Futebol - A análise da Jornada.

>> terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

A Habitual análise da jornada, a horas do inicio de uma importante jornada europeia, onde Benfica, Sporting e Porto não têm vida facilitada.

Lembrar que o Benfica tinha antecipado este jogo e ganho por 3-0 ao União de Leiria. Para que não fiquem dúvidas, a antecipação para além de possível era obrigatória. Os regulamentos da FIFA, impõe, que exista um descanso de 72 horas entre o jogo europeu fora e o jogo nacional, e 48 horas de descanso entre o jogo europeu em casa e o jogo nacional. Ora, tendo o Benfica jogado às 20h05 de Quinta-Feira, de forma a descansar as 72 horas impostas pela FIFA, teria que iniciar o jogo às 20h06 minutos de Domingo contra a União de Leiria. Se assim acontecesse, não restariam 48 horas entre o jogo nacional e o segundo jogo europeu, que se realiza as 17horas de uma Terça-Feira. Para que depois não se venha falar.

O Sporting empatou mais um jogo. Eu disse isto várias vezes aqui no Laranja. Carvalhal empatou oito ou nove vezes no Marítimo até ser despedido. Não tem qualidade para treinar a generalidade dos clubes da Liga Vitalis e só não foi já embora pelo crédito que ganhou com vitórias por 4-3 ante o Mafra. Bettencourt é provavelmente o pior dirigente desportivo da história do Sporting.

O Porto goleou o Sporting de Braga. Duas penalidades claras por marcar a favor do Braga, expulsão não assinalada, que prejudicou os Dragões. Perante os números e a qualidade do jogo, nada a dizer. Porto na Luta.

Na próxima Jornada o Porto vai a Alvalade. O Sporting, caso seja eliminado precisará de vencer os dois grandes para dar o mínimo alento aos seus adeptos para que as assistências não caiam para baixo das 5.000 pessoas e Bettencourt e Carvalhal consigam acabar a época. Acredito, que pelo menos consiga empatar com o Porto.

De todo o modo o Benfica depende de si próprio. Se quer ser campeão tem que ganhar todos os jogos em casa e isso implica vencer ao Braga e ao Sporting. Não pode pensar em ser campeão senão o fizer. Fazendo-o, poderá Perder no Dragão, e no caso do Sporting conseguir retirar dois pontos ao Porto, poderá ainda perder um jogo fora e dependendo da derrota no Dragão empatar um outro ainda. Neste momento, Benfica e Porto apresentam algum favoritismo, mas Braga, claramente na luta. Disputa fantástica.

P.S(D) – Micael e Varela têm lugar na selecção.

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Incrível!

>> segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

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Mentiras

>> domingo, 21 de fevereiro de 2010

Portugal é quanto a mim o melhor país do mundo. Um país com uma história fantástica, marcada pela audácia e ambição dos nossos. Um país que foi o centro do mundo, e que hoje continua, a ser um país fantástico para se viver. Lisboa, em particular, é talvez a mais bela cidade do mundo, num simbiose fantástica entre história que nos é lembrada pelos monumentos que podemos observar, por um rio grandioso que observamos até perder de vista, por espaços verdes incríveis, por habitações velhinhas cheias de historia e por outras modernas e com todos os luxos.

Mas Portugal é também um país onde se começa a banalizar a mentira. Começa desde pequeno, com as cábulas que são hoje encaradas como algo normal, fazer essa fraude é hoje vista como algo perfeitamente aceitável e até se dá palmadinhas nas costas a esses lados. As famosas cunhas, que são um tráfico de influências em ponto pequenino, também hoje são encaradas como algo bom. Fico arrepiado, quando oiço, aquele ou o outro não tem de dar tudo e esforçar-se para tirar uma excelente média porque o pai, o tio ou o avô têm este ou aquele escritório, dão aulas aqui ou ali, possuem este ou aquele negócio. Ainda no outro dia ouvia, no âmbito escolar também, que cada vez mais os alunos, vão à internet e limitam-se a fazer copy paste de trabalhos já feitos que apresentam como seus. Em algumas faculdades dos Estados Unidos, por exemplo, isso daria expulsão da faculdade.

De facto não se consegue crescer, não se consegue ser um país mais competitivo, enquanto se mantiver os níveis de corrupção que existem em Portugal, um dos países mais corruptos do Mundo. E também não se conseguirá crescer enquanto não se deixar de mentir, e de encarar isso como normal. A política não pode ser excepção, pelo contrário, deveria ser a actividade política um último reduto da seriedade e uma guardiã de valores morais e éticos. Assim não sucede.

Hoje na rápida olhadela que dou à generalidade dos jornais (coisas boas da Internet), vi noticias como o PGR mentiu ao Parlamento. Mentir ao Povo Português ou mentir aos Deputados que são os representantes do Povo Português é gravíssimo. Muito mais grave do que o Primeiro-Ministro ser ou não licenciado, é o Primeiro Ministro dizer que é licenciado não o sendo. Mais uma vez chama-se à colação o exemplo norte-americano.

Todos estão lembrados de Bill Clinton e do seu caso com Mónica Lewinsgky. Na altura muito se falou da destituição do presidente norte-americano através da figura do impeachment. O fundamento para essa possível destituição de Bill Clinton não foi, evidentemente, o facto de se ter envolvido com outra mulher, durante o seu casamento, isso será, moralmente condenável, mas não tem uma repercussão jurídica ou política, a não ser o desgasta da imagem do presidente e eventualmente uma penalização eleitoral. O Problema que se colocou e que por pouco não fez o mandato do Presidente Norte-Americano cessar, foi ter mentido ao povo americano. Ter dito que nunca se tinha envolvido e afinal teve mesmo esse envolvimento. Mais atrás, outro caso, também nos Estados Unidos, o célebre WaterGate, aquando do mandato de Nixon. A Palavra aqui conta bastante.

Em Portugal não podemos continuar a permitir que se minta descaradamente aos Portugueses. Os políticos têm que dar o exemplo. Uma coisa será dizer-se que se tem o objectivo de se baixar impostos e não o fazer. Não se prometeu, não se afirmou, lançou-se apenas um propósito. Outra é mentir escandalosa e propositadamente. Isso tem de acabar. Mesmo!

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Pequena Brincadeira, que me chegou por e-mail, pela vossa já conhecida Suwa, uma grande sportinguista.

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Dia B, por Bruno Antunes

>> sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Um candidato surpreendente.

Num texto anterior da rubrica “Dia B” dei conta ao leitor de que se esperava uma luta essencialmente reduzida a dois candidatos no que à Presidência da República diz respeito. No entanto, alertei in fine para a possível alteração deste cenário caso um novo candidato surgisse. Ora, parece que esse candidato surgiu. Fernando Nobre será candidato a Presidente da República.
O Presidente da AMI é assim aparentemente o terceiro a entrar na corrida a Belém, digo aparentemente porque Cavaco ainda não disse ser candidato mas presumivelmente sê-lo-á. Com este novo candidato, o cenário eleitoral poderá estar incrivelmente condicionado.

Expliquemo-nos. No tal anterior texto a que já aludi acima, escrevi que sendo a luta a dois dever-se-ia conhecer o vencedor logo na primeira volta. Convém fazer um esclarecimento. Disse naquele texto que o PCP deveria apoiar Manuel Alegre mas tal não é líquido, aliás pelos vistos nem provável é, pelo menos numa primeira volta, de acordo com o que tenho ouvido. Assim, olhemos para estas eleições com quatro presumíveis candidatos: Cavaco Silva, Manuel Alegre, Fernando Nobre e um candidato comunista.

Neste cenário, verificamos a existência de três candidatos à esquerda, um à direita. Ora, esta parece ab initio uma reedição de 2006, com muitos candidatos à esquerda e um único à direita, o que eventualmente a beneficiar alguém será o candidato da direita, Cavaco Silva. No entanto, Fernando Nobre é uma incógnita enquanto candidato presidencial na medida em que não tem máquina partidária mas tem a imagem de uma pessoa que ajuda outras pessoas através da AMI, aliás ficou na 25º posição no programa “Melhores Portugueses”.

Assim, muito do que nestas eleições se vai passar está sujeito à campanha de Nobre. Uma coisa parece em certa medida segura, é que aqueles que dentro do PS se recusam a votar Alegre por o acharem demasiado à esquerda e crítico de Sócrates, podem ter aqui um candidato em quem votar, resta saber se Nobre conseguirá ainda retirar o eleitorado de Alegre que só votaria neste por ser o candidato presumivelmente apoiado pelo PS.

À primeira vista, se Fernando Nobre chegar aos 10% é uma vitória para o mesmo, diria, mas ao mesmo tempo o surgimento deste candidato pode ter entregue em bandeja de ouro um novo mandato presidencial a Cavaco, na medida em que os votos da esquerda se dispersam, fortalecendo o candidato da direita, como acima explanámos.

No entanto, importa fazer um reparo, não faço futurologia e por isso posso estar totalmente errado, esta é uma mera análise, não sei quem vai ser o próximo Presidente. Para além disso, espero que o actual saiba como controlar o clima de crispação institucional hoje existente.

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Notas Várias a Horas Impróprias

>> quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Fernando Nobre candidato à Presidência da República. Dito outsider, muito próximo de Soares. Dificilmente conseguirá um resultado expressivo, a menos que tenha uma máquina bem montada em seu torno como Alegre teve há 4 anos. Se assim for, pode acontecer o bizarro. Alegre ser encostado a uma imagem partidária, Nobre aparecer como outsider e fazer as vezes de…Alegre. Nas últimas semanas, Cavaco tem ganho muito terreno e, na minha opinião, tem a eleição praticamente garantida.

A estabilidade governativa já não existe. Está-se a chegar a um grau de insustentabilidade. Sócrates está a chamuscar-se a grande velocidade. O CDS-PP não para de subir. O PSD, resolve a sua vida nos próximos 2 meses, e terá um líder novo. Acho que nos encaminhamos lenta, mas progressivamente, para um período de muitos anos com o PSD à frente dos destinos do país. Provavelmente, com o CDS a desempenhar um papel importante. O Pior que aconteceu ao PS foi ter ganho as eleições de 2009.

No outro dia lia uma frase de Churchill que uso muitas vezes: O optimista faz das calamidades oportunidades, o pessimista das oportunidades calamidades. Acho que devemos estar na vida, com esta perspectiva. De gratidão por tudo o que nos acontece e encarando realidades que julgamos ser negativas para extrair todos os pontos positivos que existem e fortalecermos ainda mais a nossa personalidade e a nossa interacção social. Más situações, devem ser aproveitadas. Devemos descortinar sempre novas oportunidades, novos desafios. Sempre.

Dia 6, grande iniciativa do PSICOLARANJA sobre a história do PSD, com Conceição Monteiro, na secção Oriental. Um bom tema, uma excelente convidada. Mais uma do PSICO!

Música. Rammstein no Rock in Rio. Por lá vai passar também John Mayer e os lusos Xutos Pontapés. Estou curioso para saber que cartaz vai apresentar o Marés Vivas deste ano, depois de ano passado ter tido, entre outros, Scorpions. Nos ídolos, vitória expectável do Filipe. Tem super poderes. Sim. Servirá de algo? Espero que sim. É preciso boa música em Portugal. Que venham mais cinco!

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Um texto de verdade. Tenho dito!*

>> terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

* Este texto foi retirado do blogue "Tenho Dito", do António Lopes da Costa. Um dos melhores textos que já li na Blogosfera. Uma objectividade fantástica. É um texto clarinho, cristalino. Vale a pena ler e reler. Mas sobretudo, vale a pena, de uma vez por todas, perceber.

“Quem nada fez de mal não tem sossego. Sossegados andam outros. É uma vergonha”.

Estas três primeiras frases, que escolhi para título deste texto, não são minhas. São as frases com que Pedro Santana Lopes terminou um texto que escreveu há dez dias no seu blogue pessoal.

Escolhi-as porque poderiam ter sido ditas por mim e porque escrevo, agora, sobre uma notícia que um jornal diário escolheu para manchete principal na véspera de Carnaval.

O processo da Face Oculta é grave. Porque, através dele, o país ficou a conhecer, através de escutas, uma outra face, até então oculta, do Primeiro-Ministro. Mas isso não justifica que, mais uma vez e de uma forma completamente vergonhosa, se tente misturar nome de Pedro Santana Lopes.

Já lá vamos a esta manchete triste, só justificada pelo facto de vivermos em período carnavalesco. Até porque foi imediata e integralmente desmentida pelo próprio Pedro Santana Lopes, na página 6 desse mesmo jornal diário.

Não é novidade para ninguém o ódio profundo que um grupo de pessoas e interesses sentem pelo Pedro Santana Lopes. Esse ódio compreende-se. Os invejosos odeiam aqueles que são sérios e invejam aqueles que são bons.

Ora, Pedro Santana Lopes, sobretudo nos últimos 16 anos, não foi um cidadão qualquer.

Fez um trabalho notável na Figueira Foz.

Foi o herói de uma histórica vitória social-democrata em Lisboa, onde, no pouco tempo em que foi Presidente de Câmara, fez um trabalho que perdurará durante muito, muito tempo.

Foi e continua a ser Professor Universitário.

É advogado.

Notabilizou-se, num primeiro momento, ao lado de Sá Carneiro. É conhecido e, por muitos, reconhecido pela frontalidade, verdade, dinamismo, mas sobretudo pela coragem com que disputou as mais difíceis eleições e com que encarou (quase sempre de forma bem sucedida) os mais adversos desafios.

Esta inveja e ódio iniciaram-se em três interrogações. Como foi possível um homem que era autarca na Figueira vir para a luta por Lisboa e vencer um, até então, intocável filho de Mário Soares? Como conseguiu, em tão pouco tempo, com tantos anticorpos e contrariedades, resolver problemas que se arrastavam há décadas na cidade de Lisboa? Como foi que conseguiu fazer tanto, e para bem de tantos cidadãos, em tão pouco tempo?

Quem tem o privilégio de o conhecer, sabe a resposta a estas perguntas. A resposta é trabalho. Muito trabalho. E muitas noites sem dormir.

Quem não o conhece, não pára de pensar nele e de o introduzir na conversa. Fala-se de Santana Lopes na televisão de segunda à sexta e várias vezes no fim-de-semana. Há jornal que viva sem falar dele? Como?

Na cronologia dos factos, faltou-me dizer que aceitou ser Primeiro-Ministro, para permitir que Durão Barroso fosse Presidente da Comissão Europeia. A imagem que ficou desse período foi a de um Governo que caiu em pouco tempo. Foi. Pois foi. O que dirá, hoje, Jorge Sampaio sobre as condições de governabilidade actuais, sendo Sócrates Primeiro-Ministro?

Naquela altura, não havendo razões, constitucionalmente exigidas, para demitir o Governo, Sampaio optou por dissolver a Assembleia. Razões não faltam hoje para que o Presidente da República faça cair o Governo, demitindo-o.

Pois foi. O Governo de Santana caiu e, ainda para mais tendo em conta a actualidade política nacional, estará hoje o país inteiro ainda à espera de perceber porquê.

Há duas ou três noites, um conhecido comentador político da SIC Notícias relembrou Santana, considerando que este acabou por ser uma “vítima” deste estranho poder que levou o país, primeiro, ao pântano, e depois ao buraco. E não falo de buracos de fechadura, mas do buraco onde este poder liderado por Sócrates nos deixou.

Antes de chegar à notícia carnavalesca que serve de manchete do Correio da Manhã de segunda-feira, como diria o João Manzarra, importa ainda fazer um breve “rewind”.

Já falámos dos ódios que Santana motiva. Que se traduzem nas vezes infindáveis com que o seu nome é referido sobre os mais diversos assuntos. Quase sempre com uma de duas finalidades: a finalidade persecutória e a finalidade de encobrir realidades.

Falemos, em primeiro lugar, da finalidade persecutória com que Santana é visado, as mais das vezes por motivos políticos e jornalísticos, quase sempre surgindo coligados. Não é novidade para ninguém, até porque foi visível para todos, a campanha continuada que tentou criar uma imagem de Pedro Santana Lopes. Nem é novidade esta relativamente recente tendência para o perseguir pela via judicial.

Mas será que alguém honesto poderá acusar verdadeira e fundamentadamente que Santana Lopes algum dia recebeu indevidamente sequer cinquenta cêntimos?

Sendo certo que é negativa a resposta a essa pergunta, alterou-se o caminho. Investigou-se de uma ponta à outra tudo o que foi feito ao longo do seu percurso político e foram perseguidas quase todas as pessoas que, tendo assumido funções de maior visibilidade na Câmara Municipal de Lisboa, consigo trabalharam.

As pessoas têm o direito de ser informadas dos ataques sistemáticos direccionados a Pedro Santana Lopes por uma via indirecta e não se tem olhado a meios para manchar a vida e o bom-nome de um conjunto de pessoas e famílias sensatas e honestas, incluindo a família do próprio Pedro Santana Lopes.

A outra finalidade com que o nome de Pedro Santana Lopes é trazido, indevida mas constantemente, à colação é a de encobrir situações.

A notícia do Correio da Manhã de ontem é, por isso, completa, no sentido de que abrange, numa pequena página de texto, as duas finalidades essenciais: é dada continuidade a esta interminável campanha persecutória ao Pedro Santana Lopes e, agora também, à sua família. E, neste caso, também se pretende encobrir uma realidade: quer-se ocultar a face oculta.

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Telemóveis em Concertos? Não há problema!*



*Plágio descarado do Razão e Vontade. Os créditos são do amigo José Figueira.

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Na opinião de Ana Isabel Santos*

>> segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Volatilidade Eleitoral

A Volatilidade Eleitoral é um dos temas mais abordados pela Ciência Política na actualidade. Volatilidade Eleitoral (segundo o índice de Pedersen), pretende expressar a mudança líquida dos diversos partidos de uma eleição para outra. Ou seja, pretende apresentar em números reais as transferências de votos ocorridas entre os partidos nas várias eleições. Existem três formas para calcular esta Volatilidade Eleitoral. A mais simples consiste na soma dos ganhos de todos os partidos! Vejamos um exemplo prático de duas eleições com um total de 100 votantes e três partidos:




Através de uma análise deste quadro verificamos que o Partido A perdeu 30 votos, o Partido B ganhou 20 votos e o Partido C ganhou 10 votos. Ora verificamos que apenas o Partido B e o Partido C obtiveram ganhos. Vamos então somar os ganhos: Ganhos Partido B + Ganhos do Partido C = Volatilidade Eleitoral (20+10=30). Verificamos que neste caso existiu um Índice Volatilidade eleitoral de 30 votos.

Analisemos agora a evolução da Volatilidade Eleitoral e as suas causas.
Desde os anos 60 até à actualidade, o Índice de Volatilidade tem sido crescente. E são vários os factores apontados para este crescimento. O professor Russell J. Dalton fala-nos sobre um desalinhamento partidário. De certa forma as pessoas já não se identificam com os partidos como o faziam no passado. Mas, também podemos acrescentar a questão da fragmentação partidária. Actualmente existem muito mais partidos que aqueles que existiam no passado o que, também agrava a Volatilidade Eleitoral.

Outros dois factores que devem ser tidos em consideração são as questões sociais e ainda as vias de informação. No caso da primeira, as pessoas já não são tão influenciadas pela família, amigos e ou religião como antigamente. E com o aumento das vias de informação, as pessoas encontram-se mais informadas e conseguem fazer as suas próprias escolhas.

Em suma, verificamos que actualmente, é muito mais simples e fácil, as pessoas efectuarem mudanças nas suas preferências eleitorais. O que essencialmente se deve a uma sociedade mais informada e com mais opções. O mesmo indivíduo pode decidir votar sempre no mesmo partido, pode decidir votar noutro partido ou até mesmo nem votar.

* Estudante de Ciência Política e Relações Internacionais na Universidade Católica Portuguesa.

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Futebol - A análise da Jornada

O Benfica começou a jornada, com uma vitória por 1-0 ao Belenenses. Vitoria difícil, conseguida nos primeiros minutos, mas evidenciando o cansaço que se faz sentir para os lados da Luz. Em semana, de jornada europeia, felizmente, o Benfica não tem que jogar no fim-de-semana, ficando no sofá à espera do resultado entre os dois rivais Porto e Sporting de Braga. O Belenenses está a jogar cada vez melhor, confirmando-se que António Conceição é um dos bons valores do futebol Português.

O Sporting, voltou a empatar. Fora, ante o Paços-de-Ferreira. Um resultado que deve ter satisfeito Bettencourt para quem o objectivo é o quarto lugar, mas que, por certo, não satisfez os adeptos do Sporting. Bettencourt, o primeiro presidente profissional do Sporting, arrisca-se a ser o pior presidente de sempre. Péssimo.

O Porto empata fora com o Leixões, numa estreia auspiciosa de Castro Santos. O Leixões defendeu como pode, perante um Porto, obviamente mais forte, que se pode queixar de um penalty não assinalado que lhe poderia, eventualmente, ter garantido os três pontos e impedido um maior atraso face aos rivais Benfica e Braga. O Jogo com o Braga, de próximo fim-de-semana, é decisivo para os Dragões. Em caso de não vitória, ficam fora da luta. Eu acho que para a semana estou pelo Porto.

O Braga, continua ser levado ao colo. Estou farto de o dizer. Benfica e Sporting, foram as equipas mais prejudicadas. Porto, deve estar perto do zero, entre jogos em que foi beneficiado e prejudicado. O Braga foi ajudado em 7 ou 8 pontos, e apenas está na luta, de forma artificial e verdadeiramente repugnante. Um golo, em que a bola está claramente fora, à vista de todos, permite aos Bracarenses escamotearem uma péssima exibição com mais três pontos que os deixam na luta pelo título. Contudo, uma derrota no Dragão e na Luz, poderá deixar, a equipa de Domingos, irremediavelmente fora da luta pelo título. Mas era importante, que este campeonato, não fosse novamente um campeonato à Boavista. O Braga tem um excelente plantel, um razoável treinador, uma massa associativa impecável. Não precisa da ajuda descarada que tem tido, para fazer uma caminhada interessante.

Última nota, para o jogão entre Leiria e Setúbal que acabou empatado a três.

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