O Bloco de Esquerda é um partido que nasceu à relativamente pouco tempo, dando inúmeras mostras da sua imaturidade política, evidenciadas agora com o público desfasamento entre a realidade programática e a meia dúzia de sound bites que o seu líder vai lançando na Praça Pública.
Todos intuímos, que o Bloco de Esquerda nunca poderá ser um partido de Poder, que no dia em que isso sucedesse, o Bloco de Esquerda entraria em colapso pela incapacidade de colocar em prática qualquer coisa do que vai apregoando. Os outdoors são do mais demagógico que já li. “Quem tem lucros não pode despedir”, é apenas um exemplo de algo totalmente impossível de alcançar e até como uma inerente falta de fundamentação numa lógica de justiça social.
Louçã e meia dúzia de pseudo-iluminados arranjaram três ou quatro frases bonitas, daquelas que quase todos gostam de ouvir, e vão batendo na mesma tecla, mês após mês, sem se preocuparem em fazerem política com alguma seriedade e a apresentarem propostas minimamente credíveis para o desenvolvimento do nosso país. Agora, no debate com José Sócrates (em que este teve uma brilhante prestação, verdade seja dita) foram colocadas a nu as fragilidades e incongruências deste partido que tem prazo de validade bem definido.
Sócrates pegou no programa do Bloco de Esquerda, feito por algumas das pessoas mais radicais do nosso país, e demonstrou algumas das propostas deste partido, como é o exemplo, de acabar com todos, sim todos, os incentivos fiscais no campo da saúde e da educação, atacando a Classe Média. Aposto que Louçã nem calculava o que estava no seu programa. O Bloco de Esquerda, sabe que em Portugal nem 1% das pessoas vão ler os programas dos partidos, muito menos o Programa do Bloco de Esquerda. E sem menosprezar o eleitorado que vota Bloco, nesse campo ainda menos vão ler os programas. E portanto, pensou que isso seria um segredo bem guardado.
Podem lhe chamar esquerda moderna ou outra coisa qualquer, mas o Bloco de Esquerda encarna todo o espírito da Esquerda Radical e retrógrada, intolerável num estado de direito democrático. E é do mais demagógico que existe. Veja-se o caso em Lisboa, onde todos perceberam para quê que o Zé fazia falta. Agora, é preciso ter lata, Luís Fazenda apresenta o slogan de que Lisboa não é negócio. Uma risada.
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