10 filmes que aconselho - com classificação

>> quarta-feira, 8 de abril de 2009

1. Milk - 16 valores
2. Benjamim Button - 15 Valores
3. Gran Torino - 17 Valores
4. Os condenados Shawshank - 17 Valores
5. Gangster Americano - 17 Valores
6. A Lista de Schindler - 17 Valores
7. Mamma Mia - 15 Valores
8. O Advogado do Diabo - 16 Valores
9. Alpha Dog - 17 Valores
10. Um Homicidio Quase Perfeito - 15 Valores

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Em bom futebolês, por Pedro Mendonça

Futebol português é um buraco sem fundo

Em dezenas de anos de existência, nunca o Estrela da Amadora foi tão falado. Pelas piores razões. Nas últimas semanas, os profissionais do clube da Reboleira recusaram treinar-se enquanto não virem a cor do dinheiro. Euros que, para o plantel tricolor não existem desde, imagine-se, Outubro. Praticamente sete meses sem receberem o salário, um direito para qualquer trabalhador. No entanto, os jogadores decidiram jogar para não afectar o campeonato. No Domingo, uma prova de dignidade: fizeram tudo para ganhar ao Benfica e... não estiveram longe.
Esta segunda-feira, esperava-se que houvesse boas notícias, leia-se, dinheiro. Nada. Talvez mais uns dias, semanas, meses... e a renda da casa quem paga? Os colégios das crianças? O combustível dos automóveis? A comida? Sim porque há famílias em dificuldades.
Dirão que os jogadores ganham bem por isso não passam fome. Ingenuidade. O salário médio é de 2500 euros no Estrela. Muito? O suficiente se... fosse pago. Agora digam-me como se sobrevive sem esse dinheiro durante sete meses?

O caso do Estrela é apenas o mais mediático. Contudo, não é caso virgem. Nos campeonatos profissionais, esta temporada, Estrela, Belenenses, V. Setúbal, Leixões, Estoril, Varzim, Beira-Mar, Desp. Aves e Boavista já tiveram ou têm ordenados em atraso. E estes são apenas os casos públicos. Mas há mais...

Quero com isto dizer que o futebol português é um buraco sem fundo. Os passivos são de milhões, os prejuízos são uma constante de ano para ano, as receitas não existem, mas os clubes continuam a viver com o rei na barriga. Ordenados proibitivos, compras por valores incomportáveis e... a bomba só não rebentou porque os clubes se protegem uns aos outros. Não fosse assim e já teria sido aprovado um regulamento, rígido, que não permitiria às equipas com ordenados em atraso competir. Mais: criem um organismo que controle os orçamentos, despesas e lucros dos clubes e veremos se não andam todos na linha. Mas aí não teremos estrelas em Portugal? E temos alguma?

CHAMA DO DRAGÃO
Impressionante a capacidade do FC Porto em Manchester. Exibição personalizada, grande qualidade, crença, atitude e eis que se relega o campeão da Europa à mediocridade. O dragão cuspiu fogo em Old Traford, e com um empate a dois fora de casa, bem pode fazer a festa em Portugal, apurando-se para as meias finais. Em 2004, o FC Porto de Mourinho foi a Manchester empatar (1-1) e em Maio foi campeão europeu. Será?

ÁGUIA VIROU PINTAINHO
Deixo uma questão: quem foi a equipa que no Domingo defrontou o Estrela da Amadora, vestiu de encarnado, fez uma jogada em 90 minutos, teve 2 remates perigosos no mesmo período e ganhou com duas grandes penalidades? Benfica? Não. Não o Benfica que me habituei a respeitar.

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Inacreditável

Vejam isto.

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Outros Blogues IV

>> terça-feira, 7 de abril de 2009

O destaque de hoje é para o blogue “Ricardo Araújo Pereira”.

Um primor. Uma colectânea das crónicas de RAP no jornal A Bola e na revista Visão. É deste blogue que recolho a maioria das crónicas do Ricardo Araújo Pereira, publicadas ao Domingo no jornal A Bola, crónicas essas, que considero, como já tive oportunidade de salientar, de uma preciosidade enorme.

Gosto tanto de ler o que RAP escreve, como desgosto do caminho que os Gato têm trilhado. De férias prolongadas e falta de imaginação assinalável. Pior: De encosto à sombra da bananeira, ou melhor, à sombra dos sucessos dos primeiros anos de trabalho.

Mas o blogue, fantástico.

13 Valores.

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Um dia falamos disto. Tudo.

>> segunda-feira, 6 de abril de 2009

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A escaldar, por Nélson Faria

2ºTema - Prostituição



O que está em causa quando falamos de prostituição? É prostituição só sexo? O sexo é mera actividade ou manifestação de algo? Todos nós temos impulsos, e todos nós já nos sentimos atraídos por alguém somente pelo seu aspecto físico. Mas será o sexo só desejo e vontade, o suprir de uma necessidade física?

O sexo é muito mais do que cópula. Com o sexo compensamos uma necessidade intrínseca ao Homem que está muito para lá do físico: a necessidade de ser aceite por outrem, acolhimento, completude e intimidade, sentido de pertença, comunhão e partilha. Não há sexo sem sentimento.

O que acontece, então, na prostituição? O corpo deixa de ser nosso e passa a ser do cliente, há uma subjugação corporal à vontade do outro, abdica-se da vontade própria sobre o nosso corpo a favor de outrem. Na prostituição, no sexo sem sentido, reduz-se alguém a objecto, a instrumento de prazer sexual: a pessoa não é mais humana, é mercadoria.




E este tratamento, ao contrário do que se quer fazer crer, é exclusivo da prostituição: na imperfeita e recorrente comparação com os modelos esquecemo-nos que é a imagem que é cedida, não a pessoa ou o seu corpo. Na prostituição colocamos um preço no usufruto da pessoa, e isso, nada tem de humano.

Há vantagens na regulamentação da prostituição: segurança; controlo; saúde; receitas fiscais. Mas paremos um pouco. Centremo-nos no problema: de que forma estas vantagens são solução para o problema da exploração do corpo de um ser humano por outro? O problema não está nas consequências e complicações advenientes da prostituição ilegal ou não-regulamentada; o problema está, isso sim, nas suas causas.

Hoje em dia, em demasiados assuntos, olhamos para o problema que temos e precipitamo-nos para uma resolução sem ponderar seriamente na fonte do problema. Não nos enganemos: ignorar a fonte é não resolver o problema. E onde está a fonte? Na objectificação e desprezo pelo valor do sexo, em histórias de pobreza, de violência, de abuso, de desconfiança e fraca auto-estima, de falta de oportunidades, na falta de amor, na falta de afecto, na luta por um futuro melhor para si e para a sua família.




E está também, não o ignoramos, em quem procura sexo, em quem procura satisfação sexual motivado pela ausência de uma relação genuína, pela solidão ou frustração pessoal. Não vale a pena olharmos para a prostituição ignorando a “procura”: o “cliente”. E esta procura merecia bem mais estudo e bem mais atenção. Esta procura existe, tenho em crer, por não olharmos para a prostituição como um crime contra a humanidade, como uma objectificação da pessoa humana, como a subjugação do “um” por “outrem”, isto tudo, mas também pela falta de afecto e pela ausência de uma cultura de Amor para lá da expressão sexual.

O caminho do homem deve ser sempre rumo a uma sociedade mais humana. E esta sociedade mais humana, ao contrário do que pensa a maioria (a)moral vigente, não se traduz em aceitar todas as nossas falhas e palpitações sem senão, mas viver de acordo com valores universos respeitadores da pessoa humana.

Não é acolhendo o que sabemos ser mau que conseguimos humanizar o que é desumano.

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Dia B, por Bruno Antunes

>> domingo, 5 de abril de 2009

Finalmente propostas mas serão adequadas?

A crise é transversal, todo o Mundo tem tido dificuldades no combate à mesma. A União Europeia está recheada de países que lutam contra o desemprego mas que com dificuldade o vão fazendo. Veja-se o caso de Espanha que neste momento conta perto de 15% de desempregados, demaisado mau.

São precisas medidas mas medidas com pés e cabeça, medidas exequiveis e que contam com contrapartidas, isto é, se queremos subir aqui teremos que baixar ali. Não chega atirar subidas de ordenados e de subsídios para o ar sem um meio aceitável para aumentar as receitas do Estado.

Em Portugal, O Bloco de Esquerda, partido da Esquerda Moderna, tem aparecido com propostas no combate à crise que me deixam estupefacto. Antes de mais vejam estes cartazes que mostram toda a credibilidade destas políticas.



Imagem tirada daqui

Há com cada uma...O governo agora anda a proteger os banqueiros. Que ideia é esta? Se os bancos onde as pessoas (a que o BE se refere depositam dinheiro) não tiverem um apoio financeiro estatal, as pessoas (a que o BE se refere) serão as primeiras a ser afectadas. Ao que parece não é assim que aquele partido da esquerda moderna analisa a questão.



Imagem tirada daqui

Este cartaz então é muito bom. Agora quem tem lucros não pode despedir? Como dirira alguém, e pelos vistos já dizemos quase todos. Porreiro pá, porreiro. Esta noção de que o patrão é um senhor “todo-poderoso” que faz o que quer, senta-se numa poltrona e manda os outros fazer é uma ideia errada, muitíssimo errada. O patrão é como outras pessoas mas que em vez de empregado, emprega.

Além destas ideias fabulosas ainda coloca no seu site e jornal 12 medidas extraordinárias:

1- Proibição de despedimentos colectivos por empresas com lucros.
2- Impedir o pagamento de dividendos aos accionistas de empresas que receberam subsídios ou benefícios públicos.
3- Redução do horário de trabalho para 35 horas semanais.
4- Direito a 40 horas de trabalho, sem despenalizações.
5- Aumento das pensões e do salário mínimo (para chegar aos 6000 euros em dois anos).
6- Subsídio para todos os profissionais (cerca de metade são hoje excluídos).
7- Imposto sobre as grandes fortunas para financiar a segurança social.
8- Fim do segredo bancário.
9- Encerramento de todos os off-shores.
10- Nacionalização do sector energético.
11- Predomínio do sector público na banca.
12- Contratos efectivos para quem faz trabalhoefectivo. Acabar com precariedade e com falsos recibos verdes.

Algumas destas medidas ainda poderão fazer sentido como a do encerramento do sigilo bancário (discutível) e a nacionalização do sector energético (muito discutível), mas outras medidas são absolutamente inacreditáveis como a redução para 35 horas semanais do horário de trabalho.Muito bem, consegui-lo seria benéfico mas o que se terá que fazer para o conseguir? Isso já não se refere. Não digam que é aumentar os impostos dos milionários que é outra medida pouco exequível. Afastar os donos das empresas do país não é propriamente adequado para combater a crise.

Em suma, dúvidas...muitas dúvidas sobre este plano anti-crise.

Fica o reparo.

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Rir é o melhor Remédio

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Assembleia Municipal

Ser deputado municipal implica ouvir e fazer.

O mandato é conferido pelo eleitorado. Os deputados municipais, numa primeira análise, têm o dever de ouvir.

Assim, julgo que seria uma boa medida, os deputados municipais do PSD, estarem disponíveis uma vez por semana, ou, pelo menos, uma vez de quinze em quinze dias, em cada uma das 18 freguesias do concelho. Estar próximo das pessoas. Ouvir os problemas. Sentir os anseios. Perceber as angústias. Ajudar nos objectivos.

E deve o deputado municipal procurar ouvir o mais possível. De todas as formas. Por isso deve ter um blogue ou site pessoal onde dê contas do que vai fazendo na execução do mandato conferido e onde peça o conselho dos destinatários das suas políticas. Deve procurar estimular o debate, concedendo informação útil e rigorosa.

Deve reunir com os Executivos, Associações de Estudantes, Associações de Pais. Deve estar junto dos alunos, professores, auxiliares. Deve averiguar que políticas querem os municipes para o seu próprio Concelho.

Deve ter propostas válidas e concretas. Deve bater-se por todos. Pelos que votam PSD, pelos que não votam PSD.

Devem existir jornadas parlamentares, mesmo a nível municipal. Deve-se fazer politica. No nobre termo da palavra.

Entenda o PSD, que chegou a hora de refrescar.

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Estou enojado.

>> sábado, 4 de abril de 2009

Sou muito critico em relação às, ditas, discotecas do nosso país.

Já escrevi muito sobre isto. Noutros lugares. Já tive conversas infindáveis sobre a temática. Aliás, post’s abaixo, a propósito da degradação dos valores aludida no “a Escaldar” fiz menção ao facilitismo a que hoje se chegou. À banalização de tudo.

Directo ao tema. Durante anos, séculos, as mulheres lutaram pela igualdade. Igualdade jurídica, profissional, sexual, social. Enfim, lutaram e conseguiram. E ainda bem. Não há qualquer motivo para distinguir, no que aos direitos e deveres diz respeito, uma pessoa do sexo masculino e uma outra do sexo feminino.

O que hoje se passa, em muitos lugares, mas em especial, na maioria das discotecas, “rebenta” com qualquer igualdade. Aliás, acho mesmo que o que hoje se passa na maioria das discotecas, violenta o principio da dignidade da pessoa humana, previsto no artigo 1º da Constituição.

Que o que se passa nas discotecas é ilegal, já nós sabíamos. Que frequentam esses espaços, (a que ninguém ou quase ninguém vai para simplesmente dançar) crianças de 11, 12,13,14 anos já todos sabíamos. É ilegal? É. Alguém faz alguma coisa? Não.

Mas passando isso, que parece que choca muita gente, mas não choca quem devia: A família.

Qual é o esquema das discotecas hoje: Um mediador (o dono da discoteca) dá dinheiro às mulheres, no sentido de estas pagarem muito, muito menos do que daria o lucro estimado à casa. Como não há almoços grátis, alguém tem que pagar a factura. Quem paga a factura são os homens. Que autenticamente pagam um serviço.

Já ouvi, vezes e vezes, rapazes dizerem: Vou ali à discoteca L (não devo referir o nome do espaço, mas não deve ser difícil do leitor descobrir). Pago apenas 12 euros e é garantido que vou…enfim…dar uns beijinhos a uma rapariga. Autenticamente isto. Ou seja os rapazes pagam um serviço. E o dinheiro reverte para as raparigas.

Eu não sei o que querem chamar a isto. Um homem paga a uma mulher para dar uns beijinhos. Chamem o que quiserem.

- É marketing Tiago!
- Talvez, mas será admissível que se utilize uma pessoa humana, como um meio para atingir um fim? Será admissível que se pague dinheiro a um ser humano, para servir de isco, no sentido de atrair homens, para a casa onde supostamente se dança ter lucros acima da média? Dois problemas: O primeiro a manifesta desigualdade entre sexos. O segundo a ideia de que a mulher é um meio e não um fim, indo contra o principio da dignidade da pessoa humana, que proíbe a instrumentalização do ser humano. Mais, vai contra toda a lógica Kantiana do homem como fim em si mesmo.

E hoje, fiquei ainda mais triste. Porque ainda existia aquele argumento, que separava, ainda, um pouco, o que se passa nas discotecas de uma prostituição escondida. Não se dá dinheiro directamente às mulheres. Faz-se um desconto. Eu retorquia, argumentando que é tudo o mesmo. Mas hoje já nem tenho que argumentar.

Expresso:

“Uma discoteca na Praia da Rocha, em Portimão, vai dar notas de 5 euros a todas as clientes que se apresentarem no estabelecimento aos sábados, numa acção de marketing qualificada como de "combate à crise". “

Vou, pela primeira vez, escrever um palavrão aqui no blogue. Mas não consigo suster.

Que merda vem a ser esta?

Agora dá-se dinheiro às mulheres, e só às mulheres, por irem a uma discoteca. Combate a que crise? Está tudo louco? Será que só eu é que vejo onde isto não é admissível?

Enfim, e o maior jornal do país, dá cobertura a isto, como se fosse um bom sinal. Uma ideia inovadora.

Ontem deambulei com o meu amigo Pedro, por Lisboa, e quando passámos ali na Expo, andámos um bocado pela zona dos bares, antes de irmos ao Casino. Primeiro panfleto: Mulher não paga. Segundo: Mulher não paga e tem bar aberto.

Sinceramente, aconselho os leitores, a perderem uma sexta-feira à noite, e irem a uma qualquer discoteca. Pode ser aquela, a discoteca L. Vão lá, encostem-se e vejam o cenário. De vómito, literalmente.

As ultimas duas vezes que saí, as únicas no ultimo ano talvez. Kapital, Gala da Faculdade de Direito. Preços iguais. Festa da Cerveja, também na FDL. Preços iguais.

Não comparticipo crimes.

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