Ainda sobre o Debate Capital...

>> quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Acabei por não escrever nada sobre a minha análise. E com o blogue em velocidade cruzeiro, também não dá para muito mais. Deixo-vos uma imagem que evidencia o meu pensamento. Uma sondagem realizada durante o programa Opinião Pública, da Sic Noticias.

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Errar é humano...melhorar também!

>> quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Todos os seres humanos erram. Uns mais, outros menos, outros em situações mais importantes outros em situações menos importantes. Mas nenhum ser humano está isento ao erro. Erros de avaliação, erros de análise, erros na resposta que se dá aos problemas com que nos deparamos, erros de organização, de sistematização. Todos erramos, muitas vezes, mais que uma vez por dia.

Mas, julgo que o objectivo de cada um, deve passar por errar o menos possível. Esforço-me também por isso. Julgo que grande parte das decisões que tomamos são decisões de raciocínio marginalista, isto é, decisões de momento, em que temos de tomar uma decisão num curtíssimo espaço de tempo, decisões tomadas em milésimas de segundo e que podem ter enormes consequências futuras.

Julgo que a melhor maneira de errarmos menos é antecipando cenários. Abrindo sub-hipoteses, perspectivando as consequências que podem advir de tomarmos esta ou aquela decisão. Se partirmos para uma reunião, para uma oral, para uma viagem de automóvel já pensando sobre o que se poderá passar e como vamos decidir se nos depararmos com determinada situação, ganhamos precioso tempo, de que não vamos dispor no momento da tomada de decisão, e aumentamos substancialmente as nossas hipóteses de sucesso, de não errar.

Os meus maiores erros, são os que advém de precipitação. De ter o coração na boca, de vibrar e sentir as coisas e não me conseguir resguardar atrás de um sorriso cínico. De defender o que acredito. Mas às vezes precipito-me e dou, por exemplo, más respostas a quem não merece. Todos erramos. E feito o erro o que fazer?

Julgo que devemos não minimizar o erro que cometemos. Uma pessoa que conheço, ainda não resolveu um problema gravíssimo de personalidade, porque simplesmente minimizou com a colaboração de falsos amigos o enorme erro que cometeu. Grandes erros, não são errozinhos. Mas também não devemos maximizar os nossos erros, e hiperbolizar o que fizemos. Não devemos remoer sobre a atitude tomada. Nem minimizar nem maximizar. Devemos, pelo contrário, perceber claramente e delimitar o erro cometido. Posteriormente, identificar as causas que nos levaram a cometer o erro, para que, de futuro, as possamos eliminar e evitar a repetição da atitude que tomámos. Depois, é fundamental percebermos as consequências que podem advir do erro que tomámos, devendo olhar para as mesmas sob duas perspectivas: Por um lado, assumir as consequências e tirar todas as ilações que tiverem de ser retiradas. Por outro lado, minimizar as consequências e tentando salvar o que existir para salvar. E sempre com isto em mente: Procurar o lado positivo, mesmo daquelas situações que aparentam só ter uma componente negativa.

Em suma, perceber as causas para não voltar a cometer o mesmo erro. Assumir as consequências que advém do erro, tentando, no entanto, minimiza-las e potenciar o aspecto positivo, que por obscuro que seja, está inerente a qualquer acção humana.

Quem não fizer este percurso, julgo que dificilmente poderá superar os erros cometidos e os piores aspectos da personalidade. No caso que mencionei, o que a pessoa fez foi minimizar completamente o erro que fez, e por não ter amigos que, pelo menos lhe concedessem uma segunda versão, acreditou mesmo naquela ilusão mental. Por minimizar o erro, e estar-se nas tintas para as causas, não retirou qualquer consequência e cometeu mais um erro. Passe o pleonasmo, olhou para o erro, no seu todo como algo de bom, um passaporte para algo fantástico. Ora o problema, no caso, um problema de estrutura, de equilíbrio e de personalidade está lá. E não foi superado. Resultado evidente: irá cometer o erro, muitas mais vezes, tantas até, na minha opinião, fazer este percurso.

Este ponto leva-me para um outro. É fantástico procurarmos escapes na nossa vida, situações, um pouco fora do caminho normal, que nos permitem aliviar, por exemplo, sentimentos mais negativos. Mas temos de ter a consciência disto, e faço a metáfora de uma bebedeira: Podemos até naquele par de horas esquecer tudo, mas quando voltarmos à “first life” o problema está exactamente igual. Nada fizemos para o mudar. Podemos andar uns meses em farras, quase sem dormir, mas nada fizemos para ultrapassar esse problema gravíssimo, no caso.

Quando nos dói algo, até poderemos tomar um medicamento para aliviar a dor. Mas temos de ir a um médico, perceber as causas da dor e ataca-las.

Enfim, para férias já dissertei de mais sobre isto. Mas também acho que é desta mistura entre textos mais profundos e que resultam de divagações mentais que vão ao profundo do meu ser, com banalidades e desabafos, com textos políticos importantes e com debate de ideias sobre politica e outros assuntos. É um pouco de tudo.

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Ganhar uma Geração, por Tiago Mendonça

>> segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Hoje finalizo a crónica Ganhar uma Geração. E como vos tinha prometido, vou falar do trabalho que desenvolvi, nos últimos 3 anos, enquanto presidente da secção da JSD/Moscavide.

Em primeiro lugar, cumpre fazer um enquadramento, destacando as inúmeras dificuldades com que me deparei, quando assumi a liderança desta secção. Dificuldades externas, essencialmente pela fraca implementação do PSD no local, relegado para terceira força política. Dificuldades internas, mais que muitas. Muitos militantes a saírem, por fazerem 30 anos de idades, decisões tomadas a nível distrital, que condicionariam as decisões a tomar no processo distrital que opôs o Bruno Ventura e o Francisco Peres, logo três ou quatro semanas depois da minha eleição, e o PSD num reboliço interno, com uma Comissão Política instituída que olhava para a JSD, pelo menos inicialmente, como “persona non grata” e movimentos na oposição. Para além disso, alguns elementos da anterior comissão politica, tinham-se candidato contra mim, pessoas com experiência e qualidade, como a Rita Pedro, a Ana Veiga ou a Joana Belo, pessoas com quem não poderia contar, pelo menos no imediato e de forma muito próxima para esta nova fase da minha vida. Ganhei no dia 12 de Junho de 2006. 19 anos de idade.

Como vice-presidentes, o Tiago Duarte, que esteve comigo deste o primeiro momento. O Tiago e a Denise Cadete, que asseguravam a experiência necessária. Convidei para o Ensino Superior a Vanessa Sousa, que tinha sido presidente de associação de estudantes no Secundário. Para o Secundário, o promissor Diogo Leite. Tinha ainda, a Raquel Ferreira, a Ana Cassamo e a Mariana Manarte. O Luís Alcobia na Informação, o David Costa como vogal, e a secretaria-geral entregue ao Pedro Correia, sendo o adjunto o Luís Guerreiro. Apostei muito, nesta secretaria-geral que viria a ser o motor daquela comissão política.

A segunda comissão política teve enormes mudanças. Não por divergências pessoais ou políticas, mas porque os objectivos eram outros. E as pessoas tinham evoluído e tinham seguido, algumas delas, caminhos diferentes. Depois ouve o problema do processo vergonhoso movido pela Jurisdição e fomos a eleições novamente e fiz apenas um pequeno reajuste. Algumas pessoas passaram também para a mesa, agora presidida pelo Tiago Duarte, cujo primeiro vice-presidente é o Sérgio Perfeito. Enfim, outras pessoas vão entrando, algumas saindo, mas chamo a atenção para as entradas do Jorge Batista, do Tiago Fonseca e da Mariana Seixas, pelo papel que assumiram.

Feito este enquadramento que já vai grande, defini que queria fazer dois mandatos. 2006-2010. Com este processo, o meu mandato acaba mais tarde. Para estes quatro anos, tínhamos dois grandes objectivos. Um em 2009, a questão autárquica. Não me posso pronunciar sobre isso, porque estamos em pleno processo de fecho de listas. Mas posso adiantar que conseguimos muito daquilo com que ambicionámos, e tudo pelo trabalho feito. O outro objectivo para 2010, não o escondo, era sermos uma secção modelo a nível distrital, com uma projecção ao nível da formação de quadros e da actividade desenvolvida, que permitisse que a JSD/Moscavide pela sua credibilidade e reconhecimento pudesse ser determinante na influência das politicas seguidas a esse nível de circunscrição. A ver vamos sobre isso.

Os primeiros seis meses, eram para arrumar a casa e tentar aguentar o impacto da perda de militantes. O número de militantes que teríamos hoje se nenhum tivesse sido feito, era de cerca de 75. Temos mais do dobro. Objectivo conseguido. Mas não era aumentar apenas porque sim. Queríamos as melhores taxas de participação. E também o conseguimos. Não só na JSD, que mesmo com listas únicas tem uma forte afluência, mas também no PSD, que por influência da JSD, nomeadamente no caso das eleições directas teve a melhor taxa de participação do Distrito. Este crescimento baseou-se no conhecimento pessoal e na visita às escolas bem como nas sucessivas reuniões que fomos tendo com grupos de alunos interessados. Os militantes foram feitos pela qualidade. Prova disso é o Gabinete JSD, agora formado, que reúne tantos e tantos jovens e muitos independentes. Todos juntos, para Ganhar esta Geração. Não interessa o lugar. Interessa fazer mais. Grande agradecimento a todos eles.

O outro objectivo era melhorarmos na informação. Também o conseguimos. Durante meses, o Grande Jota, entrevistou deputados, vereadores e outros ilustres convidados. Chegámos a ter edições com mais de 20 páginas e rompemos com tudo o que tinha de ser feito. Grande presença nas redes sociais, foi aí, por exemplo, que descobrimos o Tiago Fonseca um muitíssimo promissor quadro da nossa estrutura. Muitas horas, estivemos no MSN, a conversar com os militantes. Melhorámos também a saúde financeira da secção.

Actividades e Moções. Muitas actividades. O Debate sobre o aquecimento global, o debate sobre as drogas leves, a grande discussão sobre a questão da legalização da prostituição, a iniciativa sobre o financiamento do ensino superior, o lançamento das bases do guia do voluntariado, o documento sobre a agricultura biológica, o debate sobre o impacto da televisão nos média, o mês da solidariedade, foram apenas exemplos do que desenvolvemos. E tantas e tantas moções. A moção do Pedro, alargada a tantos sectores da nossa sociedade. A moção sobre o ensino superior. O Projecto Politico Para Portugal. A moção sobre a livre militância, tema que levámos à aprovação em Conselho Distrital e Congresso Nacional. Hoje também por isto, podemos olhar para trás e dizer dever cumprido.

Actividades, Informação, Implementação no Terreno, Crescimento de Militantes, Reconhecimento Distrital e Nacional. O que falta aqui? Autonomia. Conseguimos manter a equidistância e a autonomia com tantas e tantas eleições. Renunciamos a todos os lugares na AML. Renunciamos a lugares para o Congresso Nacional do PSD. Renunciamos agora a lugares para a Comissão Politica do Partido. Sempre com a autonomia e a equidistância que nos caracteriza. Tenho muito orgulho, em toda a equipa por ter sabido manter esta postura.

Para o futuro, não escondemos o que queremos. Um crescimento recorde ao nível de militantes, sem esquecer a qualidade. E sem esquecer a taxa de participação que queremos ter. Mas muitos dos independentes que foram trabalhando no Gabinete querem agora juntar-se a nós. Uma palavra para o Gabinete: É um grupo que aglutina independentes e que permite aos jovens militantes um entendimento gradual da politica e da JSD. Começam por assistir a Assembleias de Secção e Conselhos Distritais, começam a redigir bases para moções, depois textos para publicação, organizam a parte temática das actividades, até que por fim, com um ou dois anos de Gabinete, integram a Comissão Politica. É uma grande medida, talvez a que mais me orgulho. A criação do Gabinete JSD assegura, verdadeiramente, a sustentabilidade politica da JSD/Moscavide nos próximos largos anos. O outro objectivo, é efectivarmos o que tínhamos delineado para 2010. Influenciar, decisivamente, o rumo do Distrito. Sem nenhuma fanfarronice, muito nos orgulharia, que a próxima Distrital observasse o exemplo que vem de Moscavide. Não só de Moscavide. Também de Oeiras, também de Odivelas e de algumas outras secções. E estou confiante que isso sucederá.

Termino esta rubrica, que muito gosto me deu. Lembrando da surpresa. Hoje estou sorridente. E orgulho-me muito do que fiz e do que quero fazer pela JSD/Moscavide, mas, sobretudo, pelos jovens. Quero mesmo ganhar o futuro, ganhar esta Geração!

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Férias

>> domingo, 9 de agosto de 2009

Na viragem para a última semana de férias aqui no Algarve, acabei o livro sobre liderança, segundo Kennedy. Não fiz uma leitura exaustiva, vendo todos os pontos e aprofundando aqueles que mais me interessavam. Achei interessante ver algumas ideias e métodos que já utilizo plasmados naquela obra, como por exemplo, a ideia de se descentralizar muito, não devendo o presidente ou líder de uma organização ir a todas as reuniões. Tenho me batido por este principio, explicando não ser eu a estar presente em todas as reuniões que me pedem comparência. Às vezes, algumas mentes mais tacanhas não o percebem e até fazem discursos disparatados à volta disso. Outra lição é a ideia de fazer das desvantagens…vantagens. Toquei muito neste tema há uns meses atrás, a propósito de questões pessoais. Poderia voltar à carga agora, num momento diferente onde se exige uma nova adequação às circunstâncias, aliás, estes últimos meses muito me mudaram e fizeram crescer, em múltiplos aspectos que com o tempo e a frieza necessárias poderei por aqui explanar, para os mais interessados.

Entretanto, na leitura, antes de passar para o livro sobre Kennedy, este já uma análise do seu percurso político e da sua vida, deixando para último, os últimos anos de Salazar, adquiri na Feira do Livro local, o Processo de Kafka. Dizem-me que é um livro delicioso. Já li o primeiro capítulo e gostei. Também tenho aqui um livro sobre Vale e Azevedo. O meu irmão “papou” o livro em poucas horas e diz-me que existem lá pormenores de índole jurídica que me poderão fazer gostar de ler o livro. Tentarei, pelo menos, dar uma “pincelada”.

À distância, vou acompanhando o que se passa no processo autárquico em Loures. A poucos dias de ficar tudo fechado, existe sempre mais confusão. De todo o modo, saúda-se a recentemente eleita Comissão Política do PSD/Moscavide pelo tempo recorde com que conseguiu formar listas em todas as freguesias. Quanto à representação da JSD, nas freguesias, não tenho razões de queixas. Em alguns lados conseguiu-se posições históricas, mas, sinceramente, também acho que a prestação da JSD/Moscavide nos últimos anos tem sido histórica. O grande ponto negativo, posso afirmar, foi o que se passou com a JSD/Loures. Foi uma grande desilusão ou talvez a confirmação das piores expectativas. Algumas atitudes foram muito graves. Dessas, umas têm que ser postas de lado, outras deixadas para análise mais tarde, mas outras, outras de certeza absoluta que terão consequências políticas. Mesmo.

Mas, sobretudo, para além da leitura, da praia e dos mergulhos, do algum trabalho político que também estou a desenvolver, o mais importante é ter estes dias com a família. Durante o ano, sempre de um lado para o outro, desdobrando-me em mil e uma coisas, torna-se difícil passar tempo em quantidade e qualidade com aqueles que mais gosto. Aproveito estes 15 dias no Algarve, para conversar, rir, jogar às cartas e fazer tudo aquilo que nem sempre temos tempo para fazer durante o ano, onde nos sujeitamos ao ritmo imposto pela própria vida.

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Raul Solnado

>> sábado, 8 de agosto de 2009

Cumpre fazer a homenagem a um grande nome do nosso país: Raul Solnado. Para sempre nos lembraremos deste grande homem. Descanso em paz.

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Ganhar uma Geração, por Tiago Mendonça

>> sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Já aqui muito vos escrevi sobre ideias que tenho para Ganhar esta Geração. Em particular, lancei aqui um conjunto de tópicos para reflexão de como gostaria que a Comissão Politica Distrital de Lisboa funcionasse para melhor alcançar esse desígnio.

Julgo que uma Comissão Politica Nacional, pela necessidade de criar uma equipa com elementos provenientes de vários distritos e até das ilhas, tem uma dificuldade enorme em se reunir e em conseguir ter um ritmo de trabalho aceitável (ainda que com os novos meios tecnológicos as coisas sejam mais fáceis). Para além de que tem um papel de índole nacional, cabendo-lhe referir as grandes bandeiras da JSD, isto é, afirmar as posições da JSD sobre as grandes temáticas de juventude. Poderá organizar iniciativas, de grande impacto. Por exemplo, gostaria de ver uma mega iniciativa sobre as alterações climáticas. E esse tipo de iniciativas, de nível nacional, e que apenas uma CPN consegue fazer, são objecto distinto do trabalho que uma CPD pode fazer.

Verdadeiramente, uma Distrital está bem mais próxima dos jovens. Sente com muito mais intensidade os seus anseios e percebe melhor os seus objectivos. Pode tomar iniciativas que no curto prazo mudem para melhor as suas vidas. Está mais apta para reivindicar medidas para solucionar os seus problemas. Pode ter uma equipa organizada a trabalhar nesse objectivo.

A Distrital de Lisboa, tem sob a sua jurisdição alguns dos concelhos de maior importância em todo o País. Opera na capital do país, e os problemas de Lisboa, são os problemas do país, com excepção para a desertificação e a acrescer os problemas de mobilidade. Tem uma especial responsabilidade. Tem que ser uma distrital ouvida. Os fundos sei bem que são muito menores que os de uma CPN. Mas mesmo assim, a Distrital que eu quero, é uma distrital muito mais activa que uma Nacional. Uma distrital com actividade, e que ao final do mandato, se possa olhar e perceber que conseguiu efectivamente mudar a vida dos jovens. Que fez algo de verdadeiramente útil.

E isso é possível. Os textos sobre como ganhar uma Geração vão ficar por aqui. Este é o penúltimo. O último é uma retrospectiva sobre o que fiz na Comissão Politica em Moscavide e os objectivos para os próximos dois semestres. Depois acaba por aqui. Mas daqui a dois meses, talvez não tanto, terão uma surpresa. E vão perceber que estes textos não foram em vão. Tiveram um sentido. Até lá!

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Gráfico

>> quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Mesmo num mês em que muitos leitores já estão de férias, manteve-se a tendência de crescimento do Laranja Choque. Agradeço muito a todas e a todos os que continuam a visitar-me e a acompanhar o que vou escrevendo neste espaço de liberdade. Lembrei-me de um anónimo que andou para aí a dizer que vinham poucas pessoas aqui ao Blogue. Nunca me preocupei com isso. Não faço os textos para as audiências. Aliás, acho mesmo, que alguns textos são tão pessoais, que apenas 3 ou 4 pessoas poderão ter interesse em ler. E alguns são tão grandes, que duvido que mais de duas pessoas (a contar comigo) os leiam até ao fim. Mas é sempre bom, sabermos que cada vez mais vão perdendo 10 minutos do seu dia para dar uma vista de olhos no que produzimos.

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Futebol - O regresso.

>> quarta-feira, 5 de agosto de 2009

á muitas semanas que nada aqui escrevia sobre Futebol. E também não me irei alongar muito, apenas um pequeno retracto sobre o que vai acontecendo, a cerca de 20 dias do arranque da época futebolística, pelo menos, em termos nacionais.

O Porto, aparece como o grande favorito para a Conquista do Próximo Campeonato. Pela simples razão de que é o campeão em titulo. Para além disso, ganhou a alguns adversários de renome, embora eu considere, que é um erro perder Cissokho, Lisandro e Lucho, todos na mesma época. Aliás, isso não tem sido apanágio na gestão dos dragões, ao longo dos anos. Para além disso, fala-se ainda na eventual saída de Bruno Alves e Hulk, o que a suceder, julgo eu, seria o enterrar de muitas das hipóteses do Porto para esta época. Joga a seu favor a continuidade de Jesualdo Ferreira.

O Sporting, parece ser o pior dos três grandes. Uma equipa a jogar um futebol muitíssimo mau, Matias Fernandez vai desiludindo, vitórias só perante o Cacém e relativa euforia após dois empates, um deles milagrosos, perante um adversário de menor nomeada que permitiu ao Sporting o acesso a uma mera possibilidade de entrar na Champions. A certeza é a de que caso o Sporting não recupere rapidamente e não comece a jogar futebol, dificilmente conseguirá entrar na liga milionária e lutar pelo campeonato, porque, mesmo que lá para a frente recupere um mau arranque poderá ser decisivo quanto às aspirações dos leões. Por outro lado, como pontos positivos, a continuidade de Paulo Bento, a relativa estabilidade na direcção leonina, a manutenção de Liedson e os 2 milhões já encaixados com o empate na Holanda.

O Benfica, joga como nunca o vi jogar em toda a minha vida. Nesta década, apenas se aproxima a melhor fase do Benfica de Fernando Santos. Vitórias fáceis, jogo bonito, toque de bola que entusiasma, jogadores numa forma física e com um nível de entrosamento assinaláveis, Saviola de outra galáxia, Aimar e Di Maria a explodirem, Javi Garcia a grande nível, várias soluções para a defesa, Cardozo a facturar 7 golos, resultados de grande amplitude contra adversários de renome. Agora peço calma. O Benfica não deve ser visto como favorito nem pressão deve ser feita. Com calma e tranquilidade, julgo que é possível ser o ano do Benfica. Mas veremos. Como disse, Porto e Sporting, que acabaram à frente do Benfica, são naturalmente favoritos em relação ao clube da luz.

A anotação para o Braga, é apenas para a triste subserviência deste grande clube a um outro clube. A novela Jesus, agora a novela Peixoto representam tudo o que de mau existe no futebol português. Há coisas que não mudam. Mesmo. Quanto a Domingos Paciência, ex goleador do Porto, afirmou que Jesus fez pouco no Braga. Fica, portanto, a obrigação de fazer melhor.

E sobre futebol é tudo o que tenho para vos dizer. Contando, só regressar ao tema daqui a umas semanas, a menos que se justifique fazer alusão à Supertaça, no caso de inesperada vitória do Paços de Ferreira.

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Algumas notas !

Já com algum bronze e uns belos mergulhos revigorantes, tive a oportunidade de ler a quinta edição da revista masculina Playboy. De todas a melhor. Para além da capa, conceito e playmate, uma excelente reportagem sobre Las Vegas e um apontamento sobre o Real Madrid. A reportagem está fantástica e traça uma panorâmica sobre Sin City absolutamente paradisíaca. Daqui a uns anos é local para visitar. Quanto à revista, julgo que veio para ficar, apostando num segmento de mercado completamente diferente do explorado pela FHM e da MAXMEN. Estas duas, julgo que exploram um mercado mais juvenil, até aos 25 anos talvez. A Playboy é mais adulta, mais madura e tem conteúdos muitíssimo interessantes, mais virados para uma faixa etária ou um nível cultural mais elevado. Veja-se as entrevistas: Costinha, Mário Crespo, Moita Flores, Joaquim de Almeida e Filipe Lá Feria. Reportagens internacionais muito interessantes. É uma grande revista, que encara o erotismo da forma como se deve encarar. Com naturalidade, apreciando, mas sem obsessão.

Também uma nota para uma iniciativa do blogue InConcreto, um blogue que se tem vindo a desenvolver e a projectar a um nível muitíssimo interessante. Há uns dias faliu o primeiro blogue impresso, um jornal, verdadeiramente, mas em forma de blogue. Será que os Blogues têm espaço para sair da Blogosfera? Será que é possível transpor o que vai sendo escrito e colocado a debate? Será que com isso os Blogues não perdem a sua característica? Para mim a resposta é depende. Por exemplo, acho que na Assembleia Municipal de Loures, o Grupo Parlamentar do PSD deve apostar nas jornadas parlamentares na Blogosfera. Julgo que uma futura CPDL deve apostar num blogue de debate interno e outro de debate de ideias para o Distrito e para o País. Acho que vários grupos de pessoas que já fazem actividade podem ter um blogue como alicerce. Sou mais tendente a aceitar blogues que fazem actividades, mas que são criados de fora para dentro. Pessoas que já faziam actividade e constroem um blogue como forma de a continuar a fazer. Muitos outros, que até têm algum sucesso na Blogosfera talvez seja melhor por aí ficarem. Não é o caso, do InConcreto que cada vez mais se assume como uma plataforma de debate, mas claramente projectada para outros voos.

Começa hoje o Sudoeste. Pergunto-me o que faz a maioria das pessoas irem a festivais? Será verdadeiramente a música? Se sim, o cartaz do Sudoeste é minimamente apelativo? Olho para o cartaz do Festival Marés Vivas e não encontro nenhum outro, exceptuando o Rock in Rio, que se assemelhe. Mas o Sudoeste não me parece ter um cartaz assim tão apelativo. Aliás, talvez o grande nome do festival, seja mesmo a Mariza. Que não me parece enquadrar-se no perfil das pessoas que se deslocam ao festival. Ou será que os festivais, mais do que a música, oferecem um convívio, um ambiente e uma mística únicas e diferentes e é isso que chama os campistas? E se sim, como é que podemos caracterizar esse ambiente? Se pensarmos num festival de verão, quais são as três primeiras palavras, que nos vêm à cabeça, excluindo música? Sobre música, relembro que o Concerto dos Xutos no Restelo, está aí à porta. Promete ser memorável. E julgo que a abertura fica a cargo dos conhecidos Tara Perdida.

E agora enquanto alguns de vós, os mais pacientes, vão lendo o que aqui escrevo, dou dois passinhos e…mergulho!

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Férias

Este é o primeiro texto que vos escrevo em férias, aqui no Algarve. Primeiro, aproveito para afirmar, que o tempo está maravilhoso, a praia repleta, o mar está óptimo e as vistas são do melhor que há. Para quem ainda está a trabalhar…a minha solidariedade;)

Compartilho convosco os livros que trouxe para ler. Um primeiro, a liderança segundo Kennedy. Já li uns trechos e parece-me muito bom, mas deixo a análise para depois. A ideia base do livro é pegar em vários tópicos essenciais para um bom líder, e exemplificar o que deve e o que não deve ser feito com actos do Presidente Kennedy.

Ainda do Presidente Kennedy, um grande livro que retrata uma “vida inacabada” daquele presidente norte-americano. Um livro, que do que pude ler, me parece muitíssimo completo e me poderá dar mais informação sobre a vida de uma das mais extraordinárias figuras do Século XX.

Um terceiro livro, do Professor Paulo Otero, meu regente de Ciência Política e Direito Constitucional. Os últimos anos de Salazar. Este livro parece-me traçar a outra fase do estadista português. O lado frágil de António Oliveira Salazar. A não perder.

Entretanto, entre livros, jornais desportivos, e porque não dize-lo, uma espreitadela pelas revistas cor-de-rosa, tentarei não perder o hábito da caminhada em passo de marcha 1h a 1h30 por dia. Por outro lado, estou ainda a preparar uma surpresa, muito ligada aqui ao Laranja Choque mas que o irá extravasar largamente. Depois perceberão.

Quero também agradecer aqueles que continuam a deixar a sua opinião. Anoto ainda a quebra de visitas, normal no mês de Agosto, não só pelas férias, mas também pela menor cadência de post's e consequente diminuição de troca de opiniões nas caixas de comentários. Espero que lá para Setembro seja possível retomar o ritmo normal. Devo advertir, no entanto, que estão vários post's agendados, para que não se perca a dinâmica. Chamo a atenção em particular para dois textos incluidos na rubrica Ganhar uma Geração. Importantes.

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