelado".
Manuel Machado entende que, "no mínimo, deve-se tratar com critério de igualdade o clube grande e o clube pequeno". E enumera algumas situações em que, no seu entender, o Nacional foi prejudicado. "Existe um penálti claro sobre o Edgar, há um pontapé de Falcão, que seria segundo cartão amarelo. o Fernando fez quatro ou cinco faltas consecutivas e nunca foi penalizado... Quando há critérios desiguais, o sentimento, além de tristeza, é de impotência e de alguma raiva".
E concluiu parafraseando Jorge Jesus: "Ganhar a um grande, ou se faz por esmagamento ou na playstation."
Futebol
>> sábado, 30 de janeiro de 2010
Jornada muito emotiva, com os três grandes a ganharem os seus jogos.
O Braga, continua a ser invicto na sua própria casa, sofrendo pouquíssimos golos, mostrando uma solidez defensiva de campeão. Ofensivamente, raramente dá espectáculo, mas mostra uma eficiência demolidora. Tinha um teste complicado, ante o Sporting, que vinha moralizado de uma série de resultados positivos, que conseguiu até praticar, a espaços, um bom futebol. Acho que o Sporting, não ficou arredado da luta pelo titulo neste jogo, porque já o estava. O Sporting, na minha opinião, deveria apostar tudo nas outras competições onde está inserido, nomeadamente, com possibilidades reais de ganhar as duas Taças, tendo já nas próximas rondas competições com rivais de sempre. Ainda com hipóteses, de afrouxando um pouco no campeonato, poder ter uma frescura decisiva na Liga Europa, suficiente para ultrapassar o Everton e talvez outros adversários, podendo ainda, fazer uma época interessante. No campeonato, mesmo que baixe um pouco o ritmo, dificilmente não vai assegurar o quarto ou o quinto lugar, pelo que é indiferente por os melhores jogadores em campo, em todos os jogos do campeonato. Nota positiva, para a contratação de Mendes.
O Porto ganhou 0-4 ao Nacional, num jogo estranho. Uma expulsão estranha para o homem do Nacional, um penalty estranho a favor do Porto, um penalty não assinalado, estranhamente, a favor do Nacional. Vitória por 0-4, que mantêm os azuis e brancos na luta. Mais, o Porto é a equipa que tem o calendário mais acessível. Num campeonato que vai ser decidido, nos confrontos entre as equipas candidatas ao título, o Porto vai receber Benfica e Braga, tendo o calendário mais acessível. Para além disso, o Futebol Clube do Porto tem uma maturidade competitiva muito grande, pelo que, ainda que não se possa dizer, sem mais, que é o grande favorito, tem todas as condições para ganhar o campeonato, em pé de igualdade, com Benfica e Braga.
O Glorioso, fez mais um jogão no Estádio da Luz. Bem a defender, melhor a atacar. Não fosse a pior exibição da época, de Cardozo, com três falhanços, um deles inacreditável, e o resultado poderia ter tido outros contornos, no registo habitual das grandes goleadas na Luz. Uma exibição fantástica de Carlos Martins, um jogador que como já o tenho dito várias vezes, é importantíssimo para o Benfica e o seu equilíbrio. Faz todas as posições do meio campo, é uma espectacular opção para entrar no decorrer dos jogos ou de inicio, uma qualidade de passe refinada e um tiro fantástico. Dá garantias enormes, e contar com Martins, no banco, permite não necessitar de convocar mais 1 ou 2 jogadores para o meio campo. Merece, cada vez mais, tendo em conta as especificidades do lote provável de jogadores chamados por Queiroz, um lugar na selecção. De resto, Javi e David Luiz, cada vez mais no top, nas suas posições. Éder Luís a subir, Kardec começa a deixar bons pormenores. Coentrão, a dar garantias na lateral esquerda, enfim, Quim (que devia ter o contrato renovado o quanto antes) com a segurança que já nos habituou. Vitoria indiscutível, ante um Guimarães complicado, e que veio discutir o jogo. Paulo Sérgio, é um dos melhores treinadores da Liga. A arbitragem, e note-se que um jogador do Benfica foi expulso e existe um lance onde não ficava mal a admoestação com a cartolina vermelha a um homem do Guimarães, foi perto do perfeito. Daria nota 9,5 em 10. É preciso dizer bem, quanto as coisas são bem feitas. Já noutros terrenos, fora de Portugal Continental, não se pode dizer o mesmo…
Ultima nota, para o facto do Benfica, por uma questão de gestão de calendário, ter conseguido antecipar o jogo com o Leiria, da 20ªJornada. Mas é uma excelente aposta, porque, no caso do Benfica ganhar, a pressão sobre o Braga é muito maior, e o Benfica assume o topo. É uma boa estratégia.
Casamento entre pessoas do mesmo sexo
Nos últimos dias, estive a estudar, afincadamente, a problemática do casamento homossexual. Explorei, entre outras realidades, o tema da adopção e a inconstitucionalidade da nova Lei. Analisei a controvérsia doutrinária, e tomei posição. Dentro de uns dias, coloco para debate essa tomada de posição e a sustentação da mesma.
Read more...Greve dos Enfermeiros
As dissonâncias sectoriais começam cedo para o executivo de José Sócrates. Após se ter conseguido o importante acordo com os professores, os enfermeiros saiem à rua, exigindo melhores condições de trabalho.
Há pouco, falava com uma amiga, estudante de Enfermagem, e referia-lhe que acho que acho estão a ser tocados vários pontos importantes, como seja, por exemplo, o problema do outsourcing, que remete enfermeiros para condições de precariedade muito grandes, auferindo salários baixíssimos e sem qualquer perspectiva de estabilidade laboral.
Outro problema, continua a ser a escassez de enfermeiros nos centros de saúde, faltando claramente enfermeiros numa primeira linha de proximidade, sendo apenas confinados aos grandes hospitais, existindo lacunas importantes, nos centros de saúde, que normalmente estão com uma lotação altíssima e incapazes de oferecer condições de atendimento aos utentes com a eficiência que se pretende.
Ainda, quanto a mim, existe um problema que se coloca com a questão dos turnos duplos, isto é, a possibilidade que um enfermeiro tem, de fazer dois turnos no mesmo dia, ou seja, completar 16 horas de trabalho, desde que as mesmas sejam dispersas entre o sector público e o sector privado, pelo menos, segundo as informações que a referida estudante me prestou. Pergunto, que segurança oferece um enfermeiro, que por muita competência que tenha, esteja a trabalhar há 12 ou 13 horas seguidas? Não nos podemos esquecer, que estamos em presença de uma profissão extraordinariamente importante, onde o erro pode ser fatal e onde as tarefas que são executadas, podem ser tecnicamente fáceis mas implicam uma dose de responsabilidade muito grande.
Por outro lado, também ouvi, falar-se em aumentos na casa dos 400 euros, não sei se de fonte oficial. E este dado, é que tem “estragado” o ramalhete, sendo hoje, num programa televisivo, este pedido muito criticado, por resultar, de uma alegada insensibilidade para a crise mundial que também marca presença no nosso país. De facto, é muito complicado pensar-se em aumentos dessa ordem, e é um problema que afecta imensas profissões. Penso num advogado, que em inicio de carreira, pode ganhar 1200 ou 1300 euros, trabalhando muito mais que 12 horas diárias. Penso num licenciado em economia, um dos melhores alunos do curso, que com sorte, poderá trazer para casa 1200 ou 1300 euros, numa grande multinacional. Penso num assistente de uma faculdade pública, que traz para casa pouco mais que 1000 euros. Penso num Jornalista, que num regime de isenção de horário, de quase total disponibilidade, e sem fins-de-semana, traz para casa cerca de 1000 euros. Já se disse que esta geração, é a geração dos 1000 euros. Em Direito, por exemplo, existem muitos licenciados que simplesmente não têm emprego, e apenas aqueles que, com uma boa média e um mestrado conseguido conseguem um emprego onde terão que trabalhar horas a fio para ganhar esse valor.
Será complicadíssimo no futuro assegurar-se quaisquer aumentos. Este ano, os salários da função pública irão aumentar na mesma percentagem da inflação, isto é, não existirão aumentos reais. O desemprego sobe em flecha, o Ministro das Finanças diz-se surpreendido com um défice acima de 9% (lembram-se do que se dizia da possibilidade, nos Governos de Durão Barroso e Santana Lopes poder subir acima de 3%?). Enfim, não me irei desviar do objecto do texto, e guardarei as considerações económicas e financeiras, para uma outra ocasião.
Não havendo uma solução para o assunto, o caminho só pode passar, por agora, por uma cada vez maior especialização e investimento em capital humano, para que sejamos mais competitivos interna e externamente, uma redução drástica dos cursos com menor empregabilidade, uma melhor adequação do Ensino Secundário com o Ensino Superior. Em termos de política financeira, o problema resolve-se cortando-se na despesa, já não é possível continuar a resolve-lo pelo lado da receita, já que Portugal suporta uma carga fiscal altíssima e não se pode endividar mais.
Sobre, o problema concreto dos enfermeiros, acho que os problemas de outsourcing, dos turnos duplos, da precariedade de algumas condições de trabalho devem ser solucionados. Quanto aos salários, já era positivo não descer. Sinais positivos, para uma boa adequação dos cursos de enfermagem à prática laboral em causa, que permitem que o recém-licenciado entre no mercado de trabalho com a experiência necessária para começar desde logo a produzir com eficiência e autonomia.
Orçamento, PSD, Notas Pessoais...
>> terça-feira, 26 de janeiro de 2010
Discute-se hoje o Orçamento do Estado para 2010. O cenário de rejeição do orçamento e de queda do executivo liderado por José Sócrates, está posto de parte, pelo que, uma eventual queda antes das presidenciais de Janeiro de 2011, só sucederá por iniciativa presidencial, o que me parece pouco provável dado o calendário eleitoral.
O CDS-PP, foi o grande vencedor deste processo. Sendo um partido mais pequeno que o PSD, teve que tomar decisões primeiro para não ir a reboque, e a sua decisão não ser inútil. E foi fantástica a negociação que fez. Agora, tem um caderno de encargos, uma listagem de medidas que são da sua autoria e que, certamente, vai reivindicar nos próximos quatro anos, como se de medidas suas se tratassem (e tratam, somente, não podem ser consideradas exclusivamente suas). Assim, o CDS-PP subiu, claramente, no ranking da responsabilidade, e terá sempre esse crédito. Permitiu, numa primeira fase, que a estabilidade governativa. Depois, terá medidas concretas para mostrar trabalho feito mesmo não estando no Governo. E daqui a dois anos, quando retirar o tapete a Sócrates, será sempre atribuído um crédito enorme a Portas, e nunca lhe poderão acusar de ser responsável.
O PSD, também esteve bem. Não podia, ficar com o ónus da queda do governo. Foi responsável, fez as negociações que tinha a fazer e garante a estabilidade, numa fase crucial em termos internos. Manuela Ferreira Leite, acaba o seu mandato, de forma serena, sem levantar ondas. O PSD, também não poderá ser acusado de irresponsável, pois teve a capacidade de viabilizar o orçamento. É precisamente aqui, que PSD, e também CDS, se distinguem do BE e do PCP. Os primeiros, pensam em Portugal, na estabilidade governativa. PCP e BE, só querem espectáculo e folclore. Demagogia. Incapacidade, para ceder e para fazer uma negociação séria. Contudo, os radicais de esquerda, terão agora a possibilidade de tentarem colar PSD e CDS ao Governo e assumirem-se como a real oposição a Sócrates. Saiba o povo Português, perceber. E vai perceber.
Só queria dar mais duas notas de rodapé. A primeira sobre a questão da Gripe A. Parece que afinal não era a pandemia de que se falava. Ora, eu tenho a dizer, que ainda bem que existiram todas estas medidas de protecção. Acho que pode ser útil classificar as doenças por graus de risco, atribuindo-lhe, em termos da possibilidade de propagação diferentes níveis. Mas a capacidade de resposta e o nível de protecção deve ser sempre o máximo. Morreram muitas pessoas em Portugal, muitas mais em todo o mundo. A resposta da generalidade dos Estados foi fantástica. Evitaram-se, estou em crer, muitas mortes. Talvez se tenha evitado, a verdadeira pandemia. Por isso, as coisas foram bem feitas. Não se deve vir agora falar em exageros. Deve-se é começar já a preparar tudo para a eventualidade de aparecerem novas pandemias. Uma doença com maior grau de contágio e sobretudo um índice de mortalidade mais elevado, poderia não ter tido tanta resistência por parte de Países, como ao nosso.
A um nível mais pessoal, deixar aqui duas notas distintas. Uma para o meu Tio, que ontem (24) completou mais um aniversário. Uma pessoa extraordinária, com uma energia fantástica e uma capacidade intelectual acima da média. Importantíssimo, basilar mesmo, no meu crescimento e minha educação.
Hoje dia 25, cumpriu-se o sexto aniversário da morte de Miki Fehér. Todos nos lembramos da forma arrepiante como vimos o jogador falecer. E a todos nos deve fazer pensar, que por vezes damos valor a coisas pequenas, pequeninas, e que esquecemos o mais importante. O agradecimento a Deus, o amor à família, aos amigos, as pessoas. Tantas vezes ignoradas, em troca de futilidades e questões materiais.
Termino, agora assim, fazendo menção a um comentário aqui recebido pelo Dr. Castanheira Barros, candidato à liderança do PSD. Quando disse que Passos Coelho era o único candidato à liderança, esperando-se pelo seu opositor, já que Castanheira Barros parecia ter poucos apoios, fui claro. Escrevi que parecia. Em politica e em eleições democráticas tudo pode acontecer. É evidente que o PSD, parte com mais possibilidades de ser Governo que o Bloco de Esquerda. E é nesse sentido, feita a analogia, que Passos Coelhos, pelos apoios públicos, pelo mediatismo, parte à frente deste candidato. Mas o comentário que teci não significa, de modo algum, nem menor estima por Castanheira Barros nem sequer que considere que seja impossível a vitória de qualquer candidato. E já que falamos de PSD e de liderança, era importante, que agora após o Orçamento não começasse o festival de nomes de putativos candidatos a aparecer nos Jornais. Era saudável, que quem quiser avançar que o admita, e que se clarifique muito rapidamente. Que se faça uma discussão serena, mas sólida. E que o próximo líder do PSD, seja um líder a uma década, pelo menos. Dois Governos, mais dois anos de oposição. O PSD, tem que rapidamente assentar e construir uma alternativa sólida. Portugal precisa disso. Precisa dessa alternativa credível, moderna e com ideias para o futuro. Ultima nota (prometo) para o PSD/Moscavide. Palavra elogiosa para o trabalho que está a ser desenvolvido: Excelente ideia a divisão de tarefas, criando gabinetes temáticos, com pessoas mais vocacionadas para esta ou aquela área que vão tratando dos problemas em mini equipas. Uma estrutura moderna, não pode funcionar com tudo centralizado numa Comissão Política. Os departamentos são fundamentais. Disse logo sim, ao convite endereçado para me juntar ao gabinete de novas tecnologias. Nem que fosse apenas pelo grupo fantástico que constitui essa equipa. Esta ideia de especialização é fácil de entender (como a música, aliás pavorosa) e é fácil de colocar em prática. Basta que exista coragem, autonomia, liderança e competência. Sobre a divisão de equipas em departamentos temáticos, já sabem para onde é que eu remeto.
(Não tenho postado com a cadência que gostaria, mas quando escrevo deixo-vos um texto para a semana inteira. Quem ler até ao fim, peça o chocolate na recepção – chocolate mesmo, nenhuma analogia às escutas que agora vieram a público)
Dia B, por Bruno Antunes
Prováveis candidatos identificados.
Quando estamos a perto de um ano das eleições já sabemos quais vão ser os prováveis candidatos a Belém. Cavaco Silva e Manuel Alegre.
Cavaco dificilmente não será candidato. É o actual Presidente e é o mais forte candidato de Direita. Apesar de alguns alegados tropeções no seu mandato aquando das declarações em torno das escutas de Belém, Cavaco Silva parece estar novamente apto para o combate político. A renovação do seu mandato depende dos votos das pessoas, e ao que parece o alegado deslize de Verão não pareceu abalar muitos dos que nele confiaram. A sucessão de vetos é entendida como normal, até porque o Governo anterior foi alvo das mais variadas críticas, apesar de o PS não ter perdido as eleições que se seguiram.
Já Alegre é o mais forte candidato de Esquerda. Apesar dos vários nomes lançados, parece ser Alegre o único que poderá tentar lutar pelo lugar de Belém. É um facto que o poeta é da ala esquerda do PS mas que remédio tem este partido se não apoiar este candidato? É que o poeta já confirmou a sua candidatura (se é que alguém tinha dúvidas) e qualquer outro candidato lançado pelo PS provavelmente perderia como há 4 anos atrás, na medida em que Alegre capitalizou 1 milhão de votos nessa altura. Para reforçar este cenário, o BE já mostrou apoiar esta candidatura, e o PCP deverá seguir-lhe as pisadas tornando Alegre um candidato de toda a esquerda. Mesmo que Alegre não se candidatasse, se o PS escolhesse um candidato da ala mais à direita do partido este provavelmente perderia ainda assim, na medida em que Cavaco presumivelmente já ocupa aquele espaço (ainda que a este respeito tenhamos dúvidas) e porque o BE e PCP teriam outros candidatos. Com a candidatura de Alegre as dúvidas ficam quase desfeitas, o PS terá mesmo que o apoiar. Digo “terá” porque este parece estar longe da linha de Sócrates, mas nestas alturas e aprendendo com alegados erros de outrora, lá apoiarão o poeta.
Quem vai vencer não sei, mas deverá ser um embate renhido possivelmente resolvido na primeira volta a menos que surja um outro candidato que mude o cenário previsível destas eleições.