A análise de Pedro Santana Lopes
>> sexta-feira, 12 de março de 2010
P.S(D) - Seria bom que se prestasse especial atenção a algumas frases de Pedro Santana Lopes. Até porque podem ser teleportadas para muitas outras realidades.
P.S(D) - Seria bom que se prestasse especial atenção a algumas frases de Pedro Santana Lopes. Até porque podem ser teleportadas para muitas outras realidades.
No mínimo irónico.
Sempre me mostrei preocupado com a importância concedida pela RTP, e não só, à cidade do Porto. O Porto aparece constantemente em peças jornalísticas como pano de fundo, ou porque há um acontecimento generalizado em todo o país mas se toma por exemplo o Porto. Exemplifiquemos: Se há uma greve de um determinado sector da função pública, lá vai a RTP para o Porto dar conta dos efeitos da mesma na cidade. Isto é, imaginemos, dá-se uma greve dos professores, a RTP surge numa escola do Porto a levantar estatísticas de adesão à greve. Várias situações podem constituir exemplos.
Esta situação é gritante, aliás, é um tema sobre o qual já me debrucei inúmeras vezes no meu blogue.
Posto isto não deixa de ser irónico que a Câmara do Porto tenha interposto uma acção contra a RTP por alegadamente ter silenciado as actividades da Autarquia e do seu Presidente. Logo a RTP, que a par do Jornal de Notícias, deve ser o órgão de comunicação social que mais tempo concede ao Porto cidade e ao Porto clube.
Aliás, a RTP tem um canal chamado RTP N, N de Norte. Alguns dizem que é N de Notícias, mas os factos parecem ir noutro sentido. Aquele era um canal chamado NTV (Norte TV) comprado pela RTP. Para além disso, apesar de o conteúdo do canal ser maioritariamente noticioso, as notícias são constantemente focadas no Porto e arredores, para não dizer que os programas deste canal são filmados no Porto.
Uma justificação baseada na descentralização, e na fuga à constante colocação de órgãos de comunicação social em Lisboa não pode proceder. Há mais cidades em Portugal com capacidade para os receber. Esta situação apesar de evitar a centralização, promove a bipolarização em duas cidades. Este meu ponto de vista parece ter sido o mesmo do da ERC conforme informa o Diário de Notícias “a RTP foi dos operadores de televisão em sinal aberto que mais tempo de emissão dedicou a acontecimentos relacionados com a cidade do Porto, muitos dos quais tendo uma relação directa ou indirecta com as actividades da autarquia.”
Para além disso, e se quisermos analisar o caso em função apenas das actividades directamente realizadas pela Câmara, podemos facilmente concluir que esse género de informação não sucede em relação a nenhuma Câmara. Isto é, que eu tenha conhecimento, nem Coimbra, nem Lisboa, nem Aveiro beneficiam de uma abordagem pelos meios de comunicação social relativamente às actividades das suas autarquias. Aliás, nem têm que beneficiar. Apesar de o canal ser público, não parece aceitável a queixa. Outrossim por ser público, o canal deveria ter outra postura, e abranger um maior número de cidades.
Portugal é quanto a mim o melhor país do mundo. Um país com uma história fantástica, marcada pela audácia e ambição dos nossos. Um país que foi o centro do mundo, e que hoje continua, a ser um país fantástico para se viver. Lisboa, em particular, é talvez a mais bela cidade do mundo, num simbiose fantástica entre história que nos é lembrada pelos monumentos que podemos observar, por um rio grandioso que observamos até perder de vista, por espaços verdes incríveis, por habitações velhinhas cheias de historia e por outras modernas e com todos os luxos.
Mas Portugal é também um país onde se começa a banalizar a mentira. Começa desde pequeno, com as cábulas que são hoje encaradas como algo normal, fazer essa fraude é hoje vista como algo perfeitamente aceitável e até se dá palmadinhas nas costas a esses lados. As famosas cunhas, que são um tráfico de influências em ponto pequenino, também hoje são encaradas como algo bom. Fico arrepiado, quando oiço, aquele ou o outro não tem de dar tudo e esforçar-se para tirar uma excelente média porque o pai, o tio ou o avô têm este ou aquele escritório, dão aulas aqui ou ali, possuem este ou aquele negócio. Ainda no outro dia ouvia, no âmbito escolar também, que cada vez mais os alunos, vão à internet e limitam-se a fazer copy paste de trabalhos já feitos que apresentam como seus. Em algumas faculdades dos Estados Unidos, por exemplo, isso daria expulsão da faculdade.
De facto não se consegue crescer, não se consegue ser um país mais competitivo, enquanto se mantiver os níveis de corrupção que existem em Portugal, um dos países mais corruptos do Mundo. E também não se conseguirá crescer enquanto não se deixar de mentir, e de encarar isso como normal. A política não pode ser excepção, pelo contrário, deveria ser a actividade política um último reduto da seriedade e uma guardiã de valores morais e éticos. Assim não sucede.
Hoje na rápida olhadela que dou à generalidade dos jornais (coisas boas da Internet), vi noticias como o PGR mentiu ao Parlamento. Mentir ao Povo Português ou mentir aos Deputados que são os representantes do Povo Português é gravíssimo. Muito mais grave do que o Primeiro-Ministro ser ou não licenciado, é o Primeiro Ministro dizer que é licenciado não o sendo. Mais uma vez chama-se à colação o exemplo norte-americano.
Todos estão lembrados de Bill Clinton e do seu caso com Mónica Lewinsgky. Na altura muito se falou da destituição do presidente norte-americano através da figura do impeachment. O fundamento para essa possível destituição de Bill Clinton não foi, evidentemente, o facto de se ter envolvido com outra mulher, durante o seu casamento, isso será, moralmente condenável, mas não tem uma repercussão jurídica ou política, a não ser o desgasta da imagem do presidente e eventualmente uma penalização eleitoral. O Problema que se colocou e que por pouco não fez o mandato do Presidente Norte-Americano cessar, foi ter mentido ao povo americano. Ter dito que nunca se tinha envolvido e afinal teve mesmo esse envolvimento. Mais atrás, outro caso, também nos Estados Unidos, o célebre WaterGate, aquando do mandato de Nixon. A Palavra aqui conta bastante.
Em Portugal não podemos continuar a permitir que se minta descaradamente aos Portugueses. Os políticos têm que dar o exemplo. Uma coisa será dizer-se que se tem o objectivo de se baixar impostos e não o fazer. Não se prometeu, não se afirmou, lançou-se apenas um propósito. Outra é mentir escandalosa e propositadamente. Isso tem de acabar. Mesmo!
Cumpre dar nota, da iniciativa levada a cabo pela JSD/Queluz no passado dia 30 de Janeiro, Sábado. Uma iniciativa de índole mais lúdica, de importância assinalável no estabelecimento de laços entre comissão política de secção e militantes daquela e de outras secções.
A Presidente, Helena Coelho, tem imprimido uma excelente dinâmica à referida secção. Depois do bom trabalho nas eleições autárquicas, no Concelho de Sintra, esta iniciativa surge depois de um debate sobre políticas de juventude.
Perante o trabalho desenvolvido, que merece o aplauso de todos, a JSD/Queluz afirma a sua importância no quadro da defesa dos interesses dos jovens do Concelho de Sintra e do Distrito de Lisboa.
Discute-se hoje o Orçamento do Estado para 2010. O cenário de rejeição do orçamento e de queda do executivo liderado por José Sócrates, está posto de parte, pelo que, uma eventual queda antes das presidenciais de Janeiro de 2011, só sucederá por iniciativa presidencial, o que me parece pouco provável dado o calendário eleitoral.
O CDS-PP, foi o grande vencedor deste processo. Sendo um partido mais pequeno que o PSD, teve que tomar decisões primeiro para não ir a reboque, e a sua decisão não ser inútil. E foi fantástica a negociação que fez. Agora, tem um caderno de encargos, uma listagem de medidas que são da sua autoria e que, certamente, vai reivindicar nos próximos quatro anos, como se de medidas suas se tratassem (e tratam, somente, não podem ser consideradas exclusivamente suas). Assim, o CDS-PP subiu, claramente, no ranking da responsabilidade, e terá sempre esse crédito. Permitiu, numa primeira fase, que a estabilidade governativa. Depois, terá medidas concretas para mostrar trabalho feito mesmo não estando no Governo. E daqui a dois anos, quando retirar o tapete a Sócrates, será sempre atribuído um crédito enorme a Portas, e nunca lhe poderão acusar de ser responsável.
O PSD, também esteve bem. Não podia, ficar com o ónus da queda do governo. Foi responsável, fez as negociações que tinha a fazer e garante a estabilidade, numa fase crucial em termos internos. Manuela Ferreira Leite, acaba o seu mandato, de forma serena, sem levantar ondas. O PSD, também não poderá ser acusado de irresponsável, pois teve a capacidade de viabilizar o orçamento. É precisamente aqui, que PSD, e também CDS, se distinguem do BE e do PCP. Os primeiros, pensam em Portugal, na estabilidade governativa. PCP e BE, só querem espectáculo e folclore. Demagogia. Incapacidade, para ceder e para fazer uma negociação séria. Contudo, os radicais de esquerda, terão agora a possibilidade de tentarem colar PSD e CDS ao Governo e assumirem-se como a real oposição a Sócrates. Saiba o povo Português, perceber. E vai perceber.
Só queria dar mais duas notas de rodapé. A primeira sobre a questão da Gripe A. Parece que afinal não era a pandemia de que se falava. Ora, eu tenho a dizer, que ainda bem que existiram todas estas medidas de protecção. Acho que pode ser útil classificar as doenças por graus de risco, atribuindo-lhe, em termos da possibilidade de propagação diferentes níveis. Mas a capacidade de resposta e o nível de protecção deve ser sempre o máximo. Morreram muitas pessoas em Portugal, muitas mais em todo o mundo. A resposta da generalidade dos Estados foi fantástica. Evitaram-se, estou em crer, muitas mortes. Talvez se tenha evitado, a verdadeira pandemia. Por isso, as coisas foram bem feitas. Não se deve vir agora falar em exageros. Deve-se é começar já a preparar tudo para a eventualidade de aparecerem novas pandemias. Uma doença com maior grau de contágio e sobretudo um índice de mortalidade mais elevado, poderia não ter tido tanta resistência por parte de Países, como ao nosso.
A um nível mais pessoal, deixar aqui duas notas distintas. Uma para o meu Tio, que ontem (24) completou mais um aniversário. Uma pessoa extraordinária, com uma energia fantástica e uma capacidade intelectual acima da média. Importantíssimo, basilar mesmo, no meu crescimento e minha educação.
Hoje dia 25, cumpriu-se o sexto aniversário da morte de Miki Fehér. Todos nos lembramos da forma arrepiante como vimos o jogador falecer. E a todos nos deve fazer pensar, que por vezes damos valor a coisas pequenas, pequeninas, e que esquecemos o mais importante. O agradecimento a Deus, o amor à família, aos amigos, as pessoas. Tantas vezes ignoradas, em troca de futilidades e questões materiais.
Termino, agora assim, fazendo menção a um comentário aqui recebido pelo Dr. Castanheira Barros, candidato à liderança do PSD. Quando disse que Passos Coelho era o único candidato à liderança, esperando-se pelo seu opositor, já que Castanheira Barros parecia ter poucos apoios, fui claro. Escrevi que parecia. Em politica e em eleições democráticas tudo pode acontecer. É evidente que o PSD, parte com mais possibilidades de ser Governo que o Bloco de Esquerda. E é nesse sentido, feita a analogia, que Passos Coelhos, pelos apoios públicos, pelo mediatismo, parte à frente deste candidato. Mas o comentário que teci não significa, de modo algum, nem menor estima por Castanheira Barros nem sequer que considere que seja impossível a vitória de qualquer candidato. E já que falamos de PSD e de liderança, era importante, que agora após o Orçamento não começasse o festival de nomes de putativos candidatos a aparecer nos Jornais. Era saudável, que quem quiser avançar que o admita, e que se clarifique muito rapidamente. Que se faça uma discussão serena, mas sólida. E que o próximo líder do PSD, seja um líder a uma década, pelo menos. Dois Governos, mais dois anos de oposição. O PSD, tem que rapidamente assentar e construir uma alternativa sólida. Portugal precisa disso. Precisa dessa alternativa credível, moderna e com ideias para o futuro. Ultima nota (prometo) para o PSD/Moscavide. Palavra elogiosa para o trabalho que está a ser desenvolvido: Excelente ideia a divisão de tarefas, criando gabinetes temáticos, com pessoas mais vocacionadas para esta ou aquela área que vão tratando dos problemas em mini equipas. Uma estrutura moderna, não pode funcionar com tudo centralizado numa Comissão Política. Os departamentos são fundamentais. Disse logo sim, ao convite endereçado para me juntar ao gabinete de novas tecnologias. Nem que fosse apenas pelo grupo fantástico que constitui essa equipa. Esta ideia de especialização é fácil de entender (como a música, aliás pavorosa) e é fácil de colocar em prática. Basta que exista coragem, autonomia, liderança e competência. Sobre a divisão de equipas em departamentos temáticos, já sabem para onde é que eu remeto.
(Não tenho postado com a cadência que gostaria, mas quando escrevo deixo-vos um texto para a semana inteira. Quem ler até ao fim, peça o chocolate na recepção – chocolate mesmo, nenhuma analogia às escutas que agora vieram a público)
A JSD/Cascais, no próximo dia 6 de Fevereiro, entre as 15horas e as 21horas, irá recolher, na sua sede, donativos para ajudar o Haiti. Uma iniciativa de louvar, que revela o espírito solidário da recentemente eleita comissão política da Jota de Cascais. É esta a primeira iniciativa da Presidente Joana Pinto Luz, a quem endereço as maiores felicidades para o mandato que agora tem inicio.
Read more...116 pessoas passaram pelo auditoria da Biblioteca Municipal de Oeiras, e assistiram a um debate fantástico entre o Engenheiro Carlos Pimenta e o Engenheiro Pedro Sampaio Nunes, sobre a problemática da energia nuclear. Os dois oradores, numa primeira fase, defenderam as suas posições (primeiro, o Engenheiro Sampaio Nunes pelo Sim, depois o Engenheiro Carlos Pimenta pelo não) e depois responderam às perguntas colocada por uma plateia interessada, que congregava vários jovens militantes da JSD, mas também muitos independentes e outras pessoas interessadas. Chamou-me, particular atenção, um grupo de alunas que foi a esta actividade beber conhecimento para a elaboração do seu trabalho. A JSD, abriu-se ao exterior e foi verdadeiramente útil.
Mostrámos que é possível fazer-se bem. É possível fazer-se melhor. Depois desta iniciativa os padrões aumentaram substancialmente. Foi um debate de excelência, com os melhores do tema, uma moderação muito bem feita pelo David Silva, uma organização fantástica.
O Grupo “Ganhar uma Geração” cumpre. Depois da apresentação do Programa em Moscavide, com várias ideias para o Distrito e para a forma como deve funcionar uma Distrital, fez aqui uma grande iniciativa. Uma iniciativa que não é contra ninguém. Pelo contrário, é favor desta geração.
O Futuro, estou certo, encarregar-se-á de fazer justiça. Lisboa não pode esperar mais. Todos juntos, vamos ganhar o futuro, vamos Ganhar esta Geração!
Em primeiro lugar, cumpre esquematizar os vários tipos de eleitores e o enquadramento ideológico de cada tipo, para depois podermos observar a abrangência dos partidos políticos em Portugal. Assim, numa escala de 1 até 9, sendo o 1 o nível mais à esquerda e o 9 o nível mais a direita, considero:
1 – Radical de Esquerda
2 – Esquerda Profunda
3 – Esquerda Moderada
4 – Centro Esquerda
5 – Centro
6 – Centro Direita
7 – Direita Moderada
8 – Direita Profunda
9 – Radical de Direita
Dito isto, antes mesmo de passarmos à análise da abrangência dos partidos, cumpre fazer algumas notas prévias, que explicam algumas das opções tomadas em sede de verificação da abrangência partidária. Assim, tomei em consideração:
• Considera-se apenas para efeitos desta análise os seguintes partidos: MRPP, PCP, BE, PS , PSD, CDS, PNR.
• Na análise dos níveis toma-se em consideração três aspectos : Temas Fracturantes, Politicas Sociais, Intervenção do Estado na Economia.
• A existência de juventudes partidárias, em especial no Partido Socialista e no Partido Social Democrata, que normalmente se posicionam mais à esquerda que os próprios partidos, fazendo deslizar o nível de abrangência desses partidos para alguns pontos mais à esquerda.
• A análise tem como base a pluralidade de opiniões existente em cada partido e a pluralidade programática, assim estamos em presença de uma análise que visa perspectiva a abrangência ideológica, teórica e não a abrangência actual, donde se retira os seguintes considerandos:
1. O Partido Socialista de Sócrates, evidentemente que não penetra no nível 2 (Esquerda Profunda), mas em circunstâncias que veremos a seguir, em termos formais a abrangência do partido permitiria lá chegar.
2. O Bloco de Esquerda, em termos programáticos confina-se ao nível 1, a Esquerda Radical, contudo, se tivéssemos em conta a actualidade e a carga demagógica imprimida pelos seus dirigentes actuais, poderíamos estender a abrangência do BE à Esquerda Profunda.
3. O Partido Nacional Renovador, tem ainda associado à sua acção uma carga de violência, que em termos de actualidade o confina ao nível 9, Direita Radical, mas se observarmos apenas o seu programa eleitoral, poderíamos afirmar que conseguiria ainda abranger parte da Direita Profunda.
Dados estes exemplos passemos à análise partido a partido, verificando nível a nível.
1 – Esquerda Radical
Temas Fracturantes: Intervencionismo zero. Total discricionariedade e autonomia privada no seu ponto mais extremo.
Politicas Sociais – Grande intervenção do estado.
Politica Económica – Uma autêntica cruzada contra a classe média, média-alta e alta. Os mais ricos tem de dar o seu dinheiro aos mais pobres. Ou seja, se um empresário arrisca, o negócio corre-lhe bem e a empresa der lucro, num cenário de crise, por exemplo, não pode incrementar o seu lucro ao despedir trabalhadores, correndo o risco de abrir falência por não tomar medidas correctivas de curto prazo. Em casos extremos, deixa de ter o seu ganha pão para não retirar no imediato o ganha pão a outros. Um altruísmo extremo, que conforme perceberão, leva a que, in casu, a empresa em vez de reduzir o numero de trabalhadores de 50 para 25, e conseguir continuar a laborar existindo dinheiro para empregador e 25 trabalhadores, venha a falir um ano depois.
Este nível é ocupado pelo PCP, BE, MRPP.
2 – Esquerda Profunda
Neste nível situam-se os eleitores que tem grandes ideias de esquerda, posicionando-se numa intervenção quase zero em matéria de relações privadas e temas fracturantes, adeptos de politicas sociais, mas com uma visão da intervenção económica do Estado menos radical.
Neste nível observamos: O PCP, na sua vertente mais renovadora e o Partido Socialista, que por influência da JS (a ala mais à esquerda da JS não é muito diferente do BE) desliza para a Esquerda Profunda.
3 – Esquerda Moderada
É um nível de quase monopólio do Partido Socialista. O PCP e o BE não chegam lá e o PSD ainda não chega, fique à porta. O PS domina esta franja do eleitorado, que em temas fracturantes continua a posicionar-se numa não intervenção embora atribua menos importância ao tema e tem já uma visão mais equilibrada do binómio policias sociais – visão económica.
4 – Centro – Esquerda. Nesta franja do eleitorado o Partido Socialista é o grande campeão. Contudo, o PSD, muito por influência da JSD, já ocupa uma parte deste eleitorado. Maior divisão nos temas fracturantes (muita gente na JSD, defende o casamento homossexual, o aborto, a liberalização das drogas leves), maior proximidade à ideia de justiça de oportunidades e não de justiça de resultados nas politicas sociais, intervencionismo do estado em áreas essenciais apenas. (É um caso paradigmático onde a dinâmica prática permite ao CDS, ainda que de forma residual tocar neste eleitorado, muito embora a sua definição e matriz ideológica o impedisse de sequer vislumbrar este eleitorado).
5 – Centro. Divisão de eleitorado entre PS e PSD, com CDS a cobrir já uma porção deste tipo eleitoral. Aqui, em relação ao nível anterior, existe uma redução do núcleo de áreas onde se compreende a intervenção económica do estado, existe atenção às politicas sociais, e quanto a temas fracturantes existe divisão de opiniões sobre os vários temas.
6 – Centro Direita – Na prática o PS toca neste tipo de eleitorado. Mas em termos teóricos, é o mesmo caso do CDS, não seria de esperar que o PS vislumbrasse esta franja, que seria divida então, pelo PSD e pelo CDS com ascendência para os primeiros. Menor intervenção económica, temas fracturantes a começarem a pender para a regulação estatal. Justiça Social assegurada.
7 – Direita Moderada – PSD e CDS em grande divisão do eleitorado. São dados mais alguns passos no caminho para o estado intervenção zero. Assegura-se as politicas sociais, menos tolerância nos temas fracturantes.
8 – Direita Profunda – O PSD consegue aqui ainda muito eleitorado, mas é a área por excelência do CDS/PP. O PNR, tem uma franja residual deste eleitorado (que na prática desaparece pelo que foi dito na nota prévia). Liberalismo Económico, Politicas Sociais asseguradas em aspectos chave, Temas Fracturantes sempre com respostas mais negativas – Não ao casamento homossexual, não ao aborto, não às drogas leves.
9 – Direita Radical – O CDS tem aqui uma parte do seu eleitorado, pelo carácter mais residual do PNR e pela ideia de voto útil. Mas mesmo em termos ideológicos, a franja mais à direita do CDS assegura parte deste eleitorado, que no entanto se orienta mais para o Partido Nacional Renovador.
Dito isto, chega-se às seguintes conclusões:
• O PS abrange o nível 2,3,4,5 do eleitorado, discutindo-se se penetra ou não no eleitorado do tipo 6 (centro-direita).
• O PSD abrange o nível 4,5,6,7 e 8.
• O CDS, abrange o nível 5,6,7,8 e de forma residual o 9, discutindo-se se consegue tocar no nível 4 ou não.
• O MRPP, fica-se pelo nível 1. O mesmo para o BE (ainda que com a demagogia actual consiga penetrar no eleitorado 2, e na faixa mais à esquerda do eleitorado 3)
• O PCP está no eleitorado 1 e abrange ainda o eleitorado 2.
• O PNR fica-se pelo eleitorado 9, com uma residual extensão ao eleitorado 8.
Ou seja:
O PSD distingue-se do CDS, por não comportar uma vertente mais radical (tipo 9) e por conseguir ir com maior facilidade ao centro-esquerda por efeito da JSD.
O PS, tem menor capacidade que o PSD para ultrapassar o centrão, já que a JS o arrasta para a esquerda profunda onde disputa eleitorado com as forças mais à esquerda.
O PCP é mais abrangente que o BE, mas na actualidade BE consegue estender-se a mais eleitorado com resultados evidenciados nos sucessivos actos eleitorais.
O PNR fica ancorado ao nível 1, muito por causa da conotação violenta que tem, do ponto de vista programático adopta soluções que poderiam cair no nível 2.
Ultimo Ponto – Distribuição do eleitorado pelos vários níveis:
1 – 2,3%
2 – 7%
3 – 11%
4 – 19%
5 – 31%
6 – 17%
7 – 7%
8 – 4%
9 – 1,7%
Assim, estima-se:
Divisão por Partidos – Olhar para a actualidade:
1 – MRPP – 0,4%; PCP – 0,9%; BE – 1%
2 - MRPP – 0,1%; PCP – 3%; BE – 3%; PS – 0,9%
3 – PS – 7,5%; BE – 2,3%; PCP – 1,2%
4 – PS – 14%; PSD – 4,5%; CDS – 0,5%
5 – PS – 17%; PSD – 13%; CDS – 1%
6 – PS – 3%; PSD – 10%; CDS – 4%
7 – PS – 0,2%; PSD – 4%; CDS – 2,8%
8 – PSD – 1,8%; CDS – 2,2%
9 – PNR – 0,3%; PSD – 0,1%; CDS – 1,3%
Resultados Finais:
PS – 42,4%
PSD – 33,4%
CDS – 11,8%
BE – 6,3%
PCP – 5,1%
MRPP – 0,5%
PNR – 0,3%
Diferenças para os resultados das ultimas eleições:
O PS teve menos cerca de 6%, o PSD menos 4%, o CDS, menos 1%, o BE mais 3%, o PCP, mais 2%, MRPP e PNR com votações idênticas.
Por partes: A votação do CDS é inferior em 1% porque aqui não foram contabilizados votos em partidos como o PPM, MMS e MEP que penso que retiram parte do eleitorado ao CDS.
O PSD teve menos 4% e o PS menos 6%, porque os abstencionistas são maioritariamente pessoas do centro, as pessoas mais ao extremo e à profundidade do espectro politico são mais assíduas. Por outro lado, quem está mais perto da vitória, ou quem as pessoas acham que “já ganhou” tem tendência a ter uma menor capitalização de votos.
Ultima nota – só para o PSD:
O PSD se quiser inverter isto tem dois caminhos: Ou olha para a direita, e tenta ganhar o eleitorado 6,7 e 8, onde tem apenas 15,8% em 28% possíveis (o que é manifestamente pouco) ou vai à esquerda, combater o eleitorado quatro com o PS, ganhando votos directamente. Parece me mais fácil o crescimento pela direita. Mas o partido tem que abandonar a deriva ideológica e estratégica. E tem que adoptar um rumo. Deve ser isso, precisamente isso e nada mais do que isso que deve estar em cima da mesa nas próximas directas e no próximo Congresso Nacional.
P.S(D) - Este foi o discurso de despedida do Nélson Faria enquanto militante da JSD. Um discurso fantástico, arrepiante. Hoje, se em 5 minutos tivesse de explicar a um novo militante a JSD, o que pretendia dele, o que considerava que ele deveria fazer a bem dos jovens, no intuito de Ganhar esta Geração, mostrar-lhe-ia este discuso. Tem tudo o que ele precisa de saber. Como estar na vida, como estar na política.
Assim, em todas as primeiras quintas-feiras de cada mês (nos próximos 6 meses), este discurso será publicado. Para que, no meio do esquecimento que muitas vezes nos tolhe o pensamento e a acção,nos lembremos de como se deve estar na vida e na política.
A secção B de Lisboa, é sem dúvida uma das grandes secções do Distrito de Lisboa. Cumpre realçar esse seu trabalho político.
Fiz aqui há alguns dias, o balanço dos resultados da JSD/Moscavide no Concelho de Loures. Mas deixem-me ressalvar que a JSD/Secção B, conseguiu fazer o pleno, e ganhou as suas 6 freguesias. Alto do Pina, Alvalade, Campo Grande, Nossa Senhora de Fátima, São João de Brito e São João de Deus. Este tipo de situação não acontece por acaso.
Esta secção tem muitos elementos com imensas provas dadas. É uma verdadeira escola de valores no Distrito de Lisboa.
Os seus últimos três presidentes foram todos reconhecidos no Distrito, como grandes promessas da JSD. O Luís Nazareth, o Nélson Faria e o João Gomes da Silva fazem parte de um elenco de militantes, do melhor que a Jota tem. E existe um denominador comum: Todos conseguem reunir um grupo de pessoas de fantástica qualidade. Sem menosprezar ninguém, cumpre salientar alguns deles, que por uma razão ou outra merecem o meu destaque.
O José Pedro Salgado, actual presidente da mesa, grande valor da secção B, conhecedor de alguns dossiers importantes, possuidor de uma oratória fantástica.
Depois, três vice-presidentes, muito, muito bons. A Inês Palma Ramalho, corporiza aquilo que defendo na JSD. Adquirir-se grande qualificação, ser-se muito bom na vida académica/profissional e tentar com isso qualificar a JSD. O Guilherme Diaz-Bérrio é no campo da Economia, um autêntico “génio”. Enorme conhecimento, muitíssimo importante em qualquer equipa. E o meu amigo Diogo Agostinho, uma promessa da JSD, junta uma grande oratória a uma intuição fantástica. É agora o AB do PSICOLARANJA, que mais do que um blogue é um centro de realização de actividade política impar no País.
Já me estou a estender, mas queria focar ainda mais três pessoas. O Diogo Santos, Secretário-Geral, que mantêm a excelente tradição da B, em ter grandes secretários-gerais. A Essi Silva, que não conheço pessoalmente, mas que é co-autora no PSICO, e escreve dos melhores textos que já vi. Esclarecedores, cativantes. E o Ivan Duarte, um dos mais qualificados em matérias de associativismo, um quadro fundamental para o regresso da JSD, em força, ao Associativismo Académico.
E muitos mais exemplos existiriam. É sem dúvida uma escola de talentos esta secção. E como o texto é mesmo apenas um reconhecimento a esta secção, com quem porventura no passado não fui inteiramente justo, ou pelo menos não salientei devidamente os imensos aspectos positivos, não me vou alongar mais, e direi apenas, que na política, como na vida, existem atitudes e tomadas de posição que guardarei, pelo que, considero que a B, para além de uma secção “de valor” é uma secção com valores.
Com muita calma e muita ponderação, vão sendo dados passos importantes no objectivo de Ganhar Uma Geração!
Confiança e Determinação. E calma. Muita.
Os Conselhos Distritais da JSD/Lisboa, realizam-se, estatutariamente, 4 vezes por um ano, uma vez em cada trimestre, ou seja, apenas quatro vezes por ano são chamados os conselheiros distritais a darem a sua opinião sobre o que vai sendo feito (ou o que não vai sendo feito) pela Comissão Politica Distrital.
É curto, demasiado curto. A Comissão Politica não se pode fechar nas quatro paredes da sede Distrital e tomar decisões, sozinha em outras companhias que não a dos militantes do distrito. É preciso promover o diálogo e a cooperação entre a Comissão Politica Distrital e as Secções, numa perspectiva de melhoria do trabalho politico desenvolvido e de responsabilização de todos pelo trabalho desenvolvido, ou pela falta dele.
Assim, considero, que numa primeira fase, os Conselhos Distritais deveriam passar a ser de dois em dois meses, seis vezes por ano. Não é a solução ideal, mas parece-me que, pelo menos numa primeira fase é uma solução equilibrada, racional, que pondera custos e benefícios. Estes Conselhos Distritais devem ser descentralizados, isto é, na medida do que for possível, devem ser realizados em Concelhos Diferentes, passando por todo o Distrito.
A acrescer a esta medida, deve ser institucionalizado a existência de Reuniões de Comissão Politica Distrital Alargadas a Presidentes de Secção, uma vez por mês, igualmente descentralizadas pelo Concelho. E a criação, de um blogue, gerido pela Comissão Politica, que permita o debate diário, sobre as propostas, ideias e a actividade da Distrital, entre militantes e jovens do Distrito de Lisboa.
Devemos procurar aumentar o diálogo e a cooperação entre Distrital e Secções, Distrital e Militantes e, por ultimo, Distrital e todos os jovens do Distrito de Lisboa.
Hoje não existe Blogue, as reuniões alargadas são praticamente anuais, e os Conselhos Distritais, melhor das hipóteses, são uma vez em cada três meses.
Assim, não se Ganha uma Geração!
Vinha hoje no DN, que a primeira prioridade do governo Sócrates será a legalização do casamento homossexual. É um assunto que embora controvertido na sociedade, é de fácil análise e permite uma sistematização de pensamento bastante simples, diferentemente, do que acontece, por exemplo, na questão do Aborto onde devem ser ponderadas imensas variáveis.
Mas voltemos ao Casamento Gay. Quanto a mim, existem quatro vectores de análise possíveis, isto é, pode-se analisar o casamento homossexual em quatro campos distintos:
• Civil
• Moral/Ético
• Católico
• Constitucional
Do ponto de vista civil, temos a celebração de um negócio jurídico que tem efeitos a variados níveis, por exemplo, sucessórios. Não me choca absolutamente nada, que do ponto de vista do Direito Civil possa existir a celebração de um casamento homossexual, e que na altura da morte de um dos membros do casal homossexual, relictum, os bens disponíveis, possam ser transferidos para a esfera jurídica do outro elemento do casal homossexual. Não se coloca qualquer problema por aí.
Do ponto de vista moral, entramos um campo subjectivo. A uns chocará, a outros não. A mim não me choca. Acho que as pessoas são absolutamente livres para viver a sua vinda intima e a sua vida sexual do modo que entendem. Existe apenas um único limite: Não interferir na liberdade alheia e não chocando os outros com essa afirmação. Mas também aqui, um casal heterossexual pode impressionar e interferir na liberdade de outras pessoas, pense-se, no que muitas vezes se vê nessas ruas fora. Mas aqui vai da opinião de cada um. Quanto a mim, sem problema.
Do ponto de vista da igreja católica e da doutrina da igreja, não há margem para que exista casamento homossexual. E não o há porque o casamento é perspectivado na perspectiva da família, da constituição da família e existe uma construção teórica alicerçada em conceitos enraizados no pensamento católico. Não será plausível existir casamento católico entre homossexuais. Mas nada obsta ao casamento civil.
Do ponto de vista Constitucional é que “a porca torce o rabo”. O casamento e o direito a constituir família estão no mesmo artigo. Dispõe o artigo 36º da CRP: “ Todos têm o direito de constituir família e de contrair casamentos em condições de plena igualdade”. Parece que este preceito constitucional até viria dar razão a quem considera que a proibição do casamento homossexual é inconstitucional. Mas parece não ser assim, aliás é esse o entendimento da jurisprudência constitucional. O Legislador ordinário tem discricionariedade para definir as condições que possibilitam o acesso ao negócio jurídico casamento. Não se veda o casamento, mas também não se o prevê. Mas o principal problema é outro, a meu ver. Estando as duas ideias ligadas, o direito a casar e a constituir família, opção que até poderemos considerar menos acertada, a legalização do casamento Gay abre claramente portas à adopção por parte de casais homossexuais, e passamos a colocar a questão de se saber se pode impor a uma criança a vivência numa família completamente fora do padrão normal na nossa sociedade. Que efeitos terá numa criança, numa reunião escolar, chamar-se o Pai António e…o Pai Manuel? Não será objecto de segregação e de gozo por parte dos colegas? Parece que então deveremos analisar esta perspectiva de uma forma sociológica e também psicológica, ou seja, acrescentam-se outros dois prismas a análise do casamento homossexual, que, caso não fosse esta questão da adopção, tinha da minha parte apoio.
Fazendo uma análise psicológica e sociológica, parece que não há então condições para se permitir a adopção entre casais homossexuais, e não sendo possível (salvo eventual revisão constitucional) separar a ideia de constituir família e de casamento (realidade que poderia constituir a uma diminuição valorativa do casamento e de quem o observa, efectivamente como um instrumento para a prossecução de uma vida familiar) por consequência, pode não ser possível ou correcto, pelo menos, legalizar o casamento Gay.
Antes do comentário ao novo governo de Portugal, cumpre fazer a nota prévia de que estou realmente bem disposto, após a grande goleada do Benfica, por 5-0 ao Everton, equipa que não perdia há 7 jogos. O Benfica este ano está a jogar a um nível que eu nunca vi na minha vida. Não vi no Benfica nem vi em qualquer outro clube Nacional, nem no Porto de Mourinho existia esta capacidade ofensiva, esta dinâmica, este ataque torrencial.
Agora é preciso calma. O Benfica ainda não ganhou nada. E podem acontecer mais jogos como o do Marítimo, em que fazemos 30 ou 40 ataques, vários remates, mas Peçanha’s e outros Artures não deixam o Benfica impor-se. Quanto a mim, ao nível do campeonato, o Sporting Braga poderá ser a grande surpresa do campeonato, acreditando que vai discutir o campeonato até ao fim. Para além disso o Nacional e em especial o Futebol Clube do Porto são sempre equipas muito perigosas que podem perfeitamente prejudicar as ambições do Benfica, e atenção que os próximos dois jogos são ante Nacional e Braga. Já na Liga Europa… I Gotta feeling. Com calma. Vamos ao Governo. Com a consideração de que a análise terá uma dose extra de açúcar.
De todo o modo, parece-me que esta composição governamental é globalmente boa e dá garantias de uma melhoria da qualidade governativa. Os ministros que estiveram pior foram saindo, mantendo-se o núcleo duro. Para além disso Sócrates, esteve muito bem ou manter Teixeira dos Santos como Ministro das Finanças, talvez o Ministro das Finanças dos últimos anos, que goza de mais popularidade. Talvez ao nível de Bagão Félix, um pouco mais, admito. Mas muito mais do que Ferreira Leite, Pina Moura, entre outros. Dar apenas a pasta das finanças, foi evitar que se passasse de um bom ministro para um ministro com excesso de trabalho e que pudesse não dar a conta do recado.
Mas uma análise sucinta, na medida do meu conhecimento também, sobre os ministros:
Luís Amado, um dos ministros mais consensuais, vai continuar no Ministério dos Negócios Estrangeiros onde desempenhou um papel muito importante na gestão do Dossier “Europa”. Classificaria o seu anterior mandato com 14 valores.
Teixeira dos Santos, goza de uma grande popularidade. É um ministro das finanças muito competente, técnico. Também 14 valores. É o cérebro do Governo.
Pedro Silva Pereira, o número dois de Sócrates. O homem sombra do primeiro-ministro vai continuar a exercer as mesmas funções. 13 Valores.
Augusto Santos Silva, deixa os Assuntos Parlamentares e vai para a Defesa. É um prémio por ter sido o “carregador de piano” do Governo. Um autêntico “Petit” do executivo socialista, que tal como o ex-trinco do Benfica, não hesitou em…malhar nos adversários. 12 Valores. Vamos ver o que faz na Defesa.
Rui Pereira, continua na Administração Interna. Ministro discreto. Fazia sentido a sua continuidade. 11 Valores.
Alberto Martins deixa a liderança do Grupo Parlamentar e vai para a Justiça. É um homem da máquina. Teve que ser, até porque se precisava de Assis, para um mandato mais desgastante, por certo, do que aquele que Alberto Martins teve.
Vieira da Silva deixa o trabalho e vai para a Economia. Foi um ministro popular, responsável pela alteração ao Código do Trabalho. Competente, tornou-se muito importante no núcleo duro de Sócrates. 13 valores.
A nova ministra do Ambiente, Dulce Pássaro, é uma técnica. Conhecedora dos dossiers, ao que parece.
António Mendonça, possuidor de um apelido de estado, é um ex-comunista. Requisito essencial para se ser Ministro das Obras Públicas ao que parece. Sai Lino, um dos mais impopulares. É um homem técnico também, conhecido no ISEG.
António Serrano para a Agricultura. Não conheço. A boa noticia, é que saiu o ministro mais incompetente do anterior executivo.
Maria Helena André, sindicalista da UGT, certamente indicação do amigo João Proença (entretanto candidato à Assembleia Municipal de Cascais) é uma escolha inteligente para o dossier do Trabalho. E vão menos umas manifestações!
Ana Jorge continua na Saúde. E continua bem. Reconheço-o o mérito de ter serenado o ministério da Saúde após a passagem “bombástica” de Correia de Campos e estar a gerir muito bem o dossier Gripe A. Merece um 15.
Mariano Gago, continua no Ensino Superior. Mas não fez grande trabalho. Aliás não se deu por qualquer trabalho a não ser o encerramento compulsivo de uma certa faculdade. Poderia ter sido substituído. 9 Valores.
Maria Canavilhas é um rosto conhecido no mundo da cultura, proeminente pianista. Não faço ideia se será ou não boa ministra. Mas pior que o antecessor, é difícil.
Isabel Alçada na Educação. Sai uma das ministras mais impopulares e entra alguém muito popular. A ver vamos como lhe corre esta…Aventura no Ministério.
Lacão Costa nos Assuntos Parlamentares. Mais um homem do aparelho socialista. Conhecedor dos meandros Parlamentares. Boa aposta, na óptica do PS.
João Tiago Silveira, será o secretário de estado da Presidência do Conselho de Ministro. Silva Pereira a sombra de Sócrates, Tiago Silveira a sombra de Silva Pereira. Ora repitam a frase outra vez!
Boa sorte para o governo que agora entra em funções. Todos esperamos um bom trabalho. E daqui a uma hora começa o Conselho Nacional do Maior Partido da Oposição. Pede-se serenidade, maturidade, responsabilidade e capacidade de fazer uma oposição inteligente mas pensando no País.
Ficam aqui, em primeira mão, os novos ministros do Governo de Portugal. Agora é hora de Benfica, por isso, deixo o comentário para mais logo.
Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros
Dr. Luís Filipe Marques Amado
Ministro de Estado e das Finanças
Prof. Doutor Fernando Teixeira dos Santos
Ministro da Presidência
Dr. Manuel Pedro Cunha da Silva Pereira
Ministro da Defesa Nacional
Prof. Doutor Augusto Santos Silva
Ministro da Administração Interna
Dr. Rui Carlos Pereira
Ministro da Justiça
Dr. Alberto de Sousa Martins
Ministro da Economia, da Inovação e do Desenvolvimento
Dr. José António Fonseca Vieira da Silva
Ministro da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas
Prof. Doutor António Manuel Soares Serrano
Ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações
Prof. Doutor António Augusto da Ascenção Mendonça
Ministra do Ambiente e do Ordenamento do Território
Engª. Dulce dos Prazeres Fidalgo Álvaro Pássaro
Ministra do Trabalho e da Solidariedade Social
Drª. Maria Helena dos Santos André
Ministra da Saúde
Drª. Ana Maria Teodoro Jorge
Ministra da Educação
Drª. Isabel Alçada (Maria Isabel Girão de Melo Veiga Vilar)
Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior
Prof. Doutor José Mariano Rebelo Pires Gago
Ministra da Cultura
Drª. Maria Gabriela da Silveira Ferreira Canavilhas
Ministro dos Assuntos Parlamentares
Dr. Jorge Lacão Costa
Secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros
Dr. João Tiago Valente Almeida da Silveira
Amanhã começa aqui um conjunto de textos que pretendem esmiuçar – para utilizar uma terminologia muito em voga – os resultados no Concelho de Loures. E depois disto, nada mais quero dizer, sobre estas eleições. Muito provavelmente, foram as primeiras e as ultimas eleições autárquicas que fiz enquanto presidente da JSD/Moscavide. Em 2013, muito dificilmente serei ainda presidente da estrutura, embora, seja possível que tenha responsabilidades acrescidas no Processo Autárquico em Loures por outra via, ou por outras vias. Veremos.
Antes de iniciar esses textos, queria deixar uma palavra para a Comissão Politica do PSD/Moscavide, que apenas em 30 de Junho passou a liderar a secção. A anterior comissão politica ao arrepio de uma recomendação nacional deixou que as eleições internas fossem para essa tardia data. A responsabilidade dos resultados autárquicos, independentemente de os considerarmos bons ou maus, foram por isso, em limite, partilhados por ambas as Comissões Politicas.
Mas há uma outra Comissão Politica que também foi a jogo. Essa comissão politica foi a comissão politica da JSD/Moscavide. O trabalho que desenvolveu junto da juventude local, também foram a jogo. E por isso não me canso de dizer: 8 eleitos, em 10 Freguesias, com um resultado municipal de 16%, é muito, muito bom.
O trabalho que desenvolvemos ao longo dos últimos quatro anos foi meritório e, sem qualquer fanfarronice ou arrogância, fomos os responsáveis por alguns bons resultados em freguesias e também responsáveis por evitar descalabros totais em outra. Não elegemos o deputado municipal, que era nosso objectivo, mas como já tive oportunidade de referir, perante a campanha feita para os órgãos municipais, a repetição do target politico, o facto do cabeça de lista ter deixado de pertencer à Portela (Para a Assembleia Municipal) e o sétimo lugar ter sido o lugar atribuido à primeira indicação concelhia da JSD, tudo isto associado, a um crescimento fortíssimo do PS e ao facto do CDS-PP ter triplicado os seus votos e eleito um deputado municipal, tornava tarefa quase impossível essa eleição. Aliás, não faria sentido que os jovens votassem numa Lista em que as duas primeiras indicações abaixo dos 30 anos, fossem o sétimo e o décimo terceiro lugar!
Mas nas freguesias, tremendo orgulho.
Em Camarate, segurou-se o segundo elemento na Assembleia de Freguesia, por cerca de duas dezenas de votos, conseguindo-se quase que duplicar a votação no Bairro de São Francisco, Bairro onde reside o elemento da JSD que ia em quarto lugar. Grande prestação do Tiago. É apenas uma prova do trabalho da JSD. Já vos falei aqui de outros casos que demonstram bem o trabalho desenvolvido. Em Moscavide é evidente. Mas na Portela, por exemplo, a maioria absoluta é segura pela votação expressiva nas mesas jovens. E já ouvi de muita gente, que votou PSD, mas votou, sobretudo, no Jorge, no Pedro, na Mariana e por aí fora.
Há que não desvirtuar estes resultados e tentar omitir o excelente trabalho da Jota Local. Feito ao longo de quatro anos. Em actividades fora das quatro paredes, em visitas às escolas, em crescimento de militantes sustentado, em reuniões com as associações de estudantes, no facto de se chamar pessoas conhecidas no Concelho a colaborarem na estrutura.
Sinceramente, a JSD voltou a dar uma grande lição. E pode ser que daqui para a frente, todos percebam que a politica mudou. A JSD não é um banco de elementos que servem para distribuir infomails, abanar bandeiras ou colar cartazes. A JSD é uma força viva, fundamental para a implementação local do PSD. E, enquanto for presidente em Moscavide, residirá na sua autonomia, de conteúdos e metodologias, que vai residir a sua força.
Grande trabalho da equipa da JSD/Moscavide. E fazendo a transposição, para o que a interpretação de cada um permitir, é esta JSD que quero ver no Distrito e no Pais. Ganhadora, Autónoma e Enérgica. E é por estas e por outras, que acho mesmo que tenho legitimidade para propor caminhos alternativos.
Vamos a isto! Vamos Ganhar o Futuro, Ganhar esta Geração!
O Novo Governo
Se acha, traído pelo título deste texto, que vou aqui lançar os nomes das pessoas que irão integrar o novo Governo desengane-se. O que venho aqui tratar é a nova situação governativa altamente influenciada pelo panorama parlamentar. Como é sabido de todos, ou quase todos, no Parlamento existe uma maioria relativa de deputados do PS. Posto isto, é difícil a um Governo neste cenário impor as posições decorrentes do seu programa governativo. Um Executivo nestas condições necessita de colaboração dos partidos representados no Parlamento. O Primeiro-Ministro, que ainda não tomou posse para o segundo mandato, procura já entendimentos com os partidos, aliás, com todos os partidos. Esta nova posição de diálogo com todos os partidos do Parlamento (sem excepção) que José Sócrates quer imprimir ao panorama político nacional pode ter duas leituras. Numa primeira perspectiva, poder-se-á entender que o Primeiro-Ministro quer a todo o custo governar com estabilidade ficando assim assegurada a governabilidade necessária para que o país “ande para a frente”. Analisando por um segundo prisma, poder-se-á achar (aliás essa opinião tem sido veiculada por bastantes opinion-makers) que o Chefe de Governo chamando os líderes de todos os partidos com assento parlamentar e sabendo de antemão que provavelmente estes não iriam aceitar qualquer acordo, quer colocar na oposição a responsabilidade das decisões tomadas ou da falta delas. Alinhando sob este prisma (que não é totalmente oposto ao anterior), ainda que com cautela, não creio (defendendo a posição que creio que o Professor Marcelo Rebelo de Sousa propugnou no programa de domingo) ser uma questão de dramatização e de vitimização por parte de Sócrates, é antes uma situação em que o Chefe de Governo quis colocar na oposição todo o ónus de algo que normalmente seria assacado ao Governo. Cabe à oposição uma resposta cabal a esta situação. Quer-se uma oposição cooperante, mas a esta não podem ser assacadas todas as responsabilidades, afinal é o PS que é o partido do Governo. No entanto, essa resposta cabe aos líderes dos partidos, que por enquanto não deram sinais de contrariar tal ideia, pelo menos plenamente. Se Sócrates levar a melhor, pergunto-me se esta estratégia não conduzirá a uma dissolução do Parlamento (pela falta de decisão) e que nas eleições subsequentes ganhe com maioria absoluta, fazendo uma espécie de reedição do que sucedeu com Cavaco Silva. O tempo o dirá, tendo o futuro líder do PSD uma palavra determinante neste processo, enquanto líder do principal partido da oposição. No entanto, deixo ainda uma referência para todo este jogo político. Não se querem politiquices, quer-se política. Quer-se um país desenvolvido e não jogadas de estratégia que resultam na perpetuação do poder de X ou a perda do mesmo por Y. Para jogadas tem-se o futebol e outros desportos.
Fica o reparo.
Numa campanha eleitoral para a liderança da Nacional da JSD, um dos candidatos disse que os Problemas de Lisboa são os mesmos do que os problemas do resto do pais, exceptuando-se a desertificação que não existe em Lisboa. Eu acrescentaria, que Lisboa tem um grande problema, especifico das grandes cidades: A mobilidade.
Hoje o meu carro foi para a inspecção e tive que voltar à carreira 83. Sem grandes problemas, porque à hora que regresso circula-se bem, há lugar sentado. Lembro-me bem, do meu primeiro ano da faculdade, onde em pé, com os códigos a saírem demorava quase 1h a chegar à Faculdade. Enfim, vamos ao que interessa.
Eu sai da faculdade as 11h56, tenho de fazer um percurso a pé de 10 minutos. Estava a entrar em casa as 12h42. Ou seja demorei 46 minutos, quando de carro demoro, no máximo 20 minutos, cumpridos os 80km/h na Segunda Circular. Mais do dobro do tempo. Tudo bem.
Vamos a custos. O trajecto entre a minha casa e a faculdade é de 7,5km, ou seja, 15km por dia, 20 dias por mês, 300km no total ao final do mês. O meu carro, gasta uns bons litrinhos aos 100, pelo que, pior das hipóteses também, gastarei 30 euros por mês para fazer este trajecto de carro. Ora, o preço do passe é mais caro. Ou seja o que me dizem é isto: Pagas mais, para demorares o dobro do tempo, ires desconfortável e teres que fazer 10 minutos a pé, possivelmente a chover a “potes”. Alguém opta pelo transporte público?
Evidentemente que não. Mas reparem que eu dei também a melhor das hipóteses para o autocarro (hora sem transito) e utilizei o exemplo de eu ir sozinho num carro que consome uns 8 ou 9 litros aos 100. Mas imaginem o exemplo de três amigos se juntarem e irem num citadino a gasóleo que gaste 4lt aos 100 por exemplo. Teríamos um custo de 5 euros por cada um.
Pensar Lisboa e pensar na mobilidade de Lisboa, não é apenas dizer que andar de carro é horroroso e que o metro é que é. Aliás, a Portela, por exemplo, não tem metro, e mesmo pertencendo a outro Concelho tem uma proximidade geográfica com a capital do país enorme. Mas outros locais da cidade que também não são servidos com Metropolitano. E também o metro não é o expoente máximo da rapidez. Entre a Cidade Universitária e a Gare do Oriente, por exemplo, demora-se 30 a 35 minutos também. Mais do dobro do que de automóvel.
Quanto a mim, o que se deveria fazer era reduzir drasticamente o preço dos transportes públicos, aumentar a cadência e criar condições de melhor mobilidade. Uma ideia, é a criação de um túnel em todo o eixo central da cidade, liberando a superfície para os transportes públicos, aumentando assim a velocidade média dos mesmos. Outra possibilidade é perceber que o Terreiro do Paço com uma só faixa entope, e que, por exemplo, a ciclovia em Benfica, utilizada por pouquíssima gente, retirou uma faixa e que também entupiu essa acessibilidade.
Só com transportes públicos baratos, periódicos e rápidos podemos conseguir reduzir os carros na cidade. Numa palavra: Eficiência. E depois de darmos uma oferta, minimamente competitiva (evidentemente que não se pede que os transportes públicos não levem um pouco mais de tempo do que os carros, mas não podem nunca ser mais caros, por exemplo) podemos então levar a cabo politicas de restrição ao trânsito. Devemos criar, nas extremidades da cidade parques de estacionamento em altura, gratuitos, para incentivar, também por ai, as pessoas a utilizarem os transportes públicos. E depois, então sim, poderíamos, por exemplo, taxar a entrada na cidade, sendo a taxa progressivamente mais alta quantas menos pessoas de deslocassem no automóvel, com ganhos claríssimos em termos de mobilidade e de ambiente, e criando aqui a receita necessária para financiar a despesa acrescida com as medidas de incentivo aos transportes públicos.
Enfim. Espero não ter que esperar quatro anos para ver esta medida implementada. Parece me um raciocínio básico, atingível a qualquer pessoa com mais de 6 anos.
Neste dia 27 de Setembro realizaram-se as eleições legislativas, por ventura aquelas consideradas como as mais importantes na medida que é através delas que os portugueses se vêm representados na Assembleia da República e que posteriormente se formará um Governo. Isto é, é a partir destas eleições que se conhecem os actores do poder legislativo e executivo.
Estas eleições tiveram os seguintes resultados (sem os votos dos emigrantes): PS (36, 56%) 96 deputados, PSD (29, 09%) 78 dep., CDS (10, 46%) 21 dep., BE (9, 85%) 16 dep., CDU (7, 88%) 15 dep.
Desde logo importa afirmar que a análise a estes resultados não deverá ser feita através de uma comparação entre as eleições de 2005 e as de 2009. Temos que ter em conta tudo o que aconteceu entretanto. Contestação, escândalos, sondagens, tudo…
Posto isto, passemos à análise partido a partido.
PS: Vence estas eleições com clara vantagem sobre o PSD (apesar de ter perdido deputados para todos os outros partidos) depois da onda de contestação gerada durante o mandato conferido em 2005, depois dos resultados das eleições europeias e depois de algumas sondagens terem previsto um empate técnico entre os dois partidos. Este facto sucede acima de tudo pela excelente campanha dos socialistas e a prestação convincente de José Sócrates nos debates. A prestação menos boa do PSD e da sua líder foram também preponderantes. No entanto, estas eleições trazem algum “amargo de boca” ao PS. Por um lado o PSD e o CDS juntos têm mais deputados que o PS. A pergunta que se coloca é se correrá o PR o risco de convidar a governar os dois partidos de direita. Creio ser difícil tal cenário pois debilitaria a imagem do PR e contaria com uma oposição dilacerante da esquerda em maioria no Parlamento. Por outro lado, o PS (afastado que está o cenário do Centrão) só consegue ter maioria absoluta com o CDS, algo que também parece muito complicado pois este partido parece não estar disposto para tal. O PS parece estar numa situação em que governará sozinho tendo de contar necessariamente com outros partidos para viabilizar diplomas importantes como o Orçamento de Estado. Não esquecer a possibilidade de uma moção de censura, se bem que importa não esquecer 1987 em que “saiu o tiro pela culatra” ao PRD.
PSD: Estrondosamente derrotado (apesar de ter ganho 3 deputados) pois não soube capitalizar para si a onda de contestação em torno de Sócrates e do seu Governo. Essa contestação traduziu-se sobretudo em votos nos outros 3 partidos. O PSD não fez uma boa campanha e prestação de Manuela Ferreira Leite nos debates não foi a melhor conforme já escrevera aqui no blogue. Mesmo com o resultado do CDS dificilmente formará Governo até porque não surgiram afirmações que sequer pudessem pôr sobre a mesa esse cenário. Está neste momento em causa a permanência da líder do PSD enquanto tal. Provavelmente dever-se-á manter até às eleições autárquicas, mas será dificílimo continuar a liderar, isto apesar de o PSD provavelmente ganhar as eleições (que é um dado recorrente e que não decorre normalmente da performance do líder).
CDS: Bons resultados para este partido que nas sondagens se encontrava bastante atrás. Bons debates e campanha de Paulo Portas que conseguiu chegar a mais de 10%. Será um elemento fundamental neste novo Parlamento. A ver vamos em que moldes.
BE: Apesar dos 16 deputados eleitos e de ter duplicado o número relativamente a 2005, este resultado deverá desiludir os bloquistas, apesar de alguns manifestarem agrado perante tal cenário. É que em todas as sondagens o BE aparecia destacado em 3º lugar e mesmo nas sondagens à boca das urnas parecia que poderiam eleger 20 deputados. O papel fundamental que poderiam ter na AR fugiu para…o CDS.
CDU: Ganhou um deputado mas mantém o papel que obteve em 2005. O eleitorado comunista é pouco móvel e por isso não surpreende este resultado.
Convém ainda fazer dois apontamentos.
Em primeiro lugar importa lembrar os números da abstenção. 39, 4% dos cidadãos eleitores não votaram, o que é muito. São números que deverão suscitar reflexão aos eleitores e aos eleitos.
Em segundo lugar é necessário fazer uma referência às sondagens que têm falhado demais, mesmo à boca das urnas, algo que me parecia pouco provável.
(Retirado do Blogue da JSD/Queluz)
Uma palavra para o blogue sumoasideias.blogspot.com, da JSD/Queluz, que evidencia uma juventude atenta aos diversos problemas, com que os jovens do Concelho em que se insere se deparam, fazendo ainda menção a questões de índole nacional. Bom trabalho!