Xutos
>> sábado, 14 de março de 2009
Cheguei do Concerto dos Xutos e Pontapés em Évora. Grande, grande concerto.
Ao rubro, com temas como Casinha, Homem do Leme, Maria ou Ai se ele cai. Das mais conhecidas a faltar apenas Contentores.
Cheguei do Concerto dos Xutos e Pontapés em Évora. Grande, grande concerto.
Ao rubro, com temas como Casinha, Homem do Leme, Maria ou Ai se ele cai. Das mais conhecidas a faltar apenas Contentores.
Uma esquerda inconsequente
O grande problema do Bloco de Esquerda – mas, também do PCP – é a sua inconsequente política externa, feita de excepções e sem uma linha ou rumo definido, vagueando ao sabor da corrente ideológica. Muitas vezes a política que não pode ser pronunciada no discurso interno, por claros motivos eleitoralistas, mostra-se na política internacional dos partidos da extrema-esquerda parlamentar portuguesa. O caso da visita do Presidente Angolano é prova disso mesmo.
Em termos políticos, a posição do BE ao não comparecer à recepção parlamentar a José Eduardo dos Santos pode ser considerada neste caso concreto como um acto de coragem política, afinal, Angola está longe de ser um poço de virtudes democráticas. Os atropelos aos Direitos do Homem são demasiados.
Ainda falando, em concreto desta ausência, há que retirar o escopo da intervenção externa do BE, um partido consciente de qualquer quadrante ideológico deve seguir atentamente estes atropelos e conseguir através do diálogo ultrapassar estes atentados ao ser Humano. O BE relativamente a Angola, toma-a como um caso perdido, onde o diálogo já não serve para nada. Em português de taberna é o mesmo que dizer, eles que se desenrasquem, não contem connosco para os ajudar…
Já em termos comparativos às posições externas do BE, a posição relativamente a Angola mostra-te profundamente desajustada. Importa não esquecer as posições do BE relativamente aos países muçulmanos, que na balança de piores ditaduras superam em muito Angola. Liberdade religiosa e direitos da mulher… Isto, para não falar das posições do BE junto de das nossas conhecidas “democracias de esquerda”, de matriz trotskista e estalinista. O BE enquanto terceira força política desta Terceira República tem que ter maior consciência global externa, cuidado na equidade e atender aos casos análogos de violação dos Direitos do Homem. Não sei se estudei pelos livros de história certos, mas José Eduardo dos Santos é um anjo ao lado de Estaline…
Boa a ideia do tempo de antena. Chega a muitas pessoas, alguns jovens. O Presidente da JSD apontou os principais problemas da governação socialista. Deu a sua opinião. Esteve bem.
Muito boa a ideia, de lançar o tempo de antena, dias antes de uma outra iniciativa que vai no mesmo sentido, e dia depois da iniciativa dos estudantes "com a corda ao pescoço".
JSD, na televisão, com propostas e iniciativa. Quanto a mim, muito bem. Muitos furos acima do Pinocrates.
Quando é bem feito, é bem feito. E só temos legitimidade para criticar, quando elogiamos o que tem que ser elogiado. Desta vez, a CPN e o seu presidente estão de parabéns.
Do que li e ouvi, o Porto foi melhor que o Atlético e mereceu passar a próxima eliminatória da Champions, embora, os madrilenos tenham razões de queixa do juíz da partida. Não vi nenhum minuto, nem do jogo da primeira mão, nem do jogo do Dragão. Fico contente por uma equipa portuguesa chegar mais longe. Sem o brilhantismo de outras equipas, que recentemente, também lá chegaram, eliminando Manchester e Liverpool, mas com mérito. Mais pontos para Portugal e mais desgaste fisico e mental para os ainda campeões nacionais. Não consigo festejar, como festejei os 3 golos que deram a Champions ao Porto de Mourinho frente ao...Mónaco. O que o Porto representa no plano interno é tudo o que de mau tem o futebol português. Os apitos dourados, as chuteiras douradas, as luvas douradas. Enfim. Mas boa sorte para o resto da campanha.
Já o Braga, embora o seu presidente e treinador não me mereçam qualquer respeito, é uma equipa pela qual consigo nutrir o minimo de respeito. Muitissimo prejudicada no plano interno, exibindo um futebol bonito, um plantel equilibrado e com mentalidade ganhadora, mereçe chegar longe na UefaCup.
Sobre o Sporting nada a dizer. Duas goleadas vergonhosas para Portugal. Uma atitude frouxa de uma equipa que jogou tudo no derby com o Benfica. Optou por esse jogo, de forma louca e pouco racional, obliterando quaisquer hipóteses na Champions. Já o tinha feito, com Peseiro, contra o mesmo Benfica, não preservando o que devia ter preservado no jogo ante o CSKA. Os resultados são conhecidos. O Sporting é para mim, uma das melhores escolas de futebol do mundo. Figo, Nani, Quaresma, Ronaldo, Moutinho, entre outros (excluindo Veloso). Mas ainda não é uma equipa com a cultura europeia e a cultura vencedora necessária.
O Manchester, eliminou o Inter. Mourinho, tem agora apenas que fazer o mesmo que Mancini fez mais que uma vez. Ganhar o Campeonato. Mais uma vez não consegue o sucesso europeu. Bem o Barça e o Manchester. Também o Liverpool. As equipas ingleses, muito bem, com o quarteto de luxo, formado por Manchester, Liverpool, Chelsea e Arsenal.
Precavendo a piadinha da intercalar e de onde é que o Benfica está, deixar a nota, que a campanha europeia do Benfica, este ano, foi vergonhosa também. Os 5 secos dos gregos foram horriveis. Mau de mais. Longe do fantástico ano com Manchester e Liverpool. Trappa foi o mais pragmático. Não era possível ser campeão chegando longe na Uefa. Fomos eliminados pelo CSKA que ganharia a prova.
É muito dificil uma equipa ganhar tudo. São provas muito exigentes.
Para o que falta do Campeonato, no plano interno, peço apenas que exista seriedade. Podem existir erros. Todos erramos. Mas deve existir idoneidade dos agentes desportivos. Fundamental.
Dia de Sol, fantástico. 24 Graus em Lisboa. Muito bom. Começa a cheirar a Verão.
Read more...Pensei sobre isto hoje.
Normalmente, faz-se uma dicotomia entre pessoas racionais e pessoas naturais. As primeiras, meticulosas, ponderadas e sistematizadas, as segundas, descontraídas, arejadas, sem grandes “porquês”.
Não concordo. Acho que ser racional é precisamente ser natural. Para mim uma pessoa ser natural é ser verdadeira. É diminuir ao máximo a fronteira entre o ser e o parecer. Para mim, ser natural, é também ser normal. Ser equilibrado. Seguir um caminho, acidentado, talvez, mas com rumo e objectivo definidos. Ser Natural é viver. E não apenas sobreviver.
Dito isto, para que se consiga ser verdadeiramente natural tem que se usar a cabeça. Ser Racional. É preciso incutir um grau, mais ou menos elevado, de razão nas nossas atitudes. É preciso ponderar e é preciso decidir. Mas ponderar e decidir, precisamente no sentido de seguirmos esse mesmo rumo. Esse mesmo caminho.
A racionalidade é importante, no sentido em que nos impede de abandonar a naturalidade. A Racionalidade é um corolário da Naturalidade. Um ser racional é um ser natural. E um Ser ponderado, com elaboração de esquemas mentais e definição de conceitos prévios que enquadrem todas ou quase todas as experiencias vivenciais, é um Ser que objectiva, ardentemente, a naturalidade. Deseja, simplificar. Deseja que da razão nasça a emoção.
Razão e emoção devem ser configuradas no mesmo sentido. No mesmo objectivo e no mesmo contexto. Razão e Emoção. Do equilíbrio de ambas, faz-se a felicidade.
No próximo dia 10, vão estar em cima da mesa da reunião de comissão politica da JSD/Moscavide, vários temas quentes. Alguns deles posso compartilhar. Talvez os menos quentes, é certo.
- A aprovação dos nomes que vão constituir o Gabinete JSD e a marcação da primeira reunião de Gabinete, com a finalidade de distribuir tarefas e calendarizar as próximas actividades.
- No contexto das actividades vamos avançar com três (para além da formação autárquica); Um debate, uma grande acção de rua e um trabalho de investigação a ser colocado online.
- Na comunicação, os novos moldes do "Grande Jota", que estará de regresso em breve. E um flyer.
- As duas moções para o próximo Conselho Distrital.
Quanto ao resto, top secret, como mandam as regras.
A Sondagem da SIC/Expresso/RR é perigosa e curiosa.
Cada vez mais improvável uma maioria absoluta do PS. A descer nas sondagens já está um ponto percentual abaixo dos 40%. Dificilmente o Partido Socialista conseguirá chegar à maioria absoluta e assim poderá ser colocada em causa a própria estabilidade institucional já que, num cenário de maioria relativa para o PS terá que se coligar.
O BE, a subir cada vez mais e a beneficiar e muito da retirada de confiança a Sá Fernandes e da Convenção do BE (já está acima dos 10%) não é alternativa. Não seria possível uma coligação PS-BE por tudo o que tem sido dito e feito nos ultimos meses. Pense-se no discurso de Costa no Congresso Socialista.
Uma coligação com o PCP, que anda demasiado calado e com o brinde do PS ao chamar Vital Moreira para ser cabeça de lista às europeias (E aqui um realçe para estas eleições que no caso de, efectivamente, serem o pontapé de saída do ano eleitora e no caso do PSD apresentar um candidato muito forte, por exemplo, o Professor Marcelo Rebelo de Sousa poderão beneficiar o partido Laranja e incrementar mais alguns votos na eleição legislativa - idem idem, no caso de as coisas correrem bem por Lisboa) parece-me hoje ser o mais provável cenário. E será um suicidio político. O BE progride, o PCP aproxima-se do fim, o PS perde quase todo o eleitorado que o elegeu, perdendo o centrão, e julgo que não faz toda a legislatura. E ai poderemos ter anos dourados para o PSD e para o centro direita, saiba ter um candidato à altura.
Uma coligação com o CDS-PP, seria a alternativa mais equilibrada, mas seria também o abandono total da matriz de esquerda do Partido Socialista. Perderia alguns votos que ainda consegue captar à esquerda. Mas ganharia muitos à Direita. Nomeadamente engolia o PSD, autenticamente "ensanduichado" nesse cenário.
O Cenário de Bloco Central, era estoirar com o PSD e colocar a esquerda radical muito próxima de ser Governo em Portugal. Não se pode portanto sequer pensar nisso.
As cartas são na mesa. A minha previsão é que o CDS vai conseguir um bom resultado, na casa dos 8% e que a Esquerda Radical vai somar 18 a 19%. Quem ganha e com que maioria escuso-me a comentar. Nem devo.