Parabéns Mariana!

>> quarta-feira, 13 de maio de 2009

Deixo aqui um grande beijinho de parabéns, para a minha amiga Mariana!

20 aninhos. Desejo que os repitas muito mais vezes, sem parar, pelo menos até aos 100, Com felicidade, amor, amizade e sucesso pessoal e profissional. Com a simplicidade do costume, a humildade de sempre e com juízo e ponderação acrescidas.

Espero que tenhas um dia feliz junto daqueles que mais amas!

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Não à Sorte de Varas nos Açores

>> terça-feira, 12 de maio de 2009

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Clubite

Aqui há uns dias falei-vos da minha concepção do amor. A minha teoria sobre as relações amorosas. Hoje falo-vos da Clubite ou do clubismo.

É algo que foge à razão. Porque raio é que somos do Porto ou do Sporting? Qual é a razão de fundo que nos faz ser de um clube? Que nos faz sofrer e ter as pulsações a 120, que nos faz deixar de ir àquele jantar para pagar a quota de sócio, que nos faz gastar 25 euros em 90 minutos, num qualquer Benfica – Trofense, que nos faz parar tudo o que estamos a fazer para ver, nem que seja, o Naval – Sporting? Porque é que choramos quando o nosso clube perde? Porque é que gritamos e comemoramos efusivamente quando um qualquer Farias faz um golo (eu não comemoro)?

O Futebol é inexplicável. Porque é que somos do Benfica e não somos do Sporting? Às vezes até, casos bem curiosos, como os de uma família, toda ela, Benfiquista e apenas uma pessoa do Sporting. Que sofre intensamente. Mas porquê?

Porque é que nos chateamos com um amigo que nos dá tanto de bom, por um pequeno erro, ou por um mal entendido qualquer, mas continuamos com uma devoção tresloucada pelo nosso clube, que não raras vezes, nos dá mais tristezas do que alegria?

O que é que faz um adepto do Sporting comprar um bilhete de época, em cada uma das 18 épocas em que o Sporting não foi campeão?

É tudo algo de inexplicável. E já pensaram no efeito que tem a mudança de camisola? Eu cá por mim, abomino o Bruno Alves. Mas se ele fosse do Glorioso?

E o que achavam os Sportinguistas do Derlei, Jardel, João Pinto, Paulo Bento e tantos outros jogadores que anos antes jogavam num rival? E nós Benfiquistas que vibrávamos com os golos do Rodriguez, quantos nomos já chamámos a mãe do rapaz? E Simão? Grande herói benfiquista, antes desprezado Sportinguista. Mourinho, treinador do Benfica, como era visto pelos adeptos do Futebol Clube do Porto? E Jesualdo? E Jardel, aquando da digressão pelo Sporting?

Uma camisola, um emblema, muda tudo. É algo de inexplicável.

Por oposição ao que disse naquele post em que vos falei do amor, será que não é este o verdadeiro amor? Aquele amor, incondicional, onde não se espera recompensa, onde se perdoa tudo, época após época, onde as desilusões rapidamente passam à história? Não será, com todo o grau de probabilidade, este o verdadeiro amor eterno?

Para pensar.

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A escaldar, por Nélson Faria

>> segunda-feira, 11 de maio de 2009

7ºTema - Clonagem



Mais uma vez discutimos os dilemas morais que os avanços tecnológicos nos colocam. Mais uma vez, apresento o meu apelo e a minha posição de princípio: o uso de embriões humanos para investigação científica é uma atrocidade. A nossa ciência, a evolução científica, não se pode basear num modelo assente na instrumentalização do ser humano, no uso do homem como elemento descartável. As nossas pesquisas devem centrar-se em práticas respeitadoras do Homem, como a extracção de células estaminais do organismo adulto, do cordão umbilical ou dos fetos abortados.

A grande questão do século XXI em matéria de direitos liberdades e garantias prende-se com o direito à identidade genética. Este mundo abre as possibilidades dos mais mirabolantes filmes de ficção científica, comédia ou intriga: clonagem de humanos, criação de cópias para lidar com os problemas do dia a dia, substituição de pessoas. E se a princípio poderíamos ignorar estes devaneios, convém sermos cautelosos e previdentes. Entramos num mundo muito intrincado quando penetramos nos segredos da “Criação”.

Na clonagem podemos distinguir a clonagem reprodutiva da clonagem terapêutica: a primeira dedica-se a criar réplicas de humanos; a segunda dedica-se à obtenção de tecidos ou órgãos com fins médicos. Nem todos as consideram diferentes, e no entanto eu acredito na bondade da segunda e repudio o terror da primeira.

Na clonagem reprodutiva podemos, por exemplo, dar de caras com um casal infértil à procura da solução para o seu problema, ou com o aproveitamento do material genético de uma criança morta de para fazer uma cópia desse ser. Qualquer destas hipóteses trai a condição humana: cada pessoa é única, original e irrepetível. Esta clonagem é desumana, desrespeitadora do que nós somos, da nossa identidade. É certo que poderíamos considerar conveniente, e que até poderíamos pensar em como a nossa vida seria mais fácil se não tivéssemos de lidar com a perda de uma pessoa ou se pudéssemos gerar pessoas em laboratório quando não conseguimos reproduzir-nos. Mas como lidar com a ambivalência moral?



Copiar um ser humano já existente é a objectificação do homem e a desvalorização do valor intrínseco de cada um de nós. Assumir que podemos ser copiados é assumir que qualquer um é descartável, que em nome da experiência podemos extinguir este projecto e tentar de novo. Esta é a maior traição à experiência humana. Nós não somos programas informáticos que possam ser viciados e reiniciados. A nossa riqueza humana, o acumular de experiências, o crescimento, todos estes factores definem-nos, por muita “programação” que esteja inscrita no ADN.

E nunca será demais avisar a comunidade científica quanto à área em que se estão a aventurar: mais do que nunca, estamos a brincar num recreio que não é o nosso. Devemos sondar as águas, sondá-las muito bem, antes de colocar o pé lá dentro: uma vez o pé dentro da água, está molhado. É complicado prever as consequências destas nossas decisões, e ninguém devia ser tão irresponsável que se atirasse sem ponderação. O futuro é absolutamente imperscrutável.

Assumo com grande “à vontade”, apesar de todas as reticências, que estamos perante um império das possibilidades. Podemos começar a imaginar um mundo em que não teremos de procurar dadores de órgãos, pois criaremos o órgão em causa através do desenvolvimento do material genético; em que deixaremos de ver próteses nos amputados mas sim verdadeiros membros. Este salto fará com que os normais procedimentos médicos de hoje pareçam “corte e costura” aos olhos de amanhã. Esta possibilidade leva a que me entusiasme em relação à clonagem, desde que a investigação respeite a identidade e a mais valia do ser humano, da Humanidade.



Toda a actividade humana deve ter como centro o Homem, deve ser respeitadora da sua valia quer nos meios quer nos propósitos. O respeito pelo Homem é central e indispensável. A investigação científica que não seja seriamente escrutinada à luz dos nossos princípios, moral e ética, quer nos seus métodos quer nos seus resultados, não é humana. Os momentos mais negros da nossa história devem-se exactamente à falta de rigor nas nossas práticas, em queimar etapas, em fechar os olhos hoje para vermos melhor amanhã. Mas a visão torna-se tão turva que cega, e quando finalmente voltamos a ver estamos imersos na escuridão.

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Parabéns Porto!

>> domingo, 10 de maio de 2009

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O melhor do mundo. Decididamente.

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Dia B, por Bruno Antunes

O Bloco Central.

De uma entrevista a Manuela Ferreira Leite na SIC surgiu a ideia de um bloco central para governar na próxima legislatura. Essa ideia parecia abandonada desde o Governo PS-PSD de Soares e Mota Pinto nos anos 80. No entanto das palavras MFL se extraiu essa possibilidade, algo que acabou por ser prontamente repudiado pela líder social-democrata.

De repente parecia um cenário quase inevitável, tal a urgência com que os media trataram o assunto e a prontidão dos comentadores a tecerem considerações acerca do mesmo. Pelos vistos, não fujo à regra, de comentar o tema. No entanto, é por razões substancialmente diferentes. Não acho que de facto vá acontecer. Creio é que é um cenário muitíssimo difícil de se concretizar e numa atitude reflexiva pondero as vantagens e desvantagens de um Governo formado pelos dois maiores partidos deste país.

Num cenário hipotético e complicadíssimo de isso acontecer, isto é, de conseguir juntar os dois partidos num Governo com o necessário assentimento dos agora líderes (presumo que na altura também serão) o mais provável seria esse Governo cair em poucos anos. Se uma coligação PSD-CDS, ou mesmo uma de PS-CDS, têm muito mais potencial de duração, uma de PS-PSD não teria grande longevidade. Apesar de serem partidos muito parecidos, com ideias por vezes muito semelhantes, são partidos dificilmente conciliáveis. De imediato teríamos a hipótese de haver alguma querela pelos “lugares da frente” como os cargos ministeriais. Dificilmente um partido tão grande como o PS ou o PSD se deixaria relegar para segundo plano num Governo. Veja-se a coligação PSD-CDS que apesar de ser de um partido grande e outro mais pequeno não deixou de ter cedências em pastas fundamentais ao CDS. Depois, neste cenário de bloco central, as decisões seriam provavelmente consideradas do partido do qual sairia o Primeiro-Ministro. Não é assim objectivamente, mas poderia ser essa a imagem passada às pessoas. Para além disto, apesar de serem partidos muito parecidos, não deixam de ter ideologias (que se têm perdido no tempo) e propostas diferentes. Não é à toa que são partidos diferentes. Um de centro-esquerda e outro de centro-direita.

Analisando as vantagens de um bloco central, verificamos que de facto estava uma maioria absoluta conseguida (apesar de partidos coligados), mais propensa à passagem de reformas de fundo no Parlamento. Veja-se por exemplo que com os votos que a Eurosondagem dá ao PS (38,8%) e ao PSD (30,5%) o total seria de quase 70%, o que bastaria para alcançar a maioria absoluta e provavelmente seria suficiente para aprovar as matérias do Artigo 168º nº6 da Constituição, que carecem de maioria de 2/3 dos deputados em efectividade de funções. O mesmo se diga relativamente a revisões constitucionais (Artigo 286º). Porém, isto que pode ser visto como uma vantagem, pode ser exactamente o inverso. Esta possibilidade de revisão da Constituição poderia levar a resultados muito complicados, muito mais prováveis com um Governo coligado com maioria de 2/3 do que com um partido no Governo e outro na oposição, altura em que as posições são maioritariamente opostas. Já que entretanto me refiro a desvantagens, veja-se o que aconteceria ao eleitorado. Com a concentração ao centro dos partidos no Governo, de início provavelmente não haveria alternativa, o que se afigura bastante desaconselhável numa Democracia. A alternativa é fundamental para o Sistema de Freios e Contrapesos que para além de funcionar entre os vários órgãos Governo, Assembleia da República e Presidente da República funcionará também no interior da AR, com a existência do pluralismo partidário. Ora se essa alternativa seria de início parca, tornar-se-ia crescente e concentrar-se-ia nos extremos à medida que a legislatura avançava no tempo porque sabemos empiricamente que com o tempo um Governo (ainda que com partidos coligados abrangendo 70% do eleitorado) perde o chamado “estado de graça”. Ora, o incremento de eleitorado aos extremos, poderá ter exactamente o efeito contrário ao que se pretende com um Governo maioritário do Bloco Central, a estabilidade governativa e a possibilidade de fazer reformas de fundo que alterem a situação difícil em que se encontra o país.

Contudo, reafirmo-o, não me parece provável tal bloco. Antes espera-se concertação de esforços dos vários partidos, da esquerda à direita, em prol do país, então num cenário como aquele que se antevê com algum grau de probabilidade, e sobre o qual já neste espaço escrevi. O cenário de Esquerda, PS e PSD com 30% cada e os restantes 10% para o CDS. Isto sensivelmente, claro, e sem certezas.

É necessário existir uma mudança de atitude na política mas não creio que passe por um bloco central.

Obrigado.´

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Sensation White

>> sábado, 9 de maio de 2009

Já está a decorrer o evento Sensation White. Passei ali pela expo, apenas para ir beber um café à Bomba, na antevisão de uma noite de estudo, e todos os seres que vi, estavam vestidos da cabeça aos pés de Branco.

É um conceito interessante, louva-se o rigor (ao que parece) de não deixar entrar com qualquer peça que não seja branca, e sobretudo o facto de apenas poderem entrar pessoas com 18 anos.

Da amostra vi pessoas de todas as idades. Já o line-up parece-me mesmo muito fraquinho.

Mas, fico sempre chocado, com o facto de existirem pessoas que estão dispostas a gastar 65 euros numa única noite, para dentro do pavilhão ouvirem alguma música.

E se comparamos por exemplo, esta noite, com o Festival Marés Vivas, que custa 30 euros (mas é acampamento, duas noites e três dias)e que tem nomes como Lamb, Primal Scream, Guano Apes, Colbie Caillat, Scorpions, Kaiser Chiefs, Gabriella Cilmi, Jason Mraz, Keane e Secondhand Serenade, ainda mais chocante é.

E depois se pensarmos em números, 15 mil pessoas a multiplicar por 65 euros, prefaz 975000€. É de facto muito, quando pensamos em reformados que dispõem de 200 ou 250 euros para viver durante todo um mês.

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Plano das Festas

Pouca cadência de post's, em virtude de época de testes finais na Faculdade. Exige-se todo o tempo e concentração para essa tarefa.

Vai valendo, numa tentativa de impedir o marasmo, os vários post's que fui agendando ao longo das últimas semanas. Irei, assim que puder, agendar mais alguns. Por ora, deixo-vos os titulos (aproximados, ainda não tenho a versão definitiva) das próximas publicações:

- Um Processo que virou Bolonhesa
- Costa - Nos Intervalos da Chuva
- PSD, a melhor aposta ao Parlamento Europeu
- 10 minutinhos à Pipoca
- Trilogia dos valores da II República. Onde está o mal?
- Novo Alerta: Discotecas, o degredo juvenil. Em oposição, o Modelo Sueco.
- 1 Pessoa, 1 Blogue.

E ainda, um ou mais textos, meus, na crónica Portugal, o último dos 7 textos do Nélson Faria, no espaço A escaldar, e, na proxima quinta-feira, a opinião do meu convidado, António Lopes da Costa.

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Em bom futebolês, por Pedro Mendonça

>> sexta-feira, 8 de maio de 2009

Podemos esquecer 2008/09?

A época desportiva está a chegar ao final e algumas considerações terão de ser feitas. Numa temporada de altos e baixos em que o FC Porto volta a dominar, o Benfica a defraudar, o Sporting a cumprir, a Selecção a falhar, os ordenados por pagar, a arbitragem... sem argumentos.

FC Porto – Volta a mostrar a eficácia habitual. Entrou mal no campeonato mas cresceu quando foi preciso. E quando não foi capaz utilizou a táctica de há muitos anos: controlar os clubes adversários com jogadores emprestados. E quandos desafios perdeu?

Benfica – Que desilusão! O melhor plantel dos últimos10 anos, o treinador com melhor discurso de sempre, mas provavelmente o mais fraco ao nível técnico. Com Reyes, Aimar e Suazo, para não falar de outros, o terceiro lugar é curto (a ver vamos se termina nessa posição). Muitos erros, e uma Taça da Liga que não apaga a péssima época...e péssima estreia de Rui Costa.

Sporting – Mérito de Paulo Bento. Com um plantel mediano, aproveitou para lançar mais jogadores da formação e arrisca-se a terminar em posição de ida à Champions. É verdade que não vai ganhar nada esta temporada, mas quantos jogadores não se valorizaram? Sabem com que orçamento? Três vezes menos que o de Benfica e duas vezes menor que o do FC Porto. Aposta na formação é exemplo a seguir.

Arbitragem – São efectivamente o elo mais fraco do futebol português. Não acredito que errem propositadamente. Se assim fosse, e vou ser polémico, seriam inteligentes porque aproveitariam a posição que têm para tirar dividendos. Porém, os erros, são de pura incompetência. Os árbitros portugueses são incompetentes. São maus tecnicamente, horríveis disciplinarmente e mal preparados fisicamente. Profissionalização? Dar mais dinheiro a uma classe que tão mal faz ao futebol português? Não creio! Nem Jorge Sousa, para mim o melhor árbitro em Portugal se safa. Exemplo disso foi a péssima arbitragem no jogo da Choupana, com demasiados erros para um só jogo. Já para não falar de Lucílio, Xistra, Proença, Paixão, Baptista e... não quero encher este blogue com nomes de incompetentes. Mas a lista é grande acreditem.

PS – Grande Ronaldo na Champions. Anseio pelo duelo CR7vsMessi na final da competição.

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