JSD/Lisboa

>> domingo, 28 de fevereiro de 2010

Um fim-de-semana particularmente interessante no que à JSD/Lisboa diz respeito. Salienta-se, na Sexta-Feira, a eleição do Nuno Firmo e da sua equipa que desta forma assumem um compromisso para os próximos dois anos com os militantes da Secção I de Lisboa, apresentando aos companheiros daquela secção de Lisboa uma equipa motivada e com energia para enfrentar os grandes desafios da secção nos próximos dois anos, num contexto pós-autárquico onde a secção I conseguiu excelentes resultados que culminaram na atribuição de responsabilidades públicas a vários dos seus elementos.

Hoje um excelente Conselho Distrital sobre Habitação. Defendo há muito tempo a existência de Conselhos Distritais Temáticos e Descentralizados. Ou seja, momentos de reflexão e produção de ideias e propostas sobre temas relevantes para os nossos jovens, que contribuam decisivamente para marcar uma agenda de causas verdadeiramente representativa dos seus anseios e objectivos e, ao mesmo tempo, que essas assembleias sejam descentralizadas, isto é, devemos procurar levar o Conselho Distrital aos vários Concelhos do Distrito e não apenas ao Concelho de Lisboa, procurando envolver, desta forma, as secções e os próprios jovens dos vários Concelhos que constituem a área de acção da JSD/Lisboa.

Discutiram-se algumas ideias importantes e tive oportunidade de me pronunciar sobre o problema do arrendamento, nomeadamente sobre o escalonamento que esse regime prevê. Não faz, quanto a mim, qualquer sentido que se penalize os jovens pelo simples facto de conseguirem ter mais algum rendimento fruto do seu investimento em capital humano e da sua eficiência que é compensada por um salário superior.

A maior parte das Conselheiras e dos Conselheiros Distritais discutiram ideias sobre a questão da Habitação. Não obstante, houve ainda espaço para que alguns companheiros se pronunciassem sobre assuntos afins, quanto a mim de menor importância. Tive oportunidade de apresentar o Programa Ganhar uma Geração, precisamente há 5 meses atrás. Tentei discutir ideias e mostrar as minhas divergências com parte das políticas levadas a cabo por esta Distrital. Julgo que sempre o fiz de forma enérgica mas responsável e dignificante do debate político. Como considero que escolhi o melhor caminho, não tenciono, afastar-me um milímetro desse mesmo caminho. Em breve entraremos num novo momento. Com muita calma.

Termino com uma frase que é um cliché, mas que se aplica na perfeição:

“Grandes Mentes discutem ideias. Mentes Medianas discutem eventos. Mentes Pequenas discutem pessoas.”

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Colaboração no Psicologia para Psicólogos*

>> sábado, 27 de fevereiro de 2010

*Escrevi este texto, a convite do meu amigo Tiago Fonseca, estudante de Psicologia. O texto foi publicado no Psicologia para Psicólogos que podem consultar no bloco de Links na barra lateral.

A convite do Tiago, aceitei o desafio de escrever um texto que tentasse relacionar o Direito e a Psicologia, tarefa que não se afigura fácil, tanto mais que esbarra desde logo, no obstáculo inicial de definir o que seja a psicologia, pelo menos, de obter essa definição num sentido estrito, especifico, objectivo.

O único caminho para esta indagação, será portanto, afastar-nos de uma definição cientifica ou técnica do que seja Psicologia, e apreciarmos a sua vertente subjectiva, observando a disciplina de forma empírica, e partindo do pressuposto que Psicologia será um melting pot de capacidade de ouvir, descortinar os problemas em questão com base no que se ouve e, finalmente, apontar soluções ou caminhos de resolução desses mesmos problemas. É uma definição lata do que é a Psicologia, provavelmente tecnicamente errada, mas tem a grande vantagem de ser do conhecimento imediata e corresponder à ideia generalizada de todos os seres.

Se entendermos a Psicologia nesta vertente mais ampla, poderemos afirmar que existem inúmeras decorrências desta ciência, sendo as suas manifestações evidentes num conjunto muito alargado de áreas, a título de exemplo, pense-se na importância cada vez maior dos denominados mind games no desporto. Assim, pensando a Psicologia, como uma capacidade de rapidamente observar o problema e resolve-lo, descortinando essa problemática de uma forma sensorial e quase imediata, nada obsta em afirmar a importância da Psicologia no Direito.

Novo Problema: A definição do que seja Direito. Poupando-nos a todos de uma definição académica do que seja Direito e de abstracções teóricas, que sendo importantes numa perspectiva de fundamentação e enquadramento do estudo de Direito, mas que remeto para um qualquer bom Manual de Introdução ao Direito, proponho que fiquemos na observação empírica, e vou mais longe, confinemos a nossa análise à materialização do Direito, numa sala de julgamento, enfim, porque não afirma-lo, ao mind game gigante que é um julgamento – será uma doce ilusão, pensar-se que um julgamento é algo técnico, confinado a uma argumentação jurídica, sem qualquer estratégia processual ou substancial.

Adoptando esta perspectiva, sim, a Psicologia tem inúmeras decorrências, e é importante num conjunto variadíssimo de áreas. Os problemas que se podem levantar, mas que deixo para uma eventual discussão na caixa de comentários ou numa qualquer mesa redonda, optando por não me pronunciar sobre os mesmos, é se aquilo a que designei por Psicologia será uma característica inata a cada um de nós, ou, pelo contrário, se será uma dotação adquirida, isto é, se à capacidade de em termos imediatos perspectivar o problema e dar a solução, é algo que, naturalmente, umas pessoas são melhores do que outras, ou, pelo contrário, se isso se pode aprender num qualquer curso, por exemplo no Curso de Psicologia. Um outro tópico, que gostaria de aditar, sem dar qualquer opinião, é se a Psicologia, como ciência importante com tantas decorrências pode ser ensinada num curso superior, mais, se o curso de Psicologia contribui, de forma alguma, para esse exercício.

Da minha parte, resta apenas dizer, que acho que as decorrências e a importância da Psicologia é demasiado grande para se poder confinar a um qualquer escritório de atendimento. Será que José Mourinho, tocando no desporto novamente, não será mais psicólogo do que muitos dos licenciados em Psicologia?

Volto a agradecer o convite do Tiago e peço desculpa aos leitores pela óbvia falta de fundamentação técnica para falar da temática, especialmente no que se refere à Psicologia, cujo meu conhecimento é meramente empírico. Espero poder aprender um pouco mais convosco, na caixa de comentários ou numa qualquer mesa redonda, como referi anteriormente.

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Jornada Europeia

>> quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Benfica e Sporting seguem em frente.

Uma belíssima jornada europeia para Portugal, faltando apenas o Futebol Clube do Porto eliminar o Arsenal.

Festejei a vitória do Sporting ante o Everton. É muito bom para Portugal continuar com duas equipas em Prova. Para o Sporting, o jogo era absolutamente decisivo. Uma eliminação hoje, faria Carvalhal cair, e JEB, muito provavelmente também. Com este resultado Carvalhal tem mais duas ou três semanas, no mínimo, de vida. JEB, poderá ter hoje assegurado a permanência por mais um ano à frente dos destinos do Sporting. Os Sportinguistas após uma época terrível, têm aqui um balão de oxigénio importante. Já o tinha dito anteriormente: O Sporting está nas 3 ou 4 equipas com mais hipóteses de ganhar a prova, porque pode entrar de ferias em todas as outras. Pode, pensar, exclusivamente na Taça Euro, e ir gerindo no Campeonato, onde, com os serviços mínimos, conseguirá assegurar o quarto ou, pior das hipóteses, o quinto lugar. Do ponto de vista de um benfiquista, esta vitória é também extraordinária porque dá o alento que o Sporting precisava (e garante enchente em Alvalade) contra o Porto, e dava-nos mesmo muito jeito que o Sporting desse mais 3 ao Porto.

Quanto ao Benfica, uma das melhores segundas partes da época. Jorge Jesus a dar resposta a quem vinha acusando a equipa de cansaço ou baixa de forma. 4 bolas de Berlim, sem sequer acelerar muito, foram suficientes para eliminar os alemães do Hertha. Com o Marselha tudo será muito mais difícil, e o Benfica, tem como prioridade o campeonato e tem ainda uma final da Taça da Liga ante o Porto. Jesus, vai colocar a equipa B a jogar nos jogos para a Liga Europa. Por isso, não considero o Benfica tão favorito à vitória final, relativamente, aos Leões. Ainda assim, até ser possível deve o Benfica tentar lutar por esta competição.

Em suma, jornada europeia sem nenhuma surpresa, mas de grande alegria para Portugal.

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Cão Heroi

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Irra!

Era importante que de uma vez por todas os militantes do PPD/PSD aprendessem a lição. O PSD tem tido uma sucessão de líderes ao longo dos últimos anos, cuja velocidade é superior ao TGV. Começamos a ser vistos, como um partido dividido, onde ninguém se entende, aliás, começa-se mesmo a falar na existência de vários PSD’s. Não concordo com as criticas, mas, sinceramente, começamos a contribuir para que nos possam acusar disso mesmo. De dois em dois anos, quando não é menos, começamos a espingardar uns contra os outros. Quando conseguimos reabilitar a imagem e mostrar alguma unidade é hora de marcar novas eleições e voltamos ao mesmo.

O Dr. Paulo Rangel, o Dr. Pedro Passos Coelho e o Dr. José Pedro Aguiar Branco são militantes do Partido Social Democrata. Prefiro que qualquer um deles seja primeiro-ministro do que José Sócrates. O combate político que o PSD deve travar é contra o Partido Socialista e os restantes partidos da esquerda, apresentando propostas alternativas com credibilidade e verdade, que configurem uma solução que confira alguma esperança e motivação às portuguesas e aos portugueses. Dentro do Partido temos companheiros. Fora do Partido, adversários.

Os Conselhos Distritais, Conselhos Nacionais, Congressos servem para isso mesmo. Discussão Interna. E agora, graças a uma boa iniciativa do Dr. Pedro Santana Lopes e de tantos outros militantes do PPD/PSD, teremos um Congresso Extraordinário que servirá para isso mesmo. Internamente, no local devido e no tempo próprio debatermos a vida interna do Partido e as diferentes soluções que cada um propugna. Com calma, com ponderação e com elevação.

Não percebo a necessidade, de em blogues, redes sociais e outros fóruns de discussão pública, se começar a espingardar contra os candidatos que não gostamos. Militantes do PSD perdem mais tempo e despendem mais caracteres a dizer mal dos vários candidatos à liderança do PSD do que do Engenheiro Sócrates. Num momento, em que o Governo dá mostras de cansaço, desnorte e uma profunda descredibilização junto dos Portugueses, o PSD não está unido. Será que não é possível apresentarem-se várias candidaturas, com projectos diferentes, sem se andar nisto?

Mais, tirando uma troca de galhardetes, entre Rangel e Aguiar Branco, o exemplo que os três têm dado tem sido positivo. A mim pouco me importa se Rangel foi ou não militante do CDS, quero é perceber o seu projecto político. Como sinceramente, acho que importa pouco aos Portugueses se Aguiar Branco ligou primeiro a Rangel ou Rangel primeiro a Aguiar Branco. O que interessa é debater as ideias, perceber as divergências em termos programáticos e estratégicos, escolher-se o melhor líder e o melhor programa e estarmos unidos, sem feridas para sarar porque não há tempo para isso, para combater este governo e, o mais rapidamente possível, sermos Governo.

Este hábito é triste. E podemos verifica-lo em quase todas as eleições internas, para não dizer todas, do nosso Partido. Será que não é possível ganhar-se eleições com credibilidade e falando de ideias e de Programas? Será que não é possível apresentar-se um Programa vários meses antes, com ideias para serem debatidas e discutir-se as alternativas programáticas ao mesmo? Será que não se pode fazer oposição com elevação e apontando as divergências políticas sem se cair no ataque pessoal grotesco? Estou convencido, aliás, tenho a certeza que sim.

E por isso, era bom que no PSD se percebesse isso rapidamente. Fico arrepiado quando vejo certas coisas nas redes sociais e na blogosfera. Os ataques inacreditáveis que se lançam a outros companheiros de Partido. E, como já disse uma vez, os três candidatos têm trabalho feito pelo nosso partido. Pedro Passos Coelho, foi Presidente da JSD, sendo considerado por muitos, como o melhor presidente sempre dessa estrutura. Foi candidato a uma Câmara Municipal muitíssimo difícil como é a da Amadora, não conseguindo ganhar, mas obtendo um excelente resultado. Já ganhou por duas vezes a Assembleia Municipal de Vila Real. Aguiar Branco, foi ministro de Portugal, Ministro da Justiça, concretamente. Foi presidente do grupo parlamentar do Partido onde reconhecidamente fez um excelente trabalho. Paulo Rangel, liderou igualmente o grupo parlamentar e venceu para o PSD as eleições Europeias em 2009.

Vamos ao Congresso, vamos debater ideias, apontar diferenças, dar a nossa opinião, contribuir para o engrandecimento do Partido Social Democrata e para a afirmação do PPD/PSD como a alternativa política que Portugal precisa e merece. E Vamos nos deixar desta fantochada.

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Futebol - A análise da Jornada.

>> terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

A Habitual análise da jornada, a horas do inicio de uma importante jornada europeia, onde Benfica, Sporting e Porto não têm vida facilitada.

Lembrar que o Benfica tinha antecipado este jogo e ganho por 3-0 ao União de Leiria. Para que não fiquem dúvidas, a antecipação para além de possível era obrigatória. Os regulamentos da FIFA, impõe, que exista um descanso de 72 horas entre o jogo europeu fora e o jogo nacional, e 48 horas de descanso entre o jogo europeu em casa e o jogo nacional. Ora, tendo o Benfica jogado às 20h05 de Quinta-Feira, de forma a descansar as 72 horas impostas pela FIFA, teria que iniciar o jogo às 20h06 minutos de Domingo contra a União de Leiria. Se assim acontecesse, não restariam 48 horas entre o jogo nacional e o segundo jogo europeu, que se realiza as 17horas de uma Terça-Feira. Para que depois não se venha falar.

O Sporting empatou mais um jogo. Eu disse isto várias vezes aqui no Laranja. Carvalhal empatou oito ou nove vezes no Marítimo até ser despedido. Não tem qualidade para treinar a generalidade dos clubes da Liga Vitalis e só não foi já embora pelo crédito que ganhou com vitórias por 4-3 ante o Mafra. Bettencourt é provavelmente o pior dirigente desportivo da história do Sporting.

O Porto goleou o Sporting de Braga. Duas penalidades claras por marcar a favor do Braga, expulsão não assinalada, que prejudicou os Dragões. Perante os números e a qualidade do jogo, nada a dizer. Porto na Luta.

Na próxima Jornada o Porto vai a Alvalade. O Sporting, caso seja eliminado precisará de vencer os dois grandes para dar o mínimo alento aos seus adeptos para que as assistências não caiam para baixo das 5.000 pessoas e Bettencourt e Carvalhal consigam acabar a época. Acredito, que pelo menos consiga empatar com o Porto.

De todo o modo o Benfica depende de si próprio. Se quer ser campeão tem que ganhar todos os jogos em casa e isso implica vencer ao Braga e ao Sporting. Não pode pensar em ser campeão senão o fizer. Fazendo-o, poderá Perder no Dragão, e no caso do Sporting conseguir retirar dois pontos ao Porto, poderá ainda perder um jogo fora e dependendo da derrota no Dragão empatar um outro ainda. Neste momento, Benfica e Porto apresentam algum favoritismo, mas Braga, claramente na luta. Disputa fantástica.

P.S(D) – Micael e Varela têm lugar na selecção.

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Incrível!

>> segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

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Mentiras

>> domingo, 21 de fevereiro de 2010

Portugal é quanto a mim o melhor país do mundo. Um país com uma história fantástica, marcada pela audácia e ambição dos nossos. Um país que foi o centro do mundo, e que hoje continua, a ser um país fantástico para se viver. Lisboa, em particular, é talvez a mais bela cidade do mundo, num simbiose fantástica entre história que nos é lembrada pelos monumentos que podemos observar, por um rio grandioso que observamos até perder de vista, por espaços verdes incríveis, por habitações velhinhas cheias de historia e por outras modernas e com todos os luxos.

Mas Portugal é também um país onde se começa a banalizar a mentira. Começa desde pequeno, com as cábulas que são hoje encaradas como algo normal, fazer essa fraude é hoje vista como algo perfeitamente aceitável e até se dá palmadinhas nas costas a esses lados. As famosas cunhas, que são um tráfico de influências em ponto pequenino, também hoje são encaradas como algo bom. Fico arrepiado, quando oiço, aquele ou o outro não tem de dar tudo e esforçar-se para tirar uma excelente média porque o pai, o tio ou o avô têm este ou aquele escritório, dão aulas aqui ou ali, possuem este ou aquele negócio. Ainda no outro dia ouvia, no âmbito escolar também, que cada vez mais os alunos, vão à internet e limitam-se a fazer copy paste de trabalhos já feitos que apresentam como seus. Em algumas faculdades dos Estados Unidos, por exemplo, isso daria expulsão da faculdade.

De facto não se consegue crescer, não se consegue ser um país mais competitivo, enquanto se mantiver os níveis de corrupção que existem em Portugal, um dos países mais corruptos do Mundo. E também não se conseguirá crescer enquanto não se deixar de mentir, e de encarar isso como normal. A política não pode ser excepção, pelo contrário, deveria ser a actividade política um último reduto da seriedade e uma guardiã de valores morais e éticos. Assim não sucede.

Hoje na rápida olhadela que dou à generalidade dos jornais (coisas boas da Internet), vi noticias como o PGR mentiu ao Parlamento. Mentir ao Povo Português ou mentir aos Deputados que são os representantes do Povo Português é gravíssimo. Muito mais grave do que o Primeiro-Ministro ser ou não licenciado, é o Primeiro Ministro dizer que é licenciado não o sendo. Mais uma vez chama-se à colação o exemplo norte-americano.

Todos estão lembrados de Bill Clinton e do seu caso com Mónica Lewinsgky. Na altura muito se falou da destituição do presidente norte-americano através da figura do impeachment. O fundamento para essa possível destituição de Bill Clinton não foi, evidentemente, o facto de se ter envolvido com outra mulher, durante o seu casamento, isso será, moralmente condenável, mas não tem uma repercussão jurídica ou política, a não ser o desgasta da imagem do presidente e eventualmente uma penalização eleitoral. O Problema que se colocou e que por pouco não fez o mandato do Presidente Norte-Americano cessar, foi ter mentido ao povo americano. Ter dito que nunca se tinha envolvido e afinal teve mesmo esse envolvimento. Mais atrás, outro caso, também nos Estados Unidos, o célebre WaterGate, aquando do mandato de Nixon. A Palavra aqui conta bastante.

Em Portugal não podemos continuar a permitir que se minta descaradamente aos Portugueses. Os políticos têm que dar o exemplo. Uma coisa será dizer-se que se tem o objectivo de se baixar impostos e não o fazer. Não se prometeu, não se afirmou, lançou-se apenas um propósito. Outra é mentir escandalosa e propositadamente. Isso tem de acabar. Mesmo!

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Pequena Brincadeira, que me chegou por e-mail, pela vossa já conhecida Suwa, uma grande sportinguista.

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Dia B, por Bruno Antunes

>> sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Um candidato surpreendente.

Num texto anterior da rubrica “Dia B” dei conta ao leitor de que se esperava uma luta essencialmente reduzida a dois candidatos no que à Presidência da República diz respeito. No entanto, alertei in fine para a possível alteração deste cenário caso um novo candidato surgisse. Ora, parece que esse candidato surgiu. Fernando Nobre será candidato a Presidente da República.
O Presidente da AMI é assim aparentemente o terceiro a entrar na corrida a Belém, digo aparentemente porque Cavaco ainda não disse ser candidato mas presumivelmente sê-lo-á. Com este novo candidato, o cenário eleitoral poderá estar incrivelmente condicionado.

Expliquemo-nos. No tal anterior texto a que já aludi acima, escrevi que sendo a luta a dois dever-se-ia conhecer o vencedor logo na primeira volta. Convém fazer um esclarecimento. Disse naquele texto que o PCP deveria apoiar Manuel Alegre mas tal não é líquido, aliás pelos vistos nem provável é, pelo menos numa primeira volta, de acordo com o que tenho ouvido. Assim, olhemos para estas eleições com quatro presumíveis candidatos: Cavaco Silva, Manuel Alegre, Fernando Nobre e um candidato comunista.

Neste cenário, verificamos a existência de três candidatos à esquerda, um à direita. Ora, esta parece ab initio uma reedição de 2006, com muitos candidatos à esquerda e um único à direita, o que eventualmente a beneficiar alguém será o candidato da direita, Cavaco Silva. No entanto, Fernando Nobre é uma incógnita enquanto candidato presidencial na medida em que não tem máquina partidária mas tem a imagem de uma pessoa que ajuda outras pessoas através da AMI, aliás ficou na 25º posição no programa “Melhores Portugueses”.

Assim, muito do que nestas eleições se vai passar está sujeito à campanha de Nobre. Uma coisa parece em certa medida segura, é que aqueles que dentro do PS se recusam a votar Alegre por o acharem demasiado à esquerda e crítico de Sócrates, podem ter aqui um candidato em quem votar, resta saber se Nobre conseguirá ainda retirar o eleitorado de Alegre que só votaria neste por ser o candidato presumivelmente apoiado pelo PS.

À primeira vista, se Fernando Nobre chegar aos 10% é uma vitória para o mesmo, diria, mas ao mesmo tempo o surgimento deste candidato pode ter entregue em bandeja de ouro um novo mandato presidencial a Cavaco, na medida em que os votos da esquerda se dispersam, fortalecendo o candidato da direita, como acima explanámos.

No entanto, importa fazer um reparo, não faço futurologia e por isso posso estar totalmente errado, esta é uma mera análise, não sei quem vai ser o próximo Presidente. Para além disso, espero que o actual saiba como controlar o clima de crispação institucional hoje existente.

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