Ainda sobre as quotas...
Um excelente texto da Margarida Balseiro Lopes, no Psicolaranja. Aqui.
Read more...Visitantes
Numa pausa para ver o que se passa no mundo real e no mundo da blogosfera, deixo-vos os dados das visitas ao blogue entre 1 e 8 de Dezembro. Pelo Stats Counter, já que o contador do Bravenet vocês tem acesso.
194 visitantes, 116 dos quais visitaram este espaço pela primeira vez, 78 foram regressos. 344 páginas vistas.
A média diária é: 43 páginas vistas. 24 visitantes. 15 visitantes pela primeira vez. 10 visitantes que regressam ao espaço.
O dia com mais visitas foi Quarta, 3 de Dezembro. 39 visitantes.
Analisando as ultimas 500 visitas, por país (muitos dos que visitam de outros países, são erros, creio. Pelo menos é o que parece. Contudo em algumas visitas provenientes de estrangeiros os minutos que ficam no blogue evidenciam o contrário).
472 visitas de Portugal.
9 visitas do Brasil.
9 visitas dos Estados Unidos.
3 visitas da Bélgica.
3 visitas da França.
2 visitas do Reino Unido.
1 visita da Alemanha.
1 visita de Moçambique.
Em Portugal, a maior parte das visitas são em Lisboa. Muitas também em Cascais, Sintra, Loures. Depois Torres Vedras, Azambuja e Santarém. Depois um branco, na zona das Caldas e de Peniche, para voltar a ter visitantes de Leiria. Coimbra, Guarda, Viseu, Aveiro, Santa Maria da Feira, Penafiel, Amarante, Guimarães, Porto,Gaia,Famalicão, Vila Real e Chaves.
Para Sul muito menos visitas. Descendo de Lisboa, só aparecem visitantes em Alcoutim. E nos 500 ultimos nada mais. Uma palavra para os Açores, onde tenho várias visitas. Na Madeira, nos ultimos 500 nada.
Ai está o relatório ;)
Uma açoriana em Lisboa
Um texto de Renata Medeiros, que tomei a liberdade de transcrever do Inconcreto.
"Perdida em Lisboa!
Por muito que pareça absurdo, sim é absurdo, eu senti-me mesmo muito perdida no meio da capital, pois, ao chegar cá é mesmo complicado absorver todas as complicações que o quotidiano lisboeta nos traz.
Este é o meu primeiro ano em Lisboa, e parece que sou mais uma d@s açorian@s perdid@s em Lisboa. Tudo se resolve, mas digamos que isto ao inicio foi estranho, mesmo apesar de já ter cá estado em tempos anteriores, mas só por passeio. Lisboa é esquisita! Primeiramente tenho de fazer um esforço enorme, pois ninguém me percebe a falar, ou melhor não compreendem as minhas expressões! É triste depois de dezoito anos ter de mudar a nossa linda pronúncia da qual tenho muito orgulho e não a deixo de usar. Claro! Quando chegarem as orais terei de fazer um esforço…Aí sim.
Depois, Lisboa é uma cidade triste, apesar de ter muito movimento, não existem espaços verdes (pelo menos como os da minha Ilha), não há paz aqui, não há sossego. Aliás, nem em casa se tem descanso. Quando começo a estudar lá se lembra um(a) vizinh@ de ouvir música, outro de gritar, outro de bater com as portas, etc. É estranho, não estou acostumada a ouvir estes ruídos dos apartamentos.
Mas há mais, olha então o que é essa coisa de ter a roupa estendida em casa (entenda-se em linguagem lisboeta a roupa no estendal)? Pois, parece que vai ter de ser assim, para irritação minha a roupa tem de secar dentro de casa… Ah, mas lembrei-me agora de mais uma. Então o que é que vem a ser esta água cheia de calcário? É que não tarda nada estou sem cabelo, e inclusive sem pele, pois, isto é tão seco tão seco que não existem cremes que cheguem!
Também nunca tinha visto esta coisa de agora se pagar os sacos e de ainda ter de ser nós a colocar os produtos dentro do mesmo. Belo atendimento, para já não falar da velocidade com que os bens alimentares deslizam naquele balcão do mini preço. Até o Modelo da Praia da Vitória tem melhor atendimento.
Mas prontos, é isso que se encontra em Lisboa, sinto falta do toque dos sinos da igreja, de uma tarde bem passada com a família, de uma amiga que me compreenda, das casas branquinhas e caíadas, de um “haja saúde”, da vista do mar, do meu quarto e do meu conforto. Aqui não há hortênsias, não há calma. É verdade que atinge o meu principal objectivo de entrar na universidade, mas , tirando isso e o namorado, claro, tudo é monótono. Já lá vai aquele desejo de ir a um espaço comercial com aquelas lojas que são vistas de férias a férias em Lisboa, já lá vai a vontade de comer no Mac, já lá vai tudo isto. Agora, passados três meses, sim sinto falta de sossego. Felizmente aproxima-se o dia de visitar a minha terra natal, de matar saudades das comidas da minha mãe e das preocupações dela…
Não quero massar mais, mas isto está aqui com a falta de um toque feminino, hoje apeteceu-me falar das minhas saudades e das minhas faltas. Oportunidades não faltarão para dar aqui um feminismo à coisa.
Obrigada ao querido Tibério* pelo convite e como se diz na Terceira: “Sempre às ordens” estarei! Muitos parabéns pelo prestígio e trabalho conseguido do In Concreto, sim porque são muitas horas a fio no computador e a Renata tem de esperar.lol "
Semana Complicada
>> sábado, 6 de dezembro de 2008
Uma breve nota para avisar da grande dificuldade que terei em colocar post's na próxima semana.
Mesmo, nesta semana, recorri muito ao agendamento de textos.
Está garantido um video para todos os dias menos Sábado. Conto para esse dia ter um texto de um convidado. Tentarei, portanto, assegurar a meta de um post por dia. Mas será sem duvida com base ao agendamento e ao video. Peço por isso desculpa aos caros leitores.
Tudo isto tem como justificação a semana verdadeiramente diabólica no que respeita à avaliação na FDL. Terça - teste final de Processo. Quinta - Teste final de comercial. Sexta - Oral de Reais e Teste de Penal.
De todo o modo, a esse respeito, estou confiante. Já tenho muita matéria estudada e a restante está suficientemente programada. Um bom plano de estudo resolve muitos problemas nesta altura de maior pressão.
Depois desta semana, aproxima-se o natal. E ainda não decidi, mas acho que vou repetir a dose, no que a mensagens de natal diz respeito. Veremos.
Dia 19, conforme podem observar na barra lateral, actividade sobre o financiamento do Ensino Superior, na secção de Moscavide. Conto com todos.
Quim
Quim fica de fora dos convocados de Quique Flores para o jogo com o Marítimo. Que a opção seja respeitada. Todos os Benfiquistas devem apoiar a decisão de Quique, por muito que, como eu, consideremos Quim o melhor guarda-redes português da actualidade.
A notícia.
Discordo...
...totalmente das quotas. As mulheres têm tanto valor como os homens. As melhores conseguem chegar lá. Muitos exemplos no mundo e no país. A exigência de quotas, é nefasta. É o mesmo que dizer, que as mulheres são tão inferiores que precisam de uma quota para se afirmarem na política. Isso é profundamente errado e até machista.
As listas vão sair mais fracas em alguns lados. Noutros a qualidade das mulheres será desvirtuada por que vai sempre ficar a imagem de que lá estão pelas quotas.
Sobre isto, um bom texto de Margarida Corrêa de Aguiar, do Quarta República. Aqui.
Inacreditável!
Não quero acreditar que seja verdade que a suspensão do actual sistema de avaliação não tenha ido para a frente por...termos maus profissionais no hemiciclo. Bastava a oposição ter feito o que lhe competia (estar no Parlamento) e hoje teríamos a avaliação dos professores suspensa.
O PSD como maior partido da oposição tem de assumir as responsabilidades. Nomeadamente a liderança da bancada parlamentar. Se tivesse sido no tempo do Dr.Santana Lopes, era motivo para demissão na hora. Simplex.
A noticia aqui.
Ou aqui.
Pedro Correia
>> sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
Escrevo-vos no epílogo de um momento chave na história da JSD. A mudança que se exigia suplantava aquela que foi conseguida no mandato de Pedro Duarte. O desafio era agora maior; para Portugal, e para a JSD, ao serviço de Portugal. A escolha a fazer era entre a inércia e o intervencionismo político. De uma forma mais profunda, no momento de votar, era necessário ter a coragem de descontinuar uma política de renúncia às responsabilidades e abraçar um papel de liderança na resolução das grandes causas da Juventude e de Portugal.
O contexto é de crise, a crise da nossa geração, tal como noutro tempo histórico foram as de 29 e 73. No preâmbulo da mesma esteve uma noção clara de que vivíamos acima das reais possibilidades. As contas do presente foram sendo diferidas para um passado que se julgava intemporal, mas que de repente apareceu para cobrar a factura a pronto.
Este choque pôs a nu a insolvência e fragilidade do sistema financeiro e sobretudo uma vivência “arriscada” também dos agentes privados. As famílias e as empresas têm a sua culpa em ter aceite a entrada neste jogo especulativo e pouco credível.
Exige-se hoje sobretudo um modelo de desenvolvimento sustentável, em que a responsabilidade social e o governo corporativo das empresas tenha um papel fulcral. Contudo, é com apreensão que vejo as primeiras respostas a esta crise. Em Portugal, os socialistas promovem uma politica de crescimento irresponsável que torna facturas do presente em dívidas da juventude. Na Europa, os 170 mil milhões do pacote Barroso, embora com um verdadeiro esforço na confiança e sustentabilidade, é uma factura pesada.
Nos Estados Unidos, por mais que partilhemos a atitude politica de Obama, objectivamente, aguardo um movimento proteccionista que será prejudicial para a Europa.
Queremos continuar a viver com mais do mesmo? Deveremos dar o aval a uma politica de hipoteca do país que ignora créditos sobre o PIB de 180,200%?
Qual a nossa palavra, a da juventude, no meio de tudo isto?
Por isto e pelo silêncio de uma JSD alheada e desmotivada, julgo que encontrámos um ponto de viragem. Pela primeira vez na história da JSD houve uma segunda tentativa, uma segunda oportunidade de mudar.
É a custo que consigo referir-me no tempo presente, estou desiludido com o congresso. Saímos sem uma resposta a isto. Sem um objectivo claro. Sem um rumo. Quando vinha na viagem comentava com o Tiago quanto gostava de chegar e dizer às pessoas para verem o resumo do congresso e deixarem-se contagiar pelo último discurso do Bruno.
Estar à frente da JSD é apresentar trabalho, condição essencial, mas não é suficiente. Liderar é necessariamente motivar, reunir as pessoas para alcançar objectivos maiores. E aí não tenhamos dúvidas de quem seria o melhor.
Cabe a cada militante, às bases, dar tudo para ajudar a nova CPN a libertar-nos do governo socialista. Cabe-nos fazer deste momento realmente o ponto de viragem. O que posso dizer é que por mim Moscavide e Lisboa esforçar-se-ão mais do que nunca para se fazer ouvir a voz dos nossos jovens.
Este é um compromisso que não pode terminar neste congresso, é um esforço de intervenção necessário para os próximos anos, mas que está ao alcance da Jota.
Pedro Correia