Semana Sinatra
Segunda, Terça, Quarta, Quinta e Sexta-Feira. Tributo ao incomparável Frank Sinatra. Todos os dias às 19horas.
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>> sábado, 28 de novembro de 2009
O Derby começou mal, devido aos incidentes antes do jogo. O autocarro do Sport Lisboa e Benfica foi apedrejado, a política admitiu a impotência para travar o ímpeto dos adeptos leoninos. A violência é algo de muito negativo do Desporto. E ninguém é melhor que ninguém. Não existem só pessoas boas ou só pessoas más em nenhum clube. Por isso, mais vale nunca se atacar, porque os telhados normalmente são de vidro. Com isto fica feito, também, o meu comentário sobre a questão da final do Campeonato de Juniores do ano passado. Concordo com a primeira decisão de punir ambas as equipas com uma derrota. Só assim não foi em função da Tabela, fazendo me lembrar, a inteligência de quando se castigou o Porto com 6 pontos. Adiante, vamos ao jogo.
Um jogo bem jogado tacticamente, com muita intensidade no segundo tempo, hipóteses de parte a parte. O Benfica teve mais posse de Bola, mais ataques e mais remates, acabou por ter um caudal ofensivo maior, mas não o suficiente, na minha opinião, para se poder dizer, sem mais, que merecia a vitória. O empate acaba por se adequar, até porque o Sporting também dispôs de várias oportunidades de perigo, em especial, naquele lance técnico fantástico de Liedson e no tiro de Miguel Veloso para a defesa da noite de Quim. O esquema utilizado por Carvalhal, de 4-3-3, é muito mais fácil de apreender pelos jogadores do que o 4-4-2, em especial, o 4-4-2 em losango, que envolve muito mais maturidade nos processos defesa-ataque e ataque-defesa e uma inteligência de jogo acima da média, para além de uma repetição de processos muito maior. Por outro lado, tem a desvantagem, do plantel do Sporting não estar talhado para esse esquema, pelo que o reforço no mercado de inverno é muito importante para dar condições de trabalho a Carvalhal. Notas mais, para Liedson que foi muito trabalhador e para Adrien Silva, para mim o melhor do Sporting. Do Lado do Benfica, uma grande exibição de Javi Garcia, hoje mostrando o seu espírito guerreiro, perdeu muito sangue, mostrou um espírito de sacrifício e um poder de combate acima da média. Também grande trabalho para Ramires, exibição segura de Sidnei, e David Luiz vem mostrando credenciais que o tornarão um dos melhores do mundo, em muito pouco tempo. Quim, muito seguro, também.
Contas feitas, o Sporting fica, em princípio, mais longe do título e não consegue uma vitória que o entusiasme para um resto de época acima da média. Mas mostrou raça e já alguma qualidade de Processo. O Benfica mantém a vantagem sobre o Sporting, mas pode perder terreno para Braga e ver a vantagem encurtada para o Futebol Clube do Porto. Continuo a dizer que o jogo decisivo será o Benfica – Porto do próximo dia 20.
Quanto ao árbitro, Pedro Proença, nota positiva, com um trabalho globalmente bom, registando-se apenas dois lances de erro, ambos a beneficio do Sporting. Uma mão claríssima, que deixa passar, e uma falta ofensiva de Liedson, que poderia ter dado em golo Sportinguista. De todo o modo, sem grande influência no jogo, pelo que de 1 a 10, a nota seria um 7.
Fica a análise. E o caro leitor, como viveu este Derby?
Critérios de Escolha
Perdeu o lugar? Então vai para governador civil *
José Sócrates compensou boys prejudicados pelos resultados eleitorais com o job de governador civil.
O Governo aproveitou a nomeação dos novos governadores civis (renovou 10, num total de 18) para reparar os danos provocados no aparelho socialista pela perda de votos nas legislativas e por derrotas nas autárquicas.
É o caso do novo governador civil de Lisboa, um ilustre desconhecido para os alfacinhas em geral, mas bem conhecido da população socialista. António Galamba, deputado até 27 de Setembro, não conseguiu ser reeleito nas últimas legislativas: era o 20º da lista da capital e o PS só conseguiu eleger 19. Mas durou pouco tempo a angústia de ter estado tão perto e, mesmo depois de composto o Governo (sem que saísse ninguém dos eleitos por Lisboa), ter ficado sem posto. Quinta-feira, em Conselho de Ministros, António Galamba foi 'recompensado' com o lugar de governador civil.
Não foi o único. A sua homóloga no Porto é Isabel Coelho Santos que disputou, em nome do PS, a Câmara de Gondomar ao indefectível Valentim Loureiro. Perdeu em 11 de Outubro, para ganhar em 19 de Novembro. Um percurso idêntico ao do novo governador civil de Viseu, Miguel Ginestal, e ao da nova governadora civil de Santarém, Sónia Sanfona. O primeiro fora candidato contra o inamovível Fernando Ruas, a segunda perdeu para a CDU a autarquia de Alpiarça (nas mãos do PS desde 1997). Ambos haviam sido destacados deputados na legislatura anterior - Sónia Sanfona foi vice-presidente do grupo parlamentar e a relatora da Comissão de Inquérito ao BPN. Porque a direcção do PS impediu que candidato à presidência de uma autarquia pudesse integrar as listas de deputados, restar-lhes-ia os lugares de vereador não fosse o Governo ter-se lembrado deles para governadores.
A governadora civil de Faro é também uma ex-deputada, Isilda Gomes. Apesar da hecatombe eleitoral do PS no distrito algarvio, ela fora reeleita como número três da lista. A sua saída para o Governo Civil permite, porém, corrigir uma dupla "injustiça": Jamila Madeira, que ficou à porta da reeleição, primeiro para o lugar de eurodeputada, em Bruxelas e depois para a AR, tem por esta via lugar entre os eleitos.
A lista de governadores civis indignou o BE: é "claramente de pendor partidário" e "apouca a democracia", disse o líder parlamentar bloquista José Manuel Pureza.
*Texto publicado na edição do Expresso de 21 de Novembro de 2009
Resposta a Comentário
Gosto sempre de responder a todos os meus leitores. Por vezes, não tenho muito tempo, e deixo apenas escapar uma ou outra linha. Mas tento sempre responder a todos. Hoje, no meu post "Fantástico!", foi me colocado um comentário muito pertinente. Tentei, talvez por uma dezena de vezes, responder na caixa de comentários. Não sendo possível responder na caixa de comentários, e porque não gosto de deixar de responder a nenhum dos leitores, e reconhecendo ainda a educação com que foi colocada a questão, abro aqui uma excepção e faço uma resposta a comentário num novo texto.
Fica o comentário:
"Caro Tiago,
As iniciativas como esta são sempre de louvar, e têm um significado importante.
Convém-me referir que acho um bocado despropositado para um jovem que ainda está em formação na faculdade o lirismo e os sinais etilizantes com que esta iniciativa é divulgada.
Ter a capacidade de marcar um auditório, fazer um flyer e convidar pessoas é bom. Mas tenho a expectativa que a tua ideia de "ganhar uma geração" terá de ir mais além do que ajudar a organizar um evento. Senão ninguém leva esse teu projecto político pessoal a sério. Convida-te a conseguir elaborar uma próxima iniciativa em que seja possível perceber que o movimento "ganhar uma geração" também é capaz de apresentar ideias próprias e discuti-las, sem estar a apropriar-se do conteúdo ciêntifíco e cultural dos intervenientes.
Se isto é ganhar uma geração, então quem tem a capacidade de organizar um congresso de dois dias é um prémio nobel da ciência.
Votos da continuação de um bom trabalho, mas com calma, sem estar a embandeirar em arco a fantástica capacidade de reservar uma sala e imprimir uns flyers.
As palavras "Fantástico!" "estamos a ganhar uma geração!", "estamos a construir uma lisboa melhor" etc...São um bocado disparatadas quando aquilo que tu fizeste assim de maior foi reservar uma sala.
Cumprimentos sociais democratas
João S. Nascimento"
Fica a minha resposta:
Caro João,
Em primeiro lugar, cumpre agradecer pelo teu, julgo que primeiro, comentário, aqui no Laranja Choque. Vou apenas focar alguns aspectos do teu comentário, dando a minha opinião sobre o que escreves.
Três aspectos que me parecem fundamentais e a que cumpre dar um comentário:
Em primeiro lugar, esclarecer que esta não foi a primeira iniciativa do grupo “Ganhar uma Geração”, numa perspectiva estrita, isto é, esta é a primeira iniciativa temática, tendo nós decidido começar pelo Ambiente e pelas questões da Energia porque consideramos ser um tema importante, que está na agenda do dia (na antevéspera da Cimeira de Copenhaga) e porque defendemos que a bandeira ambiental não pode nem deve ser uma bandeira da esquerda. Contudo, antes disto, tive a honra de apresentar o Programa Ganhar uma Geração, na secção de Moscavide. Se estiveres interessado, basta mandares-me um e-mail para o endereço que está na barra lateral, e posso te enviar esse documento. São cerca de três dezenas de páginas, divididas em dois grandes temas: Ideias para o Distrito de Lisboa, agrupadas em 6 áreas temáticas: Economia e Emprego, Desporto e Saúde, Educação e Formação, Ambiente, Cultura e Mobilidade. E depois, algumas ideias para a Distrital de Lisboa, ou seja, ideias para tornar a Distrital mais eficiente, mais capaz de levar essas politicas a cabo, onde refiro a necessidade de descentralizar os Conselhos Distritais, a importância das coordenadoras e de reactivar os Núcleos de Estudantes nas várias Faculdades do Distrito, a importância da Informação na estrutura, etc. Existem, portanto, algumas ideias que coloquei em debate. Começámos precisamente por aí. Por dizer o que defendemos. Apenas considero que não nos devemos ficar pelo papel, devemos fazer algo.
E assim chego ao segundo ponto. Começámos por este tema, mas há uma grande diferença. Não foi uma iniciativa, numa secção para os militantes dessa secção. Nada disso. Uma iniciativa fora do espaço das sedes partidárias, aberta a todos. E estavam lá dezenas de independentes. Para além disso, posso adiantar, que a próxima iniciativa, será uma iniciativa de solidariedade, de acção social. Provavelmente, a visita a um hospital. Dar um pouco mais de nós pelos outros. É também esse o nosso espírito. E acho mesmo que assim se vai ganhando uma Geração!
Terceiro lugar, apenas rectificar que não estamos em presença de um projecto político pessoal. Pelo contrário, é um projecto politico sim, mas com uma abrangência a muitos militantes, muitas secções e muitos independentes. Um projecto que é alicerçado na força e união de um grupo de pessoas que vão crescendo de dia para dia. O Programa, a presença nas redes sociais, agora esta grande iniciativa, no futuro a acção social. Para além do trabalho que as secções que compõem este grupo vão desenvolvendo, per si. É um projecto de todos, onde cada um tem a sua função e cada um dá um contributo naquilo que sabe fazer melhor.
Caro João,
Termino, dizendo que de facto existem muitas coisas que podemos fazer ainda melhor. O nosso campeonato não é fazer melhor que a actual CPDL. Não seria muito difícil, sequer. O nosso campeonato é fazer alguma coisa pelos jovens que estudam, trabalham e residem no Distrito de Lisboa. Tenho a certeza que ontem existiram jovens, nem que seja na informação que colheram para os seus trabalhos académicos que ficaram a saber mais da JSD. Foram à Jota, recolher informação. A Jota colocou-se ao serviço das pessoas. Elegeu uma bandeira política, chamou os melhores e exemplificou aquilo que afirmou na apresentação do Programa.
Daqui a uns meses, quando este grupo, se merecer a confiança dos militantes da JSD/Lisboa, for Comissão Politica Distrital, vamos mesmo colocar em prática o que apresentámos no Programa. E ontem, as pessoas ficaram com mais certeza disso!
Obrigado pelo teu comentário e pelos teus reparos. Deste também uma lição de como se pode fazer um comentário contraditório sem se cair na má educação e no ataque pessoal. Muito bem, mesmo.
Um abraço e volta sempre.
P.S (D) - Caro João, ou qualquer outro leitor, se quiserem dar seguimento à discussão relativa ao outro post podem faze-lo nesta caixa de comentários.
Para mais tarde recordar...
>> sexta-feira, 27 de novembro de 2009
Algumas fotos da Grande Iniciativa do Grupo Ganhar uma Geração: 
(Aqui a perspectiva do Auditório, já numa parte final do debate)
(Podemos ver os oradores, Engenheiro Carlos Pimenta à esquerda e o Engenheiro Sampaio Nunes à Direita. Ao centro, o moderador David Silva. Na parede, podem observar o logotipo "Ganhar uma Geração")
(Um momento de exposição do Engenheiro Sampaio Nunes, enquanto o Engenheiro Carlos Pimenta pesquisava um slide para ilustrar a sua próxima intervenção)
(O Ricardo Júlio Pinho, Presidente da Comissão Política da JSD/Oeiras a fazer algumas ofertas - da proveniência da Câmara Municipal Local - aos dois oradores).
Fui dizendo até hoje, que estava cada vez mais convicto de que iríamos Ganhar uma Geração. Hoje digo: Estamos a Ganhar uma Geração!
Fantástico!
116 pessoas passaram pelo auditoria da Biblioteca Municipal de Oeiras, e assistiram a um debate fantástico entre o Engenheiro Carlos Pimenta e o Engenheiro Pedro Sampaio Nunes, sobre a problemática da energia nuclear. Os dois oradores, numa primeira fase, defenderam as suas posições (primeiro, o Engenheiro Sampaio Nunes pelo Sim, depois o Engenheiro Carlos Pimenta pelo não) e depois responderam às perguntas colocada por uma plateia interessada, que congregava vários jovens militantes da JSD, mas também muitos independentes e outras pessoas interessadas. Chamou-me, particular atenção, um grupo de alunas que foi a esta actividade beber conhecimento para a elaboração do seu trabalho. A JSD, abriu-se ao exterior e foi verdadeiramente útil.
Mostrámos que é possível fazer-se bem. É possível fazer-se melhor. Depois desta iniciativa os padrões aumentaram substancialmente. Foi um debate de excelência, com os melhores do tema, uma moderação muito bem feita pelo David Silva, uma organização fantástica.
O Grupo “Ganhar uma Geração” cumpre. Depois da apresentação do Programa em Moscavide, com várias ideias para o Distrito e para a forma como deve funcionar uma Distrital, fez aqui uma grande iniciativa. Uma iniciativa que não é contra ninguém. Pelo contrário, é favor desta geração.
O Futuro, estou certo, encarregar-se-á de fazer justiça. Lisboa não pode esperar mais. Todos juntos, vamos ganhar o futuro, vamos Ganhar esta Geração!