Jantar Porreiro, Alvaláxia, Santos Populares, Pancadaria, Quim Barreiros, Netinho, Direito Penal, Inimputabilidade, Injúria

>> domingo, 14 de junho de 2009

(Escrevo-vos este post, entre a redacção de uns tópicos esquemáticos de Direito Processual Civil II, acompanhado de um som que vem não sei de onde, do Quim Barreiros a cantar a música de sempre)

Ontem, depois do exame de contratos, tive um jantarinho de turma, bem simpático. Sem muita gente, num ambiente mais intimista, com uma massa óptima, servida já passava das 23h. O grande pecado, foi ter entrado pela primeira vez na Alvaláxia. Mas caros benfiquistas: Não toquei em absolutamente nada e fui direitinho do parque de estacionamento ao LIDL. Infelizmente, não pude evitar participar das compras para o repasto. Peço perdão.

Depois disso, acabei por vir para casa, e não fui aos Santos Populares. Eles foram. Hoje um dos colegas, fez-me um relato verdadeiramente arrepiante. Cenas de pancadaria, polícia metida ao barulho, sangue, tudo isto regado a álcool. Muito álcool. Discuti com o colega uma ideia que não é de hoje. Para conseguir explicar isto, tinha duas opções: Ou partia do pressuposto que dominavam alguns conceitos de Direito Penal ou teria que explica-los, ainda que sucinta e superficialmente. Opto pela segunda opção, em nome da pluralidade de público que me visita (e parece que agora ainda mais).

Um crime é uma acção, típica, ilícita, culposa e punível. A inimputabilidade é uma causa de exclusão da culpa. Isto é, quem é inimputável, não comete um crime, porque age sem culpa. E quem são os inimputáveis? Por exemplo, os loucos. Mas quem está totalmente embriagado, é inimputável? Sim. Mas nesses casos, responde pelo crime, pois quem se coloca, por culpa própria, em estado de inimputabilidade, não beneficia da causa de exclusão da culpa.

Outra distinção, para nos podermos entender, é a que se faz entre crimes de mera actividade e crimes de resultado. Exemplos: Condução sobre o estado do álcool. A pessoa pode nunca ter um acidente, nunca atropelar ninguém, pode nunca produzir qualquer resultado, mas o simples facto de conduzir sob o efeito do álcool é punido. É um crime de mera actividade. Os crimes de resultado exigem que exista, como o nome indica, um resultado. Alguém que anda com um pau na rua, não é punido por qualquer crime. Mas se com esse pau agredir alguém, já é punido por ofensa à integridade física. Constituiu-se um resultado.

Perante estas duas explicações (demasiado superficiais, para quem se interessou pelo assunto recomendo a visita ao manual do Professor Figueiredo Dias, por exemplo) podemos agora perceber o que quero dizer.

Ora, parece que existe uma maior susceptibilidade para provocar danos, para cometer crimes, estando alcoolizado. Ou seja, um inimputável, alguém que não percebe minimamente o que está a fazer, que não tem verdadeira racionalidade, muito mais facilmente comete um crime, do que alguém que está sóbrio e com todas as suas capacidades de raciocínio no “estado normal”. Se assim é, será que faz sentido que o Direito nada faça quando as pessoas se colocam nesse estado? Ou melhor, que apenas diga, que caso essas pessoas cometam crimes, serão, punidas? Será que em nome das teses preventivas, não seria de tentar impedir que essas pessoas se coloquem nesse estado e dessa forma se crie uma maior susceptibilidade de criação de crimes? Será que o Direito Penal “só deve agir” depois da pancadaria que se viu ontem nos Santos Populares ou que deveria ter agido antes? E será que agir antes é apenas dizer que a pessoa se agredir outra vai presa? Que não é desculpada ainda que esteja alcoolizada?

Tenho pensado sobre isto. Não tenho qualquer conclusão ou certeza formada. Apenas tenho pensado e se me puderem ajudar a reflectir sobre a questão, agradecia-vos muito. Quero muito ler as vossas opiniões.

O ponto é: Não me parece que seja defensável dizer que andar na rua, embriagado, e entenda-se, não é com uns copos a mais, é num estado onde a pessoa já não tem noção de nada, deva conduzir a uma pena de prisão. (Mais uma distinção: A multa, no caso de não ser paga, transforma-se em pena de prisão, a coima, contrariamente, não é susceptível de ser transformada em pena de prisão).

Mas será, que andar num estado de total embriaguez, onde claramente existem bens jurídicos que ficam mais desprotegidos, onde existe uma muito maior susceptibilidade de virem a acontecer crimes (e quando falo em crime, não falo somente em homicídios, falo em ofensas à integridade física, injurias, violações, importunação sexual) não é por si só um comportamento axiologicamente desvalioso? Será que não se deveria punir as pessoas que se colocam nesse estado de embriaguez? Será que é justo que se puna quem bebeu 5 imperiais e tem mais de 0,5 g de álcool no sangue, e não se puna quem tem bebeu 30 imperiais e anda pela rua como se nada fosse?

Será que não deveríamos estabelecer aqui uma multa ou uma coima, no mínimo, para quem ande na rua nesse estado de embriaguez? (aqui já não seria os 0,5, mas por exemplo, 2g de álcool no sangue).

Tenho grandes dúvidas. Será que em termos preventivos chega dizer que as pessoas serão punidas pelos crimes que vão cometer, mesmo que estejam alcoolizadas? Ou será que era preciso uma prevenção mais vincada, mais forte, dizendo que as pessoas ao se colocarem nesse estado, devem ser, como nos crimes de mera actividade, de que a condução sob o efeito do álcool, é exemplo paradigmático, punidas?

Como vos disse, não tenho certezas de nada. Talvez seja suficiente, não funcionar a desculpabilização e punir quando se verifiquem resultados. Mas será que, perante todos estes fenómenos, não seria melhor, que um policia, fizesse um teste do balão, e estando a pessoa, repito, num estado de embriaguez total, fosse impedida de continuar a circular em sítios públicos e fosse multada ou lhe fosse aplicada uma coima? Será que isto teria efeitos?

Tinha muito gosto em que me ajudassem a reflectir e contribuíssem para este meu pensamento. Quero ler as opiniões de todos. Até dos anónimos e dos insultuosos.

E já agora, que falamos de Direito Penal, e referi os insultuosos, a injúria é crime.

Acabo o post, e o som é mais agradável. Mila do Netinho. Agora regresso aos apontamentos de Direito Processual Civil. Pedido e causa de Pedir. Invejem este serão maravilhoso.

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Ana Drago versus Ministra da Educação

>> sábado, 13 de junho de 2009

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3 anos!

>> sexta-feira, 12 de junho de 2009

Faz hoje 3 anos, que venci, em conjunto com a minha equipa, as eleições para a JSD/Moscavide.

Três anos intensos, de muito trabalho, muitas mudanças, reformas. Muitas actividades, das quais destaco o debate sobre o impacto dos meios de comunicação social junto dos jovens, o debate sobre a legalização das drogas leves, as multiplas moções, o Grande Jota e, sobretudo, a formação de novos quadros, agora potenciada com a criação do Gabinete JSD.

Três anos onde afirmámos as nossas posições. Onde repudiamos a participar nos jogos de bastidores. Onde fizemos mais pela JSD e pelo nosso Concelho.

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Candidatura do PSD à Câmara Municipal de Loures – III, por Ricardo Andrade

Após os anteriores textos para o Laranja Choque acerca do tema Candidatura do PSD à Câmara Municipal de Loures tive em mim o sentimento de que faltava algo importante a dizer.

Não foi preciso pensar muito para descobrir, pelo menos uma razão, que provocava este sentimento.
Falar da Candidatura do PSD à Câmara municipal de Loures em 2009 sem falar dos protagonistas principais da Candidatura do PSD à Câmara Municipal de Loures nas últimas Eleições Autárquicas é algo que não poderia fazer.

E por isso tenho que deixar umas breves palavras acerca da forma combativa, leal, honesta, humilde e séria com que o Dr. Miguel Frasquilho ( Cabeça de Lista do PSD à Câmara Municipal de Loures nas últimas Eleições ) e a Dra. Suzana Toscano ( Cabeça de Lista do PSD à Assembleia Municipal de Loures no anterior processo Autárquico ) enfrentaram uma luta difícil.

Quando confrontados com um desafio duro não viraram a cara. Quando face a conjunturas internas e externas de elevada complexidade não tiveram receio de serem eles mesmos. Quando colocados perante realidades novas procuraram ouvir todos antes de decidir.

Sei que na política como na vida há sempre várias versões para uma história. Existem sempre opiniões diferentes acerca de um assunto. Mas também julgo que, ,mesmo quem não esteve sempre ao lado destes dois candidatos, jamais poderá dizer que não trouxeram uma lufada de ar fresco à política autárquica em Loures. Penso também que ninguém poderá dizer que não se dedicaram com todas as suas forças e com todo o sentido de missão à defesa dos interesses dos munícipes de Loures.

Acreditem que mais haveria por dizer mas, tenho para mim, que a melhor forma de terminar este texto é deixar aos dois nomes a quem dediquei estas breves palavras um sentido:

- “ Obrigado! “

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Giro!

Aconselho a visita ao blogue www.causa-nossa.blogspot.com

É o blogue de Vital Moreira. É hilariante ver o diário de campanha.

Algumas pérolas, que agora têm ainda mais piada:

"Enquanto o PS realizou um grande comício em Braga, o PSD teve de esperar até às 11 horas da noite para fazer um comício com meia casa. Mais valia que a líder do PSD tivesse respeitado o seu horror aos comícios. Teria poupado esta humilhação eleitoral." - Humilhação Eleitoral? Oi?

"2. Mais um sondagem com clara vantagem do PS, Que contas farão desta vez para inventar um "empate técnico"?" - Nenhumas, caro Professor. São mesmo 6 pontinhos de vantagem.

"2.O PSD acha que o comício do PS em Coimbra «não foi mobilizador».
Pois é, quando conseguir reunir metade das pessoas que estiveram nesse comício num evento eleitoral seu, talvez o PSD saiba o significado de «mobilizador»..." Vamos mesmo falar de mobilização?

Leiam e divirtam-se.

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Uma música para a B-11 de Direito (e para o B-15, mais B-11 da Faculdade)!

>> quinta-feira, 11 de junho de 2009

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Revistas Masculinas

Volto à temática das revistas, ditas masculinas.

O Mercado encontrava-se dividido, essencialmente, entre a MAXMEN e a FHM. Já li as duas, e não encontro qualquer diferença digna de registo. São duas revistas muito idênticas, quanto a mim viradas para um público, abaixo dos 25 anos. Não têm reportagens de fundo, mais humor e curiosidades. Talvez a MAXMEN aposte, nas capas, isto é, nas convidadas que escolhe para as capas, na qualidade da modelo. A FHM na popularidade.

A PLAYBOY, do que já vi, não vem competir, directamente, com estas revistas. Está claramente virada para um público diferente. Mais adulto, e até, de classe socioeconómica diferente. Fala de Futebol, mas de outro ponto de vista. Na primeira edição uma reportagem sobre África, na segunda uma sobre Xangai. Entrevista a Mário Crespo.

A primeira edição, não foi brilhante. A capa estava muito escura e a modelo não tinha assim muita notoriedade. A segunda edição, subiu muito nesse aspecto, mas perdeu no restante conteúdo. Vou hoje comprar a terceira edição, onde me parece, que a PLAYBOY se rendeu às evidências.

É que o público ao adquirir a revista, não procura uma mulher com mais ou menos atributos físicos na capa. Existem milhentas que podem ser escolhidas como capa, algumas desconhecidas, bem “melhores” que algumas conhecidas. O que o público português quer, é ver aquela famosa, que vê todos os dias no programa da manhã (e não, não me refiro à Sónia Araújo) em trajes menores, ou mesmo, sem traje. Daí a escolha em Ana Malhoa. Malhoa é muito mais conhecida que a Mónica ou a Cláudia Jacques. Mas talvez, no aspecto “qualidade” seja a pior. Mas quase que aposto que será a edição (tirando a primeira, pela novidade) com mais saída.

Qual seria a tiragem de uma revista, com a Sónia Araújo, Cristina Ferreira, Tânia Ribas de Oliveira, Iva Domingues, Alexandra Lencastre, Luciana Abreu, Mariana Monteiro, Benedita Pereira, Sofia Alves, Rita Pereira, entre outras. E qual seria a tiragem com uma qualquer “moranga” ainda que, fisicamente, mais atraente?

Pois…

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Nojento

O golpe palaciano de Luís Filipe Vieira. Percebendo que não tem os sócios consigo, antecipa as eleições. Vilarinho confirma, e diz que é estratégia de Vieira. Assim, Veiga fica fora da corrida, que, claramente, é preferido pelos sócios, em relação a Vieira. Com isto afasta também, o credível e competente Bagão Félix. Ficamos resumidos ao medíocre Vieira e a Bruno Carvalho, que considera, tacitamente, que o Benfica deveria ser uma sucursal do Futebol Clube do Porto. Fique na Porto Canal, que lá é que está bem.

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Resposta a Comentários

>> quarta-feira, 10 de junho de 2009

Pela primeira vez faço aqui um post, especificamente para responder a comentários. Não é normal que isso aconteça, nem acho que o deva fazer por sistema. Desta vez decidi dar esta resposta por quatro razões fundamentais:

• O post é antigo, pelo que uma resposta na caixa de comentários poderia não ser lida por todos os que, amavelmente, comentaram aquele texto.

• O número de comentários é assinalável, pelo que uma resposta, em comentário, seria forçosamente, uma coisa muito parecida a um post.

• Por reconhecimento, ao facto de terem conseguido expressar as suas opiniões, exceptuando um comentador, não recorrendo ao insulto e manifestando as suas posições com relativa elevação.

• Por, muitas das pessoas que escreveram, terem assinado e identificado perfeitamente quem eram. Ganharam o respeito aí.

Ora bem, o post é o meu post 500. Era um post sobre tudo. No título dava conta que iria abordar 6 temas. Contudo, parece que os comentadores apenas se interessaram por um desses temas. O Encontro Nacional de Estudantes de Enfermagem.

Como intróito, quero manifestar aqui que tenho todo o respeito por todos os jovens e por todos os cursos. Apenas opinei, perante a informação que detinha, que como podem calcular, não tem a profundidade que eu gostaria, sobre o Encontro Nacional de Estudantes de Enfermagem. O que está dito, está dito, e mantenho. Responderei, comentário a comentário.

O primeiro anónimo, refere-se à perderem uma semana de férias. Eu não sei a que se refere. Na minha faculdade, como na maioria das que conheço, apenas se tem direito a uma semana de férias. Em limite, uma semana e dois dias. O normal não é ter duas semanas de férias. E é como lhe digo. Para mim os anos lectivos terminam a 31 de Julho e começam a 15 de Setembro. E acho um exagero as férias que existem. Em especial em cursos mais práticos, mais profissionais, acho exagerado que, tudo somado, se tenha 3 ou 4 meses de férias. Acho muito.

João Oliveira, dois pontos. A adesão às conferências e aos workshops, foi um dado que me foi cedido por uma aluna que participou no encontro. Se de facto, não foi assim, e se tens estatísticas em sentido contrário, o meu pedido de desculpas e solicito que, se for possível, nos dês os números certos. E, em segundo lugar, não, não estou a insinuar que o curso de enfermagem seja pouco exigente. Já tive ocasião para defender num Conselho Distrital, que defendo a redução drástica dos cursos superiores. E defendo que Enfermagem é para manter. Mais, segundo sei, o primeiro e segundo ano, são anos de grande exigência, comparável, a poucos cursos no nosso espectro de Ensino Superior. Não acho que seja pouco exigente, nesses dois primeiros anos.

Alfredo Fernandes. Também lhe aconselho alguma contenção. Para um aluno do quarto ano, evidenciar a maturidade, que por certo tem, é uma coisa positiva. A titulo de curiosidade, já ouvi muitas queixas sobre a organização do ENEE deste ano. Mas enfim. Agradecendo-lhe a parte em que me chama arrogante, deixe me dizer-lhe que não entro em comparações. Comparar o ENEE à JSD/Moscavide é como comparar um bife do lombo a um sofá. São coisas diferentes. Se me quiser dizer que num Encontro Nacional de Estudantes de Enfermagem se produz mais do que num Congresso Nacional da JSD, já estamos a falar de coisas semelhantes. Se era isso que queria dizer, discordo do que diz. Mas são opiniões.

Aida Agostinho e Inês Pedrosa. O comentário estava a ser bom, talvez o melhor, desta subida mobilização, mas tinha que atacar com figuras tristes. Não pode ser. Não conte comigo para comparar o tempo de estudo de um curso e de outro. O que sei, é que numa determinada faculdade, no terceiro ano, não existem exames. E essa aluna, confessa, que neste terceiro ano, o grau de exigência é muito reduzido. Existe um dia de estágio, de 8 horas. Mas findas as oito horas, nada mais se faz. E quem me dera, ter um fim-de-semana por mês. Aliás, um fim-de-semana por semestre.

Nuno, só não apaguei o seu comentário. Porque quero que as pessoas observem o seu comentário e o tenham como exemplo. Este tipo de comentários são intoleráveis. Ofensivos, com palavrões e sem qualquer conteúdo. Agradeço-lhe os elogios. E retribuo. Um por um. Todos.

No Imagination. Não sei se não tem imaginação, mas falta de argumentação, isso sem duvida. Não temos duas semanas de férias, somente uma. E nessa semana, temos de estudar, bastantes horas, pois temos, as ditas frequências, ainda com aulas. Posso lhe dizer, que entre o dia 20 de Setembro e o dia 20 de Fevereiro, apenas em dois dias não estudei absolutamente nada. Sabe o que é estudar dia 25 de Dezembro, por exemplo? Mas, de facto, em Direito, só temos uma semana de férias. E engana-se noutra coisa. Nós temos frequências, que ditam a nota de avaliação contínua, tendo aulas. Depois temos um período de exames, 5 em 15 dias. E depois as orais, e as orais de melhoria. Sim porque, não se tiram 16’s à primeira. Outra coisa, no terceiro ano, da Universidade Católica, não existem exames. Dado concedido por uma aluna do terceiro ano dessa Universidade. Sobre assédio e alcoolismo, foi o relato que me foi feito por quem foi. Mas enfim, perdoando-lhe as imprecisões, deixe-me dizer lhe que tenho grande estima pela Universidade Católica. É mesmo um grande exemplo. Saibam os alunos dignifica-la. Termina o post, da melhor maneira. Apelidando-me de reles e abominável criatura. Mais um elogio, que tanto orgulho me dá. Retribuo-o.

Termino, respondendo a todos. Tenho uma enorme consideração pelos enfermeiros do nosso país. Acho, e já o disse em conversas privadas, que muitas vezes são vistos como os parentes pobres da Saúde. E muitas vezes fazem mais do que os médicos. É uma das mais nobres profissões. Eu não seria capaz de ser enfermeiro, por exemplo. Se eu errar, poderá acontecer que alguém vá preso. Se um enfermeiro errar, pode alguém morrer. É uma responsabilidade e uma coragem muito grande. Admiro muito e tenho um enorme respeito.

Como disse no inicio, num post sobre vários temas, fiz uma nota, a um encontro nacional, que de facto, acho que está muito bem pensado, pois conseguiria congregar um certo convívio, a palestras matinais com workshops à tarde. Contudo não concordo, com o abstencionismo a esses eventos, preterindo-os em favor de estar de barriga para o ar a apanhar sol. Apenas fiz menção a isso. Não quis ofender a classe, nem os estudantes da profissão. Se o fiz, foi porque me expressei mal e peço as minhas sinceras desculpas.

Agradeço as visitas, a mobilização e os comentários. Desejando que por aqui continuem a dar as vossas opiniões. As criticas e os elogios. Se conseguirem, claro, encontrar algo a elogiar, em textos que são escritos por alguém “arrogante, reles, abominável, monte de merda, invejoso” entre outros mimos com que me brindaram.

Saúde para todos e bom estudo, para a difícil época de exames, que por certo vos espera.

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Dia B, por Bruno Antunes

(O texto foi me enviado no Domingo, mas por lapso meu, apenas hoje o consegui publicar. Responsabilizo-me portanto, pelas eventuais desactualizações que o mesmo contenha.)

Benfica.

Hoje fala-se acima de tudo das eleições europeias que merecerão um comentário meu mais tarde tendo em conta que muito há a dizer e que a disponibilidade não abunda. Trago-vos hoje o tema Benfica, numa análise sucinta do que foi a época 2008/09 para o clube da Luz.

No futebol a época só não foi um desastre total porque o Benfica ganhou a Taça da Liga, troféu ainda considerado menor mas que com o tempo se espera que ganhe importância. No entanto, a Taça da Liga ainda é o parente pobre do futebol português e não safa ninguém. No campeonato um mísero terceiro lugar (tal como seria o segundo), na Taça de Portugal a miséria com o Benfica a cair prematuramente na prova. Os maus resultados deveram-se a muitos factores. Abstraindo-me dos já naturais e habituais factores externos que influenciam os jogos e campeonatos de modo inqualificável cabe aferir dos demais factores. O Benfica comprou muito e muitas vezes mal. Apostou em Aimar, que terá até sido barato mas que ainda assim, para o que custou, terá rendido muito pouco. Apostou-se em Reyes que oscilou um pouco em exibições, assim como em Suazo que prometeu muito (de acordo com a forma que jogou no primeiro jogo) mas que rendeu muito pouco até tendo em conta o salário que auferia. Já a aposta em Carlos Martins terá também sido um pouco inadequada, falhou muitos passes o médio. A colocação de Ruben Amorim nos extremos foi um erro crasso que dá ideia que terá sido posteriormente reconhecido pelo técnico. A não colocação de Cardozo que marcou mais de 15 golos também pode ser uma causa. Depois coloca-se a questão: Como se compreende que o Benfica não tenha ido buscar laterais em Janeiro, sendo forçado a jogar com centrais naquela posição? Não se compreende. A troca de guarda-redes também não terá sido benéfica. Além disto, Quique menosprezou a possibilidade de ter informações sobre o futebol português através de Diamantino e Chalana, o que lhe terá saído caro, pois o modo como jogava com equipas fechadas revelou-se catastrófico, basta dizer que sofreu nos dois jogos (juntos) 7 golos do Paços de Ferreira! Em suma a época não foi fantástica, Quique parece estar de saída e Jorge Jesus na calha. Vou tentar desprezar as declarações aos media depois dos jogos do Braga com o Benfica e Porto.

Cabe ainda uma referência para as modalidades. No Futsal o Benfica está muito forte. Ganhou a Taça de Portugal de modo categórico e está muito bem no campeonato. Espera-se o título.

No Basquetebol sagrou-se campeão nacional através de uma performance fantástica e extraordinária. Na fase regular venceram todos os jogos e na final ganharam por uns expressivos 4 jogos a 0. Incrível.

No Volei, a época não foi famosa, mas espera-se que brevemente de reedite a vitória no campeonato nacional que ocorreu de modo fantástico há poucos anos atrás, altura em que ganhou quase todos os jogos.

No Andebol, o Benfica foi até á final onde faltou pouco para ganhar, perdeu por 3-2, numa final em que o factor casa terá sido preponderante. Ainda venceu a Taça da Liga.
No Hóquei continua o desastre com anos sucessivos sem ganhar um campeonato.
Outras modalidades há, mas estas são aquelas às quais é dada maior relevância.

Depois de analisada a época do Sport Lisboa e Benfica que balanço final retirar? Se pusermos em cima da mesa todas as modalidades ao mesmo e nível e com o mesmo peso, dir-se-á que foi um ano positivíssimo, um ano, numa escala de 0 a 20, de 15 valores. No entanto, o peso do futebol ultrapassa em larga medida o das restantes modalidades. Nesse contexto somos tentados a atribuir nota negativa à época do Benfica mas isso seria reconhecer que sempre que a época futebolística não correr bem, mesmo que nas restantes modalidades o Benfica seja campeão, a época é negativa. Não podemos concordar. Uma nota de 11 valores para a época aplica-se bem.

A direcção tem agora obrigação de actuar bem no mercado, mas não parece ter começado muito bem. Contratações de montante muito elevado e agora as notícias que dão conta da pretensão de o Benfica vender jogadores que são basilares no Benfica, não antevêem nada de bom. A ver vamos se esta época não será mais uma em que a frase “Para o ano é que é” se aplica. A ver como funcionará o Benfica.

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