POST 4 - Restantes secções da área de circunscrição do PSD/Loures

>> terça-feira, 27 de outubro de 2009

Esquematicamente, e subtraindo o crescimento de Lousa às contas:

Bucelas – Tudo igual. Continua-se, sem representação na Assembleia de Freguesia.

Fanhões – Mantêm se 1 elemento na Assembleia de Freguesia. Ainda assim, enorme subida, cifrada em oito pontos percentuais.

Santo Antão do Tojal – Perdemos o único elemento que tínhamos na Assembleia de Freguesia. Votação Residual.

São Julião do Tojal – Tudo igual.

Santo António dos Cavaleiros – Menos quase 500 votos e, claro está, menos um elemento na Assembleia de Freguesia, e que vai direitinho para o PS, que consegue mais uma maioria absoluta.

Loures – Menos 300 votos, e menos um elemento na Assembleia de Freguesia. Muito mauzinho.

Frielas – 1 elemento. Tudo igual. O PS aqui, teve 73%. Enfim.

É esta a radiografia do que se passou nas secções do Concelho de Loures na égide do PSD/Loures.

Em Lousa resultado histórico. Nos outros locais, continua-se no zero em Bucelas, mantêm-se em Fanhões, desaparece-se em Santo Antão do Tojal, tudo na mesma em São Julião, perde-se à antiga, em Loures e Santo António dos Cavaleiros, continua a perder-se, literalmente, 7-1 com o PS em Frielas.

O Próximo POST é sobre a Portela. Onde o PSD, segurou a maioria absoluta. Até lá!

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POST 3 - Lousa

>> segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Case Study sem qualquer dúvida. O PSD passa de terceira força politica, para primeira. Passa de 9% para 40%. Passa de zero elementos na Assembleia de Freguesia, para quatro, mais os cinco elementos do executivo. Uma vitória estrondosa do PSD, com o PS a cair 10% e o PCP a cair 18%. PSD, passa a ter duas freguesias no Concelho, aumentando, inerentemente, a sua força na Assembleia Municipal. Trabalho meritório nesta freguesia.

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Conselhos Distritais

>> domingo, 25 de outubro de 2009

Os Conselhos Distritais da JSD/Lisboa, realizam-se, estatutariamente, 4 vezes por um ano, uma vez em cada trimestre, ou seja, apenas quatro vezes por ano são chamados os conselheiros distritais a darem a sua opinião sobre o que vai sendo feito (ou o que não vai sendo feito) pela Comissão Politica Distrital.

É curto, demasiado curto. A Comissão Politica não se pode fechar nas quatro paredes da sede Distrital e tomar decisões, sozinha em outras companhias que não a dos militantes do distrito. É preciso promover o diálogo e a cooperação entre a Comissão Politica Distrital e as Secções, numa perspectiva de melhoria do trabalho politico desenvolvido e de responsabilização de todos pelo trabalho desenvolvido, ou pela falta dele.

Assim, considero, que numa primeira fase, os Conselhos Distritais deveriam passar a ser de dois em dois meses, seis vezes por ano. Não é a solução ideal, mas parece-me que, pelo menos numa primeira fase é uma solução equilibrada, racional, que pondera custos e benefícios. Estes Conselhos Distritais devem ser descentralizados, isto é, na medida do que for possível, devem ser realizados em Concelhos Diferentes, passando por todo o Distrito.

A acrescer a esta medida, deve ser institucionalizado a existência de Reuniões de Comissão Politica Distrital Alargadas a Presidentes de Secção, uma vez por mês, igualmente descentralizadas pelo Concelho. E a criação, de um blogue, gerido pela Comissão Politica, que permita o debate diário, sobre as propostas, ideias e a actividade da Distrital, entre militantes e jovens do Distrito de Lisboa.

Devemos procurar aumentar o diálogo e a cooperação entre Distrital e Secções, Distrital e Militantes e, por ultimo, Distrital e todos os jovens do Distrito de Lisboa.

Hoje não existe Blogue, as reuniões alargadas são praticamente anuais, e os Conselhos Distritais, melhor das hipóteses, são uma vez em cada três meses.

Assim, não se Ganha uma Geração!

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Para rir um bocadinho...

>> sábado, 24 de outubro de 2009

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POST 2 - Assembleia Municipal

Na Assembleia Municipal, o Partido Social Democrata, volta a cometer o mesmo erro em relação à Câmara Municipal. O Primeiro candidato da JSD, aparece em sétimo lugar, desta vez, quando há 4 anos, o PSD tinha colocado 6 elementos. Aconselhava-se, que existisse um candidato da JSD nos três primeiros lugares, e um segundo candidato em 7º ou 8º lugar. Dessa forma poder-se-ia ter apelado, com verdade, para o voto jovem, e os jovens sentiriam que o PSD poderia ser mesmo a alternativa jovem, tendo a possibilidade, com uma votação regular, de eleger dois elementos da JSD. Era isso que tinha de ser feito. Com o primeiro elemento da JSD relegado para a sétima posição e o segundo para a décima terceira posição, foi impossível apelar-se ao voto útil nas mesas jovens. Para além disso, volta-se a apostar num candidato que abrange um target politico similar ao da candidata à Câmara Municipal, não se acrescentando qualquer novo ingrediente. Por outro lado, a candidata do PSD à Assembleia Municipal há 4 anos era residente na Portela, freguesia chave para o PSD no Concelho, pelo que a aposta deveria aqui ter sido redobrada. Assim, o PSD perde votos na Portela para a Assembleia Municipal e o PS cresce cerca de 300. No Total o PSD viria a ter menos 1200 votos para a Assembleia Municipal, não aproveitando a descida do PCP. O BE, aumentou de 1 para 2 mandatos, e o CDS elegeu o seu deputado municipal.

O Próximo post, refere a grande vitória do PSD em Lousa!

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Casamento Gay

>> sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Vinha hoje no DN, que a primeira prioridade do governo Sócrates será a legalização do casamento homossexual. É um assunto que embora controvertido na sociedade, é de fácil análise e permite uma sistematização de pensamento bastante simples, diferentemente, do que acontece, por exemplo, na questão do Aborto onde devem ser ponderadas imensas variáveis.

Mas voltemos ao Casamento Gay. Quanto a mim, existem quatro vectores de análise possíveis, isto é, pode-se analisar o casamento homossexual em quatro campos distintos:

• Civil
• Moral/Ético
• Católico
• Constitucional

Do ponto de vista civil, temos a celebração de um negócio jurídico que tem efeitos a variados níveis, por exemplo, sucessórios. Não me choca absolutamente nada, que do ponto de vista do Direito Civil possa existir a celebração de um casamento homossexual, e que na altura da morte de um dos membros do casal homossexual, relictum, os bens disponíveis, possam ser transferidos para a esfera jurídica do outro elemento do casal homossexual. Não se coloca qualquer problema por aí.

Do ponto de vista moral, entramos um campo subjectivo. A uns chocará, a outros não. A mim não me choca. Acho que as pessoas são absolutamente livres para viver a sua vinda intima e a sua vida sexual do modo que entendem. Existe apenas um único limite: Não interferir na liberdade alheia e não chocando os outros com essa afirmação. Mas também aqui, um casal heterossexual pode impressionar e interferir na liberdade de outras pessoas, pense-se, no que muitas vezes se vê nessas ruas fora. Mas aqui vai da opinião de cada um. Quanto a mim, sem problema.

Do ponto de vista da igreja católica e da doutrina da igreja, não há margem para que exista casamento homossexual. E não o há porque o casamento é perspectivado na perspectiva da família, da constituição da família e existe uma construção teórica alicerçada em conceitos enraizados no pensamento católico. Não será plausível existir casamento católico entre homossexuais. Mas nada obsta ao casamento civil.

Do ponto de vista Constitucional é que “a porca torce o rabo”. O casamento e o direito a constituir família estão no mesmo artigo. Dispõe o artigo 36º da CRP: “ Todos têm o direito de constituir família e de contrair casamentos em condições de plena igualdade”. Parece que este preceito constitucional até viria dar razão a quem considera que a proibição do casamento homossexual é inconstitucional. Mas parece não ser assim, aliás é esse o entendimento da jurisprudência constitucional. O Legislador ordinário tem discricionariedade para definir as condições que possibilitam o acesso ao negócio jurídico casamento. Não se veda o casamento, mas também não se o prevê. Mas o principal problema é outro, a meu ver. Estando as duas ideias ligadas, o direito a casar e a constituir família, opção que até poderemos considerar menos acertada, a legalização do casamento Gay abre claramente portas à adopção por parte de casais homossexuais, e passamos a colocar a questão de se saber se pode impor a uma criança a vivência numa família completamente fora do padrão normal na nossa sociedade. Que efeitos terá numa criança, numa reunião escolar, chamar-se o Pai António e…o Pai Manuel? Não será objecto de segregação e de gozo por parte dos colegas? Parece que então deveremos analisar esta perspectiva de uma forma sociológica e também psicológica, ou seja, acrescentam-se outros dois prismas a análise do casamento homossexual, que, caso não fosse esta questão da adopção, tinha da minha parte apoio.

Fazendo uma análise psicológica e sociológica, parece que não há então condições para se permitir a adopção entre casais homossexuais, e não sendo possível (salvo eventual revisão constitucional) separar a ideia de constituir família e de casamento (realidade que poderia constituir a uma diminuição valorativa do casamento e de quem o observa, efectivamente como um instrumento para a prossecução de uma vida familiar) por consequência, pode não ser possível ou correcto, pelo menos, legalizar o casamento Gay.

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Análise ao Novo Governo e...ao antigo. E também ao Benfica!

>> quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Antes do comentário ao novo governo de Portugal, cumpre fazer a nota prévia de que estou realmente bem disposto, após a grande goleada do Benfica, por 5-0 ao Everton, equipa que não perdia há 7 jogos. O Benfica este ano está a jogar a um nível que eu nunca vi na minha vida. Não vi no Benfica nem vi em qualquer outro clube Nacional, nem no Porto de Mourinho existia esta capacidade ofensiva, esta dinâmica, este ataque torrencial.

Agora é preciso calma. O Benfica ainda não ganhou nada. E podem acontecer mais jogos como o do Marítimo, em que fazemos 30 ou 40 ataques, vários remates, mas Peçanha’s e outros Artures não deixam o Benfica impor-se. Quanto a mim, ao nível do campeonato, o Sporting Braga poderá ser a grande surpresa do campeonato, acreditando que vai discutir o campeonato até ao fim. Para além disso o Nacional e em especial o Futebol Clube do Porto são sempre equipas muito perigosas que podem perfeitamente prejudicar as ambições do Benfica, e atenção que os próximos dois jogos são ante Nacional e Braga. Já na Liga Europa… I Gotta feeling. Com calma. Vamos ao Governo. Com a consideração de que a análise terá uma dose extra de açúcar.

De todo o modo, parece-me que esta composição governamental é globalmente boa e dá garantias de uma melhoria da qualidade governativa. Os ministros que estiveram pior foram saindo, mantendo-se o núcleo duro. Para além disso Sócrates, esteve muito bem ou manter Teixeira dos Santos como Ministro das Finanças, talvez o Ministro das Finanças dos últimos anos, que goza de mais popularidade. Talvez ao nível de Bagão Félix, um pouco mais, admito. Mas muito mais do que Ferreira Leite, Pina Moura, entre outros. Dar apenas a pasta das finanças, foi evitar que se passasse de um bom ministro para um ministro com excesso de trabalho e que pudesse não dar a conta do recado.

Mas uma análise sucinta, na medida do meu conhecimento também, sobre os ministros:

Luís Amado, um dos ministros mais consensuais, vai continuar no Ministério dos Negócios Estrangeiros onde desempenhou um papel muito importante na gestão do Dossier “Europa”. Classificaria o seu anterior mandato com 14 valores.

Teixeira dos Santos, goza de uma grande popularidade. É um ministro das finanças muito competente, técnico. Também 14 valores. É o cérebro do Governo.

Pedro Silva Pereira, o número dois de Sócrates. O homem sombra do primeiro-ministro vai continuar a exercer as mesmas funções. 13 Valores.

Augusto Santos Silva, deixa os Assuntos Parlamentares e vai para a Defesa. É um prémio por ter sido o “carregador de piano” do Governo. Um autêntico “Petit” do executivo socialista, que tal como o ex-trinco do Benfica, não hesitou em…malhar nos adversários. 12 Valores. Vamos ver o que faz na Defesa.

Rui Pereira, continua na Administração Interna. Ministro discreto. Fazia sentido a sua continuidade. 11 Valores.
Alberto Martins deixa a liderança do Grupo Parlamentar e vai para a Justiça. É um homem da máquina. Teve que ser, até porque se precisava de Assis, para um mandato mais desgastante, por certo, do que aquele que Alberto Martins teve.

Vieira da Silva deixa o trabalho e vai para a Economia. Foi um ministro popular, responsável pela alteração ao Código do Trabalho. Competente, tornou-se muito importante no núcleo duro de Sócrates. 13 valores.

A nova ministra do Ambiente, Dulce Pássaro, é uma técnica. Conhecedora dos dossiers, ao que parece.

António Mendonça, possuidor de um apelido de estado, é um ex-comunista. Requisito essencial para se ser Ministro das Obras Públicas ao que parece. Sai Lino, um dos mais impopulares. É um homem técnico também, conhecido no ISEG.

António Serrano para a Agricultura. Não conheço. A boa noticia, é que saiu o ministro mais incompetente do anterior executivo.

Maria Helena André, sindicalista da UGT, certamente indicação do amigo João Proença (entretanto candidato à Assembleia Municipal de Cascais) é uma escolha inteligente para o dossier do Trabalho. E vão menos umas manifestações!

Ana Jorge continua na Saúde. E continua bem. Reconheço-o o mérito de ter serenado o ministério da Saúde após a passagem “bombástica” de Correia de Campos e estar a gerir muito bem o dossier Gripe A. Merece um 15.

Mariano Gago, continua no Ensino Superior. Mas não fez grande trabalho. Aliás não se deu por qualquer trabalho a não ser o encerramento compulsivo de uma certa faculdade. Poderia ter sido substituído. 9 Valores.

Maria Canavilhas é um rosto conhecido no mundo da cultura, proeminente pianista. Não faço ideia se será ou não boa ministra. Mas pior que o antecessor, é difícil.

Isabel Alçada na Educação. Sai uma das ministras mais impopulares e entra alguém muito popular. A ver vamos como lhe corre esta…Aventura no Ministério.

Lacão Costa nos Assuntos Parlamentares. Mais um homem do aparelho socialista. Conhecedor dos meandros Parlamentares. Boa aposta, na óptica do PS.

João Tiago Silveira, será o secretário de estado da Presidência do Conselho de Ministro. Silva Pereira a sombra de Sócrates, Tiago Silveira a sombra de Silva Pereira. Ora repitam a frase outra vez!

Boa sorte para o governo que agora entra em funções. Todos esperamos um bom trabalho. E daqui a uma hora começa o Conselho Nacional do Maior Partido da Oposição. Pede-se serenidade, maturidade, responsabilidade e capacidade de fazer uma oposição inteligente mas pensando no País.

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Ministros do XVIII Governo Constitucional

Ficam aqui, em primeira mão, os novos ministros do Governo de Portugal. Agora é hora de Benfica, por isso, deixo o comentário para mais logo.


Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros
Dr. Luís Filipe Marques Amado

Ministro de Estado e das Finanças
Prof. Doutor Fernando Teixeira dos Santos

Ministro da Presidência
Dr. Manuel Pedro Cunha da Silva Pereira

Ministro da Defesa Nacional
Prof. Doutor Augusto Santos Silva

Ministro da Administração Interna
Dr. Rui Carlos Pereira

Ministro da Justiça
Dr. Alberto de Sousa Martins

Ministro da Economia, da Inovação e do Desenvolvimento
Dr. José António Fonseca Vieira da Silva

Ministro da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas
Prof. Doutor António Manuel Soares Serrano

Ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações
Prof. Doutor António Augusto da Ascenção Mendonça

Ministra do Ambiente e do Ordenamento do Território
Engª. Dulce dos Prazeres Fidalgo Álvaro Pássaro

Ministra do Trabalho e da Solidariedade Social
Drª. Maria Helena dos Santos André

Ministra da Saúde
Drª. Ana Maria Teodoro Jorge

Ministra da Educação
Drª. Isabel Alçada (Maria Isabel Girão de Melo Veiga Vilar)

Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior
Prof. Doutor José Mariano Rebelo Pires Gago

Ministra da Cultura
Drª. Maria Gabriela da Silveira Ferreira Canavilhas

Ministro dos Assuntos Parlamentares
Dr. Jorge Lacão Costa

Secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros
Dr. João Tiago Valente Almeida da Silveira

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Mais uma...



José Saramago, ao longo dos últimos anos tem tomado várias posições anti nacionais, manifestando várias vezes o seu profundo amor por Espanha em detrimento do seu país, Portugal. Para Saramago, Portugal é sempre péssimo.

Assim, quando o escritor ganhou o Prémio Nobel da Literatura, não me aqueceu nem arrefeceu. Não sinto esse senhor como Português. Do ponto de vista literário, não me fascina a sua obra e até considero que a leitura é maçuda.

Mas agora foram ultrapassados todos os limites. Tem que haver o mínimo de decoro com o que se diz e da forma como se diz. É um exagero, em qualquer circunstância, já que são comentários ofensivos e que magoam profundamente um conjunto alargadíssimo de pessoas.

Para as pessoas que têm a certeza que Deus existe que com Ele estabelecem uma relação especial, grupo em que me incluo, é ainda mais chocante. Se é que as palavras vindas desse senhor ainda que conseguem chocar.

Mas gabo-lhe a inteligência. Não é a primeira nem a segunda vez que na esteira de um lançamento de um livro vem a público fazer declarações polémicas. Aposto que este seu livro vai andar no TOP durante várias semanas e entra mais um dinheirinho na sua choruda conta bancária.

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POST 1 - Câmara Municipal

>> quarta-feira, 21 de outubro de 2009

O PSD não conseguiu descolar dos resultados obtidos em 2005, perdendo cerca de 150 votos em relação a esse acto eleitoral. Mas perdeu muito mais do que isso, porque enquanto, na esteira dos resultados eleitorais obtidos no ano passado, era uma força decisiva na ponderação municipal, na medida em que o Partido Socialista não tinha qualquer maioria absoluta, passou a ser totalmente desnecessário, na medida em que o PS alcançou uma histórica maioria absoluta e pode agora governar sozinho o município de Loures.

Este resultado foi a consequência do falhanço de um pressuposto e de três erros crassos do Partido Social Democrata.

O Pressuposto seria a melhoria muito significativa que o PSD teria, na votação para a Câmara Municipal na freguesia da Portela. É verdade que conseguiu mais 700 votos do que em 2005, mas o PS conseguiu também subir, 300 votos, ou seja, contas feitas, o PSD subiu apenas 400 votos na Portela, na votação para a Câmara Municipal. Não foi o que se esperava, e começou ai a prever-se o que se poderia passar no Concelho.

Mas o mau resultado, teve três grandes causas. A primeira de todas elas, foi uma campanha completamente desadequada aos tempos modernos, com uma aposta fraquíssima no domínio das novas tecnologias, um aproveitamento escasso das redes sociais, considerando-se que, por exemplo, ter três renovações de outdoors era mais importante do que, por exemplo, um jornal de campanha ou um flyer especifico da JSD. Mais uma vez não se concedeu privilégio ao contacto pessoal, optando-se por iniciativas com pouca visibilidade.
A segunda causa, foi a aposta muito fraca que foi feita nos jovens. O primeiro candidato da JSD, no Concelho, ia em sexto lugar para a vereação, quando o PSD, em 2005, tinha eleito 2 vereadores. Ora, este tipo de atitude em nada cativa os jovens, nem mais um jovem traz ao PSD. E parece-me elementar este raciocínio: Uma pessoa de 60 anos, que sempre votou, por exemplo, PCP, dificilmente, irá votar PSD. Mas um jovem de 18, ainda em período de ponderação ideológica, sem dogmas formados, facilmente oscilará entre as várias forças partidárias, sendo bem mais sensível e permeável à campanha e ao que se vai fazendo na mesma. Neste contexto, e tendo uma candidata à Câmara Municipal que abrangia um target politico situado numa faixa etária mais avançada, teria sido bom apostar num jovem numa posição cimeira. Pareceu-me curta, a aposta, no ex-presidente da JSD de Loures, para o segundo lugar à vereação, que embora tendo ainda a possibilidade de chegar a uma faixa etária mais jovem, já ultrapassou os 30 anos, e tem mais dificuldades em “seduzir” um publico alvo mais jovem do que, por exemplo, o actual presidente da JSD de Loures. A diferença, em termos de pensamento, entre alguém de 40 e 50 anos é muito menor, do que a que existe entre um jovem de 18 e um jovem de 25 anos, por exemplo.

E o terceiro factor, foi o péssimo trabalho desenvolvido ao longo dos últimos 4 anos. Pouco ou nada se fez. Olhando para a secção a que pertenço, não foi feita nenhuma iniciativa, para além da distribuição de alguns comunicados, com visibilidade externa. Não se visitaram misericórdias, clubes ou associações. Não se cresceu em Militantes e uma ou outra iniciativa que fosse feita foi sempre dentro das paredes da sede.

O resultado está à vista. O Partido Socialista obtém uma estrondosa vitoria, elegendo o sexto vereador. Que é…da Juventude Socialista!

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