Ana Rita Garcia

>> quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

A convite do nosso anfitrião vou abordar e expressar a minha opinião sobre um tema que, espero eu, levante ondas mas assente ideias. Casamento homossexual ou, como faz mais sentido, o direito ao casamento pela totalidade da população. Sim? Não?

Artigo 13.º
(Princípio da igualdade)

1. Todos os cidadãos têm a mesma dignidade social e são iguais perante a lei.
2. Ninguém pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça, língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica, condição social ou orientação sexual.
In Constituição da República Portuguesa de 1976.

É assim que quero começar esta minha “dissertação” (entre aspas porque esta palavra me lembra sempre algo muito maçudo e que frequentemente foge ao interessante, pelos floreados apresentados de forma muito bem estruturada e tão pouco clara). Quem acha que este princípio fundamental da Constituição da República Portuguesa de 1976 está a ser cumprido, por favor continue a leitura; quem acha que tal não se verifica, pois prossiga também.
Vamos rectificar uma coisa, estamos aqui a falar de casamento civil, nada mais, direitos como cidadão de um país e não apoiante duma fé, cultura, etc.

Bem, vou começar pela parte mais óbvia, até os cidadãos homossexuais são cidadãos. Tendo em conta este facto, vamos prosseguir no raciocínio. Todos os cidadãos têm os mesmos deveres e direitos. OK, assentámos outro ponto. Os cidadãos homossexuais pagam, como todos os outros, impostos, segurança social, votam, etc. Agora a parte que nos traz aqui, os cidadãos homossexuais, à excepção de todos os outros, não se podem casar.

A minha pergunta é “porquê?” e “em que se baseia?”. Pois se estavam à espera de resposta não sou eu que a vou dar, porque não sei. Mas diria que há cidadãos de segunda, mesmas obrigações mas não os mesmos direitos.
Passemos agora a termos mais subjectivos:
A sociedade não está “preparada”, como disse alguém muito sábio “O caminho só se faz caminhando”, há que começar por algum lado, e exigir direitos que deveriam ser fundamentais e comuns a todos. E vamos ser realistas, se a sociedade não aceita o facto de o Estado negar os direitos, não é grande ajuda.

“É algo imoral”. Vamos lá ver, isso depende dos valores de cada um e isso é pessoal e intransmissível, tem a ver com as crenças e os valores de cada um. Como se costuma dizer, “se não gostas, não comes” ou seja, acham horrível, nojento, etc. Têm bom remédio, não fazem. Quem discrimina por uma opção homossexual, não vai beneficiar do casamento para estes, mas não vejo como lhe pode prejudicar. Não é como se os homossexuais deixem de existir sem casamento.

Vamos passar a um exemplo prático, temos um casal homossexual e um casal heterossexual. Os primeiros são trabalhador@s e cidadãos/cidadãs portugueses(as), desde o início da sua vida profissional sempre pagaram os seus impostos e levam uma vida pacata. No casal heterossexual, a mulher está presa por homicídio e o homem é sabido que praticou burlas, lesando o estado em milhões. Ambos apresentam o processo de casamento, segundo a lei ambos deveriam poder casar. Apenas o casal heterossexual recebe autorização.

Posto isto, o que me dizem?

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À minha maneira

>> terça-feira, 30 de dezembro de 2008

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Diz que é uma espécie de Magazine

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Breve Curriculum Político

2002

Eleito Presidente da Associação de Estudantes da Escola Secundária da Portela.

2003

Reeleito Presidente da Associação de Estudantes da Escola Secundária da Portela.
Filiação na Juventude Social Democrata.

2004

Eleito, como 1º representante dos Alunos, para a Assembleia da Escola Secundária da Portela.
Eleito, vogal para o ensino secundário da Comissão Política da JSD/Moscavide.

2005

Elaboração de Moção sobre Ensino Secundário, apresentada (como convidado) e aprovada em Conselho Distrital da JSD.

2006

Eleito Presidente da Comissão Política da JSD/Moscavide.
Conselheiro Distrital da JSD, por inerência.
Eleito Delegado ao XIX Congresso Nacional da JSD.

2008

Reeleito como Presidente da Comissão Política da JSD/Moscavide.
Elaboração da Moção pela Livre Militância, apresentada e aprovada em Conselho Distrital da JSD.
Conselheiro Distrital da JSD, por inerência.
Criação do Blogue “Laranja Choque”.
Eleito Delegado ao XX Congresso Nacional do JSD, em Penafiel.
Eleito Conselheiro Nacional da JSD (Suplente).
Elaboração da Proposta da Livre Militância (em anexo à moção sectorial do Blogue Psicolaranja), aprovada no XX Congresso Nacional da JSD.
Mandatário do Concelho de Loures da JSD, da Candidatura “Objectivo Portugal”, de Pedro Santana Lopes, à presidência do PPD/PSD.

2009

Reeleito como Presidente da Comissão Política da JSD/Moscavide.
Conselheiro Distrital da JSD, por inerência.
Elaboração da Moção, Stop à Degradação dos Valores, apresentada e aprovada em Conselho Distrital da JSD.
Elaboração da Moção, 4p – Projecto Político para Portugal, apresentada e aprovada em Conselho Distrital da JSD.
Eleito Membro da Assembleia Distrital de Lisboa do PSD.
Eleito Deputado Municipal pelo PSD, no Concelho de Loures.
Eleito Delegado ao XXXII Congresso Nacional do PSD, em Mafra.
Elabora do Programa “Ganhar uma Geração”, um programa com um conjunto de ideias para a organização eficiente da Comissão Política Distrital de Lisboa da JSD e para o Distrito de Lisboa.

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Sondagens

Um paradigma: As sondagens afirmam que a maioria das pessoas não acreditam em...sondagens! Pois, claro que não podem acreditar.

A um ano das eleições, com apenas dois candidatos anunciados, uma sondagem, que na ficha técnica, assume ter sido encomendada pelo PS, dá uma vitória a Costa com 15% de vantagem sobre Santana. Assume que Carmona não avança e que os votos se espalham entre PS, CDS e PSD. E diz que o PP sobe. Cenário de Coligação? PSD a 6 ou 7%.Nem se fala disso.

De todo o modo, eu não acredito em sondagens. E acho mesmo que essa em particular, pela forma como foi conduzida, é mais favorável ao PSD que ao PS. Mas quatro exemplos, para vos explicar como é que a "coisa" funciona.

Em 1999, dizia uma sondagem.

PS - 57% (Maioria absoluta estrondosa de Guterres)
PSD - 29,7%

Resultado Real

PS - 43,9 (Sem maioria Absoluta - Mais de 13 pontos percentuais abaixo)
PSD - 32,3

2001 - Presidenciais

Sondagem:

Sampaio - 63%
Ferreira do Amaral - 14%

Realidade:

Sampaio - 55,7%
Ferreira do Amaral - 34,5%

Na realidade a diferença foi de 20 pontos percentuais, sensivelmente. Na ficção das sondagens quase 50% de diferença!

Mas vamos lá a autarquicas:

Expresso em 2001, Câmara Municipal do Porto.

PS - 44%
PSD - 19%

PS - 38,46%
PSD - 42,75%

Afinal Rui Rio não perdeu por 25%. Foi eleito Presidente da Câmara Municipal com 4% de vantagem.

Mas vamos lá acabar por onde comecei. Câmara Municipal de Lisboa em 2001. Santana Lopes era o candidato pelo PSD. Expresso antecipa a sua edição de Sábado para Sexta-Feira e publica a seguinte sondagem.

PS - 41%
PSD - 31%

(Resultados similares à sondagem à boca das urnas em todas os canais de televisão)

Realidade:

PS - 41,70%
PSD - 41,98%

Santana ganhou a Câmara. Como ele diria, contra ventos e marés. Mas também contra as sondagens.

Denominador Comum: As sondagens favorecem de forma escandalosa o Partido Socialista. A maior maioria absoluta de sempre de Guterres não chegou a ser sequer maioria absoluta. A diferença entre Sampaio e Ferreira do Amaral, não foi de 50% mas de 20%. Rui Rio não perdeu com 25% de desvantagem. Ganhou as eleições com 4% de vantagem. Santana não perdeu por 10% de diferença. Ganhou.

Por isso, uma sondagem a um ano antes, encomendada pelo PS, sem equacionar que o PP pode vir coligado e que muito provavelmente não será o fortissimo Portas o candidato, não equacionando a re-organizaçao politica da esquerda, dar 15% de desvantagem é um sinal muitissimo claro que o PSD está pertissimo de ganhar aquela Câmara.

Mas a derradeira sondagem é o voto dos lisboetas. Costa fala em formiga contra cigarra. Eu falo em obra feita e à vista de todos versus nenhuma obra erguida e um empréstimo muito mal explicado que agora afinal já não era preciso. Os lisboetas não vão votar com base em critérios relacionados com quem as revistas dizem que sai mais ou menos à noite (longe da realidade também). Não votam em moedas boas e más. Vão votar em quem tem obra. E trabalho autárquico é algo que não podem dizer que Santana não tem. E parece que não deixou as finanças em assim tão mau estado que afinal o empréstimo já não era necessário.

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4! 4! 4!

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Declaração do Sr.Presidente!

>> segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

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Balanço - Blogosfera

Na blogosfera, merece nota:

Quarta República, que atingiu o visitante Um milhão.

O Insurgente, o Blasfémias e o Jumento. Todas na mesma Linha.

O Psicolaranja e o Pensare-Jota como blogues de referência na JSD.

Os recém-formados blogues, dos meus amigos, Diogo Agostinho e Pedro Jesus, respectivamente, Mel e Paixão e Com Iniciativa.

O Blogue que neste ano se desenvolveu de forma incrivel e é hoje marco incontornável nos Açores, o In Concreto do meu colega e amigo Tibério Dinis.

Ainda nota, para o Veto Político, do Nélson Faria, o Blogue do Caraças do Senhor Doutor, e o Vedeta da Bola do Luís Fialho.

Noutra lógica, o Blogue da JSD/Oeiras e da Distrital de Viana.

Fico-me por aqui, e pelos blogues positivos. Não vou aos negativos. Teria que virar umas setinhas para baixo.

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Bebe com cabeça!

Aos miudos e aos graúdos, recomendo vivamente a consulta deste site. Aqui.

Façam o teste e o simulador que estão na página inicial. Uma excelente iniciativa.

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Cavaco fala ao país

Não percam às 20horas e 15 minutos mais este episódio, da já longa novela, cujos principais protagonistas são Cavaco Silva e José Sócrates. Será que era Ramalho Eanes quem tinha razão?

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