Notas Várias a Horas Impróprias

>> quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Fernando Nobre candidato à Presidência da República. Dito outsider, muito próximo de Soares. Dificilmente conseguirá um resultado expressivo, a menos que tenha uma máquina bem montada em seu torno como Alegre teve há 4 anos. Se assim for, pode acontecer o bizarro. Alegre ser encostado a uma imagem partidária, Nobre aparecer como outsider e fazer as vezes de…Alegre. Nas últimas semanas, Cavaco tem ganho muito terreno e, na minha opinião, tem a eleição praticamente garantida.

A estabilidade governativa já não existe. Está-se a chegar a um grau de insustentabilidade. Sócrates está a chamuscar-se a grande velocidade. O CDS-PP não para de subir. O PSD, resolve a sua vida nos próximos 2 meses, e terá um líder novo. Acho que nos encaminhamos lenta, mas progressivamente, para um período de muitos anos com o PSD à frente dos destinos do país. Provavelmente, com o CDS a desempenhar um papel importante. O Pior que aconteceu ao PS foi ter ganho as eleições de 2009.

No outro dia lia uma frase de Churchill que uso muitas vezes: O optimista faz das calamidades oportunidades, o pessimista das oportunidades calamidades. Acho que devemos estar na vida, com esta perspectiva. De gratidão por tudo o que nos acontece e encarando realidades que julgamos ser negativas para extrair todos os pontos positivos que existem e fortalecermos ainda mais a nossa personalidade e a nossa interacção social. Más situações, devem ser aproveitadas. Devemos descortinar sempre novas oportunidades, novos desafios. Sempre.

Dia 6, grande iniciativa do PSICOLARANJA sobre a história do PSD, com Conceição Monteiro, na secção Oriental. Um bom tema, uma excelente convidada. Mais uma do PSICO!

Música. Rammstein no Rock in Rio. Por lá vai passar também John Mayer e os lusos Xutos Pontapés. Estou curioso para saber que cartaz vai apresentar o Marés Vivas deste ano, depois de ano passado ter tido, entre outros, Scorpions. Nos ídolos, vitória expectável do Filipe. Tem super poderes. Sim. Servirá de algo? Espero que sim. É preciso boa música em Portugal. Que venham mais cinco!

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Um texto de verdade. Tenho dito!*

>> terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

* Este texto foi retirado do blogue "Tenho Dito", do António Lopes da Costa. Um dos melhores textos que já li na Blogosfera. Uma objectividade fantástica. É um texto clarinho, cristalino. Vale a pena ler e reler. Mas sobretudo, vale a pena, de uma vez por todas, perceber.

“Quem nada fez de mal não tem sossego. Sossegados andam outros. É uma vergonha”.

Estas três primeiras frases, que escolhi para título deste texto, não são minhas. São as frases com que Pedro Santana Lopes terminou um texto que escreveu há dez dias no seu blogue pessoal.

Escolhi-as porque poderiam ter sido ditas por mim e porque escrevo, agora, sobre uma notícia que um jornal diário escolheu para manchete principal na véspera de Carnaval.

O processo da Face Oculta é grave. Porque, através dele, o país ficou a conhecer, através de escutas, uma outra face, até então oculta, do Primeiro-Ministro. Mas isso não justifica que, mais uma vez e de uma forma completamente vergonhosa, se tente misturar nome de Pedro Santana Lopes.

Já lá vamos a esta manchete triste, só justificada pelo facto de vivermos em período carnavalesco. Até porque foi imediata e integralmente desmentida pelo próprio Pedro Santana Lopes, na página 6 desse mesmo jornal diário.

Não é novidade para ninguém o ódio profundo que um grupo de pessoas e interesses sentem pelo Pedro Santana Lopes. Esse ódio compreende-se. Os invejosos odeiam aqueles que são sérios e invejam aqueles que são bons.

Ora, Pedro Santana Lopes, sobretudo nos últimos 16 anos, não foi um cidadão qualquer.

Fez um trabalho notável na Figueira Foz.

Foi o herói de uma histórica vitória social-democrata em Lisboa, onde, no pouco tempo em que foi Presidente de Câmara, fez um trabalho que perdurará durante muito, muito tempo.

Foi e continua a ser Professor Universitário.

É advogado.

Notabilizou-se, num primeiro momento, ao lado de Sá Carneiro. É conhecido e, por muitos, reconhecido pela frontalidade, verdade, dinamismo, mas sobretudo pela coragem com que disputou as mais difíceis eleições e com que encarou (quase sempre de forma bem sucedida) os mais adversos desafios.

Esta inveja e ódio iniciaram-se em três interrogações. Como foi possível um homem que era autarca na Figueira vir para a luta por Lisboa e vencer um, até então, intocável filho de Mário Soares? Como conseguiu, em tão pouco tempo, com tantos anticorpos e contrariedades, resolver problemas que se arrastavam há décadas na cidade de Lisboa? Como foi que conseguiu fazer tanto, e para bem de tantos cidadãos, em tão pouco tempo?

Quem tem o privilégio de o conhecer, sabe a resposta a estas perguntas. A resposta é trabalho. Muito trabalho. E muitas noites sem dormir.

Quem não o conhece, não pára de pensar nele e de o introduzir na conversa. Fala-se de Santana Lopes na televisão de segunda à sexta e várias vezes no fim-de-semana. Há jornal que viva sem falar dele? Como?

Na cronologia dos factos, faltou-me dizer que aceitou ser Primeiro-Ministro, para permitir que Durão Barroso fosse Presidente da Comissão Europeia. A imagem que ficou desse período foi a de um Governo que caiu em pouco tempo. Foi. Pois foi. O que dirá, hoje, Jorge Sampaio sobre as condições de governabilidade actuais, sendo Sócrates Primeiro-Ministro?

Naquela altura, não havendo razões, constitucionalmente exigidas, para demitir o Governo, Sampaio optou por dissolver a Assembleia. Razões não faltam hoje para que o Presidente da República faça cair o Governo, demitindo-o.

Pois foi. O Governo de Santana caiu e, ainda para mais tendo em conta a actualidade política nacional, estará hoje o país inteiro ainda à espera de perceber porquê.

Há duas ou três noites, um conhecido comentador político da SIC Notícias relembrou Santana, considerando que este acabou por ser uma “vítima” deste estranho poder que levou o país, primeiro, ao pântano, e depois ao buraco. E não falo de buracos de fechadura, mas do buraco onde este poder liderado por Sócrates nos deixou.

Antes de chegar à notícia carnavalesca que serve de manchete do Correio da Manhã de segunda-feira, como diria o João Manzarra, importa ainda fazer um breve “rewind”.

Já falámos dos ódios que Santana motiva. Que se traduzem nas vezes infindáveis com que o seu nome é referido sobre os mais diversos assuntos. Quase sempre com uma de duas finalidades: a finalidade persecutória e a finalidade de encobrir realidades.

Falemos, em primeiro lugar, da finalidade persecutória com que Santana é visado, as mais das vezes por motivos políticos e jornalísticos, quase sempre surgindo coligados. Não é novidade para ninguém, até porque foi visível para todos, a campanha continuada que tentou criar uma imagem de Pedro Santana Lopes. Nem é novidade esta relativamente recente tendência para o perseguir pela via judicial.

Mas será que alguém honesto poderá acusar verdadeira e fundamentadamente que Santana Lopes algum dia recebeu indevidamente sequer cinquenta cêntimos?

Sendo certo que é negativa a resposta a essa pergunta, alterou-se o caminho. Investigou-se de uma ponta à outra tudo o que foi feito ao longo do seu percurso político e foram perseguidas quase todas as pessoas que, tendo assumido funções de maior visibilidade na Câmara Municipal de Lisboa, consigo trabalharam.

As pessoas têm o direito de ser informadas dos ataques sistemáticos direccionados a Pedro Santana Lopes por uma via indirecta e não se tem olhado a meios para manchar a vida e o bom-nome de um conjunto de pessoas e famílias sensatas e honestas, incluindo a família do próprio Pedro Santana Lopes.

A outra finalidade com que o nome de Pedro Santana Lopes é trazido, indevida mas constantemente, à colação é a de encobrir situações.

A notícia do Correio da Manhã de ontem é, por isso, completa, no sentido de que abrange, numa pequena página de texto, as duas finalidades essenciais: é dada continuidade a esta interminável campanha persecutória ao Pedro Santana Lopes e, agora também, à sua família. E, neste caso, também se pretende encobrir uma realidade: quer-se ocultar a face oculta.

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Telemóveis em Concertos? Não há problema!*



*Plágio descarado do Razão e Vontade. Os créditos são do amigo José Figueira.

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Na opinião de Ana Isabel Santos*

>> segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Volatilidade Eleitoral

A Volatilidade Eleitoral é um dos temas mais abordados pela Ciência Política na actualidade. Volatilidade Eleitoral (segundo o índice de Pedersen), pretende expressar a mudança líquida dos diversos partidos de uma eleição para outra. Ou seja, pretende apresentar em números reais as transferências de votos ocorridas entre os partidos nas várias eleições. Existem três formas para calcular esta Volatilidade Eleitoral. A mais simples consiste na soma dos ganhos de todos os partidos! Vejamos um exemplo prático de duas eleições com um total de 100 votantes e três partidos:




Através de uma análise deste quadro verificamos que o Partido A perdeu 30 votos, o Partido B ganhou 20 votos e o Partido C ganhou 10 votos. Ora verificamos que apenas o Partido B e o Partido C obtiveram ganhos. Vamos então somar os ganhos: Ganhos Partido B + Ganhos do Partido C = Volatilidade Eleitoral (20+10=30). Verificamos que neste caso existiu um Índice Volatilidade eleitoral de 30 votos.

Analisemos agora a evolução da Volatilidade Eleitoral e as suas causas.
Desde os anos 60 até à actualidade, o Índice de Volatilidade tem sido crescente. E são vários os factores apontados para este crescimento. O professor Russell J. Dalton fala-nos sobre um desalinhamento partidário. De certa forma as pessoas já não se identificam com os partidos como o faziam no passado. Mas, também podemos acrescentar a questão da fragmentação partidária. Actualmente existem muito mais partidos que aqueles que existiam no passado o que, também agrava a Volatilidade Eleitoral.

Outros dois factores que devem ser tidos em consideração são as questões sociais e ainda as vias de informação. No caso da primeira, as pessoas já não são tão influenciadas pela família, amigos e ou religião como antigamente. E com o aumento das vias de informação, as pessoas encontram-se mais informadas e conseguem fazer as suas próprias escolhas.

Em suma, verificamos que actualmente, é muito mais simples e fácil, as pessoas efectuarem mudanças nas suas preferências eleitorais. O que essencialmente se deve a uma sociedade mais informada e com mais opções. O mesmo indivíduo pode decidir votar sempre no mesmo partido, pode decidir votar noutro partido ou até mesmo nem votar.

* Estudante de Ciência Política e Relações Internacionais na Universidade Católica Portuguesa.

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Futebol - A análise da Jornada

O Benfica começou a jornada, com uma vitória por 1-0 ao Belenenses. Vitoria difícil, conseguida nos primeiros minutos, mas evidenciando o cansaço que se faz sentir para os lados da Luz. Em semana, de jornada europeia, felizmente, o Benfica não tem que jogar no fim-de-semana, ficando no sofá à espera do resultado entre os dois rivais Porto e Sporting de Braga. O Belenenses está a jogar cada vez melhor, confirmando-se que António Conceição é um dos bons valores do futebol Português.

O Sporting, voltou a empatar. Fora, ante o Paços-de-Ferreira. Um resultado que deve ter satisfeito Bettencourt para quem o objectivo é o quarto lugar, mas que, por certo, não satisfez os adeptos do Sporting. Bettencourt, o primeiro presidente profissional do Sporting, arrisca-se a ser o pior presidente de sempre. Péssimo.

O Porto empata fora com o Leixões, numa estreia auspiciosa de Castro Santos. O Leixões defendeu como pode, perante um Porto, obviamente mais forte, que se pode queixar de um penalty não assinalado que lhe poderia, eventualmente, ter garantido os três pontos e impedido um maior atraso face aos rivais Benfica e Braga. O Jogo com o Braga, de próximo fim-de-semana, é decisivo para os Dragões. Em caso de não vitória, ficam fora da luta. Eu acho que para a semana estou pelo Porto.

O Braga, continua ser levado ao colo. Estou farto de o dizer. Benfica e Sporting, foram as equipas mais prejudicadas. Porto, deve estar perto do zero, entre jogos em que foi beneficiado e prejudicado. O Braga foi ajudado em 7 ou 8 pontos, e apenas está na luta, de forma artificial e verdadeiramente repugnante. Um golo, em que a bola está claramente fora, à vista de todos, permite aos Bracarenses escamotearem uma péssima exibição com mais três pontos que os deixam na luta pelo título. Contudo, uma derrota no Dragão e na Luz, poderá deixar, a equipa de Domingos, irremediavelmente fora da luta pelo título. Mas era importante, que este campeonato, não fosse novamente um campeonato à Boavista. O Braga tem um excelente plantel, um razoável treinador, uma massa associativa impecável. Não precisa da ajuda descarada que tem tido, para fazer uma caminhada interessante.

Última nota, para o jogão entre Leiria e Setúbal que acabou empatado a três.

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Para que serve o amor?

>> domingo, 14 de fevereiro de 2010

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Calminha!

O Governo Socialista está a definhar. Os escândalos e as (verdadeiras) trapalhadas sucedem-se a uma velocidade alucinante. A última, relaciona-se com o caso inédito do Partido que suporta o Governo, dois dias depois de ter visto o seu orçamento de estado viabilizado, vir sugerir que os partidos da oposição apresentem uma moção de censura para…derrubar o Governo. O desnorte é grande, o descrédito é ainda maior. Por isso, companheiros, muita calminha!

É importante que todos os que têm vontade se candidatem. O PSD, é conhecido por ser um partido com quadros de excelência. Os candidatos que agora se apresentam, já deram provas da sua qualidade e prestaram serviços importantes ao Partido e ao País, independentemente dos resultados que obtiveram nessas batalhas. Com o PS, tão frágil, não é a hora de se começar a espingardar internamente! Com serenidade, com “juizinho” como diria Marques Mendes, vamos debater os problemas do Partido no Congresso de Extraordinário – extraordinário também, o trabalho de Santana Lopes neste particular. De preferência com o mínimo de enfoque da Comunicação Social! Depois, vamos ter directas. Devem correr num clima de elevação, credibilidade e responsabilidade. Expressar ideias e programas diferentes. E depois, teremos um Congresso, esse sim, onde se pede uma mensagem enérgica, fortíssima, que consubstancie o tal golpe de misericórdia de que Pedro Passos Coelho falava.

O próximo líder do PSD, tem condições para a brevíssimo trecho se tornar primeiro-ministro de Portugal. Existem condições favoráveis para que isso aconteça. Mas para isso vamos todos ter calminha e não desperdiçar o capital político que amealhámos nos últimos meses!

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Ahahahah!

>> sábado, 13 de fevereiro de 2010



(Um video elaborado pelo Bloco de Esquerda - post inédito no Laranja Choque)

Mas ri-me imenso!

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Voto Obrigatório, por Sara Sousa Santos*

>> sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Quando se fala em voto, ou sufrágio, é inevitável vir à memória a palavra Democracia, cuja essência reside na ideia do poder nas mãos do povo, sendo este quem decide. O voto, ou sufrágio, pode ser facultativo, sendo o seu exercicío deixado à vontade dos eleitores, ou obrigatório, quando o eleitorado é obrigado a votar sob pena de ser objecto de sanções, que podem revestir diversas formas(censura pública, multa, incapacidade temporária de exercicio de funções públicas, pagamento de determinada contribuições ou multas).

De facto, o conceito do voto obrigatório apareceu na Grécia Antiga, sendo o seu precursor Solón, considerado um dos Sete Sábios da Grécia Antiga e o pai da primeira grande e profunda reforma politica na Grécia, o qual criou uma lei que obrigava os cidadãos atenienses a não se absterem nas votações da assembleia, caso contrário perderiam os seus direitos (foi esta a primeira ideia de sufrágio obrigatório).
Na actualidade, o sufrágio obrigatório é lei em países como o Brasil, a Bélgica, o Luxemburgo e a Grécia.

Na generalidade das discussões acerca da conveniência ou não do sufrágio obrigatório, existem vários argumentos consistentes. Quem é a favor do sufrágio obrigatório tem por hábito defender que o voto é antes de mais um dever; que por meio do voto obrigatório a grande maioria dos cidadão adere ao acto eleitoral, participando mais activamente; que a consistência do voto obrigatório permite uma maior e melhor educação politíca dos cidadãos, beneficiando em larga medida o processo eleitoral. Os defensores do voto facultativo, por seu lado, argumentam que o voto é um direito, o qual se adequa mais à vontade de as pessoas de se dirigirem ou não às urnas de voto; é o mais adoptado pelos paises dito desenvolvidos e de elevada tradição democrática; esta forma de voto melhora a qualidade do pleito eleitoral pela participação de eleitores conscientes e motivados e que é ilusão acreditar que o voto obrigatório possa gerar cidadãos politicamente evoluídos.

Em Portugal, o direito ao voto encontra-se consagrado no artigo 49º da Constituição da República Portuguesa, incluído no capítulo dos “Direitos, liberdades e garantias de participação politíca”, ou seja, é um direito fundamental, que imputa ao cidadão a capacidade de ser parte activa na sociedade politíca. Estamos perante um direito fundamental, que como explica o Prof. Jorge Miranda são “os direitos ou posições jurídicas subjectivas das pessoas enquanto tais, individual ou institucionalmente consideradas, assentes na Constituição da República Portuguesa”.

Contudo, a par de outros direitos constitucionalmente consagrados, existem deveres ligados a direitos fundamentais, são os chamados deveres conexos com direitos fundamentais. E neste campo podemos referir que o dever civico do voto está conexionado com o direito de voto (artigo 49º/2 CRP). É um dever de carácter cívico-politíco, um dever do cidadão para com o Estado, relacionado com a própria existência e funcionamento da colectividade politíca organizada.

Pelo exposto, e em jeito de conclusão, esta temática surge quase sempre após os diversos actos eleitorais realizados. E isso deve-se às elevadas taxas de abstenção que se registam, um pouco por todo o lado, mas mais particularmente em Portugal. O sistema democrático enfrenta constantemente novos desafios e não se pode evitar a mudança!

Votar é, assim, mais do que um direito, é um dever, o dever da responsabilidade que cada cidadão tem para com o país, quando escolhe os seus representantes, quando decide quem governa, podendo mudar o rumo do país (ou da União Europeia, no caso disso) e é a sua oportunidade para se fazer ouvir.
Sou a favor do voto obrigatório, sem dúvida!

Tenho trocado opinião com amigos, colegas, companheiros. Muitos refutam os meus argumentos. Falam em antidemocrático, outros até referem a sua inconstitucionalidade. A meu ver, o sufrágio obrigatório nada tem de antidemocrático, aliás, acredito que enriquece a democracia, colocando à prova a qualidade dos nossos políticos... aliás, os cidadãos apenas são “obrigados” a votar... mas podem sempre votar em branco!

Também nada tem de inconstitucional. Como anteriormente referi, o direito ao voto é um direito fundamental, como tal, a natureza dos direitos fundamentais, como principios ordenadores, não significa que através deles se processo uma supraordenação, os limites dos direitos fundamentais não são apenas formados por outros direitos fundamentais. No sentido de fugir ao completo falseamento do acto eleitoral onde se verifique uma elevada abstenção, manifetsndo-se apenas a “opinião” de uma minoria, há que proteger acima de tudo o Estado de Direito!!!

* A Sara Santos, é a actual presidente da Secção E, do Concelho de Lisboa, exercendo o cargo desde 2008. Para além disso, também desde 2008, coordena a área da formação da actual Distrital de Lisboa.

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23.

>> quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

O ser humano tem muito mais propensão para planificar, do que para fazer avaliações. Os aniversários, a passagem de ano e outras datas assinaláveis, acabam por fazer o contra balanço e fazem-nos parar 5 minutos para pensar em como foi determinado segmento de tempo.

Este ano que agora passou, foi dos mais importantes na minha vida, ou, pelo menos, um ano onde sinto ter evoluído bastante. Desde logo, como nota de satisfação, o facto de poder apontar os mesmos pontos positivos que aponto todos os anos. O facto de ter todos os meus familiares vivos e com saúde para comigo celebrarem, mais longe ou mais perto, o meu aniversário. Isso é o mais importante. Depois os amigos: Os verdadeiros, continuam os mesmos. Continua lá, o grupinho de 3 ou 4 pessoas, importantes, muito importantes. Cada um com o seu feitio. Um que entrou agora no mundo laboral e que vai partilhando os novos desafios da sua vida. Outro, que finalmente encontrou um projecto que lhe enches as medidas e que por poucas vezes que possa estar continua a ser muito importante. Ainda, um outro, que julgo também ter crescido muito durante este ano que ficou a saber que o que considerava imprescindível é perfeitamente, desculpem a expressão, “cagável”.

A estes juntou-se mais uma ou duas pessoas muito importantes também. E que neste ano, tiveram várias oportunidades de provar de que é que são feitas. Que tipo de apoio são capazes de conceder e que posição podem tomar. Talvez como em nenhum outro ano os amigos assumiram aqui um papel fundamental. Não me esqueço de enormes conversas. Muitas delas repetitivas, eu diria até, massacrantes. Às 5 ou 6 da manhã, disseram-se coisas importantes. Muito. E que se verificaram.

Foi um ano onde tive um teste. Pequenino, comparado aos testes bem mais complicados que muitas pessoas passam. Mas um teste à capacidade de me adaptar, um teste à capacidade de mudar, um teste à capacidade de fazer de coisas negativas, novas oportunidades e situações positivas para o meu crescimento. Mas sobretudo um teste fantástico à capacidade de perdoar. Muita coisa mudou: A maneira como encaro, por exemplo, o Curso, é hoje, substancialmente mais desafogada. Mais calma, mais ponderada e dando mais tempo a mais coisas. E curioso: As coisas até me estão a correr melhor nesse campo. Bem melhor!

Foi um ano importante na JSD. Um ano, onde tive responsabilidades, pela primeira vez, num processo autárquico. Muitas coisas correram bem, em muitas outras poderia ter feito melhor. Muito melhor. Mas na altura, fiz o que achei mais acertado, e as opções que fui tomando contribuíram para assegurar os objectivos que tinha, enquanto presidente de secção. Mas foi também um ano, onde percebi, que é mesmo possível. Possível Ganhar uma Geração. Que afinal há esperança, e existe muita gente empenhada em de facto mudar um pouco o que se tem feito na JSD, nos últimos anos. E, curiosamente, que muitas dessas pessoas querem também Ganhar uma Geração. Nos exactos termos, em que durante muitos meses do último ano aqui escrevi.

Foi um ano muito bem conseguido. No final deste ano, sinto que estou muito mais equilibrado e muito mais “crescido”. E isso é o mais importante. E sinto-me, não sei se bem ou se mal, muito mais preparado para enfrentar um conjunto de situações.

Que daqui por um ano, esteja aqui a fazer um post igual a este. Com as mesmas pessoas junto de mim. Isso é o mais importante. A família, os amigos. É esse o meu maior desejo. Que a família e os amigos estejam comigo, daqui por um ano, e que a força que Deus me dá diariamente não me falte para enfrentar os desafiozinhos (porque são mesmo apenas isso) que a vida me vai colocando.

Ao caro leitor, obrigado por compartilhar comigo muitos desabafos, ao longo destes meses.

E porque também tenho direito…

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