1 Ano!

>> sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Faz hoje um ano que iniciei a aventura do Laranja Choque. Foi há um ano atrás que fiz aqui o meu primeiro post.

Foi uma agradável caminhada, com momentos de maior exaltação e outros mais tranquilos, com maior e menor cadência de post’s, com mais ou menos comentários mas sempre com a mesma vontade de escrever e de partilhar convosco as minhas ideias, objectivos, anseios e por vezes meros desabafos.

Queria muito agradecer-vos por durante este ano terem acompanhado a minha vida e opinando sobre questões que são importantes para mim. Puderam aqui perceber momentos de grande tristeza, outros de enorme felicidade. Foi aqui que festejei a vitória do PSD nas Europeias, que lamentei a derrota do candidato que apoiei para a Nacional da JSD. Foi aqui que vos falei das minhas notas e do meu percurso académico e que partilhei algumas desilusões amargas.

Tanta coisa aqui escrevi e tantos comentários li e tive oportunidade de responder. Mas hoje é dia para agradecer. Agradecer a quem me ajudou a erguer o blogue, a quem me ajudou na estética do Laranja Choque, aos meus convidados que assiduamente foram aqui dando as suas opiniões e aos comentadores, mesmo aos anónimos que tantas vezes, com maior ou menor justiça foram criticando alguns dos meus textos. Todos me fizeram crescer.

Não poderia haver melhor comemoração do que a iniciativa de hoje à noite, na JSD/Moscavide, intitulada, Ganhar uma Geração, precisamente o nome de uma das crónicas que aqui levei a cabo.

Até logo, às 21h30!

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Está feito o convite...!

>> quinta-feira, 17 de setembro de 2009

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Ganhar uma Geração!

>> quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Em Junho de 2006, quando me candidatei a presidente da JSD/Moscavide, expliquei aos militantes que tinha um projecto de 4 anos, sendo que cada ano teria um objectivo específico.

Assim, no primeiro ano, o grande objectivo era arrumar a casa, criar os mecanismos necessários para colocar a secção a fazer o trabalho político que idealizei e que considerava ser o apropriado, no contexto dos objectivos políticos e das bandeiras defendidas pela secção. Por outro lado, a grande inovação teria que ser ao nível das actividades, concentrando-se muito do nosso trabalho político, no que às actividades diz respeito em 2006/2007.

Para 2007/2008, considerei que o mais importante era aumentarmos o número de militantes, sem cair na tentação e no erro de crescer por crescer. Assim, o crescimento foi sustentado conseguindo-se taxas de participação eleitoral muitíssimo elevadas, mesmo em cenários de lista única, através das visitas às escolas e da organização de actividades fora das quatro paredes da sede. Por outro lado, foi também o ano em que revolucionámos o aproveitamento das novas tecnologias, com a criação do Grande Jota, o nosso jornal mensal e o estabelecimento nas redes sociais.

Em 2008/2009, queríamos dar a conhecer ao distrito e ao País, as nossas ideias, apostando fortemente na elaboração de moções, que apresentámos em sucessivos Conselhos Distritais e também na participação activa no Congresso Nacional onde conseguimos que a nossa bandeira da livre militância, fosse aprovada em termos nacionais, ainda que nunca colocada em prática pelos órgãos competentes. Mas 2008/2009 foi também o ano de formarmos novos quadros, criando para isso o gabinete JSD, que colocou a JSD e a sociedade civil em estreita colaboração, tendo hoje a JSD/Moscavide uma equipa renovada e vários independentes a colaborarem com a Comissão Política.

Em 2009/2010, idealizamos apresentar ao distrito e ao País, e tendo a legitimidade da obra realizada, a forma como consideramos que deveria funcionar uma comissão política de circunscrição superior à circunscrição residencial ou concelhia. A escolha acabou por ser a Distrital, não só porque a interacção entre a secção e o distrito é feita de forma mais intensa do que entre a secção e a comissão política nacional, mas também porque consideramos que de forma mais eficaz e imediata podem ser resolvidos muitos dos problemas estruturais com que a JSD/Lisboa se defronta. Nessa medida, elaborámos o programa “Ganhar uma Geração” que será apresentado no próximo dia 18, pelas 21h30minutos, na secção de Moscavide.

Um programa com ideias para a distrital e para o distrito, despido de qualquer outra intenção que não seja contribuir para o sucesso da estrutura e para ganhar o enorme desafio que é inverter o continuo desinteresse dos jovens em relação à política e aos partidos, objectivando o desígnio de, verdadeiramente, Ganhar o Futuro, Ganhar a nossa Geração. Assim, na próxima Sexta-Feira, pretendemos lançar e discutir ideias sobre o distrito e a forma como consideramos que uma equipa pode funcionar, numa actividade inovadora e que espero enriquecedora para todos.

A nossa forma de estar na política é construindo. Debatendo ideias antes de qualquer outra equação.

Prefiro as ideias, e o debate politico exaustivo sobre as várias soluções que vão sendo apresentadas, a cálculos matemáticos com que nada me identifico. Assim, deixo-vos os pontos fundamentais que procurarei abordar na Sexta-Feira:

• Organização e Eficiência; Uma equipa de pessoas e não de secções. Um organograma eficiente.

• Coordenadoras – O coração do distrito.

• Gabinetes – A inovação passa por aqui.

• Áreas Fundamentais (Cultura, Ambiente, Mobilidade Inter-Concelhia, Educação e Formação, Economia e Emprego, Desporto e Saúde)

• Acção Social – Uma geração ao serviço de quem mais precisa.

• Abrangência é prioridade.

• Informação – Um aproveitamento eficiente das novas tecnologias num mundo cada vez mais global.

São estas as grandes áreas que vou colocar à discussão na próxima sexta-feira. Com total desprendimento de quem apenas pretende discutir ideias e recentrar o objecto politico da JSD no que mais interessa para os jovens.

Conto contigo. Até Sexta!

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Vamos Ganhar o Futuro, Ganhar uma Geração!

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Falta pouco...

>> segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Daqui a algumas horas, um passo importante para Ganharmos o Futuro, Ganharmos a Nossa Geração!

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Um caso de estudo, por Bruno Antunes.

Caster Semenya atleta sul-africana ficou famosa pela sua prestação na corrida dos 800 metros femininos do Campeonato do Mundo. Na altura Semenya venceu por larga margem impressionando tudo e todos. Contudo, o que está a tornar realmente Semenya numa pessoa conhecida por todo o Mundo é a discussão em torno do seu género. Isto é, devido à sua monstruosa vitória na corrida, ponderou-se a hipótese da atleta ser um homem e não uma mulher. Posto isto a Federação Internacional de Atletismo está neste momento a investigar o género da atleta.

Surgem por estes dias informações que dão conta do facto de Semenya não ser nem homem, nem mulher, mas um ser hermafrodita. Ao que consta não existe útero no corpo de Semenya e em vez de ovários a atleta tem testículos internos que produzem uma elevada quantidade de testosterona. Não venho para aqui especular sobre este assunto. Aliás, não em parece bem fazê-lo pois estes resultados não são oficiais, esses só serão divulgados em Novembro. O que me traz aqui é o enquadramento jurídico a dar a um caso de hermafrodismo. O que fazer? Um hermafrodita não é homem nem mulher, poderá casar? Poderá um hermafrodita adoptar? No fundo a questão que se coloca é qual é o enquadramento ou estatuto legal que se atribui a um hermafrodita? Já no desporto a mesma questão é levantada.

Se Semenya é “naturalmente” hermafrodita, isto é, partindo do princípio de que não foi a atleta a provocar uma mutação no seu corpo que permitisse resultados desportivos superiores, poderá Semenya concorrer contra mulheres ou homens? É uma questão de difícil juízo pois por um lado Semenya enquanto ser humano deverá ter o direito a competir contra outros atletas mas por outro os restantes atletas poderão sentir alguma injustiça desportiva por estarem a concorrer contra um atleta que não tem o seu género. Bem sei que coloco mais questões que respostas mas a reflexão começa desse modo.

Obrigado.

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Os debates - A minha leitura.

>> domingo, 13 de setembro de 2009

Apresento-vos aqui a minha leitura dos debates. Para facilitar, vou utilizar uma tabela classificativa semelhante ao que sucede em qualquer torneio de futebol, valendo 3 pontos a vitória do debate, 1 o empate e 0 a derrota, sendo que, em caso de igualdade pontual, verifica-se, primeiro o confronto directo e em segundo o goal diference. Se ainda assim subsistir o empate considera-se a prestação de ambos igual. Confesso que não vi na integra todos os debates, mas que li e ouvi trechos de todos eles. Uma última nota prévia para afirmar que não considero que os debates sejam absolutamente decisivos, como sucede, por exemplo, nos Estados Unidos, mas que constituem uma arma importante ao dispor dos candidatos a primeiro-ministro.

Não apresento um resumo de cada debate, ideia inicial, pois se guardasse uma nota de 10 linhas por debate, daria um texto de 100 linhas perdendo o interesse para o leitor. Assim, ficam apenas os resultados, na expectativa de gerar alguma controvérsia nas opiniões dos leitores. Fico à disposição, nos comentários, para respostas relativas a questões que entendam colocar-me. Portanto, apenas os resultados:

Paulo Portas – 4 – 2 – José Sócrates
Louçã – 0 – 0 – Jerónimo de Sousa
Sócrates – 1 – 0 – Jerónimo de Sousa
Louçã – 0 – 1 – Manuela Ferreira Leite
Paulo Portas – 2 – 0 – Jerónimo de Sousa
Sócrates – 2 – 0 – Francisco Louçã
Paulo Portas – 3 -2 – Manuela Ferreira Leite
Manuela Ferreira Leite 1 – 0 Jerónimo de Sousa
Paulo Portas – 3 – 1 – Francisco Louçã
Sócrates – 1 – 1 – Manuela Ferreira Leite

Tabela Classificativa:

1ºPaulo Portas – 4 vitórias – 12 pontos, 12 golos marcados, 5 golos sofridos.

2ºJosé Sócrates – 2 Vitórias, 1 Empate e 1 Derrota, 7 Pontos. 6 golos marcados, 5 sofridos.

2º Manuela Ferreira Leite – 2 Vitórias, 1 empate e 1 Derrota, 7 Pontos. 5 golos marcados, 4 sofridos.

4º Jerónimo de Sousa – 1 Empate, 3 Derrotas, 1 Ponto. 0 Golos Marcados, 4 sofridos. (-4)

5º Francisco Louçã – 1 Empate, 3 Derrotas, 1 Ponto. 1 Golo Marcado, 6 sofridos (-5)






Verificando a tabela classificativa, constamos que Paulo Portas foi o melhor em debates, ganhando todos os debates em que participou. Ganhou o debate a Ferreira Leite, à tangente, pois interessava mais ao CDS as divergências existentes, na perspectiva de captar algum foto e afastar o fantasma que votar CDS e PSD é a mesma coisa, do que ao PSD essa divergência, já que teria sido positivo, e Ferreira Leite tentou, entrar no eleitorado do CDS-PP trazendo alguns votos para o Partido Social Democrata. De todo o modo foi este o empate em que tive mais duvidas, se teria existido vitória de Portas ou empate com Ferreira Leite, que tendo existido, deixaria a líder social-democrata isolada no segundo lugar.

Sócrates aparece exactamente igual a Ferreira Leite. Ambos ganharam a Louçã e a Jerónimo, ambos perderam para Portas e depois, a fechar, empataram. Única diferença, Sócrates marca mais golos, nomeadamente porque esteve melhor que Ferreira Leite ante Francisco Louçã. Por outro lado, a derrota perante Portas, por parte do primeiro-ministro, foi muito mais clara do que a sofrida por Ferreira Leite. No fim, Ferreira Leite marcou menos um golo (esse contra Louçã) e acaba por sofrer menos um golo ante o CDS-PP.

Jerónimo e Louçã apenas conquistam um ponto, precisamente no debate entre si onde empataram a zero. Este empate reflecte bem, que aquele dito debate mais foi um encontro de amigos ou um recital de propostas da esquerda radical do que propriamente um debate onde se evidenciaram propostas alternativas. Foi de todos os debates o mais chato. De todo o modo, na classificação final, Jerónimo aparece à frente, pois tem um diferencial negativo de 4, contra um diferencial negativo de Louçã, de 5. Esta pequenina diferença, deve-se ao facto, de Jerónimo, que foi amável com Sócrates no debate, proporcionando ao telespectador (para além de momentos de ternura) um debate muito morno, ter apenas sofrido um golo. Já Louçã, mais ao ataque, acabou por sofrer uma derrota de dois golos com José Sócrates.

No final das contas, julgo que não existem surpresas, na posição ocupada por Portas, que é de longe o melhor em debates. Sócrates, como bom orador, consegue um conjunto de bons debates, embora se saliente que à direita não conseguiu ganhar nenhum. A grande sensação era Ferreira Leite, que lhe atribuíam a lanterna vermelha e acabou por ficar em segundo lugar, a par de José Sócrates. A grande decepção é Louçã, que pela primeira vez confrontado com o seu programa altamente demagógico, acabou por perder 3 dos 4 debates, ficando longe das boas expectativas que existiam em torno do candidato Bloquista.

Esta boa prestação de Portas será suficiente para ser a força política que pode proporcionar estabilidade no próximo elenco governativo?

E Ferreira Leite, não tendo perdido pontos onde se esperava que perdesse, terá assegurado a vitória no próximo dia 27?

O crescimento do Bloco, ficou posto em causa, com a péssima prestação de Louçã?

Tudo isto são duvidas, que apenas saberemos a resposta, no próximo dia 27. É importante, que independentemente, das opções de cada um todos vão votar e contribuam para a qualidade da nossa democracia, exercendo um direito mas também um dever cívico.

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Casamento do Ano!

>> sábado, 12 de setembro de 2009

Por esta altura, o meu irmão deve estar casado.

É sempre um misto de sensações, entre uma alegria e orgulho enorme por marcar presença num dos dias mais felizes da vida dele, mas também um nervosismo normal nestas ocasiões. A juntar a este cocktail de emoções, uma certa nostalgia de quem se lembra de brincar aos carrinhos e um pouco mais tarde fazer partidas de FIFA na Consola até altas horas da madrugada, de quem se recorda do inicio do seu namoro que viria a dar em casamento e de ir ver os seus jogos nos juvenis e juniores.

É um dia que se espera muito feliz e que marque o inicio de uma união, com a Lúcia, que perdure durante toda a eternidade. Lá estarei para testemunhar esse momento.

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Sondagem!

>> sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Esta é a sondagem SIC/Renascença/Expresso.



Os leitores sabem o que penso sobre sondagens. Por outro lado, sabem também o que se passou, por exemplo, nas Europeias. De todo o modo, considero que esta sondagem está muito próxima do que julgo que vai acontecer. Aqui fica o meu palpite em termos de percentagem.

Outros - 4.3% (Julgo que ainda não é desta que nenhum dos pequenos partidos vai eleger um deputado, e vamos manter um quadro de 5 partidos com representação na AR. Contudo o MEP vai ficar próximo)

CDU - 9,4%
CDS - 9,9%
BE - 10,1%
PS - 32,6%
PSD - 33.7%

Tenho no entanto esperança, que o CDS consiga uma votação histórica e que a CDU e o BE sejam fortemente penalizados. Os primeiros pela incapacidade de modernizarem os seus programas e adequarem os seus valores à sociedade moderna. O BE pela demagogia inaceitável num estado de direito democrático. CDS, merecia uma votação de 12 a 13%. E Portugal também. Assim, existiria uma maioria estável de centro-direita na AR e a garantia de um governo estável durante toda uma legislatura.

A ver vamos.

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É o samba de Lisboa.

Vai para a cobrança do livre Deco, Pepe cabeceia e é golo do Brasil.

Poderia ser um qualquer relato dando conta de um golo do escrete. Mas não, se ouvirmos isto na rádio, deveremos saltar e comemorar o golo da selecção nacional Portuguesa. Liedson também já lá esta e Hulk não fecha a porta se…não tiver oportunidade de ser convocado para o Brasil.

Julgo que a questão da naturalização é obviamente um direito que assiste a um qualquer cidadão que viva durante um determinado período de tempo no nosso país, que não deve ser excluído dos jogadores de futebol. Acho também, que um futebolista após passar vários anos no nosso país deve ter um estatuto similar ao dos jogadores comunitários, não contando como jogadores extra-comunitários. Agora julgo que só deve vestir a camisola Nacional quem nasceu efectivamente no nosso país.

Pense-se, que um qualquer multimilionário poderia comprar uma equipa qualquer no Sudão, pagar dois milhões de euros por mês a 11 jogadores de nível internacional, com a condição de eles se manterem por lá mais de 5 anos, pedindo todos a nacionalidade Sudanesa e fazendo daquela selecção uma potência futebolística incomparável.

É desvirtuar completamente o que de melhor têm as selecções nacionais. Aquilo que faz portistas, sportinguistas e benfiquistas festejarem efusivamente. O Espírito de que é toda a nação a ser representada. Sinceramente, e embora prefira obviamente que Portugal vença os seus jogos, é me difícil festejar da mesma forma um golo vindo de Pepe ou de Raul Meireles, Moutinho ou Nuno Gomes.

E a regra deve ser sempre igual. Não se deve aceitar jogadores que não tenham, efectivamente, nascido em território português. De todo o modo a situação de Liedson é ainda mais gritante, do que a de Deco, por exemplo, já que o primeiro chegou ao nosso país já aos 25 ou 26 anos, está em fim de carreira e sem qualquer possibilidade de chegar à selecção do Brasil, realidade bem diferente do que a sucedeu com Deco e até com Pepe. De todo o modo, quanto a mim, nenhum deveria ter sido chamado à selecção das quinas. Não podemos querer a glória a todo o custo.

De qualquer forma, evidentemente, espero que Portugal consiga marcar presença no Mundial em 2010 na África do Sul, independentemente, de fazer alinha no seu onze inicial três jogadores não nascidos em Portugal. Daí, até à maioria dos jogadores não terem nascido neste país à beira-mar plantado, é “um tirinho”.

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