Diz que é uma espécie de Notícia, por Ana Suwa de Oliveira

>> quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Belmiro de Azevedo em discurso directo

Fonte: http://www.ionline.pt/conteudo/44129-belmiro-azevedo-em-discurso-directo-cavaco-e-um-ditador

Um dos homens mais ricos de Portugal apresenta-se no alto do seu encanto, refastelado na sua casa de Ambrães no Marco de Canavezes, a mandar bitaites sobre tudo o que é homem. É incrível, não há nenhum que lhe tenha escapado. E o meu destaque vai para uma afirmação sua sobre o ex-líder do PSD, Marcelo Rebelo de Sousa. Diz ele que o professor “é um pluri-pluri” pois “tem dez repostas, todas boas, para a mesma pergunta”. Digam lá se o termo pluri-pluri não é um mimo, a tocar a fofura. Pois é Sr. Belmiro de Azevedo, dou-lhe os meus parabéns. O termo inventado por si não é só fofo, como também se adequa muito bem às declarações que foi tendo ao longo da entrevista. É um pluri-pluri em tema de conversa. Tirou a virgindade a tudo o que era possível ser assunto de entrevista: educação, negócios, finanças, política geral e... Amizades. Faz referência a quatro amigos seus que foram despedidos e que, segundo o mesmo, eram dos melhores ministros que para aí circulavam. Indignado estava, claro. Afinal de contas os nossos amigos são sempre os melhores e ninguém gosta de os ver no meio da rua. Contente também não parecia estar com a candidatura de Manuel Alegre a Belém – para ele a idade é um entrave. Bem, apenas lhe posso dizer que a idade não quer dizer nada, tal como as riquezas e fortunas que possui. É que está visto que não é o dinheiro que confere grande inteligência às pessoas...

Ginecologistas franceses lutam pela existência do ponto G

Fonte: http://www.ionline.pt/conteudo/44469-ginecologistas-franceses-lutam-pela-existencia-do-ponto-g

É caso para dizer: (G)osto mas não encontro. Ora existe, ora não existe. Ora que o ponto G é um mito, ora que tcharan(!) passa a não ser. Tudo porque um grupo de investigadores franceses decidiu reivindicar a existência de tamanho tesouro. Como estes cientistas não têm outras matérias com que se preocupar, tiram e põem o colorido à vida, assim como quem não quer a coisa. A ciência continua a iluminar a nossa existência, mas esta nem sempre chega a conclusões. E para as pessoas não ficarem espiritualmente desanimadas e continuarem a empreender a busca do ponto G, eu deixo uma pista. O ponto G pode estar na última letra da palavra ShoppinG. É o delírio das mulheres a prová-lo e o que o conhecimento empírico nos diz.

Assis desautoriza três vice-presidentes e rejeita "big brother" fiscal

Fonte: http://www.ionline.pt/conteudo/45101-assis-desautoriza-tres-vice-presidentes-e-rejeita-big-brother-fiscal

Se há algo que demonstra o colapso político em que o PS se encontra, é esta proposta de divulgação dos rendimentos brutos dos contribuintes, apresentada e retirada no mesmo dia. Chega-se ao cúmulo de haver cabeças pensantes a quererem divulgar ao mundo os rendimentos dos contribuintes, como se dum preçário se tratasse. Sem dúvida que esta proposta daria muito jeito a determinados cidadãos, portugas ainda por cima. A apetência típica para a bisbilhotice, coscovelhice e codrelhice viria tão depressa ao de cima como um ovo estragado num copo d’água. No fundo, vinha satisfazer a curiosidade alheia de estranhos sem qualquer interesse legítimo na matéria. Se isto é para acabar com a corrupção, vou ali e já venho. É que eu sempre acreditei ingenuamente que a corrupção está mais conotada com aquilo que não se declara do que propriamente com aquilo que se declara.

Sogros podem exigir de volta prendas de casamento

Fonte: http://aeiou.expresso.pt/sogros-podem-exigir-de-volta-prendas-de-casamento=f561885

Prepare-se para, quando se separar, devolver as prendas que lhe deram. É isso mesmo. Se o casamento fracassar, a base para os presentes deixa de existir. A ideia de que se tem dos presentes, oferecidos por vontade própria, incondicionalmente com coração, é aqui distorcida. Para muitos o casamento não passa de um contrato, de um sentimento de posse que vigora na essência desse mesmo contrato: o MEU marido, a MINHA mulher, os NOSSOS bens materiais. Nossos que deixam de ser nossos se nos separarmos - cada um com as suas trouxas. Já agora... Se porventura eu der dinheiro ou uma prenda a um amigo, também lhe devo exigir tudo de volta caso a amizade acabe? É a lógica da batata. O melhor é cada um de nós se ir preparando e ter uma contabilidade exacta das prendas dos sogros. Não vá depois haver surpresas...

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Jogo fácil. Nada de Ilusões.

>> terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Disputou-se hoje a meia-final da Taça da Liga, entre Benfica e Sporting. Esperava que o Sporting hoje ganhasse. Por um lado, era o jogo da época, já que com Campeonato Perdido e eliminação da Taça de Portugal após goleada com o Porto, o objectivo da Taça da Liga era o único concretizável, pelo menos numa base de hipóteses alargada, já que a Taça Europa, apesar de não ser impossível, afigura-se como complicada para qualquer equipa participante.

O Benfica jogou com uma segunda equipa. Sem Quim, Maxi, Coentrão, Aimar, Saviola e Cardozo, fez alinhar, por exemplo, uma frente ofensiva com dois jogadores que nunca tinham jogados juntos e, salvo erro, nunca tinham sido titulares, os inexperientes Kardec e Éder Luís, que aliás, fizeram um jogo horrível. O Benfica não jogou muito bem, fez apenas um jogo razoável. Com Cardozo, Saviola e Aimar, melhorou de rendimento, e todos percebemos que com este tridente de início, o resultado, com alguma facilidade, poderia ter sido de 7 ou 8 golos. Um jogo muito tranquilo, passivo, e em alguns momentos até, mal jogado pelos encarnados. Foi suficiente para golear o Sporting na sua própria casa.

Este resultado, é importante para o Benfica, após o empate ante a Empresa de Autocarros Setubalense, e as vitórias, convincentes, do Porto, que goleou a Naval por 3-0, e do Braga, que de forma fantástica, jogando com 10 desde os quinze minutos, conseguiu, no Restelo, ganhar 1-3 ao Belenenses, mostrando, efectivamente, um estofo de grande, que começa a preocupar. Permite também ao Benfica, disputar uma Final e poder ganhar uma competição. Com a Académica não será fácil, com o Porto, evidentemente, que também não. Julgo que nessa Final, estando em causa, ganhar uma competição, o Benfica deve apostar numa primeira linha de jogadores, ao invés de actuar quase como uma equipa B, como hoje aconteceu.

Em relação ao jogo, César Peixoto foi quanto a mim o melhor em Campo. Esteve tacticamente perfeito, muitíssimo bem a atacar, melhor a defender. Ramires é um máquina, faz quilómetros durante o jogo. Já do lado dos Leões, Liedson fez um jogo excepcional, gostei de Pongolle.

João Pereira mostrou ter pouco cérebro. Não é, evidentemente, jogador para um grande. É um jogador que, como é sabido, odeia o Sporting, é provavelmente o jogador mais indisciplinado do futebol português, e, tecnicamente, é apenas mediano. Depois do que fez hoje, uma entrada completamente estapafúrdia, que deitou tudo a perder e agravou, e muito, a crise do Sporting, o único caminho é a porta da rua. Mas quem gastou mais de 3 milhões por ele também. O Sporting, mais uma vez, tem um síndrome de pequenez. O que tinha que fazer, era dar a época como perdida, e investir os 10 milhões que gastou em Mendes e Pereiras, em jogadores de futuro, com um retorno financeiro grande e que pudessem melhorar o futebol leonino a médio prazo. Dar mais por Pongolle do que o Benfica deu por Saviola, dar metade do que o Benfica ofereceu por Javi Garcia por João Pereira, é apenas incompetência. Bettencourt, é o coveiro do Sporting. Como escrevi há uns meses, as pessoas iriam dar valor a Paulo Bento. Durante anos, com uma equipa miserável, ganhou várias Taças, e pelo menos, não permitiu que o Sporting jogasse como joga actualmente: Como uma equipa que luta pela manutenção.

Quanto ao Benfica, é rapidamente pensar no jogo do Belenenses, assegurar os três pontos e jogar melhor que hoje. Não gostei do jogo em Setúbal e não apreciei o jogo de Hoje. É preciso não perder a qualidade e a acutilância, se queremos ser campeões. Estou confiante, mas nada está ganho. Pelo contrário, a concorrência do Braga e do Porto é fortíssima. Não vai ser nada fácil e, como eu já referi aqui, o Porto tem o calendário mais favorável. Para mim é o favorito.

Ultima nota para Olegário. Arbitragem nota 18. Falhou apenas num fora de jogo mal tirado a Pongolle. E a culpa é do fiscal de linha. Entre 8 ou 9 decisões difíceis, em que acertou. Mais, expulsar um jogador, bem expulso diga-se, aos 7 minutos, num derby, na casa da equipa do jogador admoestado revela muita coragem. Subiu alguns pontos na minha consideração.

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JSD/Cascais

No Sábado, realizou-se a iniciativa que aqui tinha dado conta, atempadamente. Uma iniciativa solidária para com o povo do Haiti, levada a cabo pela JSD/Cascais. Boa!

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Uma história fantástica.

>> segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

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Texto fantástico

Transcrevo este texto absolutamente fantástico do Dr.Pedro Santana Lopes. Um texto que explica muita coisa.

"Que País é este?


Fazem ideia de quantas pessoas da equipa que esteve comigo na Câmara já foram questionadas pela Justiça? Nestes anos, desde que saímos, à conta de queixas de José Sa Fernandes e outros equivalentes,muitas pessoas já foram confrontadas com essa mesma Justiça. Inquéritos, citações, autorizações no Parlamento, relatorios da Comissão de Etica, arguidos, julgamentos,interrogatórios, acusações, depoimentos, recursos, advogados, honorários,denúncias, de tudo, várias pessoas, muitas pessoas, têm passado. Algumas dessas pessoas com décadas de carreira profissional,pessoas que já tinham gerido muitos recursos, Mães e Pais de família que, de repente, se vêm como que membros de um suposto grupo de malfeitores que tinham folhas de serviços irrepreensíveis e que de repente se vêm, perantea Família e perante o País com a seriedade posta em causa. Alguém acusa algum deles de ter beneficiado seja do que for? Não! Saíram todos com os mesmos bens,e o que de mais polémico possam ter feito é exactamente igual, ou ainda menos questionável do que aquilo que foi feito por quem lá esteve nas décadas anteriores e por quem entrou depois.

Antonio Carmona Rodrigues,Helena Lopes da Costa,Gabriela Seara,Miguel Almeida, Eduarda Napoleão já foram arguidos, acusados ,pronunciados. Maria Manuel Pinto Barbosa e Pedro Pinto, com todos os outros, censurados e multados em dois mil e quinhentos euros, cada um, por decisões urgentes sobre os Arquivos da Cidade que tiveram de ser mudados à pressa por causa do amianto.Algumas decisões postas em causa correspondem a soluções dadas a impasses ou bloqueios criados por outros em anos anteriores. Mas trabalhou - se sem ninguém apresentar queixas. E, se erros houve,ou decisões de que se discorde, como dizia o despacho de não-pronúncia no processo de Helena Lopes da Costa, correspondem a práticas seguidas na Câmara desde tempos imemoriais. Ou,noutra perspectiva,não deveriam ser apontados como condutas criminosas mas serem tão só sujeitos à alçada disciplinar. Ou à sanção política.
Durante esse mandato, e quando acabou, muitas foram as queixas, as participações, as cartas do " zé cidadão de lisboa", do PCP e mesmo de adversários partidários.Tudo especialmente adequado ao clima criado na época da decisão de Jorge Sampaio e da subida ao poder de José Sócrates nas legislativas de 2005.

Antes desse mandato autárquico, foi possivel construir em altura. Por exemplo,o Saldanha Residence ou as Torres de Sete Rios. Agora vêm aí as da Matinha. Problema nenhum. Sobre o meu mandato, corre um processo por causa de cartazes a defender a construção em altura. Violações do PDM? Não. Cartazes é que geram dúvidas e há pessoas a responder por eles. Corte Inglês sem licença? No pasa nada... Estádios em construção sem um papel na Câmara? E então?
Entre 2002 e 2005, tudo esteve mal,mereceu denúncia ou foi suspeito: cartazes, obras, licenças, arquivos, projectos,realojamentos, reabilitação,túneis,casas.Antes? Só Arcanjos, que nunca fizeram nada questionável. Depois? Só Anjos cujos actos não oferecem dúvidas.

Na semana passada, os Tribunais decidiram que Helena Lopes da Costa não tinha que ir a julgamento. No dia seguinte, cerca de dez pessoas foram avisadas de iam ser constituídas arguidas por uma história que, por enquanto, não se pode comentar.

Investigadores responsáveis dizem antes ou depois de depoimentos, em estilo de desabafo, que deviam encontrar alguma coisa sobre mim, mas que é uma maçada, "porque não há nada"...

Ha anos que boas pesssoas passam martírios, com manchetes, legendas, imagens, repito, por decisões iguais aos de outros que nunca são incomodados. E ainda bem, por eles e pelas suas famílias.

Uma das Senhoras que referi, anda agora a ser ouvida no Instituto de Reinserção Social, ela e os filhos, para contarem a historia das suas vidas, para um relatorio a enviar ao tribunal antes da sentença.Uma situação inacreditável para os filhos que têm de se sujeitar a tudo isso semterem feito nada de mal e como se a Mãe fosse uma criminosa.

Todas estas pessoas, e muitas mais, tiveram a "pouca sorte" de estar na Câmara de Lisboa entre 2002 e 2005. E de serem apanhadas na luta politica e nos actos de pessoas que não olham a meios para atingir os seus fins.Antes? Só Arcanjos, que nunca fizeram nada questionável. Depois? Só Anjos cujos actos não oferecem dúvidas.

Este e o Portugal de 2010. Quem nada fez de mal não tem sossego. Sossegados andam outros. É uma vergonha."

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Pois...Resista à tentação, senhor primeiro ministro.

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Dia B, por Bruno Antunes

>> domingo, 7 de fevereiro de 2010

Um País parado.

Fazendo uma análise em retrospectiva do nosso país verificamos que em 2005 com o surgimento de uma nova maioria parlamentar absoluta, se renovaram algumas esperanças no que diz respeito ao Governo deste país. Se por um lado, Guterres não tinha conseguido segurar uma crise gerada pela falta de sustentabilidade parlamentar (recorde-se que 115 deputados eram socialistas, 115 não), por outro, os Governos de Barroso e Santana cedo se revelaram pouco eficientes, sendo que Barroso foi para a Comissão, deixando o partido sem comando, e Santana, concordando-se ou não com o que fez enquanto primeiro-ministro, esteve lá pouco tempo.

Com a tal nova maioria, a maior parte das pessoas pensou estar perante um executivo que pudesse pôr termo ao défice excessivo, e “arrumar a casa”, fazendo frente aos grupos de pressão, e não cedendo a interesses corporativistas e partidários. Tinha, aliás, condições para o fazer, pelo menos em certa medida. Nos primeiros dois/três anos de mandato, o Governo de Sócrates cumpriu, tendo sido um dos melhores governos até ao momento, o que se afigura muito difícil em momentos de crise. Assim, até 2007/2008 o Governo socialista demonstrou vontade e para além disso sucesso no combate ao défice. Se em 2005 o défice rondava os 6%, em 2008 este estava na casa dos 2%, abaixo do limite de 3% imposto pelo PEC. Naturalmente que este combate ao défice não seria possível sem o “apertar do cinto” dos portugueses, já que foi necessário o aumento dos impostos. No entanto é de valorizar, a redução de despesas totais acompanhada de um aumento das receitas totais. Em outras matérias, para além da financeira, o Governo parecia impor-se. Apostou nas novas tecnologias em força, fomentou a utilização de energias renováveis, ambicionava a criação de um modelo educativo eficaz, apostou no melhoramento do sistema de saúde, reformou o sistema judicial, fez tudo isto não ignorando na totalidade algumas desigualdades sociais. Naturalmente que não concordei com todas as medidas tomadas, mas notava-se, apesar de tudo, a mão firme que faltou aos Governos anteriores.

A chegada da crise fazia antever tempos mais difíceis que exigiriam de todos nós algum sentido de responsabilidade. Apesar de tudo, esta postura determinada esfumou-se passados aqueles dois/três anos iniciais. A proximidade das eleições e a cedência a pressões que vinham de todos os lados provocou um “relaxamento” governamental, que mostrou ser um “mãos largas”, exigindo menos aos portugueses, e aligeirando a determinação exigida. Resultado, o défice voltou a crescer galopantemente (fenómeno agravado pela crise internacional) chegando à casa dos 8% quase 9%. Para além disto, não se seguiram as políticas levadas a cabo no início da legislatura em quase todas as áreas. Houve como que um retrocesso. Dá ideia que estes anos não serviram para nada em termos de governação deste país. Dá ideia que estamos como estávamos em 2005, ou possivelmente pior.

Mais grave ainda, não parece que este Governo eleito em 2009 com maioria relativa esteja a conseguir o que o anterior não conseguiu à excepção de um acordo no campo da educação. Este país cada vez mais parece adiado, sendo que lá fora dizem que caminhamos para o desastre. Não quero acreditar que estejamos a fazê-lo. No entanto, não há grandes sinais do contrário, ainda para mais num Governo enormemente fragilizado como este, com uma maioria relativa, que apesar da abstenção da Direita no Orçamento não contou com ela para a Lei das Finanças Regionais, com dificuldades na relação com o Presidente da República, com escândalos que estalam nos jornais, com o descrédito que começa cedo (se nos abstrairmos do facto de este ser um Governo de um partido que já havia governado de 2005 a 2009) sem direito a Estado de graça.
Porém, a gravidade não fica por aqui. Olhamos para a esquerda e vemos o alheamento da discussão orçamental, aparentemente interessando-lhes apenas o aumento do investimento público. Sendo que políticas como aquelas por eles (os da esquerda) seguidas poderiam colocar Portugal numa situação difícil. Na Direita vemos líderes que já estiveram no Governo, e no principal partido da oposição, um líder a prazo, pois parece que não vai recandidatar-se. Tanto uns como outros não parecem dar sinal de cooperação total ou pelo menos na maior parte das áreas com este Governo, sendo possível um novo cenário de eleições.

Espera-se um novo rumo, um conjunto de medidas trabalhadas no sentido de relançar Portugal, um país melhor.

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Acabou.

>> sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

A partir de hoje, Sócrates não tem condições para continuar como primeiro ministro.

Foram ultrapassados todos os limites aceitáveis. Estou convencido que será uma questão de tempo até Sócrates apresentar a demissão ou ser demitido pelo Presidente da República.

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Puto Mimado!

>> quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Tenho enorme dificuldade em falar do assunto do momento: A Lei das Finanças Regionais e a pretensa crise política.

José Sócrates, não queria ganhar estas eleições. Queria ter perdido pela margem mínima, criar instabilidade, e daqui por dois anos regressar como o salvador da pátria. Ganhando, quer sair do Governo o mais rapidamente possível, fazendo tudo por tudo, desde que tomou posse, para se vitimizar, dramatizar e arranjar todos os pretextos e mais alguns para se demitir ou obrigar o Presidente a dissolver a Assembleia, numa estratégia de vitimização sem precedentes, absolutamente manipuladora da opinião pública, numa tentativa tosca, de ser visto pelos portugueses como o homem injustiçado e a quem estes devem, a correr e a saltar, ir votar, em massa, para garantir uma maioria absoluta estável. Está a tentar, reeditar o que se passou com Cavaco Silva em 1987. Mas assim não conseguirá.

Correu-lhe mal o orçamento. Esperava que a oposição não o aprovasse. Ficou azul, quando o CDS e o PSD, responsavelmente, acederam a absterem-se na votação do orçamento do estado, dando condições de estabilidade ao executivo. O pânico foi enorme. Rapidamente se tinha de arranjar um outro pretexto. Mas que é só isso, um pretexto. A oposição toda junta, apresentou uma proposta equilibrada e consensual, que corta (e bem!) nas verbas transferidas para as Regiões Autónomas. A verba a ser transferida é de 50 milhões de Euros, o correspondente a 0,03% do PIB. Ou seja, é a mesma coisa que numa mesada de 100 euros, ser retirado a esse valor 3 cêntimos. Num ordenado de 1000 euros, ser retirado 30 cêntimos. Num ordenado de um jogador de futebol de 100.000 euros, ser retirado 30 euros. É isso que está em causa. Mais, acreditar que isto é um péssimo sinal para o exterior, que os investidores iam estar muito atentos a isto, é, desculpem a expressão, parvo. Ninguém estava atento a isso. Agora, claro que sim, com o forrobodó que se criou á volta disto. Mas, sinceramente, o actor cómico, Teixeira dos Santos, vem afirmar que é um péssimo sinal para fora, a transferência de uma verba que equivale a 0,03% do PIB. E afirmar-se que um Governo se pode demitir, que sinal dá aos investidores? As ameaças constantes do principal ministro do executivo, que sinal dá?

Sócrates é um jogador. Mas está a jogar pessimamente. Eleições agora, era derrota certa para o PS. Porque a oposição mostrou responsabilidade ao viabilizar o orçamento. Porque mostrou responsabilidade ao se unir e apresentar esta proposta. Porque está constantemente a dizer que aceita ver uma proposta do Governo. O Governo nada propõe: Zero, Zerinho, Zerucho. Nada interessa a Sócrates, apenas cair o mais rapidamente possível, na sua estratégia, essa sim louca, de voltar a ter maioria absoluta, porque não sabe, governar sem a mesma.

É gravíssimo o que se está a passar. José Sócrates parece um miúdo que faz birra porque não quer comer a sopa, e a mãe não lhe dá a sobremesa. Está se a chegar ao grau zero da responsabilidade, do sentido de estado. Parece que nada importa.

Última nota: Cavaco já ganhou as eleições presidenciais. E já todos perceberam porquê e como. Durante muito tempo, muitas pessoas foram questionando se Sócrates preferiria ter como Presidente da República, Alegre ou Cavaco. Está feita a escolha. Cabe a Cavaco recusar o presente. Quanto a mim envenenado. Nada de Vetos.

Sobre Mário Crespo, nem vou comentar. Enfim, desculpem o tom mais indignado do post, mas sinceramente, estou farto desta palhaçada, desta brincadeira de miúdos crescidos. Estou como Alberto João Jardim: Bom Carnaval para todos!

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Discurso de Despedida do Nélson Faria.

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