Parabéns à Carina

>> sexta-feira, 31 de julho de 2009

Um beijinho de parabéns à minha amiga Carina. Desejo de sucesso pessoal e profissional, são os meus votos.

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Sir Bobby Robson

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Faleceu hoje Sir Bobby Robson. Um nome incontornável do futebol mundial. Um treinador, que cresci a admirar. Uma justa homenagem a este grande homem!

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Cocktail




Há dias assim, um cocktail de emoções. Uma pequena discussão ou crispação é o suficiente para tudo desabar. Por vezes, momentos, onde é mais difícil aguentar a pressão tornam-se num martírio desesperante. Em vésperas de umas férias, merecidas ou não, mas que se esperam revigorantes física e psicologicamente, este cocktail de emoções.

A coisa que mais gosto de fazer na vida é de conversar. E falo muito de uma realidade onde julgo ser relativamente bom: Gestão de timmings. Julgo que tudo na vida, tem o seu timming, e o mais importante é percebe-lo e agir da melhor forma nesse curto espaço de tempo. Ainda no outro dia vos falei sobre isso.

Por vezes é uma questão de segundos. Ainda hoje, me apareceu um gato pela frente, e tinha um carro do outro lado da estrada, em fracções de segundo tive de raciocinar. Se travasse bateria no gato, atropelando-o. Se virasse para o outro lado, poderia bater no outro carro. Em fracções de segundo tive que decidir. Bons reflexos, conhecimento do carro e sobretudo a mão de Deus, permitiram que em duas guinadas, deixasse a roda traseira a dois dedos do gato e a dianteira a dois dedos do carro. Um milésimo de segundo mais tarde, e batia num dos dois.

Isto é um exemplo extremo. Mas na vida, muitas vezes temos que tomar este tipo de decisões. E para isso importa já ter antecipado cenários. Mas depois da decisão tomada o que há a fazer? Para mim, importa perceber as causas da nossa acção, na perspectiva de entendermos donde viemos e porque é que fizemos determinada coisa. Apenas com isso perfeitamente lúcido para nós, poderemos passar à segunda parte, que é a parte das consequências.

Exemplificando, com o que vos falei do Conselho Distrital. Em segundos tive que perceber muito bem as causas que levaram àquilo, para perceber a motivação. E em segundos também tive que perceber que consequências iria dar àquele discurso. Em pouco tempo.

Mas às vezes as pessoas tem mais tempo. Têm meses. E continuam sem estar preocupadas em perceber a causa, e quando se percebem, resignam-se a admitirem que não são lá muito pessoas. E quanto a consequências, os outros que as paguem. E depois, com grande lata, alegam que já passou muito tempo. Enfim…virar de página, mesmo!

Enfim, e neste cocktail de irritação falamos mal com as pessoas que mais gostamos. Foi o que fiz hoje, e já enviei mensagem a pedir desculpa. E irritamo-nos, com questões de menor importância, como uma ficha ou discussões de se vai em 17º ou em 18º, que não interessam quando comparadas a coisas tão importantes. E, por pouco, deixávamos passar ao lado alguém que gosta de nós e que luta, verdadeiramente.

No final deste cocktail o que sobrou. Umas fichas assinadas. Uma SMS a dizer que está tudo bem. Uma pessoa que mostra arrependimento zero. E uma carta. Uma bela carta, que não é escrita em português nem em japonês. Uma carta escrita com o idioma da amizade e da admiração. E é isso que fica. E tem que ficar. Para o passado...

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PSD/Moscavide

>> terça-feira, 28 de julho de 2009

Ontem, realizou-se a primeira assembleia da secção, após as eleições do dia 30 de Junho. Tive oportunidade de dar os parabéns à mesa da Assembleia, por realizar uma assembleia em tempo recorde e também à Comissão Política por em apenas 3 semanas, ter conseguido fechar 10 cabeças de lista a Juntas de Freguesia e ter já muitas listas concluídas. Pelo que vou sabendo, tem sido um trabalho árduo, de muitas horas diárias, para que tudo esteja pronto o mais rápido possível.

As escolhas para os candidatos às Juntas são um misto de irreverência e juventude, donde se destaca a candidatura a Moscavide, do militante Sérgio Perfeito, vice-presidente da mesa da JSD/Moscavide, e a experiência de alguns dos mais preponderantes militantes da estrutura. Creio que são todas elas umas boas escolhas, e também o plenário assim o considerou, com uma votação esmagadora nesses nomes.

Também o disse no discurso, que podem contar com a JSD/Moscavide para uma cooperação institucional de grande proximidade e com todo o empenho e motivação para os vários desafios que vão surgir. Contem connosco para convergir, mas também, naturalmente, para divergências que são normais que vão surgindo.

Sobre presenças e ausências, estranho muito algumas ausências. Fizeram precisamente aquilo que criticavam. Alhearam-se do contributo. E isso é imperdoável. Mas não quero nomear, para não ferir susceptibilidades. Registo no entanto, a presença de dois elementos da anterior comissão politica, que cumpriram, e estiveram presentes.

A JSD continuará a trabalhar, dando os seus contributos, ao nível programático, nas diversas freguesias, sem exigir um único lugar em troca. Os lugares merecem-se. Não se negoceiam.

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Debate Capital

Hoje é dia de debate entre António Costa e Pedro Santana Lopes. Julgo que em debate, naturalmente, Pedro Santana Lopes se deverá sobrepor ao seu adversário nesta corrida eleitoral. António Costa, não tem obra, e por isso não pode falar da mesma. Não fez nada. Absolutamente nada. Tenta portanto falar das contas da Câmara Municipal. Ora em termos orçamentais, também já percebemos que o aumento ou o recuo do passivo não depende exclusivamente de quem dirige a Câmara Municipal, nesse caso, com o passivo a aumentar 50% no mandato de António Costa, estaríamos a dizer que António Costa teria sido um caos para Lisboa.

Quanto às questões financeiras, tenho para mim, que António Costa não foi pior que Santana. Mas, também não foi melhor. Ambos herdaram encargos complicados que se repercutiram nos seus orçamentos. Nem Santana, nem Costa foram melhores, neste capitulo.

Outro ponto que Costa, poderia pegar, era numa alegada falta de estabilidade na Assembleia Municipal. Ora também não o poderá fazer, porque também Santana Lopes não teve essa maioria.

Dito isto, o que nos resta, e o que é de longe o mais importante, é a obra feita e o projecto para o futuro. Santana Lopes, tem muita obra feita. Nesse ponto dá 10-0 a António Costa, poupando os leitores de referir, porque já aqui o fiz, as inúmeras obras de Santana Lopes. Poderia referir as de António Costa, deixando um espaço em branco. António Costa, que procurava centrar a sua candidatura na extrema esquerda, com os convites a José Sá Fernandes, Helena Roseta, PCP e BE, no que respeita a contas não as melhorou. Em limite, manteve. E não fez obra.

Quanto ao futuro, seria importante verem o discurso de Santana Lopes. Falou do túnel, talvez 5% do tempo. Não mais. E refira-se, não passou os restantes 95% a dizer mal de António Costa. Mas o túnel faz mesmo falta. A avenida da República é caótica, e não podemos sacrificar quem menos pode, com velocidades médias de 12 km/h dos autocarros. Os carros devem utilizar, em grande parte, o túnel, deixando a superfície para os transportes públicos circularem com grande rapidez. Aliás, o ponto óptimo seria aquele onde seria mais rápido ir de transportes públicos. Julgo que todos queremos menos carros na cidade e maior utilização dos transportes públicos.

Aguardo com expectativa pelo debate hoje, quando a imagem de competência e de rigor, que Costa se arrogou como sua patente exclusiva, começa a cair. Estou também ansioso para ver que moderação vamos ter. Mesmo!

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Pois...

>> segunda-feira, 27 de julho de 2009

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Jovem?

No outro dia, uma pessoa que conheço, dizia que eu tinha um feitio, que não se enquadrava no conceito de Jovem. No seu conceito de jovem, deveria ter acrescentado. De que se tratava o estereotipo? Ir a concertos, festivais e festas. Averiguei, e numa rápida passagem pelo seu perfil, numa rede social perto de si, deparo-me com algumas fotos que explicam tudo.

1 em cada duas fotos, eis uma garrafa de cerveja na mão. No remanescente, não é uma garrafa, é um copo com cerveja. Enfim, o comentário, de menor importância, até porque foi sucedido de um pedido de desculpas, por de facto não ser bem assim, fez-me pensar no assunto.

E não, curiosamente, não vos irei bombardear com um texto sobre a degradação de valores. Nada disso. Vejamos o lado positivo.

Um jovem de 21 ou 22 anos, é alguém, que em condições normais, estará a acabar a sua formação, apto para entrar no mercado de trabalho. Pode então trabalhar, ter casa própria e até constituir família. Não sei se tarde, se cedo. Mas essa é a realidade. Mas detenhamo-nos sobre isto: Um jovem que estude numa Universidade Pública, pagará 1000 euros de propina actual, valor que, aproximadamente, corresponde a 1/5 do custo do aluno, isto é, ao fim de 3 anos de licenciatura, o “jovem” pagou 3.000 euros e o Estado investiu na sua formação 9.000 euros. Quem diz o estado, diz os meus pais que descontam para que esses “jovens” possam estar a estudar.

O dever de responsabilidade, deve imperar. Não me sinto bem, a saber que pessoas com o salário mínimo, descontam do pouco que têm para sobreviver, para que eu possa estudar, sem que eu retribua o mínimo dos mínimos. E como é que se pode retribuir à sociedade, tudo aquilo que ela nos dá? Na política, por exemplo. Mas de outras formas: Fazendo voluntariado, deixando de beber aquela imperial para dar esse valor a quem mais precisa, fazendo sessões de esclarecimento sobre qualquer assunto na sua faculdade, fazendo actividades de acção social, tendo um blogue e tentando criar o debate para que mais pessoas estejam mais informadas e aptas a retribuir à sociedade o que ela necessita, fazendo campanhas de angariação de brinquedos ou distribuindo panfletos sobre a reciclagem. Apenas alguns exemplos.

O Jovem deve sair à noite? Claro que sim. Cometer os seus excessos? Ocasionalmente, porque não? Agora esse deve ser o centro da sua vida? Não me parece.

Mas voltemos ao inicio. Estudo e tento ir retribuindo através da JSD. Equilibram-se as coisas. Fui Escuteiro, durante 10 anos, onde terei contribuído qualquer coisinha, também, embora o que recebi, foi muito, muito mais. E quem me dera ter feito mais e fazer mais! Mas também gosto muito de ir a um bom bar, ouvir um boa música e conversar um pouco com uma boa companhia. Adoro cinema. E todas essas coisas que um jovem faz. E sim, o escândalo, também gosto de concertos.

Mas repudio, isso sim, a fazer da minha vida isso. A sair três vezes por semana e a publicar fotos que evidenciam a triste figura, reconhecida por todos. O que tento não fazer é regredir. Andar para trás. Fazer aos 20, o que nem aos 15 seria admitido. O que não faço, é contradizer-me a cada segundo.

Isto leva para outro assunto, que apenas tocarei ao de leve. As pessoas têm que se convencer que existem idades para tudo. Não é aos 15 que se faz um interrail. Nem, talvez, seja aos 60 a idade mais adequada. Não é aos 20, que se compra uma quinta, e se passa os dias a desfrutar do sol, numa qualquer planície alentejana. Talvez aos 70. Não podemos querer fazer hoje, o que por uma razão ou outra não fizemos ontem.

Mas lembro-me de muito boa juventude. Lembro-me da Raquel Ratado, escuteira e bombeira, que dá quase tudo o que tem pela causa comum. Lembro-me da Sara Pestana, agora em missão em São Tomé. Lembro-me da Mariana, nos seus melhores tempos do Banco Alimentar. Lembro-me do trabalho fantástico que o Luís Guerreiro tem desenvolvido na WACT. Lembro-me de muitos jovens que vou conhecendo e que tanto vão dando à comunidade, com os dons que têm.

Até aos 20/25 anos recebemos tudo da sociedade. Tudo o que somos, depende do que os outros fizeram. A partir dessa idade e até aos 60 ou 65 anos é altura de retribuir. Vamos trabalhar, vamos fazer história e contar histórias, vamos constituir família, ter um cão ou um gato, ter o nosso lar e contribuir para os outros. Os que mais novos e os mais velhos. Depois dos 65, é altura de novamente sermos compensados e gozar do trabalho de uma vida. Em cada momento, cada coisa.

E em cada momento devemos ser jovens. Jovens de espírito. Lembro-me do meu avô, que com mais de 80 anos, continuar a fazer kilometros e kilometros por dia. Do meu Tio Quim e da Minha Tia Aldina, que mantêm a juventude intacta. Lembro-me da minha mãe que ninguém dá a idade que tem e de tantos outros exemplos. Ser jovem de espírito, é tentar manter a capacidade psíquica e física, verdadeiramente, “em forma”. É manter o espírito aventureiro e a curiosidade. Nunca definiria ser jovem ou não ser jovem, por ter um perfil no hi5, onde exponho fotos que nunca, mas nunca, deveriam ser publicadas. Não acho que ser jovem, seja dizer aos sete ventos que estou embriagado. Não acho que ser jovem, seja gastar centenas de euros por mês em bebidas brancas. Não acho que ser jovem seja passar pela vida, sem a viver. E não acho que ser jovem seja dar mais importância a um festival do que a umas eleições. Não acho também que a irreverência da juventude seja aferida pela mudança abrupta de personalidade ou pelo número de vezes que magoamos alguém.

Mas fica para o caso da interlocutora da altura ler isto, a mesma pergunta que lhe deixei pessoalmente:

“Será que não percebeste qual era o caminho de juventude que eu tinha escolhido?”.

Na vida…há sempre novas jogadas e novos jogos. E muitas vezes, quando o adversário nos grita xeque-mate, já movemos a peça e contra atacámos. E, como sempre te digo a ti, e como sempre vos digo a vocês, o mais importante é sermos felizes a cada momento e, se possível, que essa felicidade não seja à custa da tristeza e da mágoa dos outros.

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Dia B, por Bruno Antunes

>> domingo, 26 de julho de 2009

Volta a Portugal: Que futuro?



O ciclismo é uma modalidade interessante, creio ser daquelas em que o esforço do atleta é mais desgastante. De vez em quando lá pratico este desporto e sinto como é preciso muito empenho para enfrentar lombas, subidas, descidas, rectas, curvas, tudo e mais alguma coisa. Portugal tem alguma tradição neste desporto contando com um grande nome do ciclismo Mundial, o já falecido Joaquim Agostinho. Neste sentido, já existe há 71 edições a Volta a Portugal em bicicleta. É uma boa marca e espera-se que continue a realizar-se ano após ano.

No entanto, é uma prova relativamente menor no panorama do ciclismo internacional. O Tour de França, a Vuelta de Espanha e o Giro de Itália ocupam com distinção os lugares de topo desta modalidade, com maior relevância para o primeiro. São provas de intenso sacrifício, com semanas de extensão e contam com a participação dos melhores ciclistas mundiais. Nem sei se à frente de Portugal não estarão outras provas no panorama internacional, é bem provável que estejam. Será possivelmente o caso da Polónia e outros países da Europa que têm maior notoriedade nas suas provas de ciclismo que Portugal. Um razoável barómetro para verificar se de facto determinada prova é forte ou não é a transmissão num canal de televisão internacional, como é o caso da Eurosport.

Para além disto, a Volta a Portugal, que já teve alguma mística, perdeu-a um pouco. Hoje em dia a Volta a Portugal, que no seu site se refere a uma volta que “cativa o país de Norte a Sul”, parece não fazer jus ao que refere. Para esta conclusão retirar é suficiente analisar o mapa da prova.


Sabem qual é o ponto mais a sul por onde a Volta a Portugal passa? Eu respondo. Lisboa, e é apenas no Prólogo que tem pouco mais que 2 quilómetros. Tendo em conta que Lisboa é do centro sul…Onde está o sul? Uma Volta a Portugal tem necessariamente de cobrir de modo razoável o país inteiro. Não se exige que se corra cidade a cidade. Porém, não passar no Alentejo, no Algarve, não ter um final em grande na capital parece já ser exigível.

Outro ponto onde a Volta perde para as demais provas de ciclismo é o nº de etapas e duração. A prova tem 10 etapas, o que é manifestamente pouco para uma prova internacional. Este campeonato de ciclismo serve assim como um mero treino para aqueles que querem participar em outras provas.

Porém, não ficam por aqui os fundamentos para o insucesso desta prova. Lembro-vos ainda um outro problema. A adesão a uma Volta a Portugal deriva imensamente da participação do Benfica. É uma ideia que fica. Normalmente quando assiste ao ciclismo um espectador quer ver o ciclismo enquanto desporto. Porém, por cá, com a tradição de participação dos grandes do futebol (Benfica, Porto e Sporting) no ciclismo a atenção centra-se nas equipas, algo que lá fora e mesmo cá não será possível relativamente às demais equipas na medida em que as mesmas são empresas sem qualquer matriz ou massa adepta e muitas vezes mudam de nome de acordo com o patrocinador. O Porto e o Sporting já não participam nesta prova há alguns anos. No entanto o Benfica de vez em quando lá surge com uma equipa de ciclismo que é acompanhada de perto por muita gente, não fosse um enorme clube nacional. Esta participação dá relevo ao ciclismo e engrandece a prova. Este ano o Benfica não participa. Lamento.

Contudo, não podemos cruzar os braços e resignarmo-nos ao facto de Portugal ser um país pequeno e periférico, não procurando formas de tornear de algum modo esses pontos fracos, essas fragilidades. Há que granjear esforços e encontrar um modo de tornar a prova mais apelativa e fazer com que tenha maior notoriedade. Não culpo a organização da prova, aliás o seu trabalho é de valorizar. No entanto, creio ser fundamental uma melhoria a bem do ciclismo nacional.

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Ganhar uma Geração, por Tiago Mendonça

Volto aqui a dar-vos conta de mais ideias que tenho, no sentido da CPDL funcionar melhor e dessa forma almejar ganhar o futuro, ganhar esta geração.

É preciso saber ouvir. É preciso que uma Comissão Política Distrital saiba absorver os contributos dos militantes de cada uma das secções dos vários concelhos do Distrito, repudiando ao centralismo e a olhar apenas para 4 ou 5 secções mais poderosas no Distrito de Lisboa.

É urgente ouvir o que os militantes em Sintra, em Vila Franca, na Azambuja, em Loures ou em Mafra têm para nos dizer. E existem variadíssimas coisas que podem fazer nesse sentido.

A Distrital de Lisboa tem sobre a sua jurisdição 10 concelhos. Julgo que a periodicidade dos Conselhos Distritais deveria passar de 2 em 2 meses, e não os actuais 3 em 3 meses. Por outro lado, julgo que em alguns Conselhos Distritais, faz sentido marcar-se um fim-de-semana para o efeito, estimulando-se, cada vez mais, o aparecimento de moções. Imagine-se, uma Sexta-Feira à noite, dedicada ao debate político, à aprovação de moções e à análise nacional e internacional, guardando, por exemplo, a tarde ou a noite de sábado para o debate político puro e duro. A verdade, é que muitas vezes o tempo não chega, e as pessoas não podem falar as vezes e o tempo que gostariam. Por outro lado, é urgente descentralizar os Conselhos Distritais. Com a periodicidade de um Conselho de 2 em 2 meses, teríamos 6 por ano, 12 num mandato. O primeiro e o último, eleitorais, na Sede Distrital ou na Sede Nacional. Os restantes 10, um por cada Concelho. Temos que ouvir, mais de perto, o que nos têm para dizer os militantes de cada um destes concelhos. É muito importante esta descentralização.

É também importante, realizar uma Comissão Política Alargada a Presidentes de Secção, no mínimo uma vez por mês. Também aqui na perspectiva da abrangência, uma reunião por mês, daria para reunir em cada uma das secções do distrito de Lisboa, convidando, a comissão politica da secção que acolhe a estar presente na alargada. Temos de envolver todos os que querem ganhar esta geração, pois somos demasiado poucos para o conseguir. Somos e seremos sempre poucos para tão enorme desafio.

É importante transpor o debate político para a blogosfera. Dois blogues, um para debate interno, gerido pela Comissão Politica Distrital. Um espaço de liberdade e transparência, com debate de ideias diário, importantíssimo nos interregnos entre Conselhos Distritais. Outro, para produção de ideias e colocação em debate de variados temas de índole nacional e internacional, que possam servir de base, por exemplo, para a elaboração de moções estratégicas.

Terminando, lembro como considero que deve ser preparada uma actividade. Esquematicamente:

• Apresentação em Conselho Distrital da Temática para os dois meses subsequentes.

• Decisão em Comissão Politica de 3 Subtemas Possíveis.

• Em alargada, escolher 1 Subtema, delinear objectivos e escolher o tipo de actividade que se quer fazer (debate, conferencia, iniciativa de rua, flyer)

• Fazer a actividade em causa.

• No Conselho Distrital seguinte, avaliar a actividade.

Temos de saber ouvir. De saber escutar as propostas de todos os militantes do distrito. Só estando organizados e ouvindo todos, é possível ganhar esta geração.

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Algumas Ideias para Loures

>> quinta-feira, 23 de julho de 2009

Hoje queria dar-vos algumas notas sobre ideias minhas para o Concelho de Loures.

Loures é hoje um Concelho sem unidade, com uma amálgama de freguesias, cuja somatório é pouco mais que zero. Dividido, em três grandes zonas (urbana, industrial e rural) apresenta-se desligado entre si e fazendo um aproveitamento precário das sinergias que poderia obter com os municípios fronteiriços. A esse propósito, uma das prioridades máximas é estimular a mobilidade inter concelhia e também potenciar as ligações entre o Concelho de Loures e os outros Concelhos. O Projecto Rodinhas, é uma boa iniciativa, mas carece de enorme alargamento, deve chegar a mais freguesias, sobretudo àquelas pior servidas em termos de transportes. Outro ponto importante, será a reivindicação da chegada do Metropolitano às Freguesias da Portela e do Prior Velho, para além da já estabelecida paragem na Freguesia de Moscavide.

Mas Loures sofre também de vários problemas no que ao urbanismo e à organização territorial diz respeito. Julgo que uma das prioridades do próximo executivo camarário terá que passar pela reabilitação dos prédios abandonados e em perigo de ruína e pelos bairros sociais que carecem de reabilitação bem como da criação de infra-estruturas sociais, nomeadamente no domínio da saúde e da segurança, como forma de integração social, mas também no sentido de se possibilitar a estes munícipes uma maior qualidade de vida. Os bairros problemáticos do Concelho, devem ser observados com atenção e ter-se um plano, bairro a bairro, de integração.

O Turismo, sector esquecido pela actual Câmara Municipal de Loures, que aloca uma verba orçamental para a revista de propaganda municipal superior do que para esta área estratégica. A criação de hotéis e outras infra-estruturas de lazer na zona urbana do Concelho, próximas do aeroporto de Lisboa e do Parque das Nações serão uma forma de rentabilizar o potencial turístico do Concelho. Mas também potenciando os produtos locais, como o vinho verde de Bucelas, cuja difusão e divulgação tem sido esquecida.

No que ao Ambiente diz respeito, muito pode ser feito, desde logo eliminando o problema de anos que se relaciona com a poluição do Trancão. Por outro lado, a criação de espaços verdes, à semelhança do que se conseguiu na Freguesia da Portela, a criação de ciclovias, estimulando o uso da bicicleta devem ser prioridades do próximo executivo. Considero também que se devia iniciar um plano a ser colocado em prática nas Escolas do Concelho, relativo à Formação Ambiental.

A Cultura, tantas vezes ignorada pelos governos locais e nacionais. Acho urgente a criação de uma sala de estudo, aberta 24 horas por dia, para servir os alunos do Concelho de Loures. Muitas das vezes, estes alunos que se deslocam para as Faculdades no Centro de Lisboa, não podem regressar às suas faculdades no período da noite ou até ficar mais tempo por lá a estudar. Acho que o Concelho deveria ter espaços de estudo que proporcionassem a esses jovens todas as condições para o seu sucesso escolar. Ainda neste domínio, uma palavra para o Desporto, e para a necessidade da criação de infra-estruturas desportivas nas várias freguesias do Concelho.
Terminando, considero ser urgente, no que à Economia diz respeito, aliviar a pressão feita aos munícipes e comerciantes do nosso Concelho, no que às taxas fiscais diz respeito. O IMI continua a ser altíssimo e deveremos procurar baixar um pouco esse imposto, na tentativa de atrair mais pessoas para o Concelho. As empresas devem pagar, também, menos imposto para que se fixem no Concelho de Loures criando emprego e tornando este Concelho, cada vez menos um dormitório.

Tudo isto se poderá fazer. Bastará paixão, experiencia e empenho. Está visto que os 8 anos de governo PS não servem para este Concelho. Está na altura de mudar e de dar a hipótese de governar o Concelho a quem nunca assumiu essas responsabilidades em Loures. Julgo que é altura de apostar no PSD, que com estas e outras propostas poderá mudar, para melhor, a vida dos munícipes.

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