Pois...Resista à tentação, senhor primeiro ministro.

>> segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

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Dia B, por Bruno Antunes

>> domingo, 7 de fevereiro de 2010

Um País parado.

Fazendo uma análise em retrospectiva do nosso país verificamos que em 2005 com o surgimento de uma nova maioria parlamentar absoluta, se renovaram algumas esperanças no que diz respeito ao Governo deste país. Se por um lado, Guterres não tinha conseguido segurar uma crise gerada pela falta de sustentabilidade parlamentar (recorde-se que 115 deputados eram socialistas, 115 não), por outro, os Governos de Barroso e Santana cedo se revelaram pouco eficientes, sendo que Barroso foi para a Comissão, deixando o partido sem comando, e Santana, concordando-se ou não com o que fez enquanto primeiro-ministro, esteve lá pouco tempo.

Com a tal nova maioria, a maior parte das pessoas pensou estar perante um executivo que pudesse pôr termo ao défice excessivo, e “arrumar a casa”, fazendo frente aos grupos de pressão, e não cedendo a interesses corporativistas e partidários. Tinha, aliás, condições para o fazer, pelo menos em certa medida. Nos primeiros dois/três anos de mandato, o Governo de Sócrates cumpriu, tendo sido um dos melhores governos até ao momento, o que se afigura muito difícil em momentos de crise. Assim, até 2007/2008 o Governo socialista demonstrou vontade e para além disso sucesso no combate ao défice. Se em 2005 o défice rondava os 6%, em 2008 este estava na casa dos 2%, abaixo do limite de 3% imposto pelo PEC. Naturalmente que este combate ao défice não seria possível sem o “apertar do cinto” dos portugueses, já que foi necessário o aumento dos impostos. No entanto é de valorizar, a redução de despesas totais acompanhada de um aumento das receitas totais. Em outras matérias, para além da financeira, o Governo parecia impor-se. Apostou nas novas tecnologias em força, fomentou a utilização de energias renováveis, ambicionava a criação de um modelo educativo eficaz, apostou no melhoramento do sistema de saúde, reformou o sistema judicial, fez tudo isto não ignorando na totalidade algumas desigualdades sociais. Naturalmente que não concordei com todas as medidas tomadas, mas notava-se, apesar de tudo, a mão firme que faltou aos Governos anteriores.

A chegada da crise fazia antever tempos mais difíceis que exigiriam de todos nós algum sentido de responsabilidade. Apesar de tudo, esta postura determinada esfumou-se passados aqueles dois/três anos iniciais. A proximidade das eleições e a cedência a pressões que vinham de todos os lados provocou um “relaxamento” governamental, que mostrou ser um “mãos largas”, exigindo menos aos portugueses, e aligeirando a determinação exigida. Resultado, o défice voltou a crescer galopantemente (fenómeno agravado pela crise internacional) chegando à casa dos 8% quase 9%. Para além disto, não se seguiram as políticas levadas a cabo no início da legislatura em quase todas as áreas. Houve como que um retrocesso. Dá ideia que estes anos não serviram para nada em termos de governação deste país. Dá ideia que estamos como estávamos em 2005, ou possivelmente pior.

Mais grave ainda, não parece que este Governo eleito em 2009 com maioria relativa esteja a conseguir o que o anterior não conseguiu à excepção de um acordo no campo da educação. Este país cada vez mais parece adiado, sendo que lá fora dizem que caminhamos para o desastre. Não quero acreditar que estejamos a fazê-lo. No entanto, não há grandes sinais do contrário, ainda para mais num Governo enormemente fragilizado como este, com uma maioria relativa, que apesar da abstenção da Direita no Orçamento não contou com ela para a Lei das Finanças Regionais, com dificuldades na relação com o Presidente da República, com escândalos que estalam nos jornais, com o descrédito que começa cedo (se nos abstrairmos do facto de este ser um Governo de um partido que já havia governado de 2005 a 2009) sem direito a Estado de graça.
Porém, a gravidade não fica por aqui. Olhamos para a esquerda e vemos o alheamento da discussão orçamental, aparentemente interessando-lhes apenas o aumento do investimento público. Sendo que políticas como aquelas por eles (os da esquerda) seguidas poderiam colocar Portugal numa situação difícil. Na Direita vemos líderes que já estiveram no Governo, e no principal partido da oposição, um líder a prazo, pois parece que não vai recandidatar-se. Tanto uns como outros não parecem dar sinal de cooperação total ou pelo menos na maior parte das áreas com este Governo, sendo possível um novo cenário de eleições.

Espera-se um novo rumo, um conjunto de medidas trabalhadas no sentido de relançar Portugal, um país melhor.

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Acabou.

>> sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

A partir de hoje, Sócrates não tem condições para continuar como primeiro ministro.

Foram ultrapassados todos os limites aceitáveis. Estou convencido que será uma questão de tempo até Sócrates apresentar a demissão ou ser demitido pelo Presidente da República.

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Puto Mimado!

>> quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Tenho enorme dificuldade em falar do assunto do momento: A Lei das Finanças Regionais e a pretensa crise política.

José Sócrates, não queria ganhar estas eleições. Queria ter perdido pela margem mínima, criar instabilidade, e daqui por dois anos regressar como o salvador da pátria. Ganhando, quer sair do Governo o mais rapidamente possível, fazendo tudo por tudo, desde que tomou posse, para se vitimizar, dramatizar e arranjar todos os pretextos e mais alguns para se demitir ou obrigar o Presidente a dissolver a Assembleia, numa estratégia de vitimização sem precedentes, absolutamente manipuladora da opinião pública, numa tentativa tosca, de ser visto pelos portugueses como o homem injustiçado e a quem estes devem, a correr e a saltar, ir votar, em massa, para garantir uma maioria absoluta estável. Está a tentar, reeditar o que se passou com Cavaco Silva em 1987. Mas assim não conseguirá.

Correu-lhe mal o orçamento. Esperava que a oposição não o aprovasse. Ficou azul, quando o CDS e o PSD, responsavelmente, acederam a absterem-se na votação do orçamento do estado, dando condições de estabilidade ao executivo. O pânico foi enorme. Rapidamente se tinha de arranjar um outro pretexto. Mas que é só isso, um pretexto. A oposição toda junta, apresentou uma proposta equilibrada e consensual, que corta (e bem!) nas verbas transferidas para as Regiões Autónomas. A verba a ser transferida é de 50 milhões de Euros, o correspondente a 0,03% do PIB. Ou seja, é a mesma coisa que numa mesada de 100 euros, ser retirado a esse valor 3 cêntimos. Num ordenado de 1000 euros, ser retirado 30 cêntimos. Num ordenado de um jogador de futebol de 100.000 euros, ser retirado 30 euros. É isso que está em causa. Mais, acreditar que isto é um péssimo sinal para o exterior, que os investidores iam estar muito atentos a isto, é, desculpem a expressão, parvo. Ninguém estava atento a isso. Agora, claro que sim, com o forrobodó que se criou á volta disto. Mas, sinceramente, o actor cómico, Teixeira dos Santos, vem afirmar que é um péssimo sinal para fora, a transferência de uma verba que equivale a 0,03% do PIB. E afirmar-se que um Governo se pode demitir, que sinal dá aos investidores? As ameaças constantes do principal ministro do executivo, que sinal dá?

Sócrates é um jogador. Mas está a jogar pessimamente. Eleições agora, era derrota certa para o PS. Porque a oposição mostrou responsabilidade ao viabilizar o orçamento. Porque mostrou responsabilidade ao se unir e apresentar esta proposta. Porque está constantemente a dizer que aceita ver uma proposta do Governo. O Governo nada propõe: Zero, Zerinho, Zerucho. Nada interessa a Sócrates, apenas cair o mais rapidamente possível, na sua estratégia, essa sim louca, de voltar a ter maioria absoluta, porque não sabe, governar sem a mesma.

É gravíssimo o que se está a passar. José Sócrates parece um miúdo que faz birra porque não quer comer a sopa, e a mãe não lhe dá a sobremesa. Está se a chegar ao grau zero da responsabilidade, do sentido de estado. Parece que nada importa.

Última nota: Cavaco já ganhou as eleições presidenciais. E já todos perceberam porquê e como. Durante muito tempo, muitas pessoas foram questionando se Sócrates preferiria ter como Presidente da República, Alegre ou Cavaco. Está feita a escolha. Cabe a Cavaco recusar o presente. Quanto a mim envenenado. Nada de Vetos.

Sobre Mário Crespo, nem vou comentar. Enfim, desculpem o tom mais indignado do post, mas sinceramente, estou farto desta palhaçada, desta brincadeira de miúdos crescidos. Estou como Alberto João Jardim: Bom Carnaval para todos!

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Discurso de Despedida do Nélson Faria.

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Caracterização da Sociedade Contemporânea, por Ana Merícia Turiel

>> terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Actualmente, vivemos na época do “ter” e somos catalogados exactamente pelo que temos e pelo que não temos. Basta pensar na roupa que envergamos. Olhamos para a direita e vemos um jovem com “rastas” no cabelo e tatuagem no pé. Automaticamente, somos capazes de fazer uma “análise” do sujeito: fuma droga, é desleixado e nem deve saber o resultado da soma de “dois mais dois”. Olhamos para a esquerda e reparamos nas pernas depiladas e hidratadas de um homem. De imediato o colocamos a categoria de metrossexual. Se é moda usar ténis All Star, a criança ou o jovem vão chegar a casa e pedir mais um par de ténis aos pais endividados, argumentado que é o que todos os amigos usam e que serão gozados se em vez disso comprarem uns ténis sem marca. Esse pai endividado vai à janela e repara no novo BMW que o vizinho comprou e a primeira coisa que pensa é de que maneira poderá contrair mais um crédito para conseguir comprar um igual, mas noutra cor, para marcar a diferença. A mãe endividada decide fazer mais uma lipoaspiração porque aumentou mais 3 kg desde o ano passado. Ou seja, vivemos numa sociedade que é caracteristicamente demarcada por ser uma sociedade de modas, aparências e de consumo desenfreado que engloba um conjunto de indivíduos, consumidores activos, que vivem em prol da aquisição desnecessária de bens não duráveis e fúteis.

Por outro lado, somos privilegiados por termos à nossa disponibilidade tecnologia cada vez mais avançada e isso sim, é uma das maiores inovações da sociedade contemporânea. Vivemos numa época única a nível da evolução científica e tecnológica. Logo após a primeira Revolução Industrial, que permitiu substituir o esforço físico dos seres humanos por máquinas e sistemas mecanizados, ocorreu a segunda Revolução Industrial, depois da Segunda Grande Guerra, que veio substituir, e reforçar, o esforço intelectual através de maquinas como os computadores e telecomunicações.

Actualmente, temos ao nosso dispor telemóveis de topo, computadores cada vez mais portáteis e até casas inteligentes cuja porta de entrada se abre com a impressão digital. Porém, é triste verificar que os estudantes lêem cada vez menos e por isso talvez não saibam ler nem escrever. Isto porque passam horas em frente ao ecrã do computador a actualizar o Hi5 e o Facebook, com imensas fotos e vídeos deles próprios e dos seus amigos, escolhidas ao pormenor, mostrando o quão felizes e venerados são por todos. Acho verdadeiramente fascinante vivermos num mundo globalizado, onde, entre outras coisas, temos a possibilidade de nos relacionarmos, ainda que virtualmente, com uma quantidade exorbitante de pessoas, desde a China até ao Brasil. Talvez seja por isso que nos esquecemos de passar, pelo menos, um serão com os nossos pais ou ir visitar um amigo que está hospitalizado. O individualismo exacerbado, cultuado como pressuposto para o sucesso laboral, das relações pessoais e na vida como um todo, tem levado, a um crescimento galopante da solidão e do medo.
A violência é outro tema tão abordado, nos nossos dias, e tão explorado pelos meios de comunicação social. Não acredito que a violência exista em maior dimensão, mas sim que tenha adquirido uma maior visibilidade, através da constante divulgação por parte do media, responsáveis por projectar para as luzes da ribalta, de forma gratuita, todas as formas possíveis de violência. Na minha opinião, é ridícula a mediatização que se faz com a morte de alguém que por acaso aparece na televisão regularmente e cujos ossos do oficio a obrigam a ser reconhecida perante milhares de pessoas. É também assustador saber que um grupo de miúdos, ainda adolescentes, espancou até à morte um travesti, apenas porque era diferente e porque lhes apeteceu. A insegurança face ao aumento da delinquência, à crise de emprego, ao número de assaltos, à facilidade e naturalidade com que se encosta uma arma ao peito de outro e de dispara para roubar 200 euros, a competitividade, o egoísmo, o desrespeito pelos idosos e crianças, a exploração sexual são tudo realidades da nossa sociedade actual.

Dizem que o nosso mundo é civilizado mas a verdade é que vivemos num mundo selvagem. O sistema capitalista beneficia poucos, não distribui riquezas e daí nunca ter existido tanta desigualdade social. Para cada rico, há milhares de pobres e estes são cada vez mais.

É de equilíbrio que a sociedade actual necessita.

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Ups...

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JSD/Queluz

Cumpre dar nota, da iniciativa levada a cabo pela JSD/Queluz no passado dia 30 de Janeiro, Sábado. Uma iniciativa de índole mais lúdica, de importância assinalável no estabelecimento de laços entre comissão política de secção e militantes daquela e de outras secções.

A Presidente, Helena Coelho, tem imprimido uma excelente dinâmica à referida secção. Depois do bom trabalho nas eleições autárquicas, no Concelho de Sintra, esta iniciativa surge depois de um debate sobre políticas de juventude.

Perante o trabalho desenvolvido, que merece o aplauso de todos, a JSD/Queluz afirma a sua importância no quadro da defesa dos interesses dos jovens do Concelho de Sintra e do Distrito de Lisboa.

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Coisas Boas na Blogosfera

Um primeiro apontamento, que devem consultar, no Blogue do Dr.Pedro Santana Lopes. O texto é intitulado: Rennies. A ver.

Um outro texto, do voz própria do António Lopes da Costa, que para além da óbvia alusão do momento alto (em especial para ele) do dia, faz um magnifico texto sobre a liberdade de expressão e de imprensa e, in concreto, sobre o caso Mário Crespo. Demasiado grave para nada se dizer.

Um texto, no mesmo mote, da Essi Silva, no Psicolaranja. Brilhante, como sempre.

Um último texto, sobre a liderança do PSD e sobre a ligação inerente à vontade, do Diogo Agostinho. Também no PSICO.

Recomendo.

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Parabéns Ricardo!

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