Dia B, por Bruno Antunes

>> domingo, 31 de maio de 2009

O Jornalismo.

Já por várias vezes me debrucei sobre este tema. A entrevista da TVI com Marinho Pinto mais não fez que pôr mostrar as fragilidades daquele género de jornalismo, algo que poderá tornar-se corrente em Portugal, algo perigosíssimo. É um assunto complicado na medida em que poderá envolver um confronto entre a liberdade de expressão e a imparcialidade jornalística. Se por um lado a liberdade de expressão se afigura um dos vectores basilares de um regime e sociedade democráticos, por outro a imparcialidade na disponibilização de informação através dos media é também ela fundamental. Em termos jurídicos importa referir a base legal no sentido de fundamentar aquilo que aqui escrevo.

Por um lado, no Artigo 37º nº1 vem previsto:
Todos têm o direito de exprimir e divulgar livremente o seu pensamento pela palavra, pela imagem ou por qualquer outro meio, bem como o direito de informar, de se informar e de ser informados, sem impedimentos nem discriminações.

Por outro lado, no Artigo 1º do Código Deontológico dos Jornalistas se postula:
O jornalista deve relatar os factos com rigor e exactidão e interpretá-los com honestidade. Os factos devem ser comprovados, ouvindo as partes com interesses atendíveis no caso. A distinção entre notícia e opinião deve ficar bem clara aos olhos do público.

Questionemo-nos sobre a aceitabilidade de um noticiário em que o jornalista que transmite as notícias ao telespectador as faz de modo ostensivamente tendencioso? Peguemos num exemplo. A jornalista M noticia que o Governo do Primeiro-Ministro J pretende aumentar os impostos neste país P. Ao fazê-lo, a jornalista tece um comentário como “Estes políticos continuam a ir ao nosso bolso sempre que podem”.

Que raio de ideia sobre a notícia terão as pessoas que aquilo assistem? Diria que um telespectador médio será facilmente influenciado por aquele entendimento, quando mais não seja pela possibilidade de também ele pensar daquele modo à partida, porque à partida ninguém gosta que lhe mexam nos impostos, a menos que seja para baixar. Reforço a ideia já escrita noutro texto, de que não estão em causa crónicas, artigos de opinião, ou outros “pareceres” jornalísticos. Estará antes em causa a possibilidade de aquilo a que classicamente se chama pivô comentar as notícias que eventualmente transmite em primeira mão. É, (como também já escrevi) sob aquele conteúdo e sob aquela forma que o telespectador tem o primeiro contacto com a notícia. Por isso é que classicamente nos noticiários se passa uma peça jornalística e só depois se pede um escólio a um qualquer comentador.

Com isto pretendo defender a ideia de que o papel do jornalista é importantíssimo (não é a toa que chamam 4º poder) e de tal forma é importante que se lhe exige uma responsabilidade elevada.

Agora vem o Conselho Deontológico do Sindicato dos Jornalistas considerar “reprovável” o comportamento de Manuela Moura Guedes enquanto pivô do Jornal Nacional às sextas-feiras.
Vamos ver se é um alerta que passará a mensagem que alegadamente deverá conter.
Perante este cenário de confronto de direitos e deveres, cabe encontrar, como em tudo, um equilíbrio.

Fica o reparo.

P.S.: Não se pretende criticar a jornalista da TVI em especial ou sequer a TVI. Apenas alerto para factos. Obrigado.

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Hi5, ENEE, Exames, Remodelação, Europeias, Post nº500

Hoje passei pelo HI5 da JSD/Moscavide, e deparei-me com uma nova funcionalidade daquela rede social. O HI5 namoro. Em que consiste a singular utilidade? Escolhe-se a idade e a cidade da pessoa pretendida, depois, qual venda a retalho, apresentam-nos uma foto de uma outra pessoa, foto essa, com dois botões em baixo, um sim e um não. Temos, simplesmente, de dizer se aceitamos ou não aquela fotografia, enfim, se queremos ou não queremos o produto. Depois, se o aceitarmos, é enviarmos um convite para…namorar!!

Será que isto não é estranho? Como é óbvio não é de namorar que se trata. Será isto aceitável? Não sei.

Gosto sempre de falar com várias pessoas, de outras áreas, idades, experiencias e vivências. Já tinha dado nota, que durante esta semana, decorreu o encontro nacional de Estudantes de Enfermagem. Acho que é de uma falta de pedagogia enorme.

As faculdades de enfermagem, para além de não exigirem exames para os alunos, dispensam-se nos uma semana, isto é, concedem-lhes uma semana de férias, enquanto todos os outros estão a estudar que nem loucos para os exames, para os meninos irem acampar, apanhar sol e ouvir música. Acho que é de uma falta de pedagogia enorme (o que se passa nesses encontros, desde problemas graves de alcoolismo a assédios inaceitáveis, dava para outro post, mas não vou abordar a temática).

Mas até percebo a ideia, porque existem lá umas conferencias e uns workshops. O problema é que claro, a taxa de participação é de 5%. O ENEE deveria ser, como que uma cadeira obrigatória. Com, por exemplo, 10 conferências e 10 workshops. Existiria um género de passaporte, assinado no final de cada conferência, sendo que o aluno, para fazer essa cadeira obrigatória teria que assistir a 8 em 10 conferências e elaborar um trabalho sobre algum dos temas abordados na cadeira, tendo a nota final consoante o trabalho. E poderiam na mesma ter momentos de convívio, com uns concertos, e com o simples facto de acamparem com amigos.

É preciso, não dar estes sinais às novas gerações. De facilitismo e de falta de exigência profissional. Um mau exemplo.

Atarefado, com os exames, tenho conseguido vir pouco aqui. De 45 a 50 visitantes diários, baixámos para entre 35 e 40. Penalização mais que justa, dada à falta de regularidade dos post’s. Para os leitores assíduos, peço as minhas desculpas e também a compreensão. Terminaram as aulas, Sexta-Feira, e o primeiro exame, é na segunda-feira. Nesta Faculdade, trabalha-se, e assim, sendo, não tenho o tempo que gostaria para convosco ir conversando. Após este período, procederei à remodelação, já tendo alguns convidados certos, sendo igualmente certa, a substituição de alguns espaços ou remodelação dos mesmos. Tentarei tornar isto mais apelativo.

Entretanto entramos na última semana de campanha. Europeias no próximo domingo. Nada parece sair bem ao PS. Agora têm a distinta lata de vir falar do BPN. Querem mesmo falar de processos judiciais? Pelo amor da Santa. E depois o PS conseguiu colocar na sua lista, nomes como Vital Moreira, Correia de Campos, Edite Estrela, Ana Gomes, Elisa Ferreira. Tudo na mesma lista! Como é possível? O PSD, continua a progredir, e com seriedade, verdade e muito trabalho, está cada vez mais próximo da vitória, no próximo dia 7 de Junho.

Vou andando por aqui, e respondendo sempre que posso nas caixas de comentários.

Entretanto, este post, é o post nº500 do Laranja Choque. Um grande prazer compartilhar todas estas análises, ideias, pensamentos, desabafos, estados de alma, tristezas, alegrias, patetices e reflexões sérias, convosco. Obrigado por me acompanharem ao longo destes meses.

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É isto que quero dizer quando falo de Degradação dos Valores.

>> quinta-feira, 28 de maio de 2009

Transcrevo na integra, a notícia retirada da edição online do EXPRESSO. Os "negritos" são da minha autoria.

Têm 12, 13, 14 ou 15 anos, mas no Bilhete de Identidade todos nasceram em 1992, um ano que funciona como uma espécie de livre trânsito para sair à noite e lhes dá luz verde para beberem o que quiserem. Sem chatices e sem perguntas. Aos olhos de qualquer porteiro, já têm 16.

Tudo graças à falsificação do BI, um segredo bem guardado, cuidadosamente escondido de pais, professores e autoridades, mas partilhado por quase todos os adolescentes. A alteração da data de nascimento é hoje uma prática corrente entre os miúdos, que dizem ser "superbásico" forjar o documento para poderem entrar em discotecas.

"É bué fácil e faz-se em menos de 20 minutos. Digitalizamos o BI e mudamos a data de nascimento com um programa de edição de imagem tão básico como o Paint. Depois é só imprimir e passa como uma fotocópia verdadeira. Não se nota nada", explica Luís, de 14 anos, aluno do 8º ano num conhecido colégio privado de Lisboa.

Já treinados nesta arte da falsificação, há até miúdos que fazem a impressão a cores num papel mais grosso do que o normal, cortam com uma guilhotina "para ficar mesmo direitinho" e depois plastificam como o BI real. Para o tempo que os porteiros de discoteca olham para o documento, entre filas de adolescentes desejosos de entrar, esta falsificação mais sofisticada "passa na boa".

Verdadeiro 'nerd' da informática, Luís, de cabelos pretos e uma longa franja puxada para o lado, já falsificou o BI de vários amigos. Mas deixou-se disso. "Fechei a loja. Às tantas, já eram tantos que me fartei", desabafa. No seu caso, garante só ter recorrido a esta estratégia uma vez para entrar no Garage, uma das discotecas lisboetas mais populares entre os adolescentes e onde é "quase sempre" pedido o BI à porta. Nos outros sítios, como em Santos, nunca tem problemas para entrar. "Sou alto e já mudei a voz. Mas os meus amigos que ainda não passaram pela mudança da voz têm de usar mais vezes".

Tiago tinha 13 anos quando falsificou o seu. Estava nervoso da primeira vez que mostrou a fotocópia forjada, também à porta do Garage. O porteiro deixou-o entrar, depois de uma rápida vista de olhos pelo documento.

A artimanha, no entanto, acabou por lhe custar caro. Nas férias do Natal, voltou a usar o bilhete falsificado para comprar cervejas num hipermercado, juntamente com um grupo de amigos. Pouco depois de saírem da caixa, já de garrafas na mão, dois agentes da PSP pediram-lhes a identificação. Tiago respondeu que não tinha, mas um dos polícias acabou por lhe retirar a carteira. Quando lhe perguntou qual era a sua data de nascimento, baralhou-se e acabou por dizer a real, tornando evidente a contradição.

Tiago enfrenta agora um processo no Tribunal de Menores. "Estou com um bocado de medo do que me vão fazer. Posso ter de cumprir várias horas de serviço comunitário, mas espero que não seja mais do que isso. Não sou nenhum delinquente", diz, convicto de que o que fez não tem nada de mais. "Para entrar nas discotecas, quase toda a gente o faz. Só na minha turma, 11 já falsificaram. E os outros também o querem fazer", garante.
Mas o argumento não serve de atenuante. O castigo dos pais vigora há cinco meses: está proibido de voltar a sair à noite até ao próximo ano, quando finalmente fará os 16.

Ao Expresso, PSP e PJ afirmam não terem dados sobre a falsificação de documentos para este objectivo. Também a Confederação Nacional de Associações de Pais mostra "total desconhecimento" destes casos, que classifica como "causadores de enorme preocupação". Só a Associação Nacional de Discotecas está ciente do fenómeno tão corriqueiro entre os jovens. "Há proprietários que já alertaram para a falsificação dos BI e discotecas que, por isso, não aceitam uma fotocópia para entrar", diz Francisco Tadeu, presidente da associação.

Maria, de 13 anos, já a usou várias vezes, sobretudo para entrar na Vaca Louca, um bar em Santos onde gosta de beber "muitos shots", de preferência "daqueles que queimam a garganta". Como todas as suas amigas, pagou 15 euros "a uns chungas que costumam parar na estação do Cais do Sodré" para a tornarem quatro anos mais velha no BI.

A aluna do 7º ano de uma escola de Oeiras começou a sair à noite aos 11 anos. Chegou a fazê-lo "todos os fins-de-semana", mas agora já não lhe apetece tanto. Quando ainda lhe dá a vontade de beber uns copos, não tem hora para acabar. "É sempre até de manhã". Aos pais, diz que vai dormir a casa de uma amiga. "Eles nunca se preocuparam muito em ligar para a mãe dela a confirmar", explica.
Muitos porteiros dos bares onde vai também não parecem muito interessados em verificar a sua idade. "Não parece que tenho 13 anos porque sou alta e tenho o peito grande. Mas ponho sempre lápis preto nos olhos, batom e base".

A afirmação, em baixo, de Goulão, permite constatar que apenas 3 países em 27 da UE, permitem o consumo aos 16 anos. Portugal, sempre na linha das "boas práticas"europeias.

Por isso, João Goulão é peremptório em afirmar a necessidade de restringir o acesso dos jovens a bebidas alcoólicas, reforçando a fiscalização sobre bares e discotecas e aumentando dos 16 para os 18 anos a idade legal para o consumo. Isso mesmo propôs o IDT num Plano Nacional para a Redução dos Problemas Ligados ao Álcool que já está nas mãos do Ministério da Saúde, devendo ser aprovado brevemente em Conselho de Ministros. "É fundamental alterar a lei. Em toda a UE, aliás, só Portugal e outros dois países permitem o consumo aos 16 anos", sublinhou.

Esta noticia choca-me e deixa-me profundamente triste com a crise de valores em que a nossa sociedade mergulhou. Perante a passividade de todos.

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Amor, Relações, Vínculo, Traição

A primeira pergunta que cabe fazer neste post, como mero intróito do raciocínio que tentarei explanar, relaciona-se com aferir se o ser humano é por natureza monogâmico. A resposta parece ser negativa. Não existe nenhum dado em termos da natureza humana, muito menos da natureza animal, que nos indique que, naturalmente, o Homem é monogâmico. As indicações parecem ir em sentido contrário.

Mas, julgo eu, uma grande maioria das pessoas estabelecem relações, monogâmicas, relações essas a que inere a fidelidade. Porque é que isso sucede? Por duas razões fundamentais. Em primeiro lugar, por uma questão de índole racional, isto é, o homem visa a integração na sociedade, objectiva comungar dos valores da sociedade ocidental e viver numa estabilidade que lhe permita constituir família, praticar a sua profissão, tendo estabilidade afectiva, sexual, familiar, etc. Por outro lado, o ser humano ao estabelecer relações, ao se integrar na sociedade, experienciando diversas vivências, tende a conhecer pessoas e a estabelecer relações, mais ou menos intensas, com as outras pessoas. Um desses sentimentos será a paixão, outro será o amor. Sobre a distinção dos dois, já aqui escrevi. Assim, parece que as mulheres e os homens serão fieis, em primeiro lugar, por uma questão sentimental, porque o amor que nutrem pelo companheiro ou companheira sonega espaço para outras relações da mesma estirpe. Em segundo lugar, por uma questão, puramente racional, de integração nos valores e no modelo da nossa sociedade, e de estabilidade a vários níveis.

Posto isto, a fidelidade não resulta de um vínculo. Não resulta dos nomes que se atribuem às relações constituídas. Se assim fosse, duas pessoas que se apaixonam, mas que evidentemente não começam logo o namoro, seriam infiéis, pois não tem qualquer compromisso. E duas pessoas, separadas de facto, desligadas de uma vida em comum, não vivendo em comunidade de mesa e de leito, que mantêm um casamento por aspectos burocráticos, seriam fieis, isto é, não se envolveriam com mais alguém. Não é pois a relação que motiva ou desmotiva alguém a ser infiel. Pelo contrário, no seguimento do afirmado, é o sentimento e a estabilidade que levam a que as pessoas se pautem por uma atitude monogâmica e fiel.

Mas se assim é, porque é que se fala em traição, por exemplo, entre namorados e não se fala quando duas pessoas gostam uma da outra, mas não estabelecem qualquer relação? Pelas mais variadas razões, mas não, por se considerar a relação, o vinculo, como a fonte do “dever” de monogamia.

Uma pessoa que trai outra, e cingindo-me às relações de namoro ou de casamento, magoa a outra pessoa não por se intitular de namorado ou namorada, mas porque falha em princípios absolutamente elementares e que em nada têm que ver com o nome que se dá à relação.

Normalmente, associado a uma traição, estão associadas as seguintes realidades:

• Uma mentira. Poderá ser mais ou menos espaçada no tempo, mas normalmente, existe sempre uma mentira. Mesmo que por poucas horas. A pessoa mente, e talvez isso seja o mais complicado. Em casos normais, mas também os há anormais, ninguém, minutos antes da traição, não vai ligar à outra pessoa a agradecer a confiança ou a prometer uma noite calma. Será uma omissão, até mais do que uma mentira. Mas existe. E isso, talvez seja o pior.

• Existe uma tremenda desilusão, porque, das duas uma. Ou a traição é algo continuado, com alguém porque se nutre algum sentimento, e a desilusão é dolorosa, porque, verdadeiramente, outra pessoa ocupa um lugar que deveria e que se julgava ser exclusivo, ou foi uma coisa de momento, e a desilusão é por essa pessoa não se ter deixado controlar por um qualquer impulso, por si só estranho, por não ter sido capaz de resistir, de chamar a si o elemento racional e sentimental, destruindo uma relação, de meses ou anos, por causa de uma hora (na melhor das hipóteses) bem passada.

• Pelo respeito e admiração que tínhamos pela pessoa que trai desabar. Quando nos entregamos a alguém, de alma e coração, é porque, para além de amarmos essa pessoa, reconhecemos nela, uma exemplo, um modelo a seguir, alguém que seria totalmente incapaz de trair, de ser infiel, de magoar, de mentir, de ceder perante impulsos carnais, que nem nunca equacionámos poderem existir na mente de quem compartilhamos a nossa vida. Quando esse modelo de vida, que, suponhamos, até só tinha estado connosco, em toda a sua vida, trai, é o desabar desse modelo de vida. Perdemos um exemplo e ganhamos outro. Perdemos o exemplo do que considerávamos que todos deveriam seguir. Ganhamos o exemplo, de precisamente aquilo que não se deve fazer.

Existem portanto inúmeras realidades, tristes, que associamos a uma traição. Para além do sentimento de injustiça, de para além de traídos, vermos a estabilidade desabar, e de continuarmos a amar uma pessoa que ou já não nutre por nós esse sentimento ou não merece esse sentimento. A outra pessoa, provavelmente, fez o seu luto, por dentro, isto é, durante alguns meses, teve o melhor dos dois mundos. Uma relação, com tudo o que de bom está inerente, e ao mesmo tempo se foi desligando até ao golpe final. Quem é traído terá que fazer esse luto por dentro. Sozinho (obviamente com a ajuda de amigos, família, e para mim, o mais importante, a ajuda de Deus).

Mas como vos disse, ninguém fica triste, porque se violou a nomenclatura escolhida para a relação. E pode existir traições, e existe com frequência, entre amigos. Com um conjunto de consequências igualmente nefastas. Não é portanto o vínculo, que faz com que existam mais ou menos desilusões, mais ou menos traições. Nada disso.

Termino, após traçar este quadro geral, com algo que não sendo a solução perfeita, se aproxima. Sinceridade. Falar muito, falar em cada momento. Explicar, sem medos, a cada momento, o que sentimos, pensamos, experienciamos. Falar do tal rapaz que é giro ou extremamente inteligente da nossa nova turma. Referir a rapariga culta com quem gostávamos de ir beber café. Falar da loira irresistível que não para de mandar SMS, tendo nós que nos controlar para não ir mais à frente. Falar da tal festa de quinta à noite onde dançamos mais junto daquela pessoa.

Se falarmos em cada momento, explicarmos as coisas, dificilmente poderemos trair alguém. Dificilmente a confiança poderá ficar abalada ou poderemos constituir a desilusão para alguém. Se formos sinceros a cada momento, pouco egoístas e com uma dimensão humana e social, dificilmente trairemos.

Já vos falei aqui de amor, num post intitulado Love.

Já vos tinha referido qualquer coisa sobre o que penso sobre traição e relações amorosas.

Hoje acrescento o elemento vinculo, relevando o vinculo sentimental, e não atribuindo relevância ao vinculo “contratual”. Procurei juntar todos os elementos, num texto mais ou menos longo, não recomendável a leituras apressadas, mas para o repouso do sofá, com tempo para reflectir um pouco sobre o aqui foi escrito, sem qualquer pretensiosismo, mas com a esperança de que este texto constitua material de reflexão sobre alguns dos problemas em que me tenho debruçado nos últimos tempos.

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Assim vai a Campanha...

>> quarta-feira, 27 de maio de 2009

Enquanto o Bloco de Esquerda, persiste nas suas propostas demagógicas, como esta última, de propor o voto a partir dos 16 anos, a CDU faz a campanha para as europeias, com a mesma cassete das legislativas. Agora, Jerónimo de Sousa, arroga-se de ter sido o grande causador para o Partido Socialista estar em risco de perder a maioria absoluta nas próximas legislativas. Era o que faltava!

Parece-me evidente, que foi a ascensão do Partido Social Democrata, baseada numa politica de verdade, credibilidade e competência que tem aproximado o PSD e o PS nas intenções de voto, não sendo de excluir, nem pouco mais ou menos, um cenário de vitória do Partido Social Democrata nas próximas eleições. E quando digo nas próximas, é nas próximas três eleições.

O PS, cometeu o erro de casting, de lançar Vital Moreira. Rapidamente se apercebeu disso, retirando Vital Moreira dos Outdoors, lançando um conjunto de cartazes alusivos a momentos importantes na integração europeia do nosso País. Enganou-se e trocou as datas, como qualquer aluno cábula do ensino básico. Tomou a atitude certa: Retirou de cena (diga-se, dos outdoors) todos os socialistas. Tem agora um outdoor com uns desconhecidos. O melhor de todos.

Sócrates, assume as despesas da campanha e esforça-se, seja em português ou em espanholês, para evitar a derrota nas próximas eleições europeias. Derrota essa, que me parece cada vez mais provável. Pela falta de ideias, pela péssima lista, com Edite Estrela, Ana Gomes, Elisa Ferreira ou Correia de Campos e pela falta de preparação politica do seu candidato.

E já agora, pela excelente campanha que o PSD e o candidato Paulo Rangel têm levado a cabo. O único partido que vai apresentando propostas concretas para a Europa. Que vai mantendo a elevação e o mesmo rumo deste inicio. Este PSD de verdade, credível e coerente, merece cada vez mais a confiança das portuguesas e dos portugueses. Estou convicto que o trabalho realizado será reconhecido, nos próximos actos eleitorais.

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O que dizer?

>> terça-feira, 26 de maio de 2009

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Tratamento de Choque. Um mar de verdades.

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Básico

>> segunda-feira, 25 de maio de 2009

No outro dia conversava com isto com um amigo.

Não consigo perceber como é que muitas pessoas, ainda mais pessoas, com possibilidades económicas e temporais, não sabem coisas absolutamente elementares. Fico chocado, quando pessoas aos 20 anos, não fazem ideia em que ano foi o 25 de Abril, quantos países tem a União Europeia, quem foi o primeiro presidente da República do pós-25 de Abril. São coisas absolutamente elementares. Não percebo, como é que se está em casa 6 horas no Messenger, porque é feriado, e não procuramos saber, que foi naquele feriado que se implantou a República ou que se restaurou a independência. Quando se fala em 1910 ou 1640 e não se associa imediatamente a um acontecimento, julgo que é grave. Tanto mais, que se falarmos em 9 de Maio de 2009, se associa ao Sensation White.

Já não digo que se saiba, realidades, que a meu ver são elementares, mas que considero não serem absolutamente basilares, como por exemplo, quem foram os últimos lideres do PSD ou do PS, ou quem é o actual primeiro-ministro francês.

Mas há acontecimentos e datas, existem realidades e personalidades que é “obrigatório” sabermos. E que não se sabem por empinar livros de história. Sabe-se, com a ingénua pergunta, aos 6 anos de idade, dirigida ao pai ou à mãe, perguntando porque é que é feriado ou do que é que aqueles senhores estão a falar na televisão.

Saber quem foi Churchill, Mussolini, Hitler, Estaline, o que foi a Cortina De Ferro, saber explicar em traços gerais em que consistiu a Guerra-fria, os passos elementares na construção da União Europeia é fundamental. Fico mesmo chocado, com algumas coisas.

Acho que muitas pessoas passam pela vida, tocam-lhe ao de leve, levam uma vida superficial sem nenhum interesse, sem nenhuma perspectiva de deixarem a sua marca, de mudarem as coisas num ou noutro aspecto. Julgo que apenas se pode saber para onde se quer ir, se soubermos de onde viemos. Acho impossível caminhar, sem perceber exactamente as causas e consequências das nossas atitudes, sem ponderarmos o reflexo do que fazemos.

Talvez, consiga postar aqui um conjunto de textos sobre alguns dos principais acontecimentos da história, na perspectiva de, humildemente, contribuir para que alguém se torne um pouco mais informado e conheça um pouco mais do elementar da nossa vivência.

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Maldini - Um senhor.



Estreando-se aos 16 anos pelo AC MILAN, termina esta época uma fantástica carreira, perto de completar 41 anos de idade. Sempre no mesmo clube. Leal, profissional exemplar, como já não existe. Jogador de classe indiscutível, elemento insubstituivel na mecanica do clube de Milão.

Um ícone do Milan, de Itália e do Mundo. Um exemplo para todos os amantes do futebol.

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Quique - A ir embora, mais um dos grandes erros da gestão Vieira.

>> domingo, 24 de maio de 2009



Não percebo também, porque é que Quique Flores deve ser, solitariamente, responsável pelos alegados maus resultados esta época. Rui Costa e Vieira, nada tiveram que ver com a época encarnada?

Não foi LFV que disse, que "secalhar o Benfica não devia ter sido campeão em 04/05?"?

Que raio de liderança temos no Benfica, onde se despede treinadores e se revoluciona o balneário em todas as épocas?

Mourinho era arrogante, Toni é que era bom.

Trappa foi campeão, mas era muito defensivo, não prestava.

Koeman patrocinou uma caminha europeia fantástica, mas era fraquinho.

Fernando Santos conseguiu 75 pontos (mais 10 em menos 4 jornadas do que quando o Benfica foi campeão, lutando pelo titulo até à ultima jornada) e foi embora por ter empatado for com o Leixões.

Camacho foi embora, quando estávamos em segundo. Veio Chalana, fomos eliminados da Taça de Portugal e acabámos em quarto.

Com Quique voltámos, mais de dois anos depois, a ganhar um titulo. Ficámos em terceiro, tendo estado muito tempo em primeiro lugar. Lançamos, vários jovens jogadores, algo que nao me lembrava há muito tempo. Também vai embora.

E Vieira que em 8 anos de Benfica, nada conseguiu?

Mas atenção: Não é o senhor Bruno Carvalho, da Porto Canal, que nos textos que elabora considera que o Benfica deve emitar o FCP e que afirmou que o seu treinador, caso vencesse as eleições seria Carlos Azenha (ex adjunto de Jesualdo) que é a solução.

Por mim, vinha o Veiga. O único que consegue fazer frente ao sistema do norte. E fomos campeões com Veiga. E fique Quique. Agora que conheçe o futebol português, que percebeu a dimensão do Benfica, é o homem certo para o Benfica do futuro. Se não o segurarmos, não estranhava que fosse Quique o próximo treinador do Real Madrid ou...do Porto.

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