Em bom Futebolês, por Pedro Mendonça : Saudades de Pauleta e desespero por Liedson

>> terça-feira, 31 de março de 2009



Ponto prévio: nunca fui um admirador confesso de Pauleta. Por isso estou à vontade para fazer o comentário que se segue. Tenho saudades do açoriano. Tenho, acima de tudo, saudades dos seus golos. Sinto falta de uma referência no ataque da Selecção, sinto saudades de ver Portugal ganhar, sinto uma enorme tristeza por sentir que «A Portuguesa» não se vai ouvir na África Sul. Esteja eu errado...
No último Sábado, lembrei-me do Portugal dos anos 90, princípios de 2000. Aquela equipa que circulava a bola como ninguém, que criava lances mágicos, mas que, porém, não concretizava em golos as várias oportunidades para marcar. Há um claro retrocesso nos processos de jogo da Selecção e a culpa não é (só) de Queiroz.
É verdade que o professor tem opções no mínimo discutíveis – com a Suécia chegámos a ter quatro centrais em campo -, mas não é dele a culpa de jogadores como Ronaldo, Simão, Danny, Deco, entre outros, não renderem na Selecção aquilo que fazem nos clubes. Porquê? Fica em aberto a discussão.

Os maiores críticos do professor poderão ainda dizer que falta um ponta-de-lança na equipa e que, sem ele, os golos não irão aparecer. É verdade. Contudo, e este é um tema que poderá ser aprofundado noutra altura, quem é que Queiroz pode colocar na frente de ataque que possa suceder a Pauleta, o último goleador de Portugal?. Vejamos:
1) – Nuno Gomes: jogador irregular, não é titular no Benfica e tem falhado oportunidades de ouro. Além disso, não é um ponta-de-lança típico, precisando de outro avançado ao lado para render.
2) – Hugo Almeida: já teve inúmeras oportunidades e, até agora, não mostrou créditos para entrar no onze.
3) – Edinho: jovem jogador de muito valor, mas só agora chegou à Selecção, precisando de rotinas para singrar (já deu um ar da sua graça no jogo com a África do Sul)
4) – Postiga: já provou que não tem valor para ser a referência que Portugal necessita-



Se mais pontas-de-lança houver, façam o favor de os apontar. Eu lembro-me apenas de um que poderá resolver os problemas de Portugal e de Carlos Queiroz: LIEDSON DA SILVA MUNIZ. Deixem-se de questões éticas, apressem o processo de naturalização do brasileiro e coloquem-no no ataque da Selecção. É português? Não! Deco é? Pepe é? Ibrahimovic, que nome tão sueco; Zidane, argelino; e uma lista interminável.

Portugal pode ir ao Mundial? Pode! Mas sem Liedson fica complicado...


O QUE FALTA A PORTUGAL

Albânia (fora)
Dinamarca (fora)
Hungria (fora)
Hungria (casa)
Malta (casa)

Classificação J P
1 Dinamarca 4 10
2 Hungria 5 10
3 Portugal 5 6
4 Suécia 4 6
5 Albânia 6 6
6 Malta 6 1

(o primeiro apura-se para o Mundial; o segundo disputa um play-off de apuramento)

NOTA: Portugal defrontou hoje a África do Sul, em jogo particular disputado em Lausanne, Suíça, ganhou por 2-0, mas a exibição foi mediana. Se for preciso jogar mal para ganhar e estar no Mundial, assino já por baixo.

Read more...

Outros Blogues II

O blogue que destaco hoje, é o “Peniche que te viu e quem te vê” do deputado municipal da JS, em Peniche, Tiago Gonçalves.

O Blogue tem como principal objectivo, como denuncia o seu titulo, prestar contas ao eleitorado penichense. Mas vai além disso: Tem algumas referências ao trabalho (bom) do Tiago, naquela organização partidária, em particular, o Jovem Socialista, publicação nacional da JS, da qual o Tiago é o Director.

Está um blogue próximo das pessoas. Acho uma excelente ideia, aproximar as pessoas, nomeadamente, os mais jovens, do que vai sendo feito no Concelho. Acho que seria óptimo todas as bancadas parlamentares de Assembleias Municipais (para já não descermos a cada deputado) terem um blogue onde dão a conhecer o trabalho desenvolvido.

Em classificação “FDLIANA” : 14 Valores.

Read more...

A Escaldar, por Nélson Faria

>> segunda-feira, 30 de março de 2009



1ºTema - Aborto

Poucas matérias dividem tão profundamente a sociedade portuguesa como o aborto. Esta questão não é nem fácil, nem simples, nem deve ser abordada de ânimo leve: o aborto é uma medida de recurso, a que se deve recorrer de forma excepcional e após reflexão. Há muitas visões e muitas percepções, e há muitos erros cometidos que inquinam o debate: há quem minore, na fúria da discussão, o sofrimento e os dramas pessoais de quem recorre ao aborto; há quem despreze o valor intrínseco do ser humano não-nascido.

Não devemos cometer tais erros: temos de assumir que, sim, recorrer ao aborto é uma tragédia, que é o culminar de decisões difíceis e dramáticas, motivado muitas vezes pela falta de perspectivas económicas ou familiares, em angústia pelo futuro; temos de ver que a riqueza e a originalidade da vida humana não pode ser ignorada em nenhuma das suas fases, que pretendemos calar a nossa consciência em refúgios científicos infundados.

Que tipo de lei devemos defender? Acredito que ao absolutizarmos o princípio da vida, ao instaurar uma lei absolutamente inflexível, traremos o que de pior tem os extremismos: a desumanização. A lei tem de ter uma orientação para a preservação da vida porque ao falar de vida humana a nossa lei não pode ser indiferente ou neutra; mas esta orientação para a preservação da vida, terá de deixar espaço para que casos excepcionais permitam resoluções excepcionais: perigo de vida para a mãe ou abuso sexual, como exemplos.



A actual lei é uma vitória de uma deturpação dos direitos humanos, associada a uma crise de valores societal em torno da maternidade. A mentalidade dominante, a nova conjuntura “eficientista”, insiste em apresentar a maternidade consciente como um estorvo ao nosso percurso pessoal, promovendo uma visão egoísta e arrivista. A maternidade tem de voltar a ocupar um lugar central na nossa sociedade, de grande reverência e acolhimento: maternidade não é encargo, maternidade é dom.

A família é cada vez menos núcleo, menos célula da sociedade, e cada vez mais um aglomerado de unidades que, na prossecução da felicidade individual, tentam traçar um caminho de conjunto rumo à felicidade. A grande luta no século do relativismo ético centra-se nas nossas consciências, no combate ao predomínio do isolamento do Homem em que só o que nos acontece nos diz respeito, numa visão desagregadora da sociedade que nos empurra docemente para o buraco da indiferença.

Temos que agarrar a nossa humanidade, recuperar os nossos valores e não capitular perante o facilitismo e indiferença; perante a proclamação do interesse individual como princípio, temos de responder com a entreajuda e com a superior mais-valia do ser humano: a solidariedade, compreensão e acolhimento. Um aborto realizado é um pedido de ajuda que ficou por responder: não podemos fazer ouvidos moucos a quem precisa de nós.

Read more...

Para começar a semana com um sorriso

>> domingo, 29 de março de 2009

Read more...

A escaldar, por Nélson Faria*

* Nélson Faria, é o novo colaborador do Laranja Choque. Na sua passagem pela JSD, foi, entre outras coisas, secretário-geral da Secção B de Lisboa, bem como presidente dessa secção, sendo reconhecido, de forma praticamente unanime pela estrutura, como um dos melhores presidentes de secção que nos últimos anos passaram pela JSD.

Era Vice-Presidente da Distrital de Lisboa, quando decidiu entregar o cartão de militante, abandonando a JSD e o PSD, após um discurso em Conselho Distrital, que dificilmente sairá da memória dos conselheiros e observadores presentes.

É autor do seu Nélson Ramires Faria - blogue pessoal - e do conhecido Psicolaranja. Tem nos últimos tempos abordado vários temas polémicos, nomeadamente, relacionados com a Igreja. Podem ver a sua opinião sobre a última visita do Papa a África, no blogue, Psicolaranja.

Vai agora escrever no Laranja Choque, na rúbrica, a Escaldar, onde nas próximas 7 semanas, irá abordar 7 temas, ditos fracturantes.

A opinião incisiva e sempre bem fundamentada, de Nélson Faria. Aqui têm o "A Escaldar".

Read more...

Dia B, por Bruno Antunes*

“FaSinPat” um exemplo a seguir?

Desde logo agradeço o convite para neste blog escrever.

Nesta primeira edição do “Dia B” quero trazer à colação um tema muito em voga, a crise. Não a crise “latu sensu”, apesar de aqui ser relevante, mas uma crise bastante específica e anterior à actual, a crise argentina de 2001 que tive a oportunidade de conhecer através da leitura de um artigo do Courrier Internacional que se reportava a uma notícia da revista Jobbom de Montreal de Janeiro de 2008. Esta crise mostrava um país perto da falência: incumprimento dos pagamentos das dividas externas, fim da paridade peso-dólar, PIB inferior em quase 20% aos resultados de 1998 e 60% da população a viver abaixo do limiar de pobreza.

Esta crise gravíssima, muito pior do que a actual (até ao momento) deu azo a uma reacção que se poderá chamar de extraordinária. Os trabalhadores em vez de cruzarem os braços e esperarem pelo subsídio de desemprego recuperaram as empresas, ocupando-as através da formação de uma cooperativa com o nome de “FaSinPat” (Fabrica Sin Patron, ou Fábrica Sem Patrão). Este fenómeno desenvolveu-se e 10 mil trabalhadores são empregados por estas empresas ocupadas. Porém, a vida mostra-nos que as coisas não podem ser tão simples. Existe um impedimento de ordem legal pois “a lei concede à cooperativa prazos de exploração, sem nunca confirmar que esta é de facto proprietária da fábrica, do equipamento”. Ainda assim 10 mil parecem-me um número considerável e a ter em conta, são por ventura menos 10 mil desempregados.

Poderão agora estar os leitores a pensar “ Mas porque raio está este gajo a escrever sobre uma crise com 8 anos?”. Caros leitores, este tema não surge desgarrado de qualquer fundamento, aliás é este muitíssimo pertinente nos dias de hoje.

Ao tomar conhecimento deste artigo a dúvida que me assaltou de imediato foi a da possibilidade de extrapolar este exemplo para a actual crise, para o nosso país. Dúvida legítima creio.

Na realidade, admitir um cenário deste tipo no nosso país seria muito difícil. Desde logo, a crise ainda não é tão grave como aquela que reportei (espero que não chegue a tal), apesar de já merecer preocupação de todos. Porém, será que se a crise actual fosse como aquela, as pessoas na Europa reagiriam do mesmo modo? Não sei, aliás esta dúvida surge juntamente com outro problema. O problema de saber se disto ao comunismo não é apenas um passo. Admitir que os assalariados de uma empresa a ocupem não será apenas o “primeiro tijolo” na construção de uma sociedade comunista ainda que com adaptações? Deixo-vos a questão para reflexão, pois eu próprio me interrogo sobre isso. Aliás, disto passo para outro problema que alguns considerarão pouco pertinente mas que aproveito este espaço para lançar. Será o comunismo tão indesejável? Será que nos habituámos de tal modo a odiar o comunismo que este deixou de ser sequer motivo de reflexão? Eu não sou comunista, mas para o rejeitar (como faço) preciso de pensar sobre isso, de averiguar vantagens e desvantagens e chegar a uma conclusão. Reflictam sobre o tema. Obrigado.

*Estudante no 3º ano de Direito, na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, Bruno Antunes é o novo colaborador do Laranja Choque. Num estilo próprio, apreciado por muitos, creio poder sintetizar o estilo do Bruno, ao afirmar que parte da reflexão critica de variados problemas com que se depara na sua actividade de busca da informação para a abordagem das temáticas, lançando várias questões aos leitores, com o intuito de promover o debate, ou, pelo menos, a reflexão dos vários problemas sob diversos prismas. Sem dogmas, com controvérsia. Aqui têm o Dia B.

Read more...

Recorde

>> sábado, 28 de março de 2009

Uma palavra de agradecimento aos visitantes do blogue.

Hoje bateram-se todos os recordes de visitas.

228 páginas vistas, praticamente o dobro do segundo melhor dia.

36 returning visitors, também o melhor registo de sempre.

66 visitantes neste dia 28, acima dos 40 e poucos, que era até agora o máximo.

A fechar também uma semana, que tinha sido a melhor. Com dois dias acima das 40 visitas e com apenas um dia a ficar abaixo das 30.

As eleições na AAFDL julgo que foram as grandes responsáveis para a afluência de hoje, já que, pelo que pesquisei por aí, e após uma pesquisa no google, era o único, ou pelo menos, um dos poucos blogues a dar conhecimento dos resultados eleitorais.

Quanto ao resto da semana ter corrido tão bem, acho que ajudou o Dossier Taça da Liga, os textos dos convidados, e ter anunciado Bruno Antunes, Nélson Faria, Pedro Mendonça e Rodrigo Saraiva como reforços do Laranja Choque. A curiosidade despertou.

Vamos ver se é para manter!

Obrigado a todos.

Read more...

Parabéns Mano!

Read more...

Derby, por Jorge Batista e Pedro Correia

1. O Benfica é um justo vencedor da Taça da Liga?

Jorge – Tudo bem que a justiça no futebol é um factor muito volátil e imprevisível mas, no jogo da final da Taça da Liga, tudo isso se transformou num cenário de frustração e desgosto causado pela incompetência e falta de seriedade de um ou dois senhores que nada fizeram por ali estar, numa final importante. Posto isto, justo é dizer que o Benfica não mereceu vencer a Taça da Liga mas, só o conseguiu pelo milagre de Baptista, num lance onde um “livre fora da área por peito na bola” e consequente expulsão do suposto infractor tudo mudou. Enfim, a única maneira que eu encontro para minimizar este triste espectáculo que assisti ao vivo é pensar que o Sporting também não jogou nada por aí além, indubitavelmente melhor que o Benfica mais não conseguiu chegar ao 2-0 nem venceu nas grandes penalidades, onde teve a oportunidade mas, como de costume, a sorte e a frieza, ou a falta dela, voltaram a prevalecer nesta equipa unida e talentosa mas muito jovem e nervosa. Tenho dito.

Pedro – Custa-me falar em justiça neste jogo. Para além da grave influência da arbitragem foi um péssimo jogo de futebol e isso tem sido de certa forma encoberto pelo volume da polémica. Faltas a cada 15, 20 segundos, e ausência de qualquer planeamento no futebol praticado, pautaram esta partida. Da parte que me toca não vi uma única jogada de verdadeira transição ofensiva, persistiram os lançamentos longos a partir dos centrais que espelham bem a incapacidade de implementar um futebol estruturado do Benfica. O Sporting também não esteve melhor. Acabou por valer o Quim que deu a vitória ao Benfica.


2. A novela criada, em torno, da arbitragem de Lucílio Baptista, é uma tentativa do Sporting condicionar a arbitragem?

Pedro – Terminados os 90 minutos o Sporting tenta minimizar as implicações da derrota, procurando assegurar o 2º lugar do campeonato e isso condicionando as próximas arbitragens, isso não há dúvidas. Foi posta em causa a idoneidade do árbitro, por um erro muito grave (erro que deve ser atribuído em maior escala ao fiscal de linha) mas que acontece semanalmente. Aconteceu com o Vitória de Guimarães em Basileia, com repercussões maiores, e com o Benfica no Dragão que pode decidir um campeonato. A falta de ética e fair-play percebem-se mas não desculpáveis.

Jorge – Novela? Condicionar a arbitragem? Falta de ética e fair-play? Não devemos estar a falar da mesma coisa. A reacção dos jogadores e dirigentes do Sporting podia e devia ter sido ainda pior. O afastamento da Direcção da Liga não é “grave” uma vez que mais nenhum grande lá se encontrava também. De resto, acredito que se as coisas fossem ao contrário, os benfiquistas reagiriam muito pior e a arbitragem sentir-se-ia condicionada de uma maneira muito mais forte. O Sporting não quer condicionar nem criar novelas, os factos estão à vista de todos e uma atitude ou postura menos convicta do que tomou, era simplesmente deixar tudo passar incólume, como se nada tivesse acontecido. Mas, infelizmente, algo grave aconteceu, e obviamente que era necessária uma atitude de carácter de parte dos jogadores e dirigentes do Sporting, onde não revejo de forma alguma falta de ética, profissionalismo ou fair-play.


3. Portugal, caso não ganhe à Suécia, fica, definitivamente, afastado do Mundial da África do Sul? Nesse cenário, Queiroz deve sair?

Jorge – Uma derrota em casa nesta altura, contra um adversário directo, acredito que seja fatal. Algo inimaginável com um grupo de jogadores do calibre que Queirós dispõe, da estrutura forte deixada por Scolari, pelo que, em caso de empate ou derrota, “game over” Queirós e, infelizmente, Portugal. Na minha opinião, Portugal irá vencer à Suécia, o que poderá disfarçar a fraca qualidade do seleccionador. Mas, mais cedo ou mais tarde, Portugal irá deixar os seus adeptos desgostosos com mais uma falha, com Queirós a ser o principal responsável, pelo que não acredito que fique no comando da selecção depois do Mundial, isto se conseguir lá chegar. Veremos.

Pedro – Com o actual grupo de “seleccionáveis” de Portugal falhar uma qualificação é um momento para se tirar ilações, se bem que nunca vencemos a Suécia em casa. Parece-me que uma derrota será irrecuperável. Devo dizer que não acredito que aconteça mas a suceder-se não é caso para saída de Queirós. Neste momento começa-se a recuperar um plano integrado do futebol das selecções que foi destruído na época Scolari. Entendo que numa visão mais a curto prazo seja difícil considerar este factor, mas foi de facto este trabalho de acompanhamento e sistematização que criou as bases para os sucessos mais recentes e não só a “música popular portuguesa”.

4. Com a saída de Paulo Bento, do Sporting, no final da época, Scolari seria um bom sucessor?

Pedro – Essa questão deixo para o meu amigo Jorge. Como Benfiquista digo apenas que me agradava que assim fosse.

Jorge – Obrigado pelo tempo de antena Pedro! Honestamente, vejo nas tuas palavras “como benfiquista me agradava que assim fosse” algo muito realista. O Sporting tem um grupo muito jovem, muito “rebelde”, instável, e Scolari talvez não seja a melhor solução para criar a união necessária, que Paulo Bento tem vindo a conseguir apesar de tudo. O caso Vukcevic é um exemplo disso, embora Miguel Veloso e Yannick Djaló sejam ainda mais difíceis de “domar” pelas aspirações pessoais de ambos. Para mim, Paulo Bento seria o melhor para continuar no comando do Sporting nos próximos anos. Mas já se percebeu que nem ele, nem Moutinho, vão querer continuar em Portugal para o ano. É um cenário péssimo e devastador mas realista. E só um treinador de classe mundial conseguirá lidar com as vedetas que cá permanecerão. Pode ser injusto dizer que Scolari por não ter conseguido lidar com as estrelas do Chelsea não conseguirá lidar com os pseudo putos maravilha do Sporting, mas algo me diz que não singraria.


5. Com a vitória na Taça da Liga, podemos considerar, positiva a época do Benfica? Quique deve continuar?

Jorge – Nem o Sporting, mesmo já com a Supertaça conquistada, não salvaria a época com a Taça da Liga. Muito menos o Benfica. Digo isto porque o Benfica em termos europeus não conseguiu quase nada, o Sporting lá foi aos oitavos da Champions. Mesmo assim, o desempenho na Liga está a ser fraco para ambos e disso nem Quique nem Paulo Bento podem fugir, para não falar na ausência na Taça de Portugal. Apesar disso, ambos os treinadores são jovens, competentes, ambiciosos e com muito para dar ao futebol português, ao contrário de alguns dirigentes dos seus clubes. Penso que respondi à questão.

Pedro – Defendi a estabilidade para o Benfica e continuo a defender, portanto acho que Quique deve continuar. Acho que deve ter espaço para prosseguir a desenvolver as suas ideias. No entanto, o futebol actual não me satisfaz e temo uma nova onda de entradas e saídas no final da época, que deve ser evitada a todo o custo.

Read more...

AAFDL III

Sem resultados certos para o Conselho Fiscal e para a Mesa, a cama espera por mim.

Nos proximos dias elaboro um comentário mais elaborado. Mas leiam novamente a minha previsão. E vejam o que disse sobre os Marretas.

Sobre a Mesa, chegou-me que a Lista Q ficou atrás dos Marretas.

Julgo que, pelo menos, conclui-se que a Lista A ganhou, sem espinhas. Maioria Absolutissima, nada a dizer.

O movimento Civico os Marretas fazem também um excelente resultado o que demonstra o descontentamento das pessoas, a necessidade de fazer um voto de protesto, a falta de alternativas e a popularidade do grupo. Se levassem as eleições a sério...

A Lista Q, não capitalizou coisa nenhuma, se a informação se confirmar. Não teve os votos todos da H, alguns devem mesmo ter preferido votar A, nem teve um capital proprio de votos.

A H, com 25% dos votos para a Direcção, consegue fazer pior que a Lista S, e acaba por sair de cena tão rápido como entrou. Louve-se o trabalho, e puxo a brasa à minha sardinha, dos B-11 empenhadissimos ao longo de todo este processo. Saibam capitalizar, se algo pode ser capitalizado.

Read more...