Arrumadores de Carros

>> quarta-feira, 6 de maio de 2009

Desde que o Parque que serve a Universidade de Lisboa, passou a ser pago (e bem pago) voltei a deixar o automóvel, na terra batida, parque automóvel natural, explorado por alguns senhores, vulgos, arrumadores de carros.

Eles trabalham ali umas 7 horas, e arrumam, seguramente 70 a 80 carros por dia. Fazendo a conta a 75 carros por dia, com uma gorjeta média de 0,50€, trabalhando apenas 22 dias por mês, os senhores recebem 825 euros, livres de qualquer tributação.

A pergunta que se impõe é quando é que recebem um recém-licenciado, após 17 anos de escolaridade. Para pensar.

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Para escutar com atenção.

>> terça-feira, 5 de maio de 2009

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A escaldar, por Nélson Faria

>> segunda-feira, 4 de maio de 2009

6ºTema - Casamento entre Homossexuais

Por trás da bandeira do casamento homossexual há um outro casamento: um casamento de conveniência entre uma ideologia à deriva e a luta de um grupo de pessoas que são discriminadas por força da sua orientação sexual. Não vale a pena obviar este facto. Aqui reside a força do tema: a busca de bandeiras, por um lado; a afirmação de uma minoria, por outro.

Não tenho nada contra o casamento entre homossexuais, mas tenho tudo a favor da defesa do casamento como instituição milenar. O casamento não é uma ficção do direito nem foi inventado ontem: é um instrumento de estabilidade social adoptado pelo direito, integrado no tecido normativo pelo seu peso. Não se inovou quando se adoptou, foi uma figura que se sedimentou e ganhou o seu lugar.



Num momento em que a família atravessa um período de redefinição, esta discussão em nada ajuda a causa de quem procura estabilidade e a solidificação dos valores familiares. Mas não podemos fugir a ela: a família perdeu parentesco, centrando-se cada vez mais no seu núcleo, nos pais e filhos. E mesmo entre estes a família parece estar descaracterizada, tendo ganho a aparência de um acordo de convivência mútua assegurada. Cada progenitor tem o seu emprego, os filhos têm a escola, a refeição, se tomada em família, faz-se em partilha com a televisão. As coisas estão a mudar violentamente, e nós nem nos apercebemos da agressão.

Reconhecendo a semelhança aparente da união, antropologicamente falamos de um fenómeno distinto. O casamento surgiu para reforçar e dar corpo a uma relação que era projecto de vida a dois, mas também o cumprimento do desígnio divino. E agora dizem-me “o casamento nada tem a ver com a religião”. Errado: é claro que tem tudo a ver com a religião. Foi na confusão entre Estado e religião que nasceu esta polémica. Perdeu-se o rumo, o significado, o valor, e entrámos na versão “novela” dos casamentos: casa e descasa porque ele perdeu o emprego, porque ela me foi infiel, porque ele já não me dá atenção, porque ela se desleixou. Tudo isto numa espiral de argumentos acessórios que derrota a promessa do sagrado e do divino.



E nós, que prezamos a simbologia e o acto, que papel se reserva para nós? Temos de nos acomodar à sua dissecação e esventramento? E o nosso direito a lutar por aquilo em que acreditamos, por aquilo que nos é querido, pela tradição, pelo costume, pelo Amor? Este é um dos casos em que o Estado indevidamente penetrou numa área que não é sua e banalizou, a seu bel-prazer, uma instituição religiosa, um sinal divino. O mínimo que devia fazer, perante esta encruzilhada, é devolver o casamento a quem o preza e honra.

Que se arranje um outro contrato para tratar da união das pessoas à luz da lei e se acabe com a permissão de vilipendiar o que outros sacralizaram.

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Outros Blogues X

www.camaradoslordes.blogspot.com

Está muito bom. Grande pensamento, temas aprofundados, estruturados sob a égide de uma reflexão detalhada sobre as diversas temáticas.

Virado para a politica, um blogue inteligente, que revela atenção à sociedade civil. Por si só fantástico. Mas tive grande supresa ao ir ao perfil: 16 anos, é a idade da sua autora.

A confirmar-se essa idade, num tempo de degradação dos valores da nossa sociedade, e de apatia da juventude, este blogue merece nota exemplar.

17 Valores

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Dossier Loures 2009, por Tiago Mendonça

>> domingo, 3 de maio de 2009

PS - Uma aposta falhada

O Partido Socialista, lidera os destinos de Loures, há cerca de oito anos. Com condições de governação fantásticas e uma estabilidade política sem precedentes.

Durante estes oito anos, o Partido Socialista, fez os munícipes pagarem uma taxa de imposto municipal sobre imóveis elevadíssima, a taxa máxima. Durante estes oito anos, o executivo PS recebeu milhões e milhões de euros provenientes dos parquímetros instalados em diversas freguesias, em algumas delas, de forma totalmente inaceitável, como é o caso de Moscavide, cuja Junta de Freguesia, como a esmagadora maioria das Juntas do Concelho, são também lideradas por executivos socialistas.

Com tanto dinheiro a entrar, a Câmara Socialista, nestes últimos quatro anos, não fez, absolutamente nada. É inadmissível que em termos de dotação orçamental sejam alocadas mais verbas para a revista de propaganda municipal do que para áreas estratégicas como o Turismo. E, mais grave ainda, Loures para além de não progredir, regrediu.

O que dizer dos permanentes episódios de Insegurança vividos no nosso Concelho, onde se invadem esquadras policiais, apenas guardadas por um policia? E os episódios que nos entram pela televisão diariamente, de tiroteios e assaltos?

E em termos de ordenamento do território, que podemos dizer da falta de planeamento urbanístico, evidenciada pela construção selvagem de novos prédios, na obsessão de novas fontes de receita e que transforma o Concelho de Loures um concelho de betão?

Ou, no plano da mobilidade, quantos minutos demora um jovem de Lousa ou de Bucelas a chegar ao centro da cidade de Lisboa, concelho fronteiriço? E as potencialidades turísticas, nomeadamente, na zona vitivinícola da freguesia de Bucelas, características impares e tão mal aproveitadas?

E que resultados têm obtido as escolas do Concelho de Loures, no que ao Ranking Escolar diz respeito? Que avanços foram dados para o problema do estacionamento presente em muitas freguesias do nosso Concelho?

Inúmeros problemas, zero soluções. Apenas uma freguesia, das 18 do Concelho, é apontada como um exemplo a seguir. Espaços verdes como não há em nenhuma outra freguesia, um plano urbanístico fantástico, uma organização impar, um pólo comercial em torno do qual gira toda a freguesia, infra-estruturas escolares acima da média do Concelho. Uma freguesia verde, florida, luminosa. Uma freguesia feliz. A freguesia da Portela. Curiosamente, ou talvez não, a única presidida pelo Partido Social Democrata.

Está na altura de mudar e de refrescar. O PSD deve ser chamado a exercer as funções governativas, para mostrar que é possível fazer melhor. Que é possível liderar os destinos do Concelho de Loures de forma eficiente. O PSD tem condições para o fazer.

Mas mais uma vez digo. O PSD tem que saber aprender com os erros. Não podemos continuar a perder 2 pontos percentuais por eleição sem nada fazer. Têm de ser apuradas responsabilidades e feitas as mudanças necessárias. E isso começa já nestas autárquicas com as propostas e os candidatos que queremos apresentar.

É preciso rejuvenescer. É preciso ter uma lista à Assembleia Municipal muito forte, plural e representativa de todos os quadrantes do Concelho. Uma lista que combine irreverência com experiência.

Não podemos ter medo de nas Freguesias, em cada uma das Assembleias de Freguesia, na Assembleia Municipal e na Câmara Municipal apresentarmos os melhores candidatos. E os melhores, têm de ser mesmo os melhores. Não podem ser os amigos, os familiares, os de sempre. Têm de ser outros. Novas ideias e novas ambições.

Saiba o PSD refrescar. Ouse o PSD mudar. A vitória, ficará mais próxima.

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Dia da Mãe

Um feliz dia da Mãe, para todas as mães deste Mundo. Um beijinho muito especial, para a melhor de todas. A minha!

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Finalmente posso postar isto aqui*

*Este é um texto da autoria da Daniela Major, blogger do Câmara dos Lordes. Uma espantosa análise.

O amor é uma seca. É verdade, fiquem chocados mas para mim é. Hoje em dia, gosta-se ou ama-se porque fica bem. Porque convém. Os casais são todos muito parecidos. Elas bonitas e descascadas, e eles bonitos com as calças a cair pelo rabo abaixo. O bonito. A qualidade que só por si é capaz de decidir relações. Hoje em dia, “escolhem-se” os namorados e namoradas, porque eles são giros. Porque ficam bem juntos. Porque vão fazer umas belas fotos para porem no HI5. Já ninguém aceita gostar dos feios, dos mais velhos, dos gordos, dos baixos. Gosta-se porque faz sentido, porque a amiga disse que ele era um pão e porque os amigos disseram que ela era gira. Já ninguém aceita que as coisas possam não sair como nós queremos, que podemos não gostar da pessoa que mais nos convém, mas gostar de outra qualquer, de que, por alguma razão, não querermos ou não podemos gostar. O Miguel Esteves Cardoso numa das suas melhores crónicas dizia indignado que estava “farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje.” E que “é sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz”. Pois é, falava bem o Miguel, mas quem é que, agora, aceita isto? Hoje em dia, até se tem um “tipo”, um “homem perfeito”, uma “mulher perfeita”. Fazem-se listas – Listas! Como se de uma escolha se tratasse – analisa-se, fazem-se testes de compatibilidade. Para ver quem fica ao meu lado, para ver como vão ser os filhos que tem que ser magníficos! Os olhos têm de ser do pai e o nariz da mãe! Não se aceita as dificuldades. Não se aceita que as coisas possam não correr como nós queremos. Que as relações sejam elas quais forem, tem imprevistos, entraves. Não se aceita o amor imperfeito. Tudo tem que ser perfeito, combinado, planeado até ao último detalhe. Procura-se a perfeição, porque pensa-se que o amor é perfeito. Não é. Se fosse, todos viveríamos felizes. E porque nem de “giros” está é o mundo feito.

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Obrigado!

Ontem, atingimos o recorde de visitas absoluto aqui no Laranja Choque. 71 pessoas passaram por este humilde espaço.

Obrigado a todos os que têm visitado e comentado.

Porém, devo admiti-lo, este acréscimo de visitas em muito se relaciona com o lançamento do blogue oficial do PSD - Política de Verdade. Muitos foram os visitantes que me visitaram, reencaminhados daquele blogue.

Cabe-me a mim melhorar cada vez mais este espaço, para que seja digno de receber todos aqueles que me visitam.

Uma última palavra, para todos os colaboradores, que com os seus textos, tornam este blogue mais interessante, plural e próximo das pessoas. De todos.

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Dia B, por Bruno Antunes

O Comunismo.

Já por várias vezes referi, quer em conversa, quer em posts, que antes de se ter uma ideia sobre determinado assunto, é importante reflectir. Reflectir implica um acto de abertura de espírito, um exercício de ponderação equilibrado de tudo o que o assunto envolve, vantagens e desvantagens, levantar questões, procurar respostas.
Hoje, o assunto que vos trago é o comunismo.

Pequeno era quando me perguntava se seria justificado o repúdio desmesurado relativamente ao comunismo. Afinal, os seus princípios pareciam fazer sentido. Uma sociedade sem classes, todos diferentes, todos iguais, uma sociedade nivelada, avessa a assimetrias e em busca do progresso.

Esta seria parte da ideologia projectada por Marx em tempos idos mas que nunca terá sido concretizada de facto, ou se o foi, tê-lo-á sido mas naquilo que ela tem de pior.

Se tivermos em conta a história e a actualidade, não encontraremos um único país com um regime comunista onde os direitos fundamentais sejam respeitados. Esse é o principal problema do comunismo. A incompatibilidade com o regime democrático.
É necessário o abate da democracia e instauração da ditadura para que o comunismo avance. É necessária, entre outras coisas, a ditadura do proletariado.

Reflectindo hoje em dia, pergunto-me se mesmo aquilo que acima referi, da sociedade nivelada, fará sentido. Uma sociedade nivelada não potencia ninguém, estanca no tempo, não dá espaço de liberdade, não permite o sucesso pessoal. Afinal, o comunismo pressupõe a total submissão do indivíduo à Colectividade, ao Estado. Princípio totalmente errado.

Por isso se compreende o actual panorama comunista na Europa. Diria que só alguns partidos comunistas europeus se podem equiparar ao PCP no que à importância dentro do país diz respeito. Podem haver muitas forças de esquerda, mas partidos comunistas, poucos há. Aliás, na Alemanha os partidos de extrema-esquerda estão proibidos assim como os de extrema-direita.

Perguntar-me-ão: mas porque raio temos em Portugal um partido comunista?

A resposta é simples. O fundamento para tal fenómeno reside na história. Portugal viveu quase 50 anos numa ditadura de direita. O único partido organizado, ainda que clandestino, era o PCP. O único que não se dissolvia após eleições manipuladas. O único que ia resistindo contra ventos e marés. Era o partido da resistência.
Com o 25 de Abril, cedo se percebeu que em Portugal aquele partido dificilmente iria concretizar o regime que propugnava. Prova disso é o golpe de Novembro de 75 e as eleições de 76 em que a extrema-esquerda foi liminarmente recusada.

Assim se explicam os actuais 8% (sensivelmente) que o partido ocupa no eleitorado.
Actualmente o PCP padece de uma insuficiência mas que lhe é genética. Se estamos perante um partido cuja ideologia assenta, mais tarde ou mais cedo, na imposição do seu regime a todos, não pode haver cedências, de todo.

Por um lado, a firmeza de um partido na prossecução dos seus ideais é fantástica tendo em conta que muitas das posições tomadas por alguns partidos, hoje em dia, são dominadas pela procura de votos e não pela sua ideologia. No entanto, essa firmeza, no caso do PCP, só pode trazer resultados menos agradáveis.
Claro que importa ter partidos à esquerda. Aliás é fundamental. Tal como o é à direita.

Será, no entanto, admissível um partido que nega o próprio sistema em que actualmente está inserido?

Esta questão leva-nos a outra, levanta em Ciência Política e Direito Constitucional. Deverá a Democracia ser tolerante com os que lhe são intolerantes?
São perguntas de resposta problemática. Uma eliminação de um partido que, ainda assim, representa 8% do eleitorado poderá revelar-se de difícil resolução e “pode virar-se o feitiço contra o feiticeiro.” É preciso cuidado.

Obrigado.
Bruno Antunes.

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We are the Champions...

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