Outros Blogues XV

>> quarta-feira, 15 de julho de 2009

Foi-me dado a conhecer na caixa de comentários, pelo leitor Alfredo Fernandes, o seu blogue, acabadinho de chegar à Blogosfera.

Gostei muito do seu primeiro texto, julgo que alerta para uma problemática preocupante, que já me tinha dado conta, e me tinha sido relatada por colegas, relativamente também ao Curso de Direito.

Ainda tem poucos post's, pelo que não seria justo atribuir a normal classificação. Mas é um blogue que seguirei com muita atenção. Parabéns Alfredo.

O endereço: www.entrepost.blogspot.com

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Lamentável.

>> terça-feira, 14 de julho de 2009

As novas funcionalidades dos Blogues, permitem através de um simples contador, verificar os ip's e a proveniência dos leitores, bem como as horas a que acedem ao blogue, quanto tempo ficam, o sistema operativo usado, entre outras funcionalidades.

Ora, facilmente se consegue fazer uma relação entre o número de votos nas sondagens,às horas que são feitas e donde provêm os votos. Existem casos de 4 e 5 computadores da mesma empresa estarem a votar. Por exemplo entre as 17h10 e as 17h20 votaram quatro computadores perfeitamente alinhados.

Eu aceito e agradeço que as pessoas mobilizem os amigos e conhecidos a votar. Já o fiz noutras sondagens. Isso até torna emocionante o desenrrolar da votação. Ora cresce o PSD, ora cresce o PS. Nada de mal.

Agora repudio, a adulteração e falsificação das votações. Era a mesma coisa que eu ir à Biblioteca da Minha Faculdade e votar dos 20 computadores que lá existem. Acho isso absolutamente lamentável porque altera a veracidade da votação.

E depois, estão também a manchar, de certa forma, o nome do Partido Socialista. Votar PS e votar no TGV como ideia genial, ainda vá. Agora afirmarem que a idade a partir da qual se deveria começar a consumir álcool era os 14 anos, é simplesmente serem irresponsáveis. Mais, toca as raias do criminoso. Vai contra todo e qualquer estudo psicológico.

E lamento ainda mais, que muito provavelmente, o engracadinho que está a adulterar as votações nem sequer saiba o que é o PS ou o PSD e esteja apenas a querer chatear o autor do blogue. Aproveito para dizer que não o consegue. Embora fique com muita pena de estar a prejudicar os outros leitores que vão aqui votando, de um ou de outro partido, e tirando a validade e o valor às votações.

E estas até estavam tão renhidas. Tantos dias em que, por exemplo, a pergunta sobre o casamento homossexual esteve empatada ou com um voto de diferença.

Lamento estas atitudes pequeninas.

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Dia B, por Bruno Antunes

Comunicação Social, o Quarto Poder.

Já por várias vezes debati o tema da comunicação social com várias pessoas que tal como eu revelaram alguma preocupação acerca do assunto. Aliás, já não é a primeira vez que comento esta questão. Acredito que este não seja um tema que seja alheio ao leitor e por isso chamo-o à colação novamente.

A Comunicação Social livre e esclarecida tem diversas vantagens, naturalmente. É a partir destes meios que o cidadão comum conhece o que se passa na cidade, no país, no Mundo. Para além disto, muitos casos judiciais começaram nos media e só depois foram levados às instâncias adequadas. É por isso enorme o contributo que os media dão para uma sociedade melhor. O papel da comunicação social merece ser valorizado enquanto meio para o conhecimento, necessário para o crescimento e desenvolvimento do ser humano enquanto tal.

No entanto, nem tudo o que se pode afirmar acerca da comunicação social constitui vantagens. A comunicação social é, como se costuma afirmar, o quarto poder, surgindo após o executivo, o legislativo e o judicial. Atribuem-lhe essa qualificação pelo peso que os media têm na sociedade. O modo como uma notícia é dada poderá influenciar e muito o entendimento da pessoa receptora da notícia. Muitas vezes existem casos demasiado gritantes para poderem ser tolerados. Casos em que uma notícia é dada como verídica num dia e espalhafatosamente publicada numa primeira página de um jornal ou num telejornal e depois vem a saber-se que o teor daquela notícia era totalmente falso, surgindo um desmentido que é de facto publicado, mas nunca com as parangonas da falsa notícia, por certo.

Não podemos minimizar a relevância deste facto. Se em certos casos o teor da notícia não afecta em muito a credibilidade da pessoa ou entidade sobre a qual a notícia incide, noutros, o caso muda totalmente de figura. Quantas vezes não vimos já casos de personalidades cuja vida fora totalmente devassada na praça pública e depois se vem a descobrir que não passava tudo de mera especulação, ou pior, de mentiras?

É gravíssimo e repito, não pode ser tolerado. Resta saber o que fazer. As medidas devem ter dois sentidos. Ou se aposta numa aplicação eficaz da tutela penal conferida a estes casos, se acharmos que essa é suficiente, ou optamos por um reforço da punição aquando da verificação destes casos. Ou fazemos isto, ou corremos o risco de tornar este quarto poder em algo mais, que em nada será benéfico para a sociedade.

Fica o reparo.

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Valkyrie e à Espera de um Milagre

>> segunda-feira, 13 de julho de 2009

Dois filmes geniais. O primeiro emprestado pelo Jorge, retrata uma das várias conspirações de nazis para matar Hitler. Como agora demonstra, mal sucedida. Um filme apaixonante do primeiro ao último minuto.

O Segundo, após mensagem da Mariana, fui até à televisão para ver o filme que me aconselhava. Ao inicio estava relutante já que só apanharia o filme, já passado uma hora. Ainda bem que fui ver. Ainda vi duas horas de um filme tremendo. Sem problema nenhum o coloco, no top7 dos melhores filmes que já vi. Extraordinário.

Obrigado a ambos por me aconselharem estas pérolas e me ajudarem a reavivar este gosto por ver um bom filme.

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Declaração de Voto

>> domingo, 12 de julho de 2009

Em primeiro lugar, a explicação do porquê de ter votado 20 anos, no que à idade a partir da qual deve ser permitido beber álcool diz respeito.

Eu defendo um modelo, como já tive oportunidade de o afirmar, parecido ao sueco. Um modelo gradual, onde com 15 anos e 364 dias não se possa beber nada, e um dia depois se possa beber tudo. Mas vamos por partes.

Normalmente, os problemas associados à álcool, quando pensado em relação com a juventude, estão em estreita ligação com os espaços de diversão nocturna. Também aqui acho que as coisas devem ser diferenciadas, e não devemos ter espaços idênticos e com regras iguais para todas as faixas etárias.

O que defendo, é que a partir dos 16 anos se possa ir a discotecas especificas, para pessoas de 16 e 17 anos, com horários de saída mais reduzidos, e com inibição de se beber álcool.

Apenas a partir dos 18 anos, se deve poder consumir álcool, mas tal como no modelo sueco, país impar no que ao desenvolvimento diz respeito, não se deve ter um acesso irrestrito ao consumo de bebidas alcoólicas. Defendo o consumo, mas confinado a bebidas de determinado teor alcoólico ou, preferencialmente, com uma limitação às doses permitidas. Apenas a partir dos 20 anos, considero que as bebidas alcoólicas podem ser consumidas de forma livre dentro dos limites aceitáveis, e estes limites aceitáveis davam tema para o post, pois, como já tive oportunidade de escrever, julgo que quem se coloca culposamente em estado de inimputabilidade deveria estar sujeito ao regime dos crimes de mera actividade e ser penalizado com uma multa. Daí, perante as opções propostas, o meu voto ter recaído aos 20 anos, embora em bom rigor, a hipótese 18 anos também fosse plausível perante este raciocínio.

Quanto ao casamento entre homossexuais, o regime jurídico aplicável a duas pessoas casadas e a duas pessoas que vivem em união de facto não é totalmente igual. Tem bastantes diferenças. Não me parece que tenha fundamento, impedir que duas pessoas possam ter esse estatuto e alcançar esse regime jurídico, simplesmente porque são do mesmo sexo. Evidente que o casamento nunca seria igual ao casamento entre duas pessoas heterossexuais, desde logo porque na lei canónica, nada pode ser feito. Julgo que poderá existir uma aproximação de regimes, uma solução intermédia, com outro nome ou com o mesmo nome. Não me choca que dois homossexuais, possam ter no bilhete de identidade, como estado civil, a palavra casado.

Dito isto, devem ser tomadas todas as cautelas e encarado o assunto com toda a reserva, para a adopção entre casais homossexuais não seja possível. Essa solução rejeito-a. Acho que se deve investir, deve ser uma das prioridades no que à acção social diz respeito, a melhoria das condições das instituições que acolhem essas crianças, e deve se tentar integrar as crianças na sociedade da melhor maneira. De uma forma ou de outra, concordemos ou não, uma relação homossexual e um casal homossexual fogem ao padronizado pela nossa sociedade, e as consequências para o adoptando poderão ser muito nefastas, nomeadamente nos primeiros anos de escolaridade, onde a pureza e a sinceridade das crianças muitas vezes viram crueldade.

Entenda-se, o problema de proibir a adopção, no meu ponto de vista não tem justificação no facto de se considerar que os homossexuais não têm esse direito. O ponto está na protecção do melhor interesse do menor. Dir-se-á, que poderá existir jovens que estavam melhor com um casal homossexual que numa instituição. Eu, replico, dizendo que dificilmente estarão bem num casal homossexual, e que a solução passa por melhorar as instituições de acolhimento, e libertar a adopção por heterossexuais de tanta burocracia, nomeadamente, através da figura da adopção restrita, solução adoptada fervorosamente, por exemplo, nos Estados Unidos, onde famílias genéticas e de adopção vão acompanhando o desenvolvimento da criança.

Com estas duas reservas fica explicado o meu sentido de voto. Quanto às outras duas questões, o voto no PSD, creio que não oferece dúvidas. Sobre o TGV, nenhum país da Europa da dimensão de Portugal tem um TGV interno das características do Português. O que se ganha com o TGV, numa ligação Lisboa-Porto, são 15 minutos em relação ao ALFA Pendular. Parece-me muito mais sensato reformar a linha férrea portuguesa, ao invés de partirmos para um investimento megalómano de pouca utilidade. A ideia é desastrosa e o argumento do combate à crise é falacioso. A ligação Lisboa-Madrid, se for directa, ainda poderia ser estudada, mas tenho dúvida do seu provimento.

Já agora, sobre os outros investimentos, parece-me que a terceira auto-estrada para o Porto, é um desastre autêntico e a terceira travessia sobre o Tejo não me parece liquido que seja da maior importância. Mas aí, dou o beneficio da dúvida, pois não disponho da totalidade da informação. O Aeroporto em Alcochete, concordo, mas mantendo sempre o Aeroporto da Portela, mais que não seja para os voos domésticos ou para Espanha e para a França.

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Acompanhamento das Votações

Na resposta à primeira pergunta, existe algum equilíbrio, e pouca surpresa nas respostas. PSD à frente, sem a maioria absoluta dos votantes. O PS aparece na segunda posição com 31% dos votos. A grande novidade acaba por ser os 10% de votos que o PNR alcança nesta votação.

Nos últimos dois dias, vários leitores, vieram até ao blogue votar Partido Socialista. Esses mesmos leitores consideram a ideia do TGV genial, que passou a ser assim a segunda opção mais votada com cerca de 30% dos votos, ainda longe da primeira opção mais votada, que considera a ideia do TGV um desastre.

Relativamente à pergunta sobre a concordância do casamento homossexual, após dias de votação muito renhida, de sucessivos empates, com a votação desses elementos simpatizantes do PS, a votação no a Favor descolou estando agora bem à frente da opção contra.

O único lamento que faço, é que estas mesmas pessoas tenham votado, na minha óptica de forma irresponsável e lamentável, na opção 14 anos, quando se pergunta com que idade se deveria poder começar a consumir álcool. É uma resposta que vai contra todos os estudos e que vai contra todos os pareceres psicológicos e sociológicos. Os 14 anos passam a ser a segunda resposta mais votada, ainda longe, da resposta preferida pelos leitores do Laranja Choque que é 18 anos, isto é, a maioria dos leitores considera que deve ser feita uma alteração legislativa no sentido de se poder começar a consumir álcool mais tarde.

As três ultimas perguntas, estarão em votação na próxima semana. A primeira durante mais de um mês.

Já que pronunciei sobre a votação, prescindo do secretismo do meu voto, e anuncio no que votei.

1ºPergunta – PSD
2ºPergunta – A Favor (reservo declaração de voto, num futuro post)
3ªPergunta – 20 anos (com igual reserva)
4ºPergunta – Um desastre

Continuem a participar nas votações. Obrigado a todos os leitores participantes.

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Acerto Final

>> quinta-feira, 9 de julho de 2009

Há filmes fantásticos e filmes bons. Filmes que fazem rir, outros que fazem chorar. Mas há filmes bonitos. Simplesmente bonitos. Acabei de ver, agora mesmo, o Acerto Final. É um desses filmes bonitos.

Filmes que vistos em certos dias têm outra dimensão. Saber Perdoar. Há uns tempos fiz um post assim intitulado. Este filme, nestas primeiras horas de mais um dia 9, remete-me para isso. Saber Perdoar e aceitar tudo com gratidão.

O Filme demonstra mais uma vez que o ódio nada vence. Que todas as adversidades só podem ser combatidas com amor e com união. É esse amor que torna tudo possível.

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Ganhar uma Geração, por Tiago Mendonça

>> quarta-feira, 8 de julho de 2009

No último post que fiz, a propósito desta rubrica, afirmei que as coordenadoras, CAL e CESBDL, devem ser o coração de uma Distrital. Verdadeiramente, em algumas distritais do país, como é o caso de Lisboa, existem um conjunto de secções que com maior ou menor fulgor, vão assegurando a actividade política no Distrito.

Lisboa, é um distrito privilegiado. Existem várias secções a produzir um trabalho político muito bom e espalhadas pelos vários Concelhos. A secção de Oeiras vai sendo um exemplo a nível nacional, com uma cadência de actividades, inigualável em todo o país. Odivelas, tem dado um excelente exemplo, principalmente nos últimos meses, propiciando grandes actividades e casas cheias. A secção de Moscavide, apresenta-se, para além das actividades temáticas, como um exemplo na elaboração de moções e na formação de novos quadros no Distrito de Lisboa, nomeadamente após a criação do Gabinete JSD. A secção D, ainda há bem pouco tempo, fez uma grande iniciativa, de dimensão distrital, o Imobiliza-te. A secção B, explora, como poucas, a área de secção em que está inserida, sendo uma fonte de quadros políticos de grande qualidade. E poderia citar mais uma ou duas secções. Todas estas secções têm um denominador comum. Pensem e rapidamente percebem qual é.

Perante este grupo de secções que vão trabalhando, cabia à CPDL, essencialmente, coordenar. Alertei, conselho distrital a conselho distrital, para a necessidade de colocar as Coordenadoras em Actividade. Na CAL o plano não poderia ser muito diferente deste. No primeiro ano de mandato, fundar Núcleos de Estudantes Sociais Democratas em número suficiente para reactivar o plenário da CAL, por um lado, e chamar à estrutura os mais talentosos do mundo académico, por outro. Numa segunda fase, com o plenário reactivado, surgia a hipótese de montar, verdadeiramente, a coordenadora, podendo colocar mais pessoas a realizar actividade política e tendo uma estrutura montada, através dos NESD, que permitisse a organização de actividades, de grande dimensão , e exigindo menos dos membros da distrital, vocacionados para outras tarefas. Por outro lado, fazer isto era garantir a renovação dos quadros políticos na estrutura. Nada foi feito.

Na CESBDL, o cenário é idêntico. Zero reuniões de vogais do ensino básico e secundário. Zero. Nem uma. Simplesmente, esta coordenadora não existe. E tão importante que ela é. É importante chegar ás Associações de Estudantes, perceber os novos quadros políticos, os jovens mais interessados e atrai-los para projectos sérios na JSD. A renovação de quadros políticos deve ser sempre um objectivo de quem está no poder. A política do eucalipto, isto é, secar tudo em redor, nunca deu bons resultados.

Afirmo, sem qualquer problema, que uma Distrital que tenha estas duas coordenadoras a funcionar muito bem, tem meio mandato feito. É essencial, que de uma vez por todas, se chamem os melhores para as coordenadoras. Que a coordenadora do Secundário não seja vista como o parente pobre da distrital, que se oferece ao “puto” da secção numerosa. Nem a CAL, pode ser o cheque-brinde para atrair quaisquer conselheiros distritais. Não pode funcionar assim. Não faz sentido que assim seja.

No futuro, a aposta nas duas coordenadoras, terá que ser uma realidade. Não há hipótese de fazer as coisas de outra maneira.

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Na opinião de Ana Suwa

Hoje talvez tenha sido o dia mais complicado desde que ouvimos falar da Gripe A, pelo menos, no que ao nosso país diz respeito. Perante o clima de alguma alarmismo, pedi o especial favor à Ana Suwa, estudante de enfermagem na Universidade Católica Portuguesa, de nos dar algumas informações sobre a temática, até porque, julgo que a calma ajuda sempre nestas situações. Um obrigado a esta estudante de enfermagem.




Tive a oportunidade de no Sábado passado assistir, na Universidade Católica Portuguesa – Escola Superior Politécnica de Saúde, a uma conferência sobre esta realidade de cariz mundial que é a epidemia pelo vírus da Gripe A.
Foi declarado pela Organização Mundial de Saúde no dia 11 de Junho de 2009 a passagem da gripe suína para o nível máximo (6) de alerta pandémico. Ora, é preciso antes de mais dismistificar este “nível máximo”, o qual é referido. A passagem à fase 6 da pandemia deve-se à facilidade e velocidade de propagação do vírus a nível mundial e não à sua gravidade clínica. Esta gripe iniciada no México e Estados Unidos da América propagou-se a quatro Regiões da Organização Mundial da Saúde, sendo acompanhada a par e passo em Portugal pela Direcção Geral da Saúde em estreita ligação com a Organização Mundial de Saúde e o Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças.

Este vírus é altamente transmíssivel e embora ainda esteja a ser estudado, já há inúmeras informações relativas a ele. Sabe-se que esta gripe é provocada por uma nova estirpe de vírus da gripe que contém genes das variantes humana, aviária e suína, numa combinação que nunca antes tinha sido observada. Ao contrário de outras gripes existentes, como a gripe das aves e a gripe suína, em que a transmissão do vírus entre espécies era rara, o novo vírus da Gripe A (H1N1) transmite-se de pessoa para pessoa. E daqui advém o rápido aumento do número de casos e o surgimento duma pandemia.

A gripe A propaga-se entre pessoas por via respiratória, exactamente da mesma forma como a gripe sazonal se propaga:
• Através do contacto directo com gotículas que advêm da tosse ou espirro de uma pessoa que está infectada;
• O contacto directo com uma pessoa infectada a menos de 1 metro de distância;
• Indirectamente, através das gotículas ou das secreções do nariz e da garganta que sujam as mãos e superfícies de contacto, que, em seguida, são tocadas por outras pessoas que as levam à sua própria boca ou nariz.

Segundo a Autoridade Europeia de Segurança Alimentar (AESA) e Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças, este vírus não é transmitido pela ingestão de carne de porco ou pelos seus produtos derivados. Independentemente disto, devem ser mantidas as boas práticas de segurança alimentar, não comendo carne crua de forma a evitar possíveis riscos de doenças de origem alimentar. São sempre recomendadas as práticas adequadas de higiene, que determinam a prática da lavagem das mãos antes de cozinhar, a lavagem adequada de todas as superfícies e equipamentos da cozinha com detergente depois de manusear carne crua. A carne de porco deve ser cozinhada, até atingir uma temperatura interna de 70ºC, temperatura adequada para eliminar vírus e bactérias.

Os sintomas, também eles, são muito semelhantes aos da gripe comum, aos da gripe sazonal:

• Febre (acima de 38ºC);
• Sintomas respiratórios, como tosse ou rinorreia (secreções nasais);
• Dor de garganta;
• Dores musculares;
• Dores de cabeça;
• Arrepios;
• Fadiga;
• Vómitos ou diarreia (não são típicos de gripe, mas foram relatados por alguns dos recentes casos da Gripe A).


É de referir que as mortes verificadas se devem a complicações provenientes desta gripe e que podem incluir a exacerbação de doenças já existentes ou problemas respiratórios (pneumonias graves, bronquites), ou não respiratórios (convulsões febris, encefalopatias, miocardites, entre outras). O risco de ocorrência de complicações, hospitalização ou morte, em resultado da gripe, é maior nos idosos (com mais de 65 anos), nas crianças pequenas, nas grávidas e doentes crónicos.

Até agora, a maioria dos casos de Gripe A (H1N1) são leves e, provavelmente, a maioria dos doentes recuperam por si mesmos. As evidências actuais sugerem que o vírus influenza A (H1N1) é susceptível ao tratamento com oseltamivir (Tamiflu®) e o zanamivir, (Relenza®), mas resistente aos antivirais mais antigos. Os antivirais podem aliviar os sintomas e diminuir o curso da doença. Foi referido que em Portugal a quantidade de antivirais existentes, como medida profilática, apenas cobre 25% da população, o que não deixa de ser intrigante. Apesar do número de casos no nosso país ainda ser minoritário, estima-se que em Outubro o número de casos aumente consideravelmente.

A vacina para a Gripe A (H1N1) está em desenvolvimento e revela-se de facto importante para a imunização da população, de modo a que a transmissão do vírus seja travado. Devido ao facto de muitas pessoas, senão a maioria, não terem imunidade ao vírus, a sua transmissão torna-se de fácil propagação.

A realidade nacional está, de acordo com o Ministério da Saúde, ainda longe de uma situação de pandemia. O padrão epidemiológico em Portugal é diferente do de Espanha, Estados Unidos ou México, pois a maioria dos casos que surgem são importados, embora, neste momento, já existam casos de transmissão secundária do vírus. A mais recente notícia reporta para 4 crianças infectadas num infantário após terem estado em contacto com um bebé de 18 meses vindo de férias do México. Por este exemplo, revela-se fundamental que todas as pessoas conheçam as medidas preventivas a tomar para que casos como este não venham a acontecer.



Neste momento, Portugal encontra-se ainda em fase de contenção, ao contrário do que acontece no Reino Unido que se encontra já em fase de mitigação, ou fase de “tratamento”, devido ao número incontrolado de infectados. A principal finalidade do Plano de Contingência Nacional é minimizar o impacte da pandemia, sobretudo no que respeita à letalidade e à disfunção social. Os efeitos na sociedade podem ser mais graves do que na própria saúde, com consequências no funcionamento de todos os sectores e actividades sociais, incluindo os considerados imprescindíveis à satisfação das necessidades básicas. Neste sentido, o Ministério da Saúde mantém as medidas de prevenção já tomadas, que têm como objectivo a imediata localização e contenção dos casos, recomendando também a toda a comunidade - famílias, escolas, empresas, etc. - que colabore com comportamentos que dificultem a transmissão do vírus.

As recomendações mantêm-se inalteradas: perante sintomas sugestivos de gripe, de contacto com doentes confirmados e/ou deslocação a áreas afectadas, os cidadãos devem contactar a Linha Saúde 24 (808 24 24 24) e seguir as recomendações feitas pelos profissionais de saúde.

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Ganhar uma Geração, por Tiago Mendonça

>> segunda-feira, 6 de julho de 2009

Dou hoje inicio ao espaço Ganhar uma Geração. Não tem dia marcado, e será um separador que vai congregar vários textos sobre a JSD.

Hoje queria-vos falar sobre a JSD/Lisboa. Não percebo, como é que se persiste no mesmo erro. Na altura das eleições, as listas candidatas, olham para os estatutos, observam o número máximo de pessoas que podem colocar na Lista, e começa a mercearia. Compra aqui, compra ali, e o resultado final é quase sempre uma amálgama de pessoas, sem qualquer fio condutor. Um somatório, cujo resultado é pouco mais que zero, e onde, por vezes olhamos para os primeiros da lista e só temos vontade de rir.

E aqui, entenda-se, nem sequer é uma crítica directa, à actual comissão politica distrital. É uma crítica geral para a forma como as listas são feitas. E a pergunta que se coloca, é simples. Porque razões não são feitas as listas de outra forma?

A resposta é ainda mais simples. O que se procura não é uma equipa que trabalhe, não é uma equipa ganhadora que imprima uma dinâmica de trabalho e de vitória na estrutura, mas antes a satisfação dos egos de cada um, ou do chefe de cada um, satisfação essa que consiga puxar o voto desses, para uma pessoa ou um conjunto de pessoas se sentarem na cadeira mais alta do distrito.

Assim, nunca a JSD irá ganhar uma Geração. Ganhar Esta Geração.

Julgo que a primeira coisa que existe a fazer, é definir três áreas prioritárias e outras 3 semi-prioritárias. Não me vou aqui alongar, isso ficará para outro post, sobre as razões que me levam a optar por estas e não por outras áreas. Assim eu definiria como áreas prioritárias, a Cultura, o Ambiente e a Mobilidade Inter-Concelhia. Com seis áreas semi-prioritárias: Economia e Emprego, Educação e Formação, Desporto e Saúde.

Definidas as prioridades, as coisas ficam mais fáceis.

Na cúpula, o presidente e quatro vice-presidentes. Mas as escolhas têm que ser feitas com sentido. Um vice-presidente para organizar as secções fora do Concelho de Lisboa, necessariamente militante numa secção de fora do Concelho de Lisboa. Um vice-presidente que coordene as secções dentro do Distrito de Lisboa. Um outro vice-presidente para a coordenação das actividades, necessariamente a emanar de uma secção conhecida pela dinâmica de actividades. E um quatro vice-presidente para as relações institucionais. Segue-se um secretário geral, acompanhado de dois secretários-gerais adjuntos, um com maior pendor interno, outro de maior pendor externo. Uma aposta claríssima, naquilo que é o coração de uma Distrital. A CAL e a CESBDL. Coragem de assumir, que estas devem ser as prioridades das prioridades de uma distrital, indicando os mais talentosos e capazes para estes lugares, e não, como de costume, o “puto” da secção numerosa ou o “tipo” com experiência académica. Detenho-me mais duas ou três linhas sobre o assunto. É inaceitável o tratamento que tem sido dado às coordenadoras. A CAL, com tantos e bons quadros entendidos na matéria está parada há muitos anos. A CESBDL, é inexistente. Inaceitável.

Depois um corpo de 6 vogais e de mais 13 suplentes. E aqui é muito simples. Os três primeiros vogais ficam encarregues especificamente de uma das três áreas prioritárias. Os últimos 3, das três áreas semi-prioritárias. Cada um deles, terá dois vogais suplentes que com ele formarão uma equipa especifica para aquela área, isto é, teremos 6 equipas, 5 equipas de 3 elementos e uma equipa de 4 elementos a trabalhar em cada uma das 6 iniciativas, tudo isto coordenado por um vice-presidente especifico, auxiliado pelo secretário-geral adjunto de pendor interno.

Acrescenta-se ainda três pastas. Informação, Gabinete de Estudos e Gabinete Autárquico.

Se cada uma das equipas realizasse duas grandes actividades, teríamos a distrital a fazer 12 actividades num mandato. Nada de impossível, ou sequer de muito difícil. E nem sequer desgastaria muito, pois tudo seria divido por equipas, com dois elementos a coordenar.

Ao mesmo tempo a CAL, refundava-se, criando os 7 Núcleos de Estudantes Sociais-democratas que precisa para voltar a ter Assembleia. Chegava junto dos estudantes, atraia novos e bons quadros, aproximava-se da sociedade civil e garantia a renovação.

A CESBDL, entregue a alguém de grande talento e com enorme empenho, estaria próximo das escolas do ensino secundário, com objectivos idênticos à CAL, embora com uma amplitude de acção, um pouco maior.

A Gestão Interna, seria assegurada por um Secretário-Geral e um Secretário Geral Adjunto para o efeito.

As relações institucionais, teriam alguém a pensar apenas nisso.

E depois, o trabalho, que devia ser feito, e nunca o é, a coordenação das agendas das secções, não querendo impor absolutamente nada nem diminuir a autonomia, mas, ao invés, procurando compatibilizar calendários e optimizar meios, feito por mais dois vice-presidentes.

Tudo isto, feito por um Gabinete de Estudos, com um membro da distrital e com pessoas fora da CPDL, chamadas entre os melhores das várias secções. A formação autárquica, ficaria a cargo do Gabinete Autárquico, constituído nos mesmos moldes e com a função acrescida de presenciar algumas assembleias freguesias e municipais e de auxiliar os membros de assembleia freguesia, presidentes de junta, deputados municipais e vereadores da JSD.

Informação, área fundamental, com apenas uma pessoa a pensar nisso.

Com esta organização e gestão interna, o difícil é as coisas não correrem bem. Têm é de existir coragem. O critério tem que ser a qualidade, a aptidão e a capacidade em cada uma das pastas específicas. Nunca pode ser o número de militantes da secção ou os esquemas estranhos que muitas vezes se impõe na lógica distrital e nacional.

Tudo isto é apenas uma opinião. Fica à vossa disponibilidade, concordarem ou discordarem, ou até ignorarem.

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