Berlusconi II - Rir é o melhor Remédio

>> quarta-feira, 29 de abril de 2009

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Outros Blogues IX

O Arrumadinho.

Ao que parece o autor é o namorado da Pipoca, do A Pipoca mais doce. Muito melhor escrito, nomeadamente, um texto sobre traição. Menos fútil. Pena que se resuma a dois ou três assuntos. Ainda assim bem melhor.

Nota:11 Valores

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Nós, Iraquianos

>> terça-feira, 28 de abril de 2009



A minha mãe apelida o meu quarto de “Bunker”, alegadamente pelo número de horas que passo dentro do mesmo, isolado das outras divisões (ou será pelo aglomerado de pratos e guardanapos que indiciam que levei alimentos para o abrigo?).

Mas hoje, transformou-se, efectivamente num Bunker. As obras cá em casa ainda agora começaram e isto já está “giro”. No meu quarto, tudo fantástico. Abro a porta e deparo-me com um fantástico cimento, buracos no chão, canalização à vista. Obras profundas que por estes dias parecem um campo de batalha.

E o que dizer da aventura que é chegar do meu quarto à Cozinha? Poderei ficar preso numa qualquer vala.

Enfim. Mais vale mesmo ficar pelo quarto.

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Escrevi isto sobre o 25 de Abril, no Blogue do Caraças

25 de Abril

Em primeiro lugar, cumpre agradecer o convite formulado pela equipa do Blogue do Caraças para aqui dialogar convosco sobre a revolução que instaurou um regime democrático em Portugal.

Escrever sobre o 25 de Abril implica suscitar a controvérsia, a divergência de opinião. Nem mesmo o meu primeiro parágrafo está livre de ser questionado. A revolução dos cravos instaurou mesmo um regime democrático?

Tentarei abordar o 25 de Abril, analisando 4 tópicos, que me parecem de capital importância numa análise sistemática e abrangente do marco histórico em causa.

• O contexto histórico do 25 de Abril de 1974
• Os objectivos da revolução
• A verdadeira democracia
• 25 de Abril, um legado para as gerações futuras.

O 25 de Abril de 1974 põe fim a um período de autoritarismo, cujo expoente máximo foi Oliveira Salazar, que durante décadas governou, com mão de ferro o nosso país, após o descrédito gerado pelos múltiplos governos da 1ªRepública, a instabilidade político-partidária e a humilhação sofrida, no contexto da Primeira Grande Guerra. Os portugueses estavam sedentos de rigor e organização financeira, crescimento económico, segurança. Os portugueses queriam voltar a ter orgulho no seu país, surgindo o governo da II República como representante de todo este conjunto de valores.

A revolução comunista de 74, vem assentar num descontentamento que existia em grande parte da sociedade lusitana, por via da supressão de liberdades que o regime autoritário propiciou. Liberdade de Associação, Reunião e Imprensa. O Partido Único, o culto ao chefe. Alguns traços deste regime, que ainda assim, tecnicamente não poderá ser considerado um regime fascista, não sendo comparável aos regimes de Mussolini ou Hitler, por exemplo.

A segurança, o crescimento económico, a neutralidade no conflito mundial eram as grandes marcas positivas de Salazar e do seu regime. As liberdades completamente suprimidas e a alegada tortura os grandes contras.

Mais quais eram os reais objectivos da revolução de 74? Não estaríamos em presença de algo próximo do que sucedeu em Cuba, após o derrube do regime de Batista, substituído por Fidel Castro? Olhemos para o propugnado na Constituição de 76, que emana da revolução de 74.

Dois grandes objectivos: Implementar o Socialismo como “pensamento obrigatório” em Portugal e transformar a sociedade portuguesa numa sociedade sem classes. A criação de um Conselho da Revolução, não electivo, com poderes alargadíssimos, não me deixam grandes dúvidas. O objectivo de grande parte dos mentores da revolução era instaurar um regime ditatorial de esquerda. Deixávamos a ditadura de Salazar, para iniciarmos uma outra ditadura.

O período até 82, é um período de democracia com entorses, numa expressão do Professor Marcelo Rebelo de Sousa. Verdadeiramente, quanto a mim, muito pouco de democrático tinha este período, tendo sido, o 25 de Novembro, que evitou, que verdadeiramente caminhássemos para um ponto sem retorno de ditadura comunista.

A ideia da propriedade comum, abolindo completamente a ideia de propriedade privada e economia de mercado, eram completamente desadequadas para o momento político que se avizinhava. Um Portugal moderno, era cada vez mais um Portugal Europeu e a CEE estava aí à porta. Quanto a mim, a entrada na Comunidade Económica Europeia foi um facto decisivo para que Portugal caminhasse para uma democracia.

Hoje se olharmos para trás, diremos que o 25 de Abril foi bom. Estamos hoje, na globalidade dos aspectos, melhor do que na ditadura salazarista. Mas o 25 de Abril na sua origem, na sua génese, foi bom? Não me parece. A sua intenção não era benéfica. Queria reforçar a ideia de que, a revolução de 74 poderia ter encarreirado de duas formas distintas: Democracia ou Ditadura. Uma panóplia de factores, levaram a que, felizmente, se seguisse o primeiro caminho. E por isso, posso hoje, estar aqui a escrever este texto, sem qualquer constrangimento.

Gostaria de, em 7 linhas, deixar um tópico reflexivo sobre a liberdade que vivemos nos nossos dias. Será que um ponto máximo de liberdade não está muito próximo da não liberdade? Será que a forma como usamos a liberdade hoje, não é uma manifestação de uma não liberdade? Será que estamos mesmo em liberdade quando fumamos sem nos preocuparmos com a saúde alheia ou quando, selvaticamente, marimbamos nas questões ambientais e nas gerações futuras? E a liberdade de imprensa pode hoje ser afirmada, com total certeza, como verdade inequívoca no nosso país? Para pensar.

Entrando na fase derradeira deste documento, na expectativa que algum corajoso ainda leia o que escrevo e, numa perspectiva ainda mais ambiciosa, na expectativa de que o texto seja base para a reflexão de alguém, importa afirmar o legado do 25 de Abril para as gerações futuras.

Neste ponto, a juventude de hoje é uma juventude que não viveu o 25 de Abril nem os Verões quentes que o sucederam. Uma juventude cada vez mais desligada desse marco, que em alguns inquéritos de rua, nem sabe a que se refere a data. Verdadeiramente, uma nota optimista a este respeito, não será uma nota verdadeira. Hoje, muitos jovens não querem, pura e simplesmente, saber do 25 de Abril, nem a evolução do sistema político deste então.

O grande legado do 25 de Abril para as gerações futuras, é pois a liberdade. A enorme a liberdade que continuamos a dispor, mas muitas vezes continuamos a estragar. Felizmente alguns jovens, como estes, que compõem a equipa do Blogue do Caraças utilizam essa liberdade para nos brindar a todos com esta excelente iniciativa.

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E salta Vital, E salta Vital, allez, allez!

>> segunda-feira, 27 de abril de 2009



Sócrates cometeu um erro de casting ao lançar Vital Moreira como candidato do Partido Socialista às Eleições Europeias. Falhou redondamente. Falhou porque não conseguiu controlar a esquerda (veja-se as últimas sondagens) e falhou porque possivelmente vai perder umas eleições que poderia ganhar sem grande dificuldade, já que o PSD, tendo apresentado um homem competente e integro, não lançou uma daquelas figuras arrebatadoras com capital político próprio.

Rapidamente, a máquina socialista percebeu que Vital é um problema. Declarações estapafúrdias, prestações nos debates muito fracas, perfeitamente desenquadrado de tudo aquilo que o PS hoje representa e do espaço político que Sócrates e o Partido Socialista têm vindo a ocupar nos últimos anos. O PS caminha para uma derrota nas Europeias.

Apercebendo-se disto, Sócrates faz Vital sair dos outdoors, e por lá coloca Soares, Guterres e ele próprio. A mensagem é: Votem PS, Votem PS, Votem PS. Esqueçam que é Vital o candidato.

Esqueçam também que o PS viola a lei da paridade ao apresentar como candidatas Ana Gomes e Elisa Ferreira, candidatas às Câmaras do Porto e de Sintra e que em caso de vitória teriam de sair do Parlamento Europeu, violando essa mesma lei, que o PS tanto gosta de apregoar como sua iniciativa (a única desculpa é que é limpinho que Sintra e Porto vão continuar PSD/PP)

Vital já saltou. E já tudo é possível.



Rangel pode mesmo ganhar as Europeias.

Santana, em Lisboa, estava em Janeiro a 20% de António Costa. Está agora a 6%, e com uma atribuição de 3,8% ao BE que sinceramente não acredito. O PS, também aqui, está muito perto de perder a capital.



E as legislativas, voilá, grande entrevista de Manuela Ferreira Leite. Eu que tenho sido um crítico, rendi-me. O PSD voltou a entusiasmar-me e sinceramente acho que estamos no caminho do sucesso, na rota das vitórias no ano de 2009. O PSD apresenta-se hoje como uma alternativa credível em todas as frentes, falando verdade, e estando nos projectos com sentido.



Para quem falava da fragmentação interna do Partido Social Democrata, apraz-me dizer, que o Futuro é agora, pelo PSD, por Portugal, com o mesmo objectivo de sempre: Portugal.

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A Escaldar, por Nélson Faria

5ºTema - Maternidade de Substituição



Esta é uma matéria em que tenho mais dúvidas que certezas. Ainda assim, e com bastantes pontos que precisavam de um outro e mais aprofundado conhecimento, não deixo de colocar esta matéria à luz e ter em conta várias perspectivas: o dilema de quem quer ter um filho, a visão do que é um filho, a frustração tecnológica, o envolvimento de um terceiro.

Os avanços prodigiosos da medicina colocam-nos mais e mais dilemas morais, e estando nós ainda zonzos pelo prodígio e deslumbrados pelas possibilidades, o seu escrutínio é quase inexistente. Mas este exame, esta avaliação, é indispensável para a humanização da ciência e práticas análogas para que não se perca o seu centro: o serviço à humanidade de forma humana.

Antes de entrarmos directamente na maternidade substitutiva, permitam-me um apelo: há milhares de embriões que são destruídos por serem excedentários ou que são usados para investigação científica. Tal prática é absolutamente inadmissível. Com a concepção, ou o embrião é um ser humano e é uma atrocidade usar humanos para investigação científica, ou nunca o será de todo e o resultado não será um humano.



A maternidade é um acto de amor e um testemunho de fé e confiança no futuro. E durante toda a história da procriação estávamos sujeitos aos limites naturais dos nossos corpos. Com o avanço na biomedicina tal tempo terminou: temos formas de ajudar muitos casais que impossibilitados por condições físicas, tenham frutos do seu amor. E isso é uma óptima, tremenda, fantástica notícia.

Infelizmente, temos crianças de sobra com falta de amor. Para os que não são capazes de ter filhos, talvez devessem ver nessa dificuldade um convite a amar muito alguém que foi negado. Mas temos de compreender que gerar, ou ver gerado, alguém que partilha identidade genética é uma ambição universal. Se temos a tecnologia, é cruel não a usar. Mas usar a tecnologia não é sinónimo de recorrer a todos os expedientes para satisfazer o desejo de um; devemos lutar para que a maternidade continue a ser um acto de amor íntimo e não mercantilizado.

Quando falamos de maternidade substitutiva referimo-nos à entrada de um terceiro que será a incubadora de um embrião que não é seu, que irá gestar um ser humano e, no final da gravidez irá cedê-lo. Sou-vos franco: causa-me algum incómodo. Temos de encontrar uma forma de não tornar esta prática um negócio, e circunscrever esta hipótese a quem se vê impedido por condições naturais a ter filhos: não porque não quer passar pelo incómodo da gravidez, não porque receia prejudicar a sua “figura”, mas porque fisicamente se vê impedido de o fazer.



Temos de teimar em humanizar e a centrar a procriação num acto de amor, e não num desejo aleatório, preferência ou apetite. Provavelmente, até deveria ser indicado que a “mãe substituta” fosse alguém da família ou ente próximo, para que o laço comunitário não se esvaísse e a pessoa que ajudou a criança a vir ao mundo não fosse eliminada do mundo dos afectos.

Valores familiares e não barriga de aluguer. Poderão dizer-me que acolhendo o material genético de um casal, mesmo que seja contra vencimento, continua a manifestar um intenso sinal de amor. Talvez, mas devemos preferir os laços de amor fraternais. Devemos permitir que o avanço tecnológico continue a nos apresentar soluções, mas sem práticas que impliquem instrumentalizar a vida de outros.

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Grande!

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Rir :)

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Vá...ao vivo! (Qualidade muito fraquinha)

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Colbie

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